6/12/2024

Quando os cigarros eram estudados para os desportistas

 




Fumar mata, mas mata mesmo! E mesmo com os sérios avisos e imagens a condizer estampados nas embalagens, continua-se a fumar muito, na filosofia de que "sempre temos que morrer de algum mal". 

Sendo coisa séria, não deixa de nos provocar um sorriso quando vemos o que sobre isto se dizia e publicitava há umas décadas atrás, nomeadamente que o "Benfica" era "um cigarro estudado especialmente para os desportistas". E tanto assim era que se associavam os nomes dos grandes clubes da bola aos cigarros e havia então um campeonato com o Benfica, Porto e Sporting a matar vícios aos respectivos adeptos.

Nunca soube se o meu avô ligava à bola ou de qual destes ou doutros clubes era adepto, mas sei que em determinada altura fumava "Porto", que com frequência me mandava comprar, avulso, na mercearia da aldeia. Perdi a conta às vezes e aos cigarros comprados, mas apesar disso acontecer quando eu teria uns 5 ou 6 anos, ficou-me para sempre na memória.

5/27/2024

Motorizada GT - EFS Super Sachs

 


De um antigo catálgo das motorizadas EFS, o robusto modelo GT. Publicação rara e que resgatei em imagens algures numa pequena oficina de uma terra de Trás-os-Montes.


Quanto à EFS, a ter em conta alguns dados publicados pela web, a marca nasceu em 1911, fundada por Eurico Ferreira de Sucena, com estabelecimento na Borralha, em Àgueda, então como fabricante de de acessórios para bicicletas e para o ciclismo. Anos depois, em 1939, a EFS fabricou as primeiras bicicletas a pedais e posteriormente em 1952 iniciou a produção de bicicletas equipadas com motor.

A década de 1960 foi muito positiva para a marca de Eurico Ferreira de Sucena, com um incremento das encomendas para o mercado interno mas também com o início das exportações dos seus veículos para alguns países europeus, americanos e mesmo asiáticos.

A empresa continuou a crescer nos anos seguintes e em 1974 entrou em laboração uma segunda unidade industrial, localizada em Avelãs de Caminho - Anadia, dando-se simultaneamente a mudança da sede e administração da EFS.

O grosso da produção centrava-se então nos ciclomotores mas em 1978 a empresa dá corpo aos motociclos com a fabricação de uma moto de 125 cm3 equipada com motor Puch, de dois tempos. De resto a empresa não tinha motor de fabrico próprio e os seus modelos eram equipados sobretudo com motores Sachs, Zundapp, Casal, Puch e Kreidler, Cucciolo, Derbi, Minarelli e até mesmo da japonesa Yamaha.

Já na década de 1980, embora ainda com muita venda de ciclomotores, a EFS deparou-se com forte concorrência, nomeadamente de outros países e acabou por entrar em decadência e veio mesmo a encerrar as portas. De resto esta mexida no mercado por essa época afectou muitas empresas do ramo, como a Macal, Casal, Famel e muitas outras que caíram inapelavelmente deixando um rasto de história.

Por sua vez, a metalurgia Casal foi fundada em 1964 por João Francisco do Casal. Foi a maior fábrica de motores nacionais, produzindo motores de diversas cilindradas para diversos fins, incluindo motociclos. A Casal foi a marca portuguesa que atingiu maior notoriedade e chegou a exportou para diversos países.

A Famel, Fábrica de Produtos Metálicos, foi fundada em 1949 na Mourisca, em Águeda, por João Simões Cunha, Augusto Valente de Almeida e Agnelo Simões.

5/24/2024

Philips - Frigoríficos

 

Cartaz publicitário aos frigoríficos da marca Philips - 1941


Por esses tempos, iniício da década de 1940, os frigoríficos já eram correntes mas convenhamos que raros na maioria das casas portugueses. Proporcionalmente aos ordenados ou rendimentos da generailidade das pessoas, seria um equipamento caríssimo, para além de que a rede eléctrica não chegava ainda a muitas terras. Por cá, na aldeia, chegou a electricidade só por volta do final da década de 1950 mas a sua ligação às casas ainda demorou mais. Por conseguinte, frigoríficos ou outros electrodomésticos, nem vê-los, só muito mais tarde. Mesmo a primeira televisão só por 1967 por força da vinda do papa Paulo VI a Fátima, em 13 de Maio desse ano.

Sem frigoríficos, o método de conservação era sobretudo o sal, para o peixe, essencialmente as abundantes sardinhas, e ainda a carne de porco, que era sebado em muitas das casas em ambientes rurais. Galinhas ou um coelho, matavam-se e comiam-se no dia ou seguinte. Carne de vaca ou vitela só mesmo em dia de justificada festa, como cheirinho, e comprada na véspera num dos raros talhos da vila.

Hoje em dia o frigorífico é um dos equipamentos mais utilizados nas nossas casas, mais simples ou sofisticados, em si autênticas despensas, e já não somos capazes de viver sem eles. Basta que a electricidade falhe por umas horas e  fica tudo à nora.

5/09/2024

Lacto Lusa - Queijo "Pastor"

Tenho nas minhas memórias mais recuadas uma ligação ao então saboros queijo "Pastor", do tipo flamengo, que nas mercearias da aldeia era vendido em bolas vermelhas. Claro que comprar um queijo inteiro só em dias de festa e para senhores doutores porque nos demais dias e para a generalidade das pessoas, comprava-se às fatias. 100, 150 gramas, raramente mais. Ora este então bom queijo, era fabricado pela empresa Lacto Lusa, L.da.

A história da Lacto Lusa, L.da, empresa que produzia o famoso e popular quijo "Pastor", remonta ao ano de 1941, quando foi fundada por Francisco da Costa Leite e Américo Tavares da Silva. No entanto, o registo oficial da denominação "Lacto Lusa Lda" só ocorreu em 1948.

A Lacto Lusa originalmente ficou sediada em Vale de Cambra, distrito de Aveiro, e concentrava-se na produção de manteiga sob a marca Lusa, aproveitando a rica região de pastagens e a significativa criação de gado para o fornecimento de bons leites.

Em 1947 a empresa expandiu sua produção para incluir queijos, como as marcas "Pastor" (tipo flamengo), "Belo Luso" (tipo Bell Paesse) e "Pastorinho". A produção do Queijo Limiano iniciou-se mais tarde, em 1959, graças a Américo Tavares da Silva. Outra marca de queijo, a "Camponesa", não teve seu registro inicialmente documentado, e a data de início de sua produção permanece desconhecida.

No final da década de 1950, a Lacto Lusa de Vale de Cambra expandiu-se para o Minho, para Ponte de Lima, onde se associou a pequenos produtores locais de queijo. Em 1957, surgiram a Lacto-Lima e a Lacto-Açoreana, com a Lacto-Lusa como principal acionista. Em 1987, a Lacto-Lusa transformou-se numa sociedade anônima, incorporando as empresas Lacto-Lima e Lacto-Açoreana.

Em 1994, o Grupo Lacto Ibérica S.A. foi criado após a aquisição e fusão de sete empresas. Com sede nas Ilhas de São Miguel, nos Açores, este grupo possui oito locais de operação, incluindo quatro unidades fabris.

Em Janeiro de 2004, a Lacto-Ibérica foi adquirida pelo grupo francês Bel, tornando-se a Bel Portugal. Esta aquisição incluiu várias empresas de laticínios, como a Lacto Lusa, S.A., Lacto Lima, S.A., Lacto Açoreana, S.A., Agrolactea, Produtos Alimentares, Lda e Lacticínios Loreto.

Actualmente, a Bel Portugal opera três fábricas em Portugal: uma delas em Vale de Cambra e as demais nos Açores, na Ribeira Grande e em Covoada. Na unidade fabril da Ribeira Grande, são produzidos os queijos "Terra Nostra" e a manteiga Loreto. Por sua vez em Vale de Cambra, mantêm-se a produção dos dois queijos mais emblemáticos: Limiano e Pastor e queijos de pequenos formatos.




Dados - Fonte [vbo.pt]

3/01/2024

Revista "Colecção Cinema" - Uma ilha para dois

 


Capa e contra-capa da revista "Colecção Cinema". N.º 15 - 19.ª Série - Edição da Agência Portugues a de Revistas - Director: Mário de Aguiar.

Filme: "Isla para Dos" (Ilha para Dois), de 1959 com Arturo de Cordova e Yolanda Varela.

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