1/28/2024

Revista Novela Filme - O homem que fazia chover

 


Novela Filme, revista com texto e imagens sobre um determinado filme. No caso, "O Homem que fazia chover", do original "The Rainmaker", de 1956. Conforme se pode ler acima, o filme foi estreado no Cinema S. Jorge - Lisboa, em 23 de maio de 1957, com escalão de maiores de 17 anos.
N.º 15.

Convenhamos que em tempos de seca lá pelos algarves, um homem que fizesse chover é que dava jeito.

1/19/2024

Sapataria Charles

As lojas da sapataria Charles foram umas das icónicas marcas de outros tempos e eram sinónimo de qualidade e estatuto social, nomeadamente no sector do calçado de senhora, de resto esta vertente marcada pelo sapato de tacão alto, estilizado, transformado em logotipo.

Infelizmente, como tantas outras empresas prestigiadas e com um rico historial, também a Charles teve o seu fim. Por Agosto de 2010 a imprensa noticiava a falência da sapataria que na época atirou para o desemprego quase duas centenas de trabalhadoras. 

A Christian Sapatarias S.A, então proprietária, uns poucos anos antes havia sido declarada em situação de insolvência e da qual não conseguiu ser resgatada. Dizem que por erros de gestão e de estratégia bem como por dificuldades sectoriais que então castigavam a nossa indústria do calçado, acabaram por contribuir ou ditar o desfecho.

Foram encerradas as 35 lojas então existentes por todo o país (número que chegou a ser superior) bem como a fábrica no Arco do Sardão em Vila Nova de Gaia. Já antes, por volta de 2001, havia sido encerrada a fábrica em S. João da Madeira.

A Charles em 2005, quando os problemas começaram a agravar-se com a entrada de uma nova gestão, e com ela o despedimento de mais de 700 trabalhadores, empregava cerca de 1300 funcionários entre as lojas e fábricas.

Apesar do seu desfecho, a Charles manter-se-á como uma marca que faz parte da nossa memória colectiva.

1/17/2024

Jogo do Monopólio - Monopoly


O "Monopólio", no original "Monopoly" é um clássico jogo de tabuleiro que simula a experiência de compra, venda e desenvolvimento imobiliário. O objetivo do jogo é acumular riqueza e levar à falência os adversários concorrentes. Uma lista das suas principais características:

1. Objetivo: O principal objetivo é ser o último jogador com dinheiro no jogo, enquanto os outros jogadores vão à falência.

2. Tabuleiro: O tabuleiro é composto por propriedades, empresas e espaços especiais, com nomes adaptados a cada país onde se vende. No caso da versão portuguesa há sobretudo edifícios reportados às cidades de Lisboa e Porto. Em Portugal o Monopólio teve sua primeira edição sob os cuidados da Majora/Parker Brothers Portugal na década de 1950, com o seu nome traduzido. Contudo, em 1961, uma nova edição foi lançada pela Majora, cedendo à pressão da Parker Brothers e adotando a designação internacional Monopoly. Nessas versões lusas, as propriedades são nomeadas a partir de ruas notáveis, predominantemente de Lisboa e Porto, além de estações ferroviárias. Embora os nomes das ruas possam variar nas diferentes versões, destaca-se que o Rossio (Lisboa) consistentemente figura como a propriedade mais valiosa, enquanto o Campo Grande (Lisboa) mantém sua posição como a menos valiosa. Cada propriedade pode ser comprada, vendida e desenvolvida.

3. Dinheiro: Os jogadores começam com uma quantia em dinheiro e ganham ou perdem dinheiro conforme avançam pelo tabuleiro.

4. Propriedades: Os jogadores podem comprar propriedades quando caem em espaços não adquiridos. Possuir conjuntos de propriedades do mesmo tipo aumenta o valor de aluguel cobrado aos oponentes que caem nelas.

5. Construções: Os jogadores podem construir casas e hotéis em suas propriedades para aumentar o valor do aluguel. Quanto mais desenvolvida a propriedade, maior o custo para os adversários.

6. Sorte e Estratégia: O jogo envolve sorte, já que os jogadores avançam de acordo com os resultados de dados, mas também requer estratégia na compra, negociação e gestão de propriedades.

7. Cartas de Sorte ou Revés: Os jogadores podem receber cartas de "Sorte" ou "Azar" que trazem eventos inesperados, como multas ou recompensas financeiras.

8.Falência: Se um jogador não consegue pagar suas dívidas, ele vai à falência e seus ativos são geralmente distribuídos entre os outros jogadores.

O Monopoly é conhecido por suas longas partidas e negociações intensas, tornando-se um clássico intemporal no mundo dos jogos de tabuleiro.

Alguns apontamentos sobre a sua origem e história:

O Monopoly foi criado nos Estados Unidos por Elizabeth Magie no início do século XX. Em 1935, Parker Brothers, uma empresa de jogos de tabuleiro, adquiriu os direitos do jogo e o lançou com algumas modificações. O jogo foi inicialmente chamado de "The Landlord's Game" e tinha o objetivo de ilustrar as consequências negativas da concentração de propriedade.

Charles Darrow, um desempregado durante a Grande Depressão, adaptou o jogo e o apresentou à Parker Brothers. A empresa inicialmente rejeitou, mas depois reconsiderou diante de sua crescente popularidade. Em 1935, o Monopoly foi lançado comercialmente e imediatamente tornou-se num enorme sucesso porque reflectia a mentalidade da época, centrada em acumulação de propriedades e riqueza.

O Monopoly rapidamente se espalhou para outros países, e diversas versões locais foram criadas ao longo dos anos. O jogo foi adaptado para refletir as ruas e propriedades das cidades em todo o mundo.

Ao longo das décadas, várias edições temáticas do Monopoly foram lançadas, incorporando elementos de cultura popular, marcas famosas e locais icônicos.

O Monopoly tornou-se um fenômeno cultural, sendo um dos jogos de tabuleiro mais conhecidos e jogados em todo o mundo. O jogo também gerou competições e estratégias avançadas entre os jogadores. Apesar das mudanças e adaptações ao longo dos anos, o Monopoly continua sendo um dos jogos de tabuleiro mais populares e reconhecíveis, mantendo sua posição como um clássico intemporal.

Charles Darrow permaneceu perpetuamente vinculado ao Monopoly, sendo creditado como seu inventor pela Parker Brothers, a empresa que adquiriu os direitos do jogo. A Hasbro consolidou essa herança ao adquirir os direitos na década de 1990, marcando uma transição crucial na história do Monopoly.

Por tudo, pela sua história e características, o jogo do Monopólio de facto é um clássico intemporal, mantendo-se popular mesmo na era dos sofosticados jogos electrónicos.

Versão inicial, ainda em escudos

Esquema actual de versão em Portugal, desde 2006

1/14/2024

Romariz - Vinho do Porto

 



Postais publicitários antigos do vinho do Porto da Casa Romariz.

A casa Romariz teve a sua origem em 1850, numa família portuguesa cujo patriarca Manoel da Rocha Romariz, importante proprietário da época soube explorar. De início muito focada no comércio para o Brasil e ex-colónias portuguesas, soube expandir-se para Inglaterra e implantar-se no mercado nacional como uma marca de referência na produção de vinhos de qualidade.

Em 1966 a casa Romariz foi adquirida pela Guimaraens & Cia. Que privilegiou o mercado nacional na sua estratégia de consolidação da marca, a par de alguns mercados de exportação.

Em 1987 a casa Romariz passou a pertencer a um grupo inglês, e desde então foca-se no desenvolvimento e potencial do Porto Reserva Latina, verdadeira imagem de marca da casa Romariz, um vinho de elevada qualidade e apresentação distinta.

[Fonte: Iportwine]

1/12/2024

Uma Casa na Pradaria - Série de televisão

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Uma Casa na Pradaria", tradução do título original "Little House on the Prairie". 

A série foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, de 11 de Setembro de 1974 até 21 de Março de 1983, sendo que no último ano teve  o título de "Little House: A New Beginning". A série foi baseada na obra literária de Laura Ingalls Wilder. Teve um total de 183 episódios com uma duração de 45 minutos cada. 

Em Portugal, a data em que foi estreada é incerta já que algumas fontes dizem que a série apenas foi exibida originalmente na RTP a partir de 7 de Janeiro de 1984, por isso já depois de ter terminado a sua produção e exibição nos Estados Unidos. Outra fonte diz ter iniciado em 1980. Ainda uma terecira fonte consultada informa que foi exibida entre 1978 e 1984. 

O espaço temporal da série desenrola-se na década de 1870. O enredo acompanha o dia-a-dia da família Ingalls, liderada pelo patriarca Charles Ingalls (interpretado por Michael Landon), sua esposa Caroline (por Karen Grassle) e suas  filhas, Mary (Melissa Sue Anderson), Laura (Melissa Gilbert), que era a narradora habitual, Carrie (pelas gémeas Lindsay e Sidney Greenbush) e Grace. Ainda o Albert, filho adoptivo.

Determinada a construir uma vida melhor, a família de pioneiros estabelece-se em Walnut Grove, uma pequena cidade na fronteira do oeste americano.

A série aborda temas como as lutas diárias da vida na fronteira, o espírito de comunidade, a superação das dificuldades, perigos e desafios e as relações familiares e comunitárias. Charles Ingalls é um homem trabalhador e compassivo, enquanto sua esposa Carolline é uma mulher forte e dedicada à família. A narrativa destaca a educação das filhas, as amizades na comunidade e os obstáculos enfrentados pelos pioneiros, como os rigores do clima, conflitos com povos nativos americanos e a busca pela prosperidade em uma terra ainda selvagem.

Ao longo de suas nove temporadas, "Little House on the Prairie" tornou-se um clássico da televisão, cativando o público com suas histórias emocionantes e personagens memoráveis, enquanto oferecia uma visão nostálgica e romântica da vida no oeste americano do século XIX.

Entre nós a série foi igualmente popular e seguida com muita devoção. A figura de Charles Ingalls beneficiava da popularidade do intérprete Michael Landon na série de western "Bonanza", como Little Joe.

Pessoalmente assisti a alguns episódios mas em rigor nunca me prendeu demeasiado a atenção. Gostos. Daí, talvez, só agora trazer à memória esta série apesar de ter sido uma das mais emblemáticas dessa metade da década de 1970 e toda a década seguinte. Mesmo que tardiamente é justo que fique aqui a referência.

1/09/2024

Gina - A revista com cores da liberdade


Já tivemos a oportunidade de trazer aqui à memória a revista GINA, um dos ícones dos primórdidos da liberdade pós-revolução e da década de 1980.

Esta revista de cariz pornográfico foi na época uma quase novidade e mesmo lida, partilhada e guardada às escondidas, ficou na memória de toda uma geração, sobretudo dos jovens rapazes, sendo que naturalmente, embora de forma mais discreta, por algumas raparigas.

Recorde-se que esta revista teve publicação desde Setembro de 1974 até 2005,com 196 números. O êxito foi, imediato com o preço de capa inicial em 25 escudos mas alterado com frequência de acordo com a inflacção da procura.

A publicação da editora Pirâmide, liderada por Mário Gomes e seu irmão Acácio, fundamentava-se, essencialmente, em conteúdos provenientes do próspero e liberal mercado alemão. Estes eram traduzidos ou adaptados por Mário, sem uma preocupação literária evidente. As capas, concebidas para a exposição nos quiosques, geralmente mantinham uma postura discreta, exibindo rostos de mulheres com uma aparência feliz e recatada, remetendo à inocência virginal, o oposto do que se encontrava no interior das páginas, onde as cenas eram notavelmente mais audaciosas. O papel utilizado era brilhante, apresentando tons vibrantes.

Queira-se ou não, a revista Gina faz parte do imaginário colectivo da geração das décadas de 1970 e 1980.

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