11/15/2011

Já mexem os postais de Natal

 Estamos a meio deste mês de Novembro, o meu natalício, por isso ainda a cerca de mês e meio da grande data do mundo cristão que é o Natal, a 25 de Dezembro. No entanto, as grandes montras do consumismo, como a televisão, massacram-nos desde há algumas semanas, já com a data como motivo. Temos assim uma Popota, ainda gorducha, não a cantar canções suaves ao som de sininhos mas em ritmos alucinantes de lambada.

Esta já é uma velha discussão, a da antecipação do Natal, sempre na perspectiva consumista, desvanecendo-lhe o sentido, a cor e sabor tão característicos.
O certo é que a coisa tornou-se irreversível e já não há volta a dar. Esperemos pelo menos que esse pré-natal se fique pelos alvores de Novembro pois seria bem pior que recuasse para Outubro ou até Setembro.

Para além de tudo, para além da propaganda, que até se pode compreender, ainda temos que assistir às habituais guerrinhas publicitárias entre as principais marcas concorrentes nos diferentes sectores, tanto na distribuição, como nas comunicações, nas bebidas, etç, numa espécie de disputa do género "a minha pila é maior que a tua".
Neste particular, o sector das telecomunicações móveis é onde há mais estardalhaço, porque os consumidores, tão dados a estas coisas, ajudam a financiar essas batalhas.

Seja como for, já formatados por esta calendarização comercial, já é vulgar principiarmos os preparativos bem cedo, seja na compra dos presentes, cada vez mais difícil porque os tempos são de dura crise, seja em coisas mais simples mas porventura mas significativas, como é o caso dos postais de natal a enviar para as pessoas mais queridas, seja na forma clássica, em cartão e remetido em envelope pelo Correio, seja pela forma virtual pela Web.
Neste contexto, por esta altura, noutros anos temos editado e publicado os nossos proprios cartões. Assim, já o recomeçamos a fazer, publicando algumas simples produções próprias no sítio complementar, o "Santa Nostalgia Docs".

Aqui fica um dos exemplares que ali publicamos:

postais posta de natal sn_v2_1

- Clicar para ampliar.

11/14/2011

Estranhos tempos

 

 

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Vão estranhos os tempos e o tempo. Ainda ontem, na visita regular à casa paterna, aos domingos de manhã, vi que a velha ameixoeira estava toda florida, certamente enganada no seu calendário biológio por um Outubro estival. Claro está que dali não se espera fruto e aquela beleza efémera tem os dias contados e prazo marcado com o primeiro frio a sério.


Este quadro, anormal, diga-se, serve de reflexão para outras considerações ou pensamentos: Remete-nos para a realidade dos novos tempos, em que as pessoas florescem demasiado cedo, fora de estação , e passada a beleza efémera da floração, perante os primeiros rigores da vida, desfazem-se numa existência sem estrutura.


No global, somos uma sociedade de florzinhas, vistosas, perfumadas, atraindo a si toda a espécie de insectos, mas, terminado esse período do antes parecer do que ser, poucos são os frutos e destes ainda menos os saudáveis pois o grosso será sempre uma fruta bichada, doente, mesmo que com uma aparência exterior colorida e envernizada.

11/08/2011

Coisas da chuva

 

 

andar a chuva sn

Hoje, como habitualmente sempre que os trabalhos em part-time  o permitem, após o jantar fui fazer uma caminhada, cerca de 30, 40 minutos em passo apressado. Mas hoje acompanhou-me a chuva, a tal miudinha do tipo “molha-tolos”,  com algum vento à mistura. Ora como “quem anda à chuva molha-se”, é ditado velho e sempre actual, acabei por chegar a casa já um pouco molhado, sobretudo na zona das pernas.

Longe de isso ser um incómodo, num certo sentido até propicia um leve prazer pois afinal é o contacto com os elementos da natureza e, não sendo regra, sabe bem.

Esta simples ocorrência, contudo fez-me recordar tempos de criança em que chegado a casa da escola ou do trabalho do campo, molhado e a escorrer como um pintaínho, minha mãe mandava despir a um canto a roupa molhada e entregava-me um molho de roupa seca e aquecida ao lume para a muda. Meu Deus, como sabia bem aquele aconchego terno de roupa lavada e morna. Quase que apetecia apanhar uma molha todos os dias de Inverno.

Esta memória, não sendo fábula ou parábola, pode deixar-nos uma lição que é aquela que nos ensina que sabe bem qualquer recompensa depois de passarmos por algumas dificuldades e privações. Seria bom que, no que ao país económico toca, esta perspectiva se venha a concertizar daqui a alguns anos, mas, se calhar, a molha vai ser demasiado longa e daquelas que penetram até ao tutano dos ossos pelo que mesmo que daqui a uns tempos já possamos vestir uma roupa lavada e morninha, que é como quem diz, aspirar a uma vida menos apertada e com crescimento económico e social, já não sejamos capazes de sentir o aconchego da recompensa porque pelo caminho ficamos doentes e com reumático.

Coisas da chuva.

11/07/2011

Robinson Crusoé

 

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"Robinson Crusoé" é um livro por demais conhecido, de fama, leitura e tradução universais, de autoria de Daniel Defoe, que conta as aventuras de um náufrago inglês numa ilha perdida algures no Pacífico.
A figura e as aventuras de Robinson Crusoé têm sido motivo de diversas versões e adaptações, tanto em livro, como na banda desenhada, cinema e televisão.


Em Portugal, em 1966, a então jovem RTP passava a série juvenil de televisão "Robinson Crusoé", do original "The Adventures of Robinson Crusoé",  produzida em 1965, com um total de 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, realizada por Jean Sacha e produzida pela Franco London Film.
Robinson foi interpretado por Robert Hoffmann, com narração de Lee Payant.

A série exerceu um fascínio nos espectadores infanto-juvenis de então e certamente aguçou o espírito da brincadeira e aventura, tão fértil nessas viçosas idades.

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11/04/2011

Agarre a sorte totobolando


totobola cartaz sn

Novamente o Totobola nas nossas memórias. Desta vez um dos típicos cartazes, datado de Agosto de 1977, no arranque da 17º época do popular concurso de apostas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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Vamos jogar no Totobola
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