1/31/2016

Cadernos de desenho

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Antigos cadernos de exercícios de desenho, da Fernandes & Companhia, da Rua do Rato. Não encontrei referência à data de edição mas, pelo estilo e grafismo, tudo indica que serão das primeiras décadas do séx. XX.


Sobre a Fernandes:

A génese da Papelaria Fernandes remonta a 1891, ano em que Joaquim Lourenço e o seu sobrinho Artur Lourenço fazem uma sociedade tomando de trespasse uma loja na então Rua do Rato, onde hoje encontramos o Largo do Rato, em Lisboa.

O nome 'Fernandes' foi herdado do anterior proprietário da loja, mas o facto de os clientes assim tratarem Artur Lourenço, levou os dois sócios a adoptar oficialmente a designação de "Fernandes & Companhia, Lda" em 1919.

A designação manteve-se até 1957, data em que a empresa foi transformada em sociedade anónima e se passou a chamar "Papelaria Fernandes, SARL" até 1986.

A actividade industrial do grupo data de 1917, com o arranque da tipografia e do fabrico de sobrescritos e, mais tarde, com encardernação, litografia, gravura e cartonagem. Já a expansão da rede de lojas acontece a partir de 1935, com a abertura de um primeiro espaço na rua do Ouro. Actualmente, conta com uma rede de 21 lojas no mercado nacional.

Em 1986, a empresa volta a mudar de designação, desta feita para "Papelaria Fernandes - Indústria e Comércio, SA", e a admissão à cotação na Bolsa de Valores de Lisboa dá-se um ano mais tarde. Atingiu o seu máximo histórico em Agosto de 1993, ao cotar nos 6,4 euros (valor ajustado à transição para a moeda única).

Em 1988, dá-se a entrada da Inapa no capital, accionista que passa a controlar a gestão da empresa. Assegura a sua reorganização orgânica, criando várias empresas, entre as quais a Transfer (transportes), a Papelaria Fernandes - Lojas e a Fernandes Téc nica - Desenho e Reprodução.

A partir de 2000, a Inapa aliena a sua participação e é substituída pela Fundação Ernesto Lourenço Estrada e por Joe Berardo.

(fonte: Diário de Notícias)

1/09/2016

Revista Selecções Femininas - 1955


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Capa da revista “Selecções Femininas” de Dezembro de 1955.
Na altura tinha como directora Berta de Sá e Alves de Oliveira como director artístico, editor e proprietário – Distribuição da Agência Portuguesa de Revistas.
De forma mais exaustiva, toma-se a liberdade de reproduzir aqui um artigo de Daniel Costa, publicado aqui no Sol:

“”Destinadas especialmente ao público feminino, sempre houve publicações, actualmente não tão vocacionadas apenas nesse sentido, porque entretanto a mulher mais se vem emancipando. Convém recordar que ao tempo as escolas existiam com separação de sexos, mais um dos absurdos próprios do Estado Novo.
Havia a revista Selecções Femininas dirigida por Berta de Sá, tendo como Director Artístico, Editor e Proprietário, Alves de Oliveira.
A revista era impressa pelo processo de tipográfico na Bertrand & Irmãos do Dafundo, sendo vendida ao preço de 10$00, funcionando mais a venda por assinaturas 100$00/ano, para o Continente, Ilhas e Ultramar e 120$00 para o estrangeiro, tinha o formato de 15,5 X 22 mm.
Sendo mensal, tenho presente o número de Julho de 1968. Em 1969 a impressão tipográfica, estava definitivamente a dar o lugar ao ofsset.
Consequentemente Alves de Oliveira, por já não ser novo, vendeu o título a Donas de Casa, que procedeu a uma reciclagem. Continuou com a mesma casa impressora, e passou editá-la por padrões mais modernos e atraentes.
O formato passou a ser menor – 15 X 18,5 mm – tipo de capa mais adequado aos novos tempos, visto que o Ofsset dava outras possibilidades, nesse aspecto.
A Direcção passou a ser da nova proprietária, a inefável Marisabel de Sousa. Como, ao tempo, não vinham indicados na ficha técnica os nomes dos redactores, apenas o do chefe de publicidade, J. A. Bezelga e o do pintor Armando Anjos, que tratava dos arranjos gráficos.
Porém, além destes, conhecia pessoalmente os redactores, como por exemplo, Maria João Rolo Duarte. O marido, Rolo Duarte, que aparecia muito na gráfica, seria consultor.
Escolhi o número 12 desta II série, para através desta fazer a viagem, diga-se de saudade, mais de recordação.
É isso. Recordação!...
Publicidade, o suporte financeiro, por excelência, dos periódicos. Temos verso da capa, contracapa e verso da contracapa a cores, depois mais oito anúncios de página e meia com um. Pouco, muito pouco para uma sustentabilidade eficaz.
Começo de novo, agora voltando ao principia para ver os temas: Começa com um artigo de dez páginas, com o título, “Para Salvar as Crianças de Todo o Mundo” – um tema eterno, as pobres crianças!....
Segue, anúncio, da casa, de duas páginas dedicadas a prestigiar a revista “Donas de Casa”. A seguir, “os TEEN-AGERS – vistos por um sociólogo”, mais dez páginas; “Seus Filhos Estarão em Perigo? Oito páginas; “Ricos e Super-Ricos”, assinado por Thomás G. Bwchanan, artigo de sete páginas. Segue-se anúncio de página, da casa com cupão de assinatura da revista.
A seguir vem “A Dignificação do Sexo”, pelo Dr. Ramiro da Fonseca, muito conhecido da Televisão, que também nos diz em “Educação Sexual”, como responder “A Perguntas Embaraçosas”.
Outro artigo tem a assinatura de Walter de la Maré, designa-se “Remédios”.
Depois destaco a “Galeria” com a entrevista ao amigo Martinez. De facto o desenhador gráfico da Agência de publicidade Lintas, era o Cartoonista “free lacer “ de “Donas de Casa”e passou a sê-lo também desta revista, onde ocupa dezasseis páginas com os seus cartoons, só em três está a entrevista escrita e a sua fotografia.
Martinez, que também conheci assim como o filho e a nora, com quem cheguei a trabalhar, era merecedor da homenagem. Era homem afável e sobretudo competente, até o seu humor era atempado e sério. O regime em que se vivia, não permitiria que tivesse outros horizontes.
Mais duas páginas da casa dedicadas ao programa C.C.D. (Clube das Donas de Casa, do R.C.P. conduzido pelo saudoso Henrique Mendes e Maria João Aguiar, fotografias e texto do lado direito, sendo o lado esquerdo reservado às de vários cantores, como Elis Regina, Madalena Iglésias, António Calvário, Amália Rodrigues, Tony de Matos e outros.
“EM LONDRES – TEATRO DE FANTOCHES”, artigo e várias diversidades fecham a revista, que se apresenta bastante e bem ilustrada a preto.
A distribuição esteve a cargo da Livraria Bertrand – Venda Nova /Amadora.
Recordei pedaços de vida já, que na altura, fazia parte dos quadros da empresa impressora. Dividia a sala com o colega que tratava do assunto, como de tudo o que vinha de editoras de revistas, enquanto eu de livrarias. Muitas vezes o substituía e ele vice-versa,
De modo, que tive contacto com a gente mencionada, com exclusão da uma pessoa, a que dirigiu a revista na primeira fase.

Daniel Costa “”

12/06/2015

Toalhas lavadas com OMO

 

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- clicar na imagem para ampliar

Cartaz publicitário ao detergente OMO, publicado em 1955 na revista “Selecções Femininas”

11/13/2015

Castanhas – S. Martinho

 

É verdade, o dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, foi já na quarta-feira passada, mas ainda estamos a tempo de recordar e viver essa característica data  que marca este período do ano.

Como já disse o que tinha a dizer sobre esta data, aqui neste artigo,  hoje deixo uma nossa ilustração alusiva.

 

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- clicar na imagem para ampliar

- permitida a utilização pessoal

9/16/2015

Bonanza – Mapa de Ponderosa

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Gosto de mapas geográficos, reais ou imaginários e sobretudo os mais antigos.
Um dos mapas mundialmente conhecido é o do rancho de Ponderosa, no estado norte-americano do Nevada, uma vasta propriedade rural pertencente à família Cartwright, imaginário palco e cenário de "Bonanza", uma popular série de televisão, de temática western, produzida pela NBC entre os anos de 1959 e 1973 e que em Portugal passou na RTP, ainda a "preto-e-branco" nos anos 60 e 70 e que, normalmente ao sábado à tarde,  prendia a atenção e o fascínio da rapaziada de então.

O mapa de Ponderosa foi elaborado a partir de uma zona geográfica real, situada no estado do Nevada, incluindo elementos como os Lagos Tahoe e Washoe e as cidades de Virginia City, Carson City e Reno. Todavia tem algo de imaginário porque apresenta várias imprecisões relativamente à orientação e à escala. De facto o mapa não está orientado a norte porque, justificou o autor, para um melhor enquadramento. Esta imprecisão seria resolvida com a introdução da rosa dos ventos indicando o norte mas o mapa não tinha, obviamente, que ser rigoroso.

Alguém procurou sobrepor o mapa da série ao mapa real e seguindo a configuração geométrica e a sua relação com o Lago Tahoe, concluiu que o rancho Ponderosa teria uma área aproximada a 220 km2. Por outro lado a distância da cidade de Virginia City, que os Cartwright visitavam com frequência, ao limite mais próximo do rancho, em linha recta, seria à volta de 20 km (40 ida e volta) o que, mesmo a cavalo, seria pouco provável ser visitada com a frequência e sobretudo com a rapidez com o que na série se fazia supor.

O mapa aparecia no genérico de abertura da série, a consumir-se em chama, para no plano de fundo aparecer a cavalo o grupo dos heróis da série.
O mapa foi desenhado pelo artista Robert Temple Ayres o qual faleceu em 2012 com 98 anos de idade. O mapa actualmente pertence a uma instituição (Autry National Center, em Los Angels)  ligada ao seu autor, tendo sido doado pelo criador e produtor da série, David Dortort, falecido em 2010.

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- o autor ao lado do mapa

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- os Cartwright

8/31/2015

Obras infantis de António Sérgio

Hoje trago à memória os quatro volumes das histórias infantis de António Sérgio, edição da Sá da Costa, de 1978, com belas ilustrações de Luis Filipe de Abreu.
Pelo que pude pesquisar, estas histórias do autor, tiveram edições anteriores, pela mesma editora, com trabalhos de outros ilustradores, nomeadamente de Mily Possoz.
São quatro volumes:
I - Os dez anõezinhos da tia verde-água
II - Os conselheiros do Califa e outros contos
III - Na terra e no mar
IV - Contos gregos

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