12/10/2011
Postais de Natal - SN10122011
12/01/2011
Postal de Natal – Já se pressente…
11/30/2011
Telescola – Trabalhos Manuais
Já passaram uns bons anitos sobre o tempo em que cheguei a frequentar a Telescola, então já com o nome de Ciclo Preparatório TV.
Sobre a Telescola, esse interessante sistema de ensino, transcrevemos abaixo um excelente artigo da Infopédia.
São muitas as recordações relacionadas com esses dois belos anos, em que as aulas eram dadas pela televisão, RTP, a partir dos estúdios do Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, e desenvolvidas na própria sala de aulas pelos professores. No meu caso, duas professoras.
De tudo quanto recordo, um especial destaque para as aulas de Desenho e Trabalhos Manuais Educativos, no 5º ano. E destas, a 5ª lição da componente de Trabalhos Manuais que se referia à construção das figuras do presépio, em cartão e tecido.
Reproduzo a capa do manual, que ainda conservo, e das páginas da respectiva lição, o que nos entreteve com agrado durante algumas boas horas. No final, um excelente presépio. O meu grupo tratou da construção dos animais (vaca, burro, camelo e ovelhas).
Numa altura em que nos aproximamos da quadra do Natal, não deixa de ser com uma forte saudade e nostalgia que recordo este belo período.
Sobre a Telescola:
A telescola, sistema de ensino via televisão, arrancou em Portugal a 6 de janeiro de 1965, com programação produzida nos estúdios da Radiotelevisão Portuguesa do Monte da Virgem, no Porto. Os alunos eram acompanhados nos postos de receção por monitores. A intenção era permitir o cumprimento aos alunos da escolaridade obrigatória, na altura constituída pelos quatro anos da Escola Primária e os dois Ciclo Preparatório. A nível geográfico a telescola pretendia servir as zonas rurais isoladas e zonas suburbanas com escolas superlotadas.
Nesta época, havia cerca de mil alunos matriculados, mas toda a população tinha acesso através da televisão às emissões que ocupavam parte da programação da tarde da RTP.
A telescola portuguesa foi uma das mais bem sucedidas na Europa.
No início da década de 70, a reforma do ensino ditou o alargamento da escolaridade obrigatória para oito anos. Nos casos em que não fosse possível proporcionar ensino direto aos alunos este podia ser substituído pela telescola.
Na década de 80, com a chegada e vulgarização dos videogravadores, a telescola deixou de ser transmitida pela televisão, libertando assim essas horas para outros programas. Os conteúdos apresentados nas videocassetes tinham um complemento de informação prestado por um tutor.
Já na década de 90, o recurso às novas tecnologias e ao multimédia levou a que o ensino à distância passasse a funcionar em simultâneo como forma complementar do ensino regular e como modalidade alternativa da educação escolar.
Nesta altura, já se dirigia principalmente a quem não se encontrasse na idade normal de frequência da escola.
Ao longo dos anos, a telescola foi mudando a sua designação do inicial Curso Unificado Telescola, para Ciclo Preparatório TV e Ensino Básico Mediatizado (EBM).
Em julho de 2003 foi anunciado que a partir do ano letivo 2003/2004 iriam começar a ser extintas as escolas do EBM, na altura cerca de 320, dedicadas ao ensino do 5.º e 6.º anos. Em 2001/2002 havia cerca de 5200 alunos inscritos em EBM, com uma taxa de sucesso na ordem dos 90 por cento.
Fonte: Infopédia
Postais de Natal - 30112011
Continuamos com a publicação de alguns dos nossos postais de natal.
Clicar nas imagens para ampliar.
11/28/2011
Dralon – A Europa inteira usa…
Mais um cartaz publicitário, dos anos 60, ao vestuário confeccionado com a fibra sintética Dralon, da Bayer.
- Tópicos relacionados:
Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer
DRALON, pois claro…
Novamente o Dralon da Bayer
Dralon – Fibra acrílica da Bayer
11/26/2011
Detergente Sunil… o das pérolas
- Cartaz publicitário, de meados dos anos 60, ao detergente SUNIL, umas das marcas da Indústria Lever Portuguesa (que actualmente pertence ao grupo Unilever Jerónimo Martins).
O detergente Sunil tornou-se muito popular sobretudo pela campanha promocional em que se propunha oferecer 170000 pérolas e respectivos colares às donas de casa (veja-se spot publicitário da época).
Sobre a Jerónimo Martins:
O Grupo Jerónimo Martins iniciou a sua actividade na Indústria no final da década de 30, início de 40, tendo como grande marco a inauguração da fábrica Fima (Fábrica Imperial de Margarina, Lda.), em 1944, dedicada à produção de margarinas e óleos alimentares.
O grande momento de expansão do Grupo nesta actividade ocorreu em 1949, data em que se estabeleceu uma joint venture com a multinacional anglo-holandesa Unilever, cujos produtos eram comercializados por Jerónimo Martins desde há muito.
No início de 2007 com a Fusão das Empresas, Fima VG, Lever Elida e Olá, surge a empresa Unilever Jerónimo Martins. Da fusão a estrutura de participações passou a ser 55% Unilever e 45% Jerónimo Martins.
fonte: link
11/22/2011
Reflexão – Caça às bruxas
Do editorial do jornal semanário “A Ordem”:
Portugal está mais pobre do que nunca. Cofre vazio, exaurido de contribuintes, esgotado de forças, sem agricultura, nem pescas que o alimentem, comprando mais do que vende, coberto de dívidas que não sabe quando, (porque não sabe como) pagar. Todos sabemos isto. Todos sabemos que os sacrifícios são inevitáveis e inadiáveis; que vamos todos ter que viver mais pobremente como vivem os cidadãos de países pobres como o nosso; que já não há quem nos empreste dinheiro para, sendo pobres, continuarmos a viver como se ricos fôramos. Repito: todos sabemos isto. E os que dizem que não sabem ou são de uma ignorância que rompe as fronteiras da estupidez ou... são mentirosos.
Nesta emergência, são precisas poupanças duras, cortes e mais cortes, contenções rápidas (e, por isso, nem sempre justas) e - principalmente – supressão de regalias injustificadas, benesses principescas, reformas sem contribuições que as legitimem - enfim, todo um fausto remuneratório que, entre outras coisas, nos levou à situação em que estamos.
Esta austeridade - nas regalias, nas benesses, nas reformas sem rectaguarda contributiva - é das que mais consensos reúne numa matéria e num país onde eles tão dificeis são. E do consenso, rapidamente, se está a passar a uma onda de entusiasmo justicialista que se apresenta como moralizadora da coisa pública quando não passa de moralismo, de puritanismo e, em muitos casos, de oportunismo populista. Em suma: nesta matéria, estamos a assistir, em Portugal, a uma verdadeira ‹‹caça às bruxas››. De que poucos se aperceberam ainda e de que as multidões gostam - sejam de esquerda, sejam de direita ou não sejam de coisa nenhuma. Na popularice todos se encontram.
Pela moral contra o moralismo, pela justiça contra o justicialismo, pela tolerância contra o puritanismo, enfim pela democracia contra o populismo, esta «caça às bruxas››, apesar do seu colorido medieval, deve ser denunciada sem rebuço nem receio - por muito politicamente incorrecto que isso seja. E é. Primeiro porque estamos a assistir a um verdadeiro clamor contra «reformas acumuladas››. Ora, à boa maneira escolástica, é logicamente imperativo e moralmente conveniente fazer aqui um ‹‹distinguo››.
É que há «reformas acumuladas» perfeitamente legais e LEGÍTIMAS e «reformas acumuladas» que, embora também sejam legais, são claramente ILEGÍTIMAS. É da mais elementar honestidade separar umas das outras.
Estão no primeiro caso as reformas que resultam de dois empregos que se acumularam (obviamente trabalhando mais) e na vigência dos quais se fizeram integralmente os respectivos descontos, durante os anos necessários. A pessoa trabalhou a dobrar, descontou a dobrar, é justo que tenha uma reforma a dobrar. E se não trabalhou exactamente a dobrar, é igualmente justo que receba na proporção do que trabalhou a mais e descontou a mais. E não se julgue que estes casos são raros (mesmo que o fossem a justiça que lhes assiste deve ser acautelada). Por serem muito frequentes é que vale a pena esta chamada de atenção..
Apenas dois exemplos: Iniciei a minha carreira profissional numa antiga escola industrial. Como era natural (dadas as matérias que aí predominavam) muitos professores eram engenheiros. Poucos eram os que se dedicavam exclusivamente à docência. A maior parte trabalhava ou no Estado (Ministério das Obras Públicas, C. P., Câmara Municipal etc.), ou em empresas privadas, mormente industriais. Ao fim de um dia de trabalho, davam ainda mais quatro ou cinco horas de aulas aos cursos nocturnos. Era um segundo emprego (obviamente de grande sacrifício), com um segundo ordenado sobre o qual faziam os respectivos descontos para a reforma.
É evidente que ganhavam o direito a duas reformas (ou a uma reforma unificada a partir da soma das duas - mas isto já é uma questão técnica).
Um caso parecido, mas, ao contrário do anterior, muito badalado na comunicação social é o do Presidente da República, Doutor Cavaco Silva. Foi, durante muitos anos, funcionário do Banco de Portugal. Ao mesmo tempo era professor da Universidade Nova de Lisboa. Claro que ganhava dois ordenados e sobre dois ordenados fazia descontos para a respectiva reforma. Também aqui é evidente que ganhou o direito a duas reformas - ele ou qualquer outro colega nas mesmas circunstâncias. São casos perfeitamente legais e legítimos. Ilegítima seria a lei que os obrigasse a fazer descontos para duas reformas e, no fim, só lhes pagasse uma. Mais do que ilegítima, seria uma lei injusta, iníqua mesmo, um verdadeiro latrocínio. Estes casos de reformas acumuladas (mesmo que o seu beneficiário queira continuar a trabalhar depois de reformado) não tem nada que Ver com as reformas e subvenções Vitalícias que se ganham ao fim de quatro ou cinco ou mesmo doze anos de descontos em funções políticas ou, pior ainda, em empresas públicas onde essas reformas são muito mais chorudas.
A imoralidade e a ilegitimidade (ainda que legal) está nestes casos em que os que descontam durante quatro anos recebem tanto de reforma quanto os que descontaram durante quarenta. Aí estamos perante um caso de assalto oficial à carteira do contribuinte. Mesmo no caso de reformas simples (haverá alguns casos, poucos, excepcionais e particulares que não vou agora abordar). Quanto mais no caso de reformas acumuladas!
O princípio geral deverá ser este: reformas sempre proporcionais aos descontos feitos; reformas completas só para quem tiver tempo de descontos completo. Nestes casos, o trabalhador-contribuinte terá direito a tantas reformas quantas as carreiras para que descontou. O mais que isto é imoral e devia ser ilegal.
Esta distinção é importante e urgente. A inveja que caracteriza o português _ nomeadamente o português preguiçoso que nunca quis trabalho suplementar ou duplo _ faz com que ande para aí uma pouco esclarecida onda persecutória às reformas acumuladas, que assume, pela raiva e pela obtusidade, os contornos e o colorido de «caça às bruxas››.
M. Moura-Pacheco - Professor Universitário Aposentado
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