10/27/2010

Vinagre Cristal – Espumante Magos

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Hoje, com um cartaz publicitário do ano de 1974,  trago à memória o vinagre Cristal, que desde há muitos anos dá um tempero ou toque especial nas nossas saladas e alguns pratos típicos, sendo, por isso, presença habitual nas despensas domésticas ou em restaurantes.

O vinagre Cristal é produzido pela empresa José Marques Agostinho, Filhos e Cia. Lda, do Entroncamento, com uma história de mais de 100 anos, também conhecida pela comercialização de uma marca igualmente a merecer referência, a Magos, vinho espumante distribuído em pequenas garrafas.

"A marca Cristal foi registada em 1939 e já conta com mais de 75 anos de existência no mercado.
Começou em garrafa de vidro, a embalagem disponível nessa época, sendo depois adoptada a galheta em polietileno, que lhe trouxe bastante sucesso.
Mais tarde, nos anos 90, passou para embalagem PET desenvolvida especialmente para a marca, garantindo uma melhor conservação do produto.
Em 1985 foi criada a marca Cristal Gourmet com o intuito de abranger outros tipos de segmentos alvo nomeadamente os apreciadores de vinagres “à moda antiga” (com aroma distinto e uma acidez intensa).
A marca Cristal ao longo dos tempos tem acompanhado o mercado de uma forma dinâmica, lançando novos sabores e aromas."

O vinho espumante Magos ainda deve ser um produto popular, até porque se vê com facilidade nas prateleiras dos estabelecimentos de distribuição, mas pessoalmente, que ainda o compro ocasionalmente,  parece-me que já teve melhores dias. Recordo-me que pelos anos 80 o Magos era uma bebida muito requisitada mesmo pela juventude, sobretudo ao fim-de-semana, já que emprestava um certo ar de comemoração sem ser necessário abrir uma tradicional garrafa de 0,75 l. Penso que o sucesso do Magos se deveu e deve sobretudo à pequena embalagem e quantidade, uma espécie de venda em dose individual.

"Durante a 2ª Guerra Mundial, em 1940, o Sr. António Marques Agostinho procedeu à importação dos equipamentos e da tecnologia para fabricar vinhos espumantes sob a "inovadora" técnica denominada “Método Charmat”.
Esta técnica permite a produção de vinhos espumantes de excelente qualidade de forma mais rápida e económica.
A nova tecnologia permitiu servir os consumidores com doses individuais, uma vez que não existia então oferta de espumante em garrafas de 200ml.
Procedeu-se ao lançamento do novo produto-vinho espumante MAGOS.
O MAGOS foi desde o seu lançamento um êxito comercial.
A evolução do mercado de vinhos com gás ditou uma decisão implementada quarenta e três anos depois do lançamento do espumante MAGOS: a apresentação ao mercado do MAGOS Frisante, um vinho mais fácil de beber e em linha com as novas tendências de consumo."

Quanto ao vinagre, sua origem e utilização, fica aqui um texto extraído do sítio da própria empresa fabricante do Cristal:

Ao longo da história o vinagre provou ser o mais versátil dos produtos alimentares. Desde à 10.000 anos até hoje, os consumidores continuam a utilizar o vinagre das mais variadas maneiras. O vinagre produzido actualmente é muito semelhante ao produzido nos tempos antigos, mas hoje em dia o vinagre foi redescoberto através da utilização de novos sabores. Assim, aos clássicos vinagre de vinho e de cidra, juntaram-se os vinagres: balsâmico, de arroz, de framboesa, aromatizados, entre outros.
O vinagre é produzido através de dois processos biológicos distintos, ambos resultantes da acção de microrganismos que transformam açúcares (hidratos de carbono) em acido acético. Ao primeiro processo é dado o nome de fermentação alcoólica e ocorre quando a fermentação transforma os açúcares naturais em álcool, em condições controladas. No segundo processo, existe uma bactéria que converte a porção de álcool em acido. É a partir desta fermentação acética que se forma o Vinagre.
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A José Marques Agostinho, Filhos e Cia. Lda, tem nestes dois produtos e marcas as suas principais referências comerciais, mas o seu actual portfólio conta com outros artigos como o azeite, vinagres de diferentes variedades, bebidas licorosas, pickles, molhos e condimentos como a maionese e o ketchup e também geleias. Em suma, uma empresa cimentada no sucesso e qualidade dos seus produtos e marcas e cuja história é, ao contrário de outros casos, sinónimo de consolidação e enriquecimento.

Actualização: 30 Março 2020.
Entretanto soubemos que a empresa  teve algumas mudanças e agora refere-se à Contemp - Companhia dos Temperos, L.da. Resulta da fusão entre as empresas José Marques Agostinho, Filhos & Cª. e ICPA - António da Silva & Filho, Lda., ambas com tradição vinagreira desde o início do século XX

Por sua vez a Magos também mudou de imagem, nomeadamente nos seus rótulos.

10/25/2010

Cores com sabores

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Hoje estive fora quase todo o dia, em serviço, e ao regressar, já por volta das 17:00 horas, parei numa pastelaria para tomar café. Na vitrine, a abarrotar de coisas doces e apetitosas, um belo pão-de-ló, fatiado. Essa imagem fez-me associar outra imagem e recuei no tempo, ao meu livro de leitura da primeira classe, nomeadamente à página 33, onde nunca mais esqueci as deliciosas ilustrações da Maria Keil, nomeadamente aquele belo pêssego, quase real e a convidar a uma fresca trincadela, ou mesmo a fatia de bolo, tão amarela como o pão-de-ló que minha mãe confeccionava por altura da Páscoa. Ficava sempre roído de inveja da menina Edite por receber aquela fatia de bolo, esperando, em vão, ser o próximo a ser servido.

Sempre que desfolhava o livro, essas imagens saltavam-me e com elas um doce apetite por coisas boas. Aliás esse livro estava recheado de coisas boas que apeteciam comer, nomeadamente as iguarias dispostas na mesa de Natal, na página 98. Hoje, ao reler, essas sensações são as mesmas, por isso intemporais.

10/24/2010

Binaca – Dentífrico de eficácia comprovada

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Cartaz publicitário ao dentífrico e elixir Binaca, publicado na primeira metade da década de 1960.

O Binaca, no formato de dentífrico em pasta e elixir, foi relativamente popular nos anos 60, mas nunca passou a popularidade de marcas como a Pepsodent, Colgate ou mesma a portuguesa pasta medicinal Couto.

A Binaca nessa época era uma das marcas da Ciba, empresa suiça, com origem em 1859, a qual em 1970 integrou a Geigy, também suiça, esta com origem bem mais remota, em 1758. Por sua vez, a fusão da  Ciba-Geigy Ltd com a Sandoz Laboratories, em 1996, deram origem ao poderoso grupo farmacêutico Novartis. Depois desta fusão, a vertente química proveniente da Ciba passou para a BASF.

Quanto à pasta de dentes Binaca, não me parece que seja actualmente comercializada no mercado português. Pelas pesquisas realizadas, são poucas as referências encontradas sobre o produto mas tudo indica que ainda seja produzido e com alguma popularidade em mercados como a Índia e Paquistão, de onde consegui relacionar um curioso spot publicitário televisivo.

Existe também o Binaca na específica versão de spray perfumado para a boca, como ajuda ao combate ao mau hálito, popular sobretudo nos Estados Unidos, onde é produzido pela empresa Dr. Fresh, Inc , mas não consegui apurar a relação desta marca e produto com a Binaca, dentífrico, da Ciba.

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10/22/2010

Atrix – Creme

 

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- Cartaz publicitário ao creme Atrix – 1970

Da mesma empresa proprietária do popular creme Nivea, a multinacional Beiersdorf, o creme Atrix, essencialmente vocacionado para o tratamento e protecção das mãos, também é um produto muito popular e com uma rica história, a passar de meio século, já que foi criada em 1955 por Oscar Troplowitz, igualmente um dos proprietários da Nivea nos seus primeiros tempos.
Tal como o creme Nivea, o Atrix tornou-se popular pelas suas elegantes latinhas, as quais ao longo dos tempos foram mudando de visual.

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- Tópico relacionado:

NIVEA Creme

10/18/2010

Modess – Quando as raparigas modernas conversam

 

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Ainda há alguns dias falamos da Modess, uma conhecida marca de pensos-higiénicos da Johnson & Johnson. Hoje trazemos à memória um novo (antigo - início dos anos 60) cartaz publicitário a esse produto da higiene íntima feminina.

Da leitura do cartaz e da sua mensagem, resulta a análise curiosa do facto de nos dias de hoje frequentemente se dar como adquirido que noutros tempos alguns assuntos eram tabú e as pessoas viviam fechadas num certo convencionalismo. Por isso não deixa de ser surpreendente, e desmistificador, vá lá, que num cartaz com 50 anos já se propagandeasse esse modernismo e esse à vontade das raparigas “já então modernas” em contraponto às suas avozinhas.

Agora podemos admitir que hoje em dia já não será pretexto ou sinal de modernidade que as raparigas falem entre si sobre os seus ciclos menstruais e os pensos higiénicos. Modernidade actual, e bastará ler a revista “Maria” ou outra do género”, lida maioritariamente por um publico feminino adolescente ou mesmo pré-adolescente, será discutir-se coisas triviais como perguntar se um beijo tido com o namorado implicará uma gravidez, ou que está a achar estranho o namorado, por este ao fim de duas semanas de namoro ainda ainda não querer ter relações sexuais ou ele a perguntar se será homossexual porque fica excitado quando pensa nos colegas ou preocupado por achar o seu pénis pequeno e descaído para a esquerda ou triste por a namorada não gostar de sexo oral por sentir nojo ou aflito por ela não querer outra coisa a toda a hora. Preocupações preocupantes.

Bom…bem sabemos que os famosos consultórios deste tipo de revistas extravasam os limites da realidade e aproximam-se mais de um certo surrealismo de mentalidades com pouca saúde, tanto mais tendo em conta o indesculpável fácil acesso à formação e informação. Mesmo não usando estes exemplos como regra, a verdade é que todos sabemos mais ou menos onde assenta ou fundamenta a modernidade da maioria dos nossos jovens. As redes sociais na Web são palco desse mundo moderno onde as amizades, seja lá o que isso significa, são medidas ou contadas aos milhares quando, afinal, essas pseudo-relações virtuais são conseguidas no escuro e na solidão de um quarto ou de uma sala. As sequências e consequências são já palpáveis mas daqui a 50 anos esta realidade terá certamente a mesma desmistificação do que a agora transmitida pela leitura contemporânea do cartaz da Modess.

Concluimos, pois, que a modernidade é sempre o tempo presente e somos tão modernos hoje em relação ao ontem como amanhã seremos em relação a hoje. Confuso mas compreensível.

10/14/2010

Desodorizante MUM

 

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Hoje trago à memória um cartaz publicitário do princípio dos anos 60, alusivo ao MUM, uma popular marca de desodorizante com o sistema de roll, com uma esfera plástica na boca do frasco que ajuda a distribuir o produto, este ligeiramente leitoso.
É claro que para além deste formato, porventura o mais popular nos nossos dias, o MUM já existiu na variante spray e também em latinhas de creme.
Em diversas alturas cheguei a experimentar o MUM mas nunca foi hábito que pegou, mas reconheça-se que é um excelente produto.

A Bristol-Myers Squibb teve a sua origem no longínquo ano de 1858, pelo então jovem médico da Marinha dos USA, Robinson Squibb, em Brooklyn, Nova York, Estados Unidos, como empresa de produtos farmacêuticos.
Mais tarde entraram na sociedade William McLaren Bristol e John Ripley Myers e ambos investiram na compra da Farmacêutica Clinton. Em 1895, Robinson Squibb afastou-se e passou a maior parte das responsabilidades para seus filhos e a empresa passa a designar-se de ER Squibb & Sons.
De então até aos nossos dias, a Bristol-Myers Squibb foi passando por mudanças significativas, ao ritmo e exigências do mercado, mas  hoje em dia é uma importante empresa no sector de produtos farmacêuticos e de higiene íntima.

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- MUM, algumas embalagens na actualidade

10/12/2010

Tebe - Thermotebe -Tebesport


 

 


 Quem não se lembra das frases publicitárias:

Frio? Eu não tenho frio! Estou bem protegido! “Thermotebe - Camisola interior de características turbo-eléctricas, mantém o calor do corpo, protege da humidade, ideal para estados reumáticos. É também aconselhável para senhoras e crianças em idade escolar”.
Noutra variante do reclame ao mesmo artigo, uma criança dizia-nos: “Frio? Eu não tenho frio! Eu uso uma Thermotebe e o meu pai também!”

Foi em meados dos anos 80 que estes spots publicitários ao produto da Tebe, deixaram marca na RTP e ainda hoje gozam desse reconhecimento. As camisolas Thermotebe, como seria de esperar, tornaram-se uma novidade e um produto vendável.

Sabe-se que a actual  Tebe Empresa Têxtil de Barcelos, S.A.  foi fundada em 1945, pelo Comendador Mário Campos Henriques, com instalações localizadas no centro de Barcelos, mas em 1972/73 foi adquirida por um empresário francês, que ainda se mantém. Apesar do êxito dos produtos e das marcas próprias, como a Marie Claire e Thermotebe, a transformação do mercado dos têxteis decorrente da entrada de Portugal na actual União Europeia ditou novas regras e dificuldades. Nessa nova realidade pelo caminho ficaram as famosas marcas da Tebe e a empresa modernizou-se e adaptou-se transformando-se numa fabricante para marcas de grande distribuição.

Para além dos tais anúncios televisivos às camisolas Thermotebe, publico acima um anúncio do final dos anos 70 ao vestuário desportivo com a etiqueta Tebesport. Não consegui apurar a sua relação com a empresa Tebe, mas pelo nome tudo indica que seria uma das etiquetas da empresa da cidade do Cávado no segmento do vestuário desportivo. Penso, também, que há muito que ficou pelo caminho.

Em termos de memórias pessoais, para além da natural lembrança dos anúncios às camisolas Thermotebe, não me recordo de algum dia ter usado esse tipo de roupa. Apesar do sucesso, creio que a Tebe tinha um grande problema que era o excesso de acumulação de electricidade estática. Fosse ou não um problema, a Tebe e sobretudo as suas camisolas interiores, com o que se diria hoje de tecnologia, Thermotebe, fazem parte das nossas memórias associadas aos spots publicitários tão característicos de uma época.

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