11/21/2009

Leite sim, mas com Nesquik


nesquik santa nostalgia

O Nesquik da Nestlé sempre foi um produto muito apreciado. Simples ou com leite, quente ou frio, era uma deliciosa maravilha, principalmente nos tempos frios. Fica aqui a recordação de um cartaz publicitário do princípio dos anos 80.

Hoje em dia continua a ser comercializado e com o mesmo sucesso de sempre, mesmo assim sem fazer esquecer o saudoso Toddy.

11/18/2009

Jogadores da Bola – 57/58 - Altesa

 

Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos “Jogadores da Bola”, uma edição da Fábrica de Confeitaria Produtos Altesa, L.da.

Esta colecção de cromos de caramelos é referenciada à época futebolística de 57/58, sendo que representa equipas que nessa época não integraram os participantes oficiais, tais como o V. Guimarães, Boavista, Sc Farense e Sp. da Covilhã, bem como, em contrapartida, omitiu clubes participantes, casos do Oriental de Lisboa e GD da CUF, tanto mais que a caderneta engloba 16 equipas contras as 14 oficiais, um desacerto que de resto não era novidade nas colecções de então.

Equipas representadas: Sporting, SL Benfica, FC Porto, CF Belenenses, Académica de Coimbra, Lus. de Évora, V. Setúbal, FC Barreirense, Caldas SC, SC Braga, Salgueiros, Torriense, V. Guimarães, Boavista FC, SC Farense e Sp. da Covilhã.

A caderneta, que apresenta na capa uma vistosa ilustração com uma cena de jogo do derby lisboeta e nacional Benfica – Sporting, segue a estrutura clássica de 11 cromos por página, com jogadores representados a corpo inteiro em pose num fundo amerelo e verde, que dá bom efeito ao conjunto dos cromos colados numa grelha floreada.

Como não podia deixar de ser, esta colecção tem a magia e nostalgia de todas as colecções de cromos de caramelos.

 

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11/17/2009

A nossa casa – A casa do lavrador

 

a nossa casa casinha  sn

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Hoje em dia , de um modo geral, as casas modernas são grandes, funcionais e confortáveis, mesmo que de apartamentos se fale. As novas técnicas de construção aliadas aos modernos materiais de construção e equipamentos tecnologicamente avançados, permitem de facto soluções de habitabilidade muito boas.

É claro que, infelizmente, ainda há muita gente a viver em velhas habitações, degradadas e nada funcionais e até mesmo em barracas, mas essa é uma realidade difícil de ser erradicada. Mas, apesar de tudo, muito se tem feito para a requalificação urbana e dignificação de quem habita nesses míseros espaços chamados habitações..

Seja como for, o que se pretende dizer, a propósito das páginas acima publicadas de dois antigos livros escolares, é o sentimento de carinho que de um modo geral temos para com as nossas casas, nomeadamente as casas de nossos pais e avós, as casas paternas, aquelas onde nascemos e crescemos.

Desde as mais simples e humildes às mais imponentes e magestosas, desde as da aldeia até às das vilas e cidades, todos nós temos ligações emocionais às nossas casas. No meu caso, nasci e cresci na casa de meus avôs paternos, herdada em parte pelo meu pai. É uma típica casa de lavrador (quase descrita nas páginas acima), com rés-do-chão e sobrado, como se chamava ao Andar e com cobertura com beiral de telha de canudo e com cornija. Na parte inferior existem compartimentos de arrumos, como a adega, a casa do lagar e no sobrado, a cozinha, sala e quartos e um amplo corredor, a que chamamos de varanda, com um renque de janelas viradas a nascente, a partir da qual se acede às restantes divisões. Paradoxalmente, sendo uma casa grande, não tinha casa de banho, mas sim uma simples retrete no logradouro da casa. Mais tarde, construímos de forma adjacente esse indispensável compartimento.

No logradouro, dispostas ao redor do chamado quinteiro, existem várias construções em pedra destinadas a currais do gado, galinheiros e ainda um tanque com água de nascente a cair dia e noite que abastece a casa e rega parte da quinta, coberto por ramada de videiras. Ao lado, o velho espigueiro onde descansa o resultado da colheita de milho. E claro, nas traves do alpendre, os ninhos de andorinha.

Hoje, na casa vive apenas a minha mãe mas semanalmente recebe sempre a visita dos vários filhos.

Claro está que muitas mais recordações podem ser associadas às nossas casas mas essas são pano para mangas de outras histórias e outras nostalgias.

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11/13/2009

Rabiscos de outros tempos - Viseu

desenho viseu santa nostalgia

Hoje publico um simples desenho que rabisquei, já lá vão mais ou menos 25 anos. Foi depois de uma visita à bela cidade de Viseu. Junto ao rio Pavia e ao fundo as silhuetas da Sé Catedral e da Igreja da Misericórdia.
É verdade que o desenho tem pouca qualidade, um simples esboço feito a lápis de cor, de forma muito rápida, mas as memórias que invoca, essas são nostálgicas mas muito ricas. Há coisas que têm essa capacidade, esse condão de nos remeter para outros tempos e outras emoções. São chaves que abrem as portas do templo do tempo.

11/11/2009

S. Martinho – Tempo de lendas e tradições


s martinho santa nostalgia 01

Hojé é dia de S. Martinho. Um santo e uma data de fortes tradições, associadas ao tempo de Outono, às castanhas e ao vinho novo.
Um pouco por todo o país são realizadas festas ou romarias de invocação ao santo, das quais destaco o S. Martinho em Penafiel, também conhecida por romaria dos burros, sendo feriado municipal naquele concelho.
O nosso povo ao longo dos tempo adoptou vários provérbios ou rifões populares à volta deste tempo de S. Martinho: Eis alguns que consegui reunir:

- Pelo S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho;
- Em dia de S. Martinho, desce à adega e prova o vinho;
- Pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho;
- Pelo S. Martinho, sobra a água no moinho;
- Pelo S. Martinho, sai o porco, entre o bacorinho;
- Pelo S. Martinho, todo o mosto dá bom vinho;
- Queres pasmar o vizinho? Esterca e lavra pelo S. Martinho;
- Virá o Verão de S. Martinho, nem que dure um bocadinho;
- Pelo S. Martinho, na horta alho e cebolinho;
- Pelo S. Martinho, fura o teu pipinho;
- Mesmo que perdido no caminho, chega o Inverno pelo S. Martinho.
- Na horta pelo S. Martinho, favas, alhos e cebolinho.

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(clicar nas imagens para ampliar)

A lenda de S. Martinho é por demais conhecida e popularizada, pelo que que não a vamos aqui repetir de forma exaustiva, mas sempre resumiremos que está associada ao facto de Martinho, então um soldado do exército romano, numa das suas saídas a cavalo, ter avistado na rua um pobre mendigo, semi-despido a tiritar de frio. A bondade de Martinho fez com que pegasse na sua espada e com ela cortasse um pedaço da sua vistosa capa púrpura, que ofereceu ao mendigo que assim com ela se agasalhou. Simultanemante, o tempo frio e chuvoso, mudou, como por milagre, para um dia quente e com sol, semelhante a um dia de Verão. Daí a lenda do chamado “Verão de S. Martinho”. Todavia, esta é a mais conhecida, mas a S. Martinho são atribuídas outras interessantes lendas que giram à volta da sua santidade.
Por cá, na minha aldeia, muitos dos ditados populares referentes a S. Martinho são levados à letra pois ainda se mata o porco preferencialmente nesta época, bem como as castanhas e o vinho novo são já companhia à noite depois do jantar, junto ao aconchego da lareira. Neste ano o “Verão de S. Martinho” ainda não fez juz à tradição, mas isso nem é o mais importante. O melhor calor é o que nos chega da alma.

11/10/2009

Tábua e tabuada de multiplicação

tabua de multiplicacao sn

tabuada cartilha escolar sn

De uma antiga Cartilha Escolar – Ler, Escrever e Contar, de Domingos Cerqueira, da Livraria Chardron de Lelo & Irmão, Editores (sobre a qual falarei aqui noutra oportunidade), reproduzo uma curiosa e interessante Tábua de Multiplicar, que em muito ajudava à pequenada da primeira classe a aprendizagem da tabuada. O funcionamento está bem explicado pelo que é de fácil compreensão. Do mesmo modo, e da mesma Cartilha Escolar, fica aqui a clássica tabuada da multiplicação, a tal que a criançada da primeira classe tinha que saber de cor-e-salteado, ou seja, na ponta-de-língua.  Ainda hoje será assim?

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