9/11/2024

"Deliciosa" - margarina

 


Cartaz publicitário à margarina "Deliciosa", da FIMA. Será da década de 1940.

A Margarina "Deliciosa" terá começado a ser importada e comercializada pelos Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da, na segunda metade da década de 1920. Essa mesma empresa começou por sua vez a actividade industrial pelo início da década de 1940 com a instalação da FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da, em Sacavém. Para além da margarina, incluindo a "Deliciosa", eram ali produzidos os óleos alimentares que então se começaram a popularizar em substituição do azeite.

A FIMA deu várias voltas no universo empresarial e na actualidade pertencerá à Unilever com a designação de Unilever Fima.

9/10/2024

Aliança - Bolachas, biscoitos e massas

 


Cartaz publicitário às bolchas, biscoitos e massas Aliança. Ano de 1930.

Já falamos aqui desta emblemática marca. Tal como então escrevi, das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

9/02/2024

Áquila - Rádio - Recomendado pela Renascença

 


Cartaz publicitário do final da década de 1930 ao aparelho  receptor de rádio da marca Áquila, da Phonograph Corporation New York, comercializado pela Imperial Rádio, L.da - Lisboa.

Do que pesquisei sobre esta marca, pouco colhi, pelo que é uma daquelas muitas coisas que a passagem do tempo obscureceu. Pela descrição, o aparelho estava dotado de modernas tecnologias para a época, nomeadamente os super-heteródinos americanos.

Ressalta da descrição, a recomendação pela "Rádio Renascença" e com condições de venda vantajosas aos sócios daquela emissora.

A Rádio Renascença foi fundada por Monsenhor Manuel Lopes da Cruz, e as suas emissões experimentais ocorreram no início em Junho de 1936 com um emissor instalado em Lisboa.  As emissões regulares terão começado a 1 de Janeiro de 1937. Das grandes emissoras de rádio portuguesas que despontaram na década de 1930, é a única que mantem inalterado o seu nome inicial. 

8/01/2024

Uma verdadeira canja de galinha...

 


Cartaz publicitário aos populares caldos de galinha Knorr.


A publicidade sempre vendeu, na década de 1970 e 1980 como hoje. Acreditamos, ontem como hoje, que num cubinho de gordura concentrada está o segredo de uma deliciosa canja para toda a família, somente por meia dúzia de tostões. E anda a minha patroa, enganada, a criar galinhas caseiras e depois dela bem madurinha e espremida, juntando-lhe os seus ovos, a perder tempo a confeccionar uma canja como achava que devia ser, realmente caseira. Perda de tempo, pois basta usar o cubinho mágico e depois no prato basta fingir que é da galinha gorada que está no galinheiro.

7/25/2024

Pois, pois, Jota Pimenta

 


Os mais velhos reconhecerão facilmente o slogan da popular publicidade televisiva da década de 1970 à venda de apartamentos em edifícios em altura: «Pois, pois, J. Pimenta»

J. Pimenta referia-se ao popular construtor João Gonçalves Pimenta. Nascido na aldeia do Souto, perto de Abrantes, nas bordas do Tejo, e cedo começou como servente na construção civil. Em 1956 fundou a empresa «J. Pimenta, SARL » a qual veio a ter um impacto enorme na construção de apartamentos de habitação na época, décadas de 1960 e 1970. Terá iniciado por edificar habitações na Reboleira e posteriormente em Cascais, Paço de Arcos, e outras zonas da Grande Lisboa. Faleceu por Abril de 2015 com 90 anos.

Os apartamentos construídos pela J.Pimenta, vieram revolucionar o mercado imobiliário da época, quer pela dimensão dos empreendimentos quer pelas apostas inovadoras dos apartamentos de baixo custo que se vendiam já mobilados bem como com uma actividade muito publicitada o que a popularizava.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974 a empresa, como tantas outras, ficou nas mãos dos trabalhadores e aos desaforos da anarquia revolucionária e  não resistiu aos tempos.

João Pimenta, figura maior de uma classe de empreiteiros a que o país apelidou depreciativamente de "patos-bravos", face a essa reviravolta e com processos às costas, por 1975 teve que emigrar para o Brasil e dizem que com com a mala cheia de dinheiro. Muitos negócios de facto correram mal e muitos compradores terão ficado com prejuízos e despoletado uma série de processos em tribunal a reclamar devoluções e indemnizações.

No Brasil esteve por lá quatro anos e dedicou-se ao que sabia fazer, construir e em várias urbanizações terá edificado meio milhar de habitações.

Sobre os processos de que foi alvo, bem como a sua empresa, terá dito que  “Fui o homem mais roubado deste país”,  não apontando nomes mas assacando responsabilidades aos governos pós revolução e que levaram ao princípio do fim do império.

Depois de regressado a Portugal e de tentativas de recuperação da empresa e do nome, o Estado e a Banca não lho permitiram. Por 1993 terá começado o processo de falência e hoje é apenas parte do passado e que mais não fosse, ficou o slogan. "Pois, pois, J. Pimenta".

7/11/2024

Brian do Alf, agora no outro mundo

 


Soube da notícia da morte de Benji Gregory, a criança que, no papel de Brian, participou na série Alf - Uma coisa do outro mundo.

Benji Gregory, que participou em quatro temporadas da série, morreu aos 46 anos. A morte, inesperada terá tido causas por agora desconhecidas e terá ocorrido já a 13 de junho mas só agora foi revelada.

Numa publicação feita na rede social Facebook, a irmã de Benji revelou que o seu irmão foi encontrado morto dentro do carro, com o seu cão, também ele morto. Acredita ela que o irmão adormeceu no automóvel e acabou por morrer devido ao calor dentro da viatura.

Aguardam-se melhores conclusões. Para quem viu a série ficam naturalmente uma pena e nostalgia. Que descanse em paz!

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