9/11/2009

Tele Semana - Caderneta Motocromos

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Estávamos em 1976 e a Tele Semana era a revista semanal que nos dava conta da programação da televisão, na altura apenas a RTP com os seus dois canais. Para além disso, a revista trazia diversos assuntos do mundo do espectáculo e temas de sociedade. Um pouco dentro da linha das revistas similares actuais, diga-se,  mas sem a quase pornografia.

Nessa altura, a Tele Semana trazia ainda um suplemento dedicado ao popular concurso da RTP "Terra a Terra, Minha Gente", apresentado pelo já saudoso Raúl Solnado. Para além do artigo que semanalmente falava sobre a realidade de um dos distritos de Portugal, na parte interior da contra-capa desse suplemento eram publicados semanalmente dois cromos de uma colecção chamada Motocromos.

Os cromos foram distribuídos no suplemento da revista desde a edição Nº 151 a 165, ou seja, ao longo de 15 semanas. Como se depreende pelo nome, os cromos eram dedicados ao mundo dos motociclos. Cada cromo representava um modelo de motociclo e as suas características técnicas.
Esses cromos, depois de recortados, podiam ser colados numa caderneta que tinha sido distribuída para o efeito. A colecção era de 30 cromos. Na caderneta existia um cupão que depois de preenchido poderia ser remetido à redacção da Tele Semana para entrar num sorteio de uma moto de modelo Honda CB 125.

A data limite de entrega dos cupões era o dia 30 de Abril de 1976 e o sorteio seria efectuado em 14 de Maio de 1976.
A caderneta tem as dimensões de 140 x 190 mm e para além dos espaços destinados à colagem dos cromos, exibia nas margens inferiores das páginas a publicidade das diversas empresas patrocinadoras do concurso.

Resta acrescentar que, apesar de ainda não ter idade para conduzir moto, decidi participar, coleccionando e enviando o cupão, mas, infelizmente, a moto foi parar a outras mãos.
Aqui ficam algumas imagens da caderneta Motocromos.

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Honda CB 125, o modelo de moto a que ficavam habilitados os coleccionadores da caderneta Motocromos.

9/10/2009

Tempo de vindimas

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Este delicioso texto referente às vindimas, bem como a magnífica ilustração, faz parte do inesquecível livro de leitura da terceira classe do meu tempo.
De facto, quem já teve oportunidade de viver e trabalhar nas vindimas, de norte a sul do país, sabe que assim é.

Hoje em dia as vindimas e a decorrente produção do vinho, têm uma forte componente de trabalho mecanizado, tanto na apanha da uva como no transporte, como em todo o restante processo, desde o esmagamento até à sua passagem para o armazenamento. Por conseguinte, a mão-de-obra humana e animal é cada vez menos preponderante.

Noutros tempos, porém, todo o processo era fundamentalmente manual pelo que o envolvimento de bandos de homens e mulheres resultava sempre em jornadas de alegria, tanto na apanha como na tradicional pisa.

Na minha aldeia produzia-se vinho verde, mas na variedade chamada "americano" ou "morangueiro". Outrora muito apreciado em tascas e tabernas, mesmo da zona do Porto e Gaia, mas, fora alguns nichos de mercado, era um vinho comercialmente pobre, pelo que era produzido principalmente para clientes mais ou menos locais e também para consumo do dia-a-dia. O tinto era agradável mas de baixo teor alcoólico pelo que não permitia engarrafamento longo. Já o branco, mais forte, permitia um engarrafamento mais longo, mas sempre arriscado. Para o fortalecimento do vinho, era habitual a sua mistura com uvas de castas características do vinho verde, bem mais encorpado.

Fora esta característica, todo o processo que englobava a vinha e a vindima, era em tudo semelhante às grandes regiões vinícolas, como o Alto Douro, Dão ou Alentejo ou até com a região do Vinho Verde, no Minho, tendo aqui muitas semelhanças.

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Ao contrário dos vinhos maduros, caracterizados por cepas ou vides de espécie baixa, o vinho verde, principalmente americano, era cultivado em altas latadas com estrutura de vigas de ferro e arame assente em esteios de granito ou mesmo em ramadas verticais. Contrariamente às vinhas tradicionais, estendidas por todo o terreno, o vinho verde na minha região era cultivado principalmente nas bordas e cômoros dos campos, sendo reservado o miolo a culturas de subsistências como o milho, batata, feijão e centeio. Por conseguinte, o cultivo e produção de vinho na minha aldeia, salvo raros exemplos, era uma actividade complementar de pequeno lavrador, proprietário ou caseiro (arrendatário).

As videiras cultivadas nas bordas dos campos, frequentemente eram estendidas pelas árvores, vulgarmente choupos, pelo que na hora de vindimar era necessário um escadote muito alto e exigia muita ginástica e, naturalmente, envolvia algum risco.

Em todo este contexto, os meus pais cultivavam bastante vinha, pelo que nesta altura do ano a vindima e preparação do vinho era um trabalho de canseiras, sacrifícios, de manhã bem cedo até altas horas da noite, mas sempre com alegria.

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- Característica latada de vinho "americano" da minha região

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- Ramada vertical com desenvolvimento através das árvores

Primeiramente a vindima propriamente dita, era realizada com as pessoas distribuídas ao longo das latadas e ramadas, com uma equipa apanhando as uvas mais baixas e outra equipa, munida de escadas e escadotes, apanhando nas partes altas. Usava-se uns cestos de verga ou vime, a que chamámos canistréis e depois de cheios eram vazados em jigas, também de verga, ou então, mais no tarde, em sacos plásticos, aproveitados das embalagens de adubos ou rações para o gado. Depois deste processo, porque os campos eram mais ou menos distantes dos povoados, era necessário fazer o transporte, quase sempre em carro de bois (o meu pai teve uma junta de bois amarelos durante vários anos) mas muitas vezes transportava-se as jigas à cabeça ou os sacos às costas. Trabalho muito duro, porque tinha que ser repetido várias vezes, por caminhos francos e quase sempre a subir, porque os campos, as leiras, as ribeiras e as várzeas, localizavam-se quase sempre nas zonas baixas da aldeia.

À noite, já com o lagar cheio, eu, o meu pai e os meus irmãos, despojados das calças, apenas em cuecas, saltávamos para o lagar para a pisa das uvas, tarefa que normalmente durava duas a quatro horas. O vinho tinto, exigia mais tempo. Com o avançar dos anos adquirimos uma esmagadeira manual, com um sistema de rodas dentadas accionadas por uma manivela e assim realizava-se um pré-esmagamento, pelo que a tarefa da pisa era facilitada.

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No final, depois de lavadas as pernas, estas eram esfregadas com álcool ou aguardente. Mas era certo que nos dias seguintes, a comichão nas pernas era desesperante.
De seguida, depois de fermentada a mistura, procedia-se ao vazamento do vinho para pipos de madeira de castanho ou carvalho. A parte sobrante, chamada bagaço, era transportada para a prensa, normalmente localizada ao lado do lagar. No caso dos meus pais, como a prensa era muito antiga e exigia muito esforço, pois era com um sistema de braço horizontal, com duas pontas, girando em torno de um eixo vertical roscado, o bagaço era transportado em carrinho de mão para a prensa do meu avõ, que já estava dotada com um mecanismo de cunhas ou linguetas, pelo que o movimento da alavanca era de vai-e-vem, exigindo menos esforço. Actualmente as prensas são quase todas hidráulicas, assegurando um trabalho eficaz quase sem esforço.

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- Uva "americana" tinto

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- Uva "americana" branco

A partir do bagaço era aproveitado muito vinho que era colocado nos pipos a decantar. O último vinho aproveitado, era designado de água-pé e que era servido no final das esfolhadas de milho ou nos magustos de S.Martinho.
Convém referir, que no processo de prensagem, o bagaço era revolvido várias vezes, para um aproveitamento máximo.
Quando o bagaço já estava quase seco, era arrancado às postas da presa e esfarelado em jigas, seguindo de seguida para os alambiques da região, para produzirem a famosa aguardente de bagaço americano. Esta aguardente é das mais apreciadas nas tascas da região. Recordo-me de ir várias vezes com o meu pai transportar o bagaço em carro de bois ao alambique da aldeia vizinha. A aguardente produzida, era guardada em garrafões de cinco litros, de vidro, empalhados, por sua vez acondicionados vários anos na fria e escura adega ou casa-do-vinho, como era designada na minha região. Para consumo da casa, vazava-se em garrafas de um litro.

A aguardente, para além do tradicional "mata-bicho", tanto em jejum como depois das refeições, tinha utilidade em diversas situações: Servia para esfregar o rosto depois de barbeado, para bochechar a boca quando doía os dentes, para temperos, especialmente de cabrito e coelho e servia também para vários remédios a aplicar no gado.
O bagaço, depois de extraída a aguardente, servia para estrumar os campos.
Depois de concluído todo este processo, lá mais para o final do ano, o ciclo do cultivo recomeçava com a época das podas e manutenção das latadas e ramadas. Mais tarde o tratamento com sulfato e monda dos rebentos chamados de "ladrões". Depois, pelo S. Tiago, quando já pinta o bago, já se adivinha nova vindima, lá para o final do Verão. É este o ciclo da vinha, da vindima e do vinho.

As vindimas, ainda hoje são transmitidas como uma imagem bucólica e alegre, mas na realidade, no meu tempo de criança, englobava tarefas muito duras e exigentes. Era um processo de várias etapas, todas elas comportando muito esforço. Mas, é claro, não havia trabalho do campo que não estivesse imbuído de uma sã alegria. Essa alegria era manifestada essencialmente no dia-a-dia quando de forma gratificante se usufruía desses esforços e canseiras, nomeadamente às refeições e em dias festivos. O vinho sempre omnipresente. Em cada trago valorizava-se o esforço antes despendido para o produzir a trazer até ali, à caneca, ao alcance do copo e da boca.

9/09/2009

OMO – Detergente que lava mais branco

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Já tivemos a oportunidade de falar aqui do detergente da roupa OMO, uma marca que fazia  parte do quotidiano das donas-de-casa dos anos 60, como auxiliar na limpeza da roupa. Ainda se comercializa mas há muito que perdeu para marcas concorrentes a preponderância que teve nessa época. O seu slogan tornou-se nostálgico e inesquecível: OMO lava mais branco!

Hoje publicamos mais um cartaz publicitário do detergente OMO, estampado em meados dos anos 60.

Recorde o anterior artigo.

9/08/2009

Refrescos Tang – Refrescos Royal

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Por estes dias de calor, lá em casa têm-se experimentado as saquetas de pó TANG com sumo de laranja desidratado e de outros sabores, como morango, ananás, pêssego e maracujá. Pela reacção dos miúdos, a qualidade, boa ou má, não difere da dos refrigerantes adquiridos em garrafa, seja Sumol, Frisumo ou outros semelhantes. Mesmo não sendo regra quanto ao consumo destas bebidas na casa, a verdade é que o preço final sai mais em conta, principalmente como solução em ajuntamentos de família onde as muitas crianças bebem que se fartam.

O pó de cada saqueta de TANG é recomendado para 1 litro de refrigerante e equivale a 21 kcal. Comporta vitaminas A, B2, C e ácido fólico.
Para já, com esta situação, voltei a trazer à memória os antigos refrescos Royal e o artigo que fiz aqui há pouco mais de um ano. Voltei a recordar os meus tempos de criança e as quentes tardes de Verão refrescadas com Royal, quer em bebida, quer nos gelados que fazíamos. Era caso para se dizer que apetecia ter sede…

Finalmente, achei curiosa a designação do produto: Frutrição Tang Laranja. Noutros tempos, era apenas Refrescos Royal. Sem mais nem menos. Creio que não tinha sido o mesmo se a designação fosse Frutrição Royal. Não soa nem seria tão nostálgico.

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9/07/2009

Os famosos do futebol português – 75/76 – Universal – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos OS FAMOSOS DO FUTEBOL PORTUGUÊS, uma edição da Universal, correspondente à época de 75/76. Esta caderneta parece ter sido a última edição da Universal e representou também o fim de um estilo tão característico que foi o dos cromos de caramelos, que dominou o mercado especialmente na década de 40 a 60.

Existem, é certo, várias cadernetas de cromos de caramelos ainda editadas nos anos 70, incluindo esta, mas o conceito já estava em decadência ou em abrandamento, com os cromos em envelopes surpresa a ganharem a preferência dos coleccionadores. Por isso, entre estes, considera-se que a primeira metade da década de 70 como o período de transição entre os dois conceitos de edição e venda de cromos.
Por este motivo, os cromos de caramelos, de modo especial da temática de futebol, são hoje em dia objectos queridos pelos coleccionadores, sendo muito raros e bastante valorizados. Uma caderneta pode atingir valores entre os 250 e 500 euros, ou mais e os cromos vendidos individualmente ou em pequenos lotes podem valer de 1 a 5 euros por unidade, dependendo da raridade e do estado de conservação.

Quanto a esta caderneta da Universal, reporta-se, como se disse, à época 75/76 do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão. Apesar de ser considerada a derradeira edição desta profícua casa editora, manteve-se o clássico esquema de apresentação, ou seja, uma equipa por página, com o nome do clube na parte superior, 11 jogadores por equipa e o cromo adicional, correspondente ao emblema, neste caso, o último cromo de cada equipa. O cromo do emblema em várias colecções também ocorria habitualmente como o primeiro cromo de cada equipa ou até estampado na própria caderneta.
O formato da caderneta também é o habitual, sensivelmente o tamanho A4.
Os cromos apresentam um cenário vistoso, com um fundo amarelo e uma baliza por detrás do jogador. Este, como era a regra predominante está representado em pose de corpo inteiro. O nome do clube surge na parte superior, o número do cromo num círculo verde, ao lado da zona dos joelhos dos jogadores e o nome destes ao fundo. Nas laterais surgem barras floreadas. Simples mas vistoso no conjunto, uma das características dos cromos de caramelos.

A capa tem um grafismo simples mas interessante, com uma cena de acção num jogo de futebol entre o Benfica e um clube que veste de branco, que na época poderia ser o Farense ou o V. de Guimarães. Na jogada surge o inconfundível Eusébio e em primeiro plano, a cabecear, parece-nos ser Vitor Baptista ou até Vitor Martins. Será?

As equipas representadas: Benfica, Sporting, F.C. Porto, Boavista, V. Guimarães, Belenenses, Leixões, G.D. da CUF, Farense, V. Setúbal, Atlético, U. de Tomar, Académica, S.C. Braga, Estoril-Praia e Beira-Mar.
Nessa época de 75/76 (como de resto aconteceu na época anterior e na seguinte) o campeão foi o Benfica, com 50 pontos, seguido do surpreendente Boavista, de José Maria Pedroto (que em 77/78 obteria o título ao serviço do F.C. do Porto), com 48 pontos e nas posições seguintes, o Belenenses, o Porto e o Sporting, com 40, 39 e 38 pontos, respectivamente. Nessa época desceriam à Segunda Divisão o Farense, G.D. da CUF e U. de Tomar.
Para os lugares vagos, subiriam na época seguinte o Montijo, Portimonense e Varzim.

Esta época para mim ficou marcada sobretudo pelo excelente campeonato do Boavista, que esteve às portas de ser campeão e ainda pela queda dos históricos G.D da CUF e U. de Tomar, que não mais regressariam ao escalão maior do nosso futebol, entrando num declínio nada condizente com os respectivos historiais.

 

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9/06/2009

Pequenos livros - Temas em 25 000 palavras - Agência Portuguesa de Revistas


Tenho na minha biblioteca uma colecção de pequenos livros cujos temas são, supostamente, desenvolvidos em 25 000 palavras. Digo supostamente porque obviamente nunca fiz essa contagem para confirmar mas também creio que esse rigor acaba por ser irrelevante para o caso. Mais palavra menos palavra..., mais arroba menos quintal..., como soí dizer-se.
A colecção que possuo comporta 12 números, correspondentes a outros tantos temas, mas desconheço se para além destes foram publicados outros já que na contra-capa dos livrinhos é referido como "alguns dos temas que pode conhecer em 25 000 palavras", deixando supor, pelo sentido, que poderão existir mais. Desconheço esse facto.
Cada livrinho tem as dimensões de 73 x 105 mm, cada um com aproximadamente entre 160 a 170 páginas. Apresentam uma espessura de 8 mm que permite o título e numeração na lombada.
Os temas abordados, como se poderá verificar, são todos eles interessantes e, apesar de resumidos tendo em conta o formato e o tal conceito das 25 000 palavras, apresentam um desenvolvimento bastante completo, ideal para estudantes ou, como diz o remate do título de cada tema, "para o homem que tem pressa".
Os livros não referem a data, mas tudo indica que sejam uma edição de meados dos anos 60. Os livrinhos foram editados pela Agência Portuguesa de Revistas com o copyright a pertencer à editora espanhola de Francisco Bruguera, também conhecida pelas suas excelentes colecções de cromos, algumas das quais foram editadas em Portugal pela Agência Portuguesa de Revistas nos anos 50 e 60.
Este formato reduzido, era realmente um formato de bolso, não do casaco mas da camisa, bastante fácil e cómodo de ler mesmo em circunstâncias peculiares como seja, deitado. O tamanho nunca foi, pois, um motivo para se deixar de ler livros.

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9/04/2009

MINI POP – My Holyday Girl – Menina de Luto

 

No início dos anos 70, o conjunto MINI POP obteve um relativo êxito no nosso panorama musical, principalmente junto das crianças e adolescentes.
Esta banda, que surgiu em 1969 na cidade do Porto, era formada por quatro crianças, com idades entre os 8 e 12 anos, os irmãos Mário, Eugénio e Pedro Barreiros, filhos de Mário Barreiros que era o manager do grupo e ainda  Abílio Queiróz. Estas crianças que foram crescendo, tornando-se adolescentes, seguiam a linha da moda musical de então, exibindo roupas extravagantes e cabelos compridos à ”Beatles”. Cantavam em português e em inglês.

O primeiro êxito do grupo foi uma versão da conhecida musica popular “Era uma casa muito engraçada”.
Os MINI POP tornaram-se mais populares depois da sua participação no Festival RTP da Canção, onde interpretaram a canção "Menina de Luto" com a qual obtiveram um sétimo lugar. Contudo, já antes, em 1971, participaram no Festival de Vilar de Mouros.


Durante a sua carreira, para além de um grande número de espectáculos, o grupo gravou perto de uma dezena de singles, dos quais destaco o "My Holiday Girl", com composições do conhecido Paulo de Carvalho.
Como curiosidade final, o grupo, depois de uma tentativa de internacionalização, com o nome de TANGA, nomeadamente em Espanha,  depois de 12 anos de percurso, terminou já na década de 80 dando lugar à conhecida banda "JÁFUMEGA", a que se juntaram aos irmãos Barreiros outros elementos como o vocalista Luis Portugal. Os JÁFUMEGA surgiram no chamado movimento do rock português, sensivelmente na mesma altura de Rui Veloso, UHF, Trabalhadores do Comércio, GNR, entre muitos outros.

 

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