10/16/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os Players – 74/75 - Sorcácius

 

 

Hoje trazemos à memória mais uma caderneta de cromos de caramelos. Desta feita uma colecção editada pela Sorcácius, correspondente à época futebolística de 74/75, com o pomposo e original nome de OS PLAYERS – Joagdores de Futebol da 1ª Divisão e Taça de Portugal.


A caderneta é composta por 192 cromos e 16 equipas. A saber: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, Guimarães, Boavista FC, SC Farense, Belenenses, Leixões SC, Vit. Setúbal, GD CUF, Atlético CP, U. Tomar, Oriental, Académica, SC Espinho, Olhanense.


Esta colecção está seguramente entre as últimas edições de cromos de caramelos publicadas em Portugal. A Sorcácius editou boas colecções tanto nos anos 70 como nos anos 80 mas publicou pouca coisa em caramelos.


Como não podia deixar de ser, esta caderneta segue as características gráficas e de estrutura de muitas outras colecções de diversas editoras. Cada equipa tem direito a uma página com 11 jogadores e ainda um cromo adicional com o emblema (este nem sempre tinha direito a cromo).
Cada cromo é composto pelo jogador em pose, a corpo inteiro sobre um cenário de cores fortes, com o verde do relvado, a bancada, o amarelo no topo e na lateral do relvado e um céu azul com uma ligeira núvem na esquerda onde se localiza o emblema em tamanho pequeno.
Na parte superior direita o nome do clube, na parte inferior o nome do jogador, à esquerda a idade do jogador, uma rara característica e à direita o número do cromo.
Apesar da simplicidade de métodos, o conjunto final de cada página apresneta um aspecto interessante.
Relativamente à época 74/75 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, foi campeão o Benfica, com 49 pontos seguido do FC Porto e Sporting, com 44 e 43 pontos, respectivamente.Desceram de divisão o Olhanense e o SC Espinho.Na época seguinte subiriam de divisão o SC Braga e o Estoril-Praia.

 

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10/15/2009

Ramos Pinto – Postais publicitários

 

A casa de vinhos Ramos Pinto foi fundada no longínquo ano de 1880 por Adriano de Ramos Pinto.
Relacionados com a divulgação da marca e dos seus vinhos de mesa, vinhos do Porto e aguardentes, são famosos os seus postais publicitários, tão procurados e estimados por coleccionadores e não só.
Os postais da Ramos Pinto reflectem o estilo e o grafismo das primeiras décadas do séc. XX mas todos eles transmitem uma verdadeira aura e nostalgia desses tempos. Muitas vezes, mais do que a mensagem comercial, os postais transmitiam uma imagem do conceito dos aspectos da arte e beleza, pelo que não é de surpreender os nús clássicos recorrentemente neles representados.


Deixamos por aqui alguns exemplos.

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10/14/2009

O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil

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Hoje quero falar de “O Palhaço Verde”, uma das belas histórias da Matilde Rosa Araújo, ilustrada pela Maria Keil, cujas ilustrações povoam para sempre o meu imaginário.

Este livro é uma das obras emblemáticas tanto da Matilde como da Maria Keil e libertei-o numa qualquer feira de velharias pelo módico resgate de 1 euro. O livro tem uma dedicatória manuscrita: “Para o António Carlos, com muito carinho da sua amiga Matilde. 4 – Abril 1981″.

Quem seria este António Carlos, tão displicente e ingrato a ponto de, em princípio, abandonar assim um livro dedicado carinhosamente por uma amiga, mesmo passados 28 anos? E quem seria esta Matilde? Será uma feliz coincidência a ponto de se tratar da própria autora, numa dedicatória manuscrita algures numa sessão de autógrafos? Alguém conhecedor(a) de Matilde Rosa Araújo, será capaz de reconhecer a sua caligrafia? A ser verdade, a confirmar-se essa coincidência, ficaria feliz e orgulhoso, mesmo não sendo eu o António Carlos. Ficaria feliz, digo, porque para além da magia e ternura da sua obra, bem como da Maria Keil, a ela pertence certamente os primeiros versos que ouvi na forma de poesia:

“Mãe, que verdade linda o nascer encerra: Eu nasci de ti como a flor da terra”.

Quando Matilde Rosa Araújo e Maria Keil se juntam, acontece magia.

10/10/2009

Toddy – É todo saúde e energia!

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Cartaz publicitário do Toddy, no ano de 1969. Para além de apregoar as virtudes do produto, publicitava o brinde em forma de latas, objectos ideais para guardar na cozinha ou despensa os vários alimentos de consumo regular na casa, como a farinha, açúcar, grão, feijão e massa. Recordo-me de existirem algumas destas latas na cozinha de minha mãe.

Os recipientes para armazenar os referidos bens de consumo alimentar, sempre foram muito populares nas cozinhas portuguesas. Para além dos produtos atrás referidos, era habitual haver ainda recipientes para os alhos,  o arroz, o sal e algumas especiarias ou ervas aromáticas como o louro, as malaguetas, os coentros, etc.

Essas embalagens eram fabricadas em diversos materiais, como o barro, a madeira, em plástico e a lata, como as do cartaz e os modelos apresentavam-se desde os mais imaginativos até aos mais básicos. Atrevo-me a dizer que não havia cozinha portuguesa que não tivesse à mão estas características embalagens. Hoje em dia, a maior parte desses produtos alimentares deixaram de se vender de forma avulsa ou a granel e são comercializados em doses pequenas e devidamente embaladas ou mesmo em recipientes próprios. Por isso, ainda continuam a existir mas na maior parte dos casos com uma função meramente decorativa.

Ainda quanto ao achocolatado Toddy, sempre foi muito popular, competindo na altura com outras marcas de sucesso como o Milo e o Ovomaltine.


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(imagem “roubada” aqui: link)

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(imagem “roubada” aqui: link)

Sobre a marca: (fonte: Wikipedia)
A Toddy foi fundada em 1930 pelo porto-riquenho Pedro Santiago combinando as características de duas bebidas: da escocesa Toddy, à base de gema de ovo, mel, creme de leite e uísque e da caribenha Rum Toddy, à base de cacau, melaço de cana e rum.
Em 15 de março de 1933, Pedro Santiago obteve licença de do governo provisório de Getúlio Vargas para comercializar o produto no Brasil. Inovou em campanhas publicitárias contratando até mesmo aviões para escrever o nome do produto com fumaça nos céus do Rio de Janeiro.
Em 1981 a Toddy foi vendida para a Quaker Oats, que introduziu no ano seguinte o Toddynho, leite achocolatado pronto para o consumo que tem público alvo infantil.
Nos últimos anos a marca vem se modernizando, principalmente após a compra da Quaker Oats pela PepsiCo, em 2001. Atualmente as campanhas publicitárias são estreladas por vacas com espírito jovem, doidas por música e claro, também pelo achocolatado. A música aliás tem sido um ponto forte nos projetos de Toddy.

10/09/2009

O coelhinho branco – Livro de leitura da segunda classe

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Hoje damos à estampa uma das belas histórias que povoavam o livro de leitura da segunda classe. É a lição de “O coelhinho branco”, ilustrada pela Maria Keil.
É a história de um coelhinho branco que regressando a casa a vê ocupada pela malvada cabra cabrês. Uma vez que a mesma se recusa a saír dali, o coelhinho vai pedir ajuda a vários amigos animais mas todos eles se mostram medrosos para com a cabra cabrês. Apenas consegue a ajuda da pequena formiga rabiga que, improvavelmente, aceita o desafio de expulsar a cabra cabrês.

Esta era uma das lições que agradavam e durante muito tempo foi sabida de cor-e-salteado. Como muitas outras, estas lições escolares estavam profusamente ilustradas o que despertava o fascínio e imaginação das crianças. À custa dessas fantásticas ilustrações dos meus livros da escola primária, aprendi a desenhar e hoje consideram-me com algum jeito para o mesmo o que por vezes se torna útil na ilustração de alguns artigos.

Ainda hoje a ilustração continua a ser parte fundamental dos livros infantis, nomeadamente os livros dos primeiros anos de escolaridade.  Noutros tempos, os livros foram ilustrados por grandes mestres, como António Carneiro, Raquel Roque Gameiro, Laura Costa, Emmerico, Maria Keil, Luis Filipe de Abreu, Eugénio Silva, Zé Manel, etc.

Todavia, as tendências e estilos da moderna ilustração têm caminhado num sentido de excessiva deturpação  da figura humana e mesmo do mundo animal, pelo que por vezes não passam de autênticas aberrações, autênticos marcianos. É certo que o mundo das crianças ainda está envolto em imaginação e fantasia e a ilustração procura reflectir esse imaginário, mas considero que a deturpação exagerada não favorece a sua leitura e interpretação. Penso, assim, que existe ilustração infantil mas apenas acessível a adultos. No entanto, entre algumas aberrações e estilos demasiado rígidos, actualmente existem muitos e bons ilustradores portugueses.

10/07/2009

Dia Nacional dos Castelos

 Hoje, 7 de Outubro, é Dia Nacional dos Castelos.

Os castelos são símbolos presentes de tempos passados. Erigidos a granito pelo querer e força bruta do homem, estes monumentos assumiram no seu tempo posições estratégicas de defesa de regiões, territórios e cidades.
Dentro das suas muralhas ou ao redor das mesmas, floresceram vilas e cidades. Alguns de arquitectura tosca e rudimentar, mas outros como autênticas obras de engenharia e arquitectura militar.
Desde os mais discretos e elegantes até aos mais sólidos e consistentes, Portugal está semeado destes notáveis monumentos, repletos de História e de histórias, reais e lendárias. De norte a sul e de oeste a este, resistem ainda bons exemplos como verdadeiros e palpáveis pedaços da nossa nacionalidade, recordando os tempos de independência, expansão e defesa do território que é hoje o nosso Portugal. Alguns bem conservados e dinamizados pelas autarquias e associações, outros, porém, abandonados à sua sorte, padecendo as agruras do tempo e dos tempos, mas também da indiferença das entidades oficiais.
Esta importância e este testemunho destes nossos monumentos militares estão gravados na própria bandeira portuguesa com o simbolismo dos sete castelos.

Para além dos aspectos históricos ligados a estas construções, enquanto fortalezas militares, com origens que se perdem nas primeiras civilizações, os castelos sempre nos transmitiram os ecos desses longínquos tempos bem como das batalhas dentro e fora das suas torres e ameias. Muitas vezes palcos sangrentos de lutas senhoriais mas também de defesa de soberanias e identidades, de povos e nações.

Todo esse tempo, que decorre dos primeiros tempos do Condado Portucalense até à consolidação do país e depois todo o período da Idade Média até ao séc. XV, sempre exerceu em mim um fascínio especial, desde criança, desde que tomei contacto com os primeiros livros de História. Este fascínio era ainda alimentado pelos filmes e séries de TV, como o Robin Hood, a Flecha Negra, e na Banda Desenhada com Oliver (Robin dos Bosques) herói habitual da revista O FALCÃO e ainda as aventuras do PRÍNCIPE VALENTE, pela pena do mestre Hal Foster.
 
Como memória desta data, publicamos de seguida um conjunto de 16 imagens de outros tantos castelos, reproduções de um conjunto de cadernos escolares dos anos 70, editados pela Ambar, denominado “Colecção Castelos de Portugal”. Esta colecção, muito bonita, para além das gravuras dos diferentes monumentos, representadas nas capas, apresenta nas contra-capas as histórias de cada castelo. Tenho a colecção completa, com os 16 cadernos, em estado de novos.
É uma colecção bem representativa dos castelos portugueses mas outros mais, igualmente belos e repletos de História, poderiam aqui ser lembrados, como o Castelo de Linhares da Beira, o Castelo de Celorico da Beira, o castelo de Trancoso, de Penela, do Lindoso, de Lamego, de Chaves, de Ansiães, de Belmonte, de santaré, de Tomar, de Sesimbra, do Marvão, de Arraiolos, do Alandroal e muitos outros, incluindo os fortes de Valença e Almeida.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O “Jogo da Macaca”

 

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Dos jogos de crianças associados ao recreio da escola primária, o  "Jogo da Macaca" era um dos mais populares.
Este jogo é conhecido por todo o país, mas, naturalmente, com variantes de região para região, quer na forma geométrica da “macaca” quer nas suas regras.


Na minha aldeia, brinca-se assim o jogo da macaca: No chão, preferencialmente de terra, desenha-se de forma indelével a "macaca", constituída por sete "casas", sendo três seguidas de formato sensivalmente rectangular e terminando num círculo dividido em quatro quartos.


Habitualmente eram admitidas a jogo três crianças, quase sempre raparigas, que sorteavam entre si a ordem de começo. A primeira ficava com o nome de "primas", a segunda de "xigas", a terceira e última de "restas".

O objecto que serviria para percorrer a "macaca", em forma de disco ou patela, chamava-se "malha" e habitualmente era feita toscamente com um caco de barro que poderia ser de uma telha ou de um prato. Também poderia ser em pedra, desde que regular e achatada.

A primeira jogadora lançava a malha com a mão de modo a que esta ficasse no interior da primeira "casa", mas sem que ficasse a "pisar" ou a “queimar” o risco. Se assim fosse teria que dar o lugar à jogadora seguinte e assim sucessivamente. Este princípio aplicava-se também no caso da "malha" caír na "casa" errada ou saltar fora da "macaca". Sendo que a "malha" ficava na casa de forma correcta, a jogadora saltava de pé-coxinho para a mesma casa e sempre nessa postura posicionava a ponta do pé junto à malha e com um movimento rápido atirava com a "malha" para para a “casa” imediata no sentido contrário ao movimento dos ponteiros de um relógio, até que dessa forma completasse todo o percurso até saír para a zona do “céu”, no exterior da “macaca”.

Importa esclarecer que quando a "malha" ficava posicionada de forma legal mas muito próxima do risco fronteiro com a "casa" anterior, o que impedia o posicionamento do pé sem que calcasse o respectivo risco, era permitida uma manobra que consistia em posicionar o pé de forma lateral à "malha", mas sem calcar o risco e depois num rápido movimento de vai-e-vem, jogava a "malha". No entanto, quando o pé retornasse à primeira posição não poderia ficar em cima do risco, a “queimar”,  sob pena de perder a vez. Sempre que se retomava a vez de jogar, reiniciava-se no ponto onde se havia perdido a vez.


O processo repetia-se de forma sucessiva até que cada jogadora percorresse todas as "casas". Sempre que isso acontecia, a jogadora colocava-se de costas junto à extremidade da "macaca" na chamada zona do "céu", e lançava a malha sobre o ombro para dentro da "macaca". Se a "malha" caísse numa das casas vazias assinalava a mesma com o seu nome ou uma marca que a diferenciasse. Neste caso dizia-se que tinha feito uma "rola". Se nessa etapa do lançamento "às cegas" da "malha" para o interior da macaca falhasse, saindo fora da "macaca" ou caíndo numa "casa" já assinalada, perdia a vez para a jogadora seguinte. O número destes lançamentos poderia ser combinado previamente, mas não poderia ultrapassar as três tentativas.


O "Jogo da Macaca" terminava quando todos os sete espaços da "macaca" estivessem com "rolas". Ganhava a jogadora que somasse mais "rolas".


Resta acrescentar que à medida que a "macaca" ía ficando preenchida com "rolas" o jogo tornava-se mais difícil pois não era permitido lançar a malha para as casas com "rolas" adversárias nem passar por lá, pelo que exigia por vezes grandes saltos. Todavia, cada jogadora podia calcar ou passar pelas "casas" com "rolas" desde que fossem suas ou se autorizada pela dona das “rolas”. Esta situação de autorização por vezes criava conflitos e rivalidades já que comportava regras de favorecimento. Por isto, por vezes determinava-se previamente que essa situação não seria permitida.


Esta era a tradicional "macaca" da minha aldeia. Muito raramente era jogada a versão mais vulgarizada de nove "casas".

 

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