12/05/2010

Arthur and the Square Knights of the Round

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Quem não se lembra da série de animação "Arthur and the Square Knights of the Round" ?
Trata-se de uma série de 35 episódios de cerca de 25 minutos cada, produzidos em 1966 pela australiana "Five Arrows Films".

É uma alegre paródia à volta da popular lenda do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda com os nomes do próprio Rei Artur,  a raínha Guinevere, o cavaleiro Lancelot, o mágico Merlin, o sempre desastrado Cavaleiro Negro, a feiticieira Morgana e outras divertidas personagens.

Não tenho informações quanto ao ano da primeira exibição da série na RTP, mas pessoalmente recordo-me de a ver na primeira metade dos anos 80, portanto na era da RTP a cores.
Adorava a série e as trapalhadas do dia-a-dia de Camelot, o reino de Arthur, talvez pelo universo e cenário tão dados a aventuras como é a Idade Média e que muitas vezes foram pretexto e argumento das minhas brincadeiras de criança.

Para recordar, fica abaixo o clip do vídeo de abertura da série, um pouco dentro do estilo da produtora norte-america, Hanna Barbera, referente a outras grandes séries de referência na animação como The Fintstones, The Roman Holidays e muitas outras.

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12/04/2010

O Rapaz do Elefante – Elephant Boy

 

Voltamos à memória das séries de TV da nossa infância:

Em 1974, a RTP transmitia a série de televisão "O Rapaz do Elefante", no original "Elephant Boy".
Uma série do género de aventuras, dirigida particularmente ao público infanto-juvenil, uma co-produção autraliana-francesa-alemã, em 1973, com 26 episódios de cerca de 25 minutos cada.
A série foi baseada na obra do escritor Rudyard Kipling “O livro da selva”, nomeadamente o capítulo “Toumai of the elephants”, que de resto, uns anos antes (1937) já havia dado origem a um filme, como o mesmo nome desta série.
”O Rapaz do Elefante”, com cenário no coração da Índia (foi no entanto filmada no Sri Lanka), narra-nos as aventuras de um jovem rapaz de 12 anos, Toumai, o seu pequeno irmão Ranjit, órfãos, e a sua amizade com o elefante indiano Kala Nag. Toumai vive numa reserva da selva e as histórias resumem-se ao confronto dos interesses e problemas entre o dono do território e do elefante, e a preservação e defesa dos animais da selva e dos seus habitats.

Esta série integra-se na linha de outras séries da época igualmente populares, como Dektari e Skkipy.

Intérpretes e personagens:

Esram Jayasinghe : Toomaï
Peter Gwynne : Madison
Peter Ragell : Ranjit
Isobel Black : Kay Stevens
Margot Léonard : Mme Weiner
Uwe Friedrichsen : Karl Bergen
Janet Kingsbury : Suzanne Fraison
Kevin Miles: Prince Paddam
Ric Hutton : Colonel Shannon

Como seria de esperar, apesar da série nos anos da sua exibição em Portugal ter sido muito popular, entre nós dela restaram poucas ou nenhumas referências. Neste aspecto, somos muito pobres.

Na França e Alemanha, países co-produtores, a série também foi muito popular e ainda hoje se encontra no mercado de DVD´s.

 

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12/01/2010

Serra da Freita com manto de neve

 

Hoje aproveitei o dia de feriado para, com a família, dar um salto à sempre bela Serra da Freita. Como seria de esperar depois de alguns dias de muito frio, a serra apresentava-se repleta de neve, nalguns locais atingindo mantos uniformes com pelo menos 30 cm. Ao atravessar o belo planalto, não fossem os rodados de passagens de jipe, e não daria para ver o limite da estrada.

Na parte da manhã, viam-se ainda poucos visitantes, esperando-se maior afluência na parte da tarde, mas mesmo assim dava para ver algumas crianças deliciadas com a brancura, não resistindo à “guerra das bolas de neve”. Será certamente uma experiência inesquecível para os mais miúdos, sempre fascinados pela branca e macia neve.

Das muitas fotografias que colhi, ficam apenas algumas amostras, que podem ser ampliadas.

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11/28/2010

Desenhos para colorir

 

Os desenhos para colorir, sempre exerceram um fascínio especial nas crianças e não surpreende por isso que mesmo na Web existam diversos sítios cuja razão de ser é precisamente disponibilizar muitos e divertidos desenhos que depois de impressos poderão ser coloridos.
Para além disso, os livros com folhas para colorir continuam a ser um produto vendável e não raras vezes são oferecidos como prendas de Natal. É claro que a par destes livros, importa não esquecer as imprescindíveis caixas dos lápis de cor ou marcadores. Sem isso nada feito.
Hoje, já com o bichinho do espírito natalício a remoer, também decidi colorir um desses desenhos só que em vez dos lápis ou marcadores reais, usei as modernas ferramentas gráficas.
Há momentos em que o combóio do mundo infanto-juvenil passa-nos à porta e nele embarcamos sem hesitações, numa espécie de regresso ao passado.

 

 

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(clicar para ampliar)

fonte do desenho: www.colorirdesenhos.com

11/25/2010

Eça de Queirós

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Passam hoje 165 anos (25 de Novembro de 1845) sobre o nascimento de Eça de Queirós, um dos maiores vultos da literatura portuguesa.
Sobre a sua vida e obra, não faltam exaustivas biografias e referências, pelo que ficamos apenas pela lembrança da efeméride. 
 
Para além de tudo, é um dos meus autores preferidos e da sua obra conhecida e publicada já li tudo, de resto uma leitura que periodicamente se vai renovando como aconteceu recentemente com "As cidades e as serras".

Cada parágrafo de Eça de Queirós é um rendilhado pormenorizado e simultaneamente resumido da condição humana, das suas personagens e seus carácteres. É certo que retratou uma sociedade numa época muito própria mas, salvas as distâncias dos usos e costumes, a génese humana e os contornos relacionais da sociedade continuam quase os mesmos e por isso Eça, como os grandes escritores, permanece actual.
Como singela lembrança, ficam abaixo uns simples nossos rabiscos do grande Eça.


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11/22/2010

Vasco da Gama – A caminho da Índia

Há 503 anos, em 22 de Novembro de 1497, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, sensivelmente a meio de uma longa e imprevisível viagem  marítima, iniciada em 8 de Julho do mesmo ano, em Lisboa, e  que o levaria à India, onde atracou em Calecute, na costa ocidental, em 20 de Maio de 1498.

É uma data memorável para Portugal dos Descobrimentos. Todavia, o Cabo tinha sido dobrado pela primeira vez uns anos antes, em 1488 pelo navegador Bartolomeu Dias, então um feito assinalável  e fundamental para a posterior viagem de Gama. Esse acidente geográfico na costa sul do continente africano, devido às dificuldades de navegação, tinha sido baptizado pelo mesmo Bartolomeu como o Cabo das Tormentas ou Tormentoso, obscura e temida morada do Adamastor, mas quando vencido o medo e dobrado o “bicho de mares nunca dantes navegados”, fez renascer uma nova esperança para a empreitada das navegações quinhentistas pelo que foi rebaptizado por D. João II por ver no feito uma abertura da ampla porta que conduziria à Índia.

Pessoalmente, o mesmo 22 de Novembro é uma data sempre presente pois corresponde ao nascimento da minha filha, primeiro fruto surgido 3 anos e pouco após o casamento. Quase seis anos depois, seguiu-se mais um rebento, desta feita um rapaz.
Há assim datas que têm o dom de ter um duplo significado, seja colectivo ou pessoal.

A aprendizagem da História de Portugal no ensino primário teve sempre um peso significativo noutros tempos (actualmente nem tanto e apenas numa fase mais tardia) pelo que as grandes datas e os grandes heróis fazem parte da bagagem cultural e patriótica da malta da minha geração e o Vasco da Gama e o seu enorme feito, é uma espécie de 2+2, ou seja, coisa sabida e de fácil memória. É claro que igualmente muitos outros, mas o Gama e a sua viagem, que mudou indelevelmente o trajecto da nossa História, será sempre uma das primeiras figuras.

Para lembrar o facto e a data, deixo aqui uma das belas páginas do meu Livro de História da 4ª classe, o tal com o castelo de Almourol na capa. (Podem ser ampliadas).

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A seguir, do Google Maps, algumas imagens do Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope), território da África do Sul, símbolo ou ponto de passagem do Oceano Atlântico para o Oceano Índico.

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