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Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer


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Três cartazes publicitários à fibra acrílica alemã DRALON, uma marca da BAYER. Três modelos de vestuário a fazer inveja a muitas mulheres portuguesas.
Era uma época em que a forma de vestir das mulheres lusas estava em forte mudança, repercutindo-se, embora com atraso, no que estava a acontecer nos Estados Unidos e na Europa. Por isso era muito frequente nesta altura a publicidade a vestuário, aos seus modelos de linhas simples mas ousados e, claro, a par das maravilhas apregoadas às novas fibras sintéticas.
A DRALON foi introduzida em Portugal em 1965, tendo sido um êxito, como aconteceu com todas as fibras sintéticas dessa época.

Hoje em dia valorizam-se as fibras naturais, como a lã, o algodão, a seda e o linho, e evitam-se as sintéticas, pelo menos ao nível de roupas que contactam directamente com o corpo, como as cuecas, peúgas e camisas, mas nem sempre foi assim, pois nos anos 60 e 70 estas fibras, produzidas a partir do período pós II Guerra Mundial, eram muito populares pelo seu preço acessível, facilidade de manutenção, tratamento e sua durabilidade. Por conseguinte, são muito comuns dessas décadas os reclames publicitários tanto ao Dracon como ao Terylene e ao Nylon. Estas fibras, constituindo tecidos a 100% ou misturadas com as fibras naturais, permitiram um maior desenvolvimento da indústria têxtil e por acrescento, da moda e do vestuário.

As fibras sintéticas são produzidas a partir de polímeros derivados do petróleo e carvão. Os polímeros mais conhecidos são o Poliamida, o Polyester e o Acrílico. A partir destes três principais,  produzem-se o Nylon, a partir do Poliamida, o Terylene, Trevira e Dracon, a partir do Polyester e o Acrilon, Courtelle, Orlon e o nosso Dralon a partir dos polímeros de Acrílico.
A Dralon foi vendida pela Bayer em 2001 à Italy's Fraver Group.

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