7/22/2009

A Família do Robinson Suiço - R. Wyss

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Acabei de reler o livro "A família do Robinson Suiço", de Johann Rudolf Wyss.
Trata-se de uma popular narrativa das aventuras de uma família suiça, com algumas semelhanças com Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (de onde parece ter sido inspirada), e de "Dois anos de férias", de Júlio Verne.

Breve sinopse:

A família Robinson é formada pelo Sr. Starck, sua esposa Isabel e seus quatro filhos: Frederico, Ernesto, Rudly e Fritz, o mais novo.


Um dia, perante a notícia de que herdaram uma fazenda nos Estados Unidos, decidem emigrar para essa terra de esperança e oportunidades, fazendo a viagem a bordo de um navio de colonos. Todavia, já não muito longe do destino, a embarcação é apanhada no meio de uma feroz tempestade arrastando-a ao longo de vários dias para sudoeste. Os mastros quebraram e o navio a meter água ficou praticamente destruído, sendo abandonado à pressa pela tripulação, já com terra à vista.

Todavia, por um terrível esquecimento e pela precipitação dos tripulantes, a família Robinson foi esquecida e deixada para trás, entregue à fúria da tempestade e às mãos do destino. Este acabou por bafejar de sorte a Starck e à sua pobre família, que com coragem, tenacidade e fé em Deus, lá conseguiram arranjar meio de também eles chegarem a terra sãos e salvos, conseguindo ainda resgatar uma parte substancial do recheio do navio (alimentos, roupas, ferramentas, armas, madeiras, etc) que em muito os ajudaria a vencer a sua futura situação.


A história prossegue com todo um conjunto de situações quotidianas desde o reconhecimento e adaptação ao local onde aportaram até ao estabelecimento de uma nova vida, uma nova realidade, num meio desconhecido. Todas as situações dali decorrentes assentam nos valores da união familiar, sua inteligência e tenacidade. Só com estes atributos foi possível que a família encontrasse forças e formas de viver e subsistir.

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Esta situação de isolamento durou dez anos. Um dia é avistado ao longe um navio. Este foi alertado por dois tiros de um canhão montado na ilha a pensar numa ocasião semelhante. Apesar disso, inicalmente os Robinsons agiram com cautela no reconhecimento da tripulação, pois, prudentemente, suspeitaraim que poderiam ser piratas. Uma vez confirmada a identidade do pavilhão do navio e seus tripulantes, deu-se o encontro.

O capitão do Unicorne, Littleton, contou então que fora desviado da sua habitual rota entre Sidney e New Holland e que ali aportara para se reabastecer de água e lenha.
Perante este quase milagroso aparecimento de um navio, colocou-se o dilema do regresso ou da permanência. De facto, a família já acostumada ao seu modo de viver e à riqueza natural daquele local de acolhimento, ficou na dúvida. A esposa de Starck preferia ficar e este também já estava habituado àquele local. Para além do mais, tinham decorrido mais de dez longos anos e ambos estavam mais velhos, já sem o fulgor para reiniciar uma nova vida noutro local. Decidiram, pois, manter-se. Todavia, fizeram ver aos filhos as vantagens do regresso à civilização. Eram ainda jovens e estava em causa o seu futuro. Depois de tudo ponderado, Rudly e Ernesto optaram por permanecer com os pais. Frederico e Fritz acabaram por entender que seria melhor regressarem à Europa.

No Unicorne viajava uma família inglesa que rumava a New Holland para procurar um local tranquilo longe do rebuliço de Inglaterra. O Sr. Wolston viajava com a esposa e duas filhas. Depois de constatarem as excelentes condições do local e as maravilhosas qualidades daquela terra generosa, a que compararam a um paraíso, bafejado por Deus, tomaram a decisão de também ali ficaram com os Robinsons, que prontamente aceitaram partilhar aquela terra. Uma das filhas de Wolston também decidiu ficar com os pais enquanto que a irmã decidiu continuar a viagem até New Holland.


Antes da partida, Starck Robinson escreve a narrativa daquela aventura para que Frederico a publique na Europa. Pretendia com isso transmitir os valores que pautaram aquela família e os esforços conjuntos na adpatação e nas dificuldades do dia-a-dia: Paciência, coragem e perseverança. Destacava ainda coisas que considerava importantes e fundamentais: Primeiro, uma inteira confiança em Deus; de seguida uma constante força de vontade que fazia avançar perante as dificuldades surgidas e finalmente, o melhor aproveitamento da inteligência, da força e da habilidade que a Natureza lhes concedera.

Este é o resumo breve de um livro que se lê com gosto. É uma escrita objectiva, sem os grandes pormenores narrativos de Júlio Verne, por exemplo, mas mesmo assim traduz-se numa excelente aventura, principalmente numa perspectiva de leitor adolescente, como aconteceu quando li a história já há uns anos.

Depois, numa época em que os valores morais são já considerados bibelots conservadores e ultrapassados, os valores emergentes desta aventura realçam precisamente a importãncia dos mesmos como componente fundamental de uma verdadeira vivência filial e fraterna.

Neste sentido, apesar de ser uma aventura quase ligeira e até com um certo ar de déjá vu em versão familiar, tendo em conta a versão do solitário Robinson Crusoé, não deixa de transmitir uma importante lição que continua fazer sentido, talvez redobrado, nos dias que correm.

Soube bem reler A Família do Robinson Crusoé.

Filuminismo – Perigo de incêndio

 

Estamos em pleno período de incêndios florestais. Aliás, este período deixou de estar marcadamente relacionado com o Verão já que sempre que se regista uns dias de sol, mesmo no Inverno, lá surgem os incêndios, como praga dos nossos dias. Ainda hoje está a chover mas se amanhã voltar o sol voltam os incêndios.

Pessoalmente não tenho a mínima dúvida em considerar que 99% dos incêndios nas nossas florestas são de origem criminosa e nem quero ir pela teoria da conspiração de que as empresas que alugam ao Estado os meios de combate aéreos são elas próprias as primeiras interessadas nos incêndios e por conseguinte surgem como potenciais suspeitas na deflagração de muitos focos; Esse é um assunto da responsabilidade das autoridades.

Seja como for, localizado entre o mar e a serra, sempre vivi numa zona de muita floresta, mato e pinhal, onde predomina o pinheiro bravo, o eucalipto e outras espécies de menor representação, como o carvalho, o castanheiro e a acácia. Durante toda a minha infância e juventude, nunca tive a oportunidade de assistir a um incêndio, mesmo nos verões terrivelmente quentes, com semanas consecutivas de tempo seco e altas temperaturas. Algumas situações contribuiam para isso: Por um lado os matos e pinhais estavam sempre impecavelmente limpos. Todos os resíduos (tojo, carqueja, urze, esteva) eram aproveitados pelos lavradores para a cama dos animais e assim produzirem estrume natural para fertilizar as terras. Os resíduos de lenha eram totalmente utilizados para o lume, para aquecimento e para cozinhar. Os caminhos vicinais, públicos e de servidão, estavam sempre impecavelmente transitáveis para pessoas, carros-de-bois e até tractores. Finalmente, não menos importante, nesses tempos a autoridade e a justiça eram mesmo exercidas, muitas vezes reconhecidamente de forma exagerada e desproporcionada, mas que não davam lugar à criminalidade banalizada que hoje se regista.

Hoje em dia, com o abandono das terras, os campos, matos e pinhais estão de um modo geral abandonados, desmazelados e entregues à Natureza e à mão maldosa do homem. Este, por sua vez, goza de uma impunidade gritante e a autoridade pouco ou nada pode fazer; as condenações efectivas dos poucos criminosos apanhados são ridículas e permissivas.

Com todo este conjunto de situações, não surpreende que de ano para ano as nossas manchas florestais estejam a ser dizimadas para prejuízo económico e sobretudo do ambiente.

O Governo todos anos gasta enormes recursos económicos no combate a incêndios mas muito ainda está por fazer na área da prevenção, tanto a nível legislativo como no da educação e fiscalização permanente das nossas florestas. De algum modo, os proprietários deveriam ser obrigados ou incentivados a fazer limpezas periódicas; Os caminhos deveriam manter-se limpos e transitáveis, entre outras medidas. Estou certo que uma grande fatia do dinheiro gasto com bombeiros, aviões e helicópteros, se fosse distribuido pelas populações e proprietários para aplicação na gestão da floresta e da sua limpeza, os incêndios teriam uma acção reduzida, longe das proporções atingidas actualmente. Todavia, esta política de gastos importa a muita gente menos aos proprietários. Terminar com os incêndios seria pôr cobro a interesses instalados e aos lucros fáceis de muita gente.

Dentro deste contexto das medidas de prevenção, publicamos hoje uma sequência de carteiras de fósforos, editadas pela Fosforeira Portuguesa – Espinho, creio que no final dos anos 70, já com uma componente educativa.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

 

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7/21/2009

O macaco de rabo cortado – Viagens pelos livros escolares - 15

Do meu Livro de leitura da segunda classe, deixo aqui a história do Macaco de rabo cortado. Quem se recorda desta lição? Acredito que a maior parte de quantos tiveram este livro na sua escola primária jamais esqueceram a história. A sua estrutura do tipo banda desenhada, com belas ilustrações, ajudou à popularidade deste trecho do livro de leitura da segunda classe. Certamente que  muitos ainda sabem de cor-e-salteado a lenga-lenga final.

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7/20/2009

Férias grandes

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As escolas já estão de férias, nomeadamente para a comunidade de alunos. Para estes, são as tão esperadas férias de Verão, noutros tempos conhecidas como "férias grandes". Depois das férias do Natal e da Páscoa, chegam as mais longas e as mais ansiadas.

Noutros tempos eram quase três meses de tempo livre, destinado às brincadeiras mas sem se descurar a ajuda aos pais nas tarefas domésticas e até nos trabalhos do campo.
Hoje em dia os alunos, tanto os da escola primária como os mais velhos, já quase nada fazem de útil a não ser mesmo comer, dormir, brincar e preguiçar. Vejo isso pelos meus filhos e meus sobrinhos e de um modo geral por todos os outros. São uns autênticos inúteis. Diria até que as férias grandes representam para os pais responsabilidades e trabalhos acrescidos.

No meu tempo de criança, era frequente os rapazes que frequentavam a quarta classe ou Ciclo Preparatório irem trabalhar durante as férias ou parte delas, umas vezes como moços de trolha, ou até em fábricas e oficinas.  Era assim uma forma de ocuparem o excessivo tempo livre e de também ajudarem os pais, ou então ganharem alguns trocados para a compra de algumas coisas necessárias ou desejadas. Dessa forma ganhei parte do dinheiro com que comprei a minha primeira bicicleta. Sim, eu tive que ganhar o dinheiro para a minha bicicleta.

É certo que a questão do trabalho infantil é ainda hoje assunto de discussões. Se é consensual e não há grandes dúvidas quanto à proibição do trabalho em detrimento do percurso escolar, já no que diz respeito a trabalho sazonal num determinado contexto e com tarefas adequadas à idade e ao físico, há quem entenda ser uma forma positiva servindo como ambientação ou preparação para a vida activa anos depois. Eu também penso mais ou menos dessa forma. Mas há, no entanto, quem conteste mesmo esta posição mais soft e entenda que as crianças, por mais crescidas que sejam, não devem efectuar tarefas que consubstanciem trabalho.

Apesar disso, há muita hipocrisia e demagogia na interpretação do conceito do trabalho infantil. Considera-se como tal o trabalho no campo, na fábrica, na oficina ou até na construção civil, mas já não se constesta o trabalho infantil ao nível da indústria de audiovisual e produção de conteúdos de entretenimento. Veja-se a quantidade de crianças que trabalham actualmente em telenovelas, em televisão, cinema, etc. Não será isso trabalho infantil? Qual a diferença substancial? A quem importa esta dualidade?

Esta é de facto uma questão que dará "pano para mangas" e já foge ao objectivo do artigo. Para o caso, importa apenas deixar as comparações entre tempos diferentes como ponto de reflexão.
É certo que desde os meus tempos de criança até à actualidade as coisas melhoraram muito mas certamente com exageros nalguns aspectos. Com o alargamento da idade escolar obrigatória, pretende-se logicamente educar uma sociedade mais culta e torná-la supostamente mais qualificada. Infelizmente, outras medidas que deveriam ser paralelas e convergentes, ficaram para trás criando desequilíbrios sociais. Os filhos, deixaram assim de ser uma fonte de rendimento para as famílias, porque se empregavam cedo, e passaram a ser fontes de despesas e responsabilidades até idades tardias, muitas vezes para além dos recursos dos pais.

Não admira, pois, que tenhamos cada vez mais uma sociedade de gente jovem e adulta ociosa e que contacta cada vez mais tarde com o mundo do trabalho e das responsabilidades inerentes. São largos milhares os tais qualificados e licenciados desempregados ou em empregos precários e nada condizentes com as suas qualificações. Estaremos apenas a qualificar desempregados? Será caso para nos sentirmos orgulhosos de termos uma população desempregada mas qualificada e dependente ad aeternum da ajuda dos pais, com necessidades de cama, mesa e roupa-lavada?
O que mudou, o que falta mudar? Importa reflectir.

- Imagem retirada do Livro de leitura da primeira classe (clicar para ampliar).

7/19/2009

Produtos de higiene para bébé - Johnsons

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Num dos últimos artigos, falava aqui dos produtos de higiene de bébé da marca Ralay Baby. Hoje trago à memória um cartaz publicitário de outra marca, provavelmente uma das mais conhecidas neste sector de produtos, exactamente a Johnson´s.
Esta marca e os seus produtos são por demais conhecidos a nível mundial, fazendo parte do dia-a-dia da higiene diária dos bebés e não só.

O cartaz é de 1975 e refere-se às virtudes do óle de bebé Johnsons, apontado como o ideal para a protecção da pele delicada do bébé, tanto perante os rigores do tempo de Inverno, como o vento e o frio, como do Verão, com o calor e transpiração. Por conseguinte, creio que quase todos os portugueses tiveram nos seus primeiros meses de vida o seu rabinho e o corpo em geral hidratado com o óleo Johnsons. Já agora, não esquecer o pó-talco indispensável nas zonas íntimas.

Veja a história da Johnson&Johnson, neste excelente artigo.

7/17/2009

LASSIE – Série TV

"LASSIE" é o nome de uma das séries TV mais populares e ainda recordadas entre nós.
Trata-se de uma série norte-americana, exibida inicialmente entre Setembro de 1954 a Março de 1974. Ao todo foram 19 temporadas e 588 episódios de cerca de 30 minutos cada. Um caso raro de longevidade televisiva.

Em Portugal, na RTP, passou no tempo do preto-e-branco, no início dos anos 70. Em 1973, por exemplo, era exibida às 19:45 horas das quintas-feiras. Apesar disso, no original, a série foi filmada no início também a preto-e-branco, mas nos anos 60 já era produzida a cores.
Todavia, à volta da figura de LASSIE, foram realizados vários filmes e séries. Destas, a que relembro de modo particular, e a mais popular entre os portugueses, é que falo no início.

Lassie é uma cadela da raça collie, que se destaca pela sua beleza, inteligência, coragem e fidelidade aos seus donos, quase sempre crianças, resolvendo e ajudando situações do dia-a-dia. Os donos de Lassie foram diversos de acordo com as alterações introduzidas à série, como de resto seria normal num período tão longo de produção. Jeff Miller (interpretado por Tommy Rettig dos episódios 1 a 116), um miúdo de 11 anos, desde o início da série até à quarta temporada, seguindo-se o pequeno Timmy Martin (interpretado por Jon Provost, dos episódios 116 a 352),, entre 1954 e 1964, Corey Stewart, de 1964 a 1968 e Lucy Baker, até ao final, a seguir a um período em que Lassie andava por um lado e por outro, sem dono específico, relacionando-se com várias pessoas, adultos e crianças.

Como já se referiu, devido à excessiva duração da série, a história acabou por ter várias reformulações, algumas delas quase radicais. Por um lado os produtores pretendiam ajustar a situação aos diferentes actores que íam entrando e saíndo da série e por outro lado tinham como objectivo manter um interesse consistente dos telespectadores. Penso que isso acabou por ter efeitos indesejáveis porque, falo por mim, às tantas, perdia-se o interesse no formato. Afinal de contas, o que fica é a primeira impressão.

Seja como for, Lassie tornou-se num caso único de popularidade mundial e ainda hoje é bastante reconhecida, tendo até o seu sítio na Net, onde se pode conhecer com mais rigor a sua já longa história.
Devido a essa popularidade, mesmo hoje-em-dia frequentemente confunde-se a raça canina collie com lassie.
Como curiosidade, apesar de na série Lassie ser identificada como sendo uma cadela, dizem que na verdade esse papel sempre foi interpretado por um macho. Verdade?
Como não podia deixar de ser, no início seguia esta série com entusiasmo infantil, a par da série Skippy. Afinal, as crianças sempre se sentiram fascinadas pelos animais e então quando eram eles os heróis dessas séries, esse fascínio aumentava.

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- Saiba mais: link

7/16/2009

Ralay Baby – a higiene para o bébé

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Hoje em dia quando se fala de produtos para a higiene dos bebés, inevitavelmente, entre outras marcas, fala-se da Johnsons, especialmente do seu óleo para a pele e champô para o banho.

Nos anos 60, era feita publicidade aos produtos Ralay Baby, como sejam a loção, óleo, champô e colónia. Estes produtos eram apregoados como “cientificamente estudados para a epiderme do bebé”.
Não consegui, contudo, confirmar se o laboratório e a marca ainda existem.

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Actualmente não há bébé que não tenha todos estes mimos mesmo os que não nasceram em berço de oiro. Noutros tempos, apesar de já existirem produtos sofisticados, como é o caso do Ralay Baby, nas famílias modestas o usual era o sabão vulgar para o banho e o pó-talco para amaciar e proteger a pele de humidades, especialmente nas zonas íntimas.

Mesmo as fraldas descartáveis eram um luxo. O usual era a utilização de fraldas de pano de algodão, que depois de lavadas serviam inúmeras vezes. Para isso, para prender as pontas, existia o famoso alfinete de bebé, nas cores azul para os meninos e cor-de-rosa para as meninas.

Pessoalmente, apesar de criança, recordo-me de mudar as fraldas a alguns dos meus irmãos mais novos, o que, diga-se, era um frete desagradável. Mais inconveniente, contudo, era quando eles, já de fralda cheia começavam a gatinhar pela casa deixando um rasto como um caracol. Este assunto dá pano para outras mangas (histórias). Um dia destes….

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