6/24/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os famosos do futebol português– 71/72 – Divertimentos Zélito

os famosos do futebol portugues zelito santa nostalgia 01

A caderneta de cromos de caramelos “Os famosos do futebol português”, é uma edição da casa Divertimentos Zélito, da Amadora, referente ao Campeoanto de Futebol da 1ª Divisão da época 71/71.

A colecção é composta por 176 cromos, correspondentes a 16 equipas de 11 cromos cada. Os emblemas estavam estampados na própria caderneta.

Equipas representadas: Sporting, Benfica, Porto, Setúbal, Guimarães, Académica, Belenenses, CUF, Atlético, Barreirense, Leixões, Farense, Boavista,Tirsense, Beira-Mar e U.Tomar.

As colecções de cromos de caramelos, deixaram de se produzir sensivelmente a partir de meados dos anos 70. Assim, comparativamente às décadas anteriores são relativamente poucas as edições de cromos de caramelos editadas neste período.

Os cromos em envelopes surpresa, bem como o sistema de cromos autocolantes, bem como ainda a significativa melhoria dos recursos gráficos, são factores que determinaram a extinção dos cromos de caramelos. Hoje são autênticas relíquias, raras, caras e cobiçadas pelos bons coleccionadores.

Como curiosidade, a época futebolística da época 71/72 foi ganha pelo Benfica, seguido do Setúbal, Sporting e CUF. Desceram à 2ª Divisão as equipas da Académica e FC Tirsense as quais na época seguinte (72/73) foram substituídas pelo Montijo e U. de Coimbra.

os famosos do futebol portugues zelito santa nostalgia 02

os famosos do futebol portugues zelito santa nostalgia 03

os famosos do futebol portugues zelito santa nostalgia 04

- Equipa do F.C. Porto representada na capa da caderneta. Alguém saberá identificar a totalidade da equipa?

6/23/2009

O cavalo e o leão – Viagens pelos livros escolares - 12

 

Continuando a rubrica “Viagens pelos livros escolares”, de novo regressámos ao livro de leitura da terceira classe. Desta feita, recordamos a lição “O cavalo e o leão”.

Esta história deixa-nos uma lição de esperteza por parte do cavalo, face à arrogância do leão. Neste caso, ao cavalo não bastou a inteligência mas também a força. Podemos assim deduzir que nem sempre a esperteza por si só é solução para os casos da vida mas apenas quando aliados à força, que é como quem diz, ao trabalho, à dedicação, ao sacrifício, à educação e disciplina.

Quando na terceira classe aprendi esta lição, apesar de tudo ficava sempre com alguma pena do pobre leão, com aquela dor de cabeça que o deixou a ver estrelas.

Quem não se recorda desta passagem do seu livro da terceira classe?

 

o cavalo e o leao santa nostalgia 01

o cavalo e o leao santa nostalgia 02

(clicar nas imagens para ampliar)

 

barra2

Santa Nostalgia

rebucados zoologicos santa nostalgia

O blogue SANTA NOSTALGIA, temo-lo já dito aqui, não tem quaisquer outros pretenciosismos senão os de partilhar memórias e recordações que certamente são comuns a muitos portugueses, fundamentalmente localizadas no tempo entres os anos 1960 e 1980.

O SANTA NOSTALGIA está quase a completar 3 anos, (apenas em 25 de Julho) embora com um início pouco regular. Apesar disso, tem vindo a crescer dia-após-dia em número de visitas e comentários, o que nos dá alento à sua continuidade. Por email também temos recebido inúmeros contactos de incentivo.

É certo que existem alguns blogues com conceitos algo idênticos, o da partilha de memórias e recordações passadas, com destaque temporal para os anos 80 e 90, mas nem por isso os consideramos como concorrentes e como tal considera-se que cada um tem justamente o seu espaço próprio.   

Sem particularizar, com uma análise mais ou menos atenta, verifica-se, contudo, que a maioria desses espaços usam e abusam dos vídeos do Youtube, como sendo “pau para toda a colher”. Faz-se apenas essa inclusão e, pronto, já está! Um post pronto a publicar, sem quaisquer outros considerandos pessoais ou gerais sobre o tópico ou assunto, que digam qualquer coisa mais aos visitantes. Ou seja, um produto com muita casca mas com pouco ou nenhum sumo.

Cada qual faz como quer e como pode, é certo. Por nós, dentro do possível, procuramos quase sempre dizer algo mais sobre o tema publicado, quer numa abordagem de vivência pessoal, quer referindo alguns aspectos contextuais, mais ou menos técnicos. Esta vertente, no entanto, pode por vezes não ser tão rigorosa ou extensiva como desejaríamos e isto porque a maior parte dos casos recorremos apenas à memória, pura e dura, já que nem sempre existe a informação pretendida. Por isso, são sempre bem vindas correcções e informações adicionais por parte dos nossos visitantes.

A este propósito, e porque aqui recordamos várias séries de TV, temos solicitado por diversas vezes informações aos serviços de arquivo da RTP mas, infelizmente, as ínúmeras questões colocadas, principalmente relacionadas com aspectos técnicos, nunca conheceram resposta. Uma ou outra foi respondida meses depois e com um sintomático esclarecimento do género:  "desculpe mas não dispomos de elementos que possam ajudar!". São estes os serviços públicos que temos.

Face a esta situação, torna-se uma missão quase impossível prestar muitos detalhes técnicos sobre determinadas séries, já que por vezes, na própria Internet essas informações são escassas ou até inexistentes o que obriga a um trabalho suplementar de pesquisa.

Apesar desta simplicidade dos artigos resultantes das nossas simples recordações e memórias, há quem nos honre com a cópia de alguns artigos e imagens. Uns fazem-no dentro das boas regras, citando e ligando a fonte, outros porém, fazem-no de forma abusiva, reproduzindo artigos na íntegra, como sendo de sua autoria, portanto sem qualquer referência ao autor e origem. Mesmo depois de contactados, mantêm a mesma atitude. Lamentável. Poderia aqui deixar os links de alguns espaços onde isso foi detectado, mas, talvez noutra altura. Por ora, pensamos que seria dar publicidade a quem a não merece, já que por vezes essa postura tem precisamente esse objectivo oportunista.

Portanto, se andar por aí a matar saudades e reviver memórias passadas não se surpreenda se encontrar, sem qualquer referência à fonte,  imagens e artigos reproduzidos do SANTA NOSTALGIA.

6/22/2009

Omer Pacha – Tenente Latas

 

Hoje trago à memória outra interessante série de televisão, que na altura em que foi exibida na RTP, foi seguida com entusiasmo pelo seu ritmo de aventura.
Trata-se de OMER PACHA, uma série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, produzida em 1971 pela ZDF-Alemanha, que na RTP passou em 1973, aos sábados, por volta das 22:00 horas.

A série teve realização do francês Christian-Jaque sobre um argumento de Thor Rainer e Peter Kostic.

omer pacha santa nostalgia 01

omer pacha santa nostalgia 02


A série narra as aventuras de um tenente do exército austro-húngaro, Michael Latas, que depois de ter participado num duelo de morte, proíbido, cai em desgraça e vê-se obrigado a fugir, descendo a zona ao longo do Danúbio até entrar em terras otomanas. Ali, depois de muitas aventuras, converte-se ao islão, adoptando o nome de Omer. Rapidamente consegue integrar-se na sociedade local e pela sua inteligência e tácticas notáveis, depressa prossegue a carreira militar, prestando bons serviços à Turquia otomana, pelo que obtém a alta distinção e o título de paxá.


Seguindo algumas, escassas informações, esta série baseia-se numa figura (Omer Pascha) e factos reais ligados à sua vida.
A série era particularmente interessante porque aliava a aventura às clássicas lutas de espada num ambiente tão característico como o do império otomano e de toda a região envolvente, incluindo os Balcãs, nomeadamente na Croácia.

O Tenente Latas foi interpretado pelo actor esloveno, Miha Baloh.

omer pacha santa nostalgia 03

- Aquele que será o verdadeiro Omer Pascha

Casting:
Miha Baloh (Tenente Michael Latas)
Franz Stoss (Radakovics Coronel)
Jutta Heinz (Radakovics Elisa)
Götz von Lang casas (Graf Banovich Merten-Hill)
Michl Bernhard (Smiljan)
Erich Padalewsky (Stanko)
Helmut Janatsch (Malik Efendi )
Klaus Homschak (Hassan),
Otto Ambros (Jukcic)
Frank Dietrich (Fazil Ahmed)

 

*****SN*****

6/19/2009

Aspirina – Há só uma, a verdadeira, a legítima, a da Bayer.

aspirina santa nostalgia

- Cartaz publicitário da Aspirina, de 1973

A Aspirina remonta ao ano de 1897, altura em que a sua fórmula foi sintetizada por Félix Hoffman (21/01/1868-Ludwigsburg-Alemanha - 08/02/1946-Suiça) . O único princípio activo da Aspirina é o ácido acetilsalicílico .

Este popular medicamento, certamente um dos mais conhecidos e utilizados a nível mundial, é especialmente indicado como analgésico, antipirético e anti-inflamatório.
A marca é uma das mais conhecidas da multinacional farmacêutica Bayer.
A par das pastilhas Melhoral, a Aspirina sempre foi um dos medicamentos mais à mão nas casas das famílias portuguesas e converteu-se num remédio para todos os males.

Recordo-me que, quando era criança, face à falta de um sistema público de Saúde, o acesso aos médicos e aos medicamentos era um privilégio quase reservado aos ricos pelo que apenas em casos de extrema gravidade os pobres a eles recorriam, penhorando alguma coisa de valor, vendendo parte da colheita agrícola ou um animal.

A Aspirina e os comprimidos Melhoral, pela sua facilidade de compra e baixo custo, a par de uma série de chás e remédios caseiros, transformaram-se assim num recurso quase único e que certamente contribuiram para melhorar as condições físicas de muitas gerações de portugueses, que mais não fosse, nos recorrentes estados gripais e seus sintomas como dores de cabeça e constipações.
É claro que na aldeia, as pessoas de um modo geral eram avessas a médicos e a medicamentos pelo que nem as Aspirinas tinham lugar. Para esses, perante as gripes, valia a velha máxima: Avinha-te, abifa-te e abafa-te.

Por vezes, só às vezes, resultava.

aspirina santa nostalgia felix hofmann

Felix Hoffmann

aspirina santa nostalgia 1

6/18/2009

Paul McCartney – 18 de Junho de 1942

 

the beatles 01 santa nostalgia

O Sr. Paul MacCartney, um dos famosos da banda rock The Beatles, faz hoje 67 anos, já que nasceu a 18 de Junho de 1942. Tal como os seus ex-colegas da banda, John Lennon (já desaparecido), Ringo Starr e George Harrison, é uma figura por demais conhecida pelo que qualquer coisa que se pretenda dizer sobre ela será uma mera redundância, para além de que não falta boa informação ao alcance de um simples clique.

É minha intenção, num destes dias, trazer a lume algumas das  memórias particulares relacionadas com os The Beatles, já que é uma das minhas bandas preferidas e que aprendi a conhecer e a gostar desde os princípios dos anos 70, então ainda no activo.

Para já fica este simples registo sobre esta efeméride. Muitos anos de vida a sir Paul MacCartney e muitos mais êxitos musicais!

 

*****SN*****

6/17/2009

A águia e a coruja – Viagens pelos livros escolares - 11

 

Quem não se recorda da fábula de Teófilo Braga, "A águia e a coruja", tantas vezes impressa em vários livros de leitura da escola primária?
A lição que hoje trazemos à memória foi extraída do manual "O novo livro de leitura da 4 classe", de 1973.
Esta história ensina-nos a lição de que as nossas coisas, de um modo geral, bem como os nossos filhos de um modo particular, merecem-nos um apreço e afecto especiais pelo que a imagem e a consideração que temos deles são sempre as melhores a ponto de, numa espécie de cegueira, nem darmos pelos seus naturais defeitos. Se isso acontece, tudo fazemos para os ocultar e ignorar mesmo que se tornem evidentes aos olhos dos outros.
No caso particular da coruja, a descrição que deu dos filhos à águia, foi-lhe fatal, pois esta não constatou nos filhotes da coruja qualquer dos predicados por ela descritos, acabando por os comer.

Esta história reporta-me aos meus tempos da escola primária e a alguns colegas de classe, mimados, burros e casmurros, mas que apesar dos constantes reparos da professora, mereciam sempre a protecção e defesa dos pais. Para eles os defeitos estavam sempre em quem ensinava. No final tudo acabava bem porque nesse tempo esse tipo de pais tinham "atenções" especiais para com os professores, traduzidas em ofertas de pacotes de arroz, açúcar, massa, ovos e outras coisas mais a encher um cabaz, que valiam pela melhor das provas ou exames. É claro que eram casos raros, mas que os havia havia.

Os filhos dos pobres, esses tinham mesmo que aprender caso contrário ficavam pelo caminho. No meu caso, na quarta classe cheguei a ter colegas mais velhos três e quatro anos à custa de tantos anos lectivos repetidos, acabando mesmo por abandonar a escola sem a quarta classe. Paradoxalmente, alguns deles actualmente estão bem de vida, sendo pequenos e médios empresários, principalmente na construção civil.


Conclusão desta fábula, que não a primeira: O ensino e a educação são fundamentais ao futuro das pessoas, certamente, mas a dedicação ao trabalho, o esforço e o sacrifício, também são importantes e uns não prevalecem sem os outros, embora a tendência moderna resida em estilos de vida alimentados essencialmente à custa do esforço dos outros. A criminalidade económica, de modo particular, ilustra muito bem esta realidade.

Sinais dos tempos.

 

a aguia e a coruja santa nostalgia

(clicar na imagem para ampliar)

 

*****SN*****

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares