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4/22/2008

Vendem-se cromos de caramelos

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Actualmente o panorama das edições e venda de cromos de futebol em Portugal está condenado aos malefícios de um monopólio detido pela multinacional Panini. Mercê de um acordo iniciado nos anos 90 com o sindicato dos futebolistas, as inúmeras editoras portuguesas existentes até então (Agência Portuguesa de Revistas, Mabilgráfica, Manil, Clube do Cromo, Francisco Más, Sorcácius, Acrópole, António G. Silva, etc) , com forte actividade sobretudo nos anos 70/80, acabaram por se extinguir pelo que os coleccionadores de cromos têm que se confirmar agora com uma edição anual, para além das referentes à competição UEFA - Champions League e às do Euro e Mundial, de dois em dois anos. A riqueza da diversidade foi arrumada, valendo apenas algumas intromissões dos jornais desportivos, mas sempre com outros formatos e quase sempre restringidos aos "três grandes" (Benfica, Sporting e FC Porto).

Felizmente, para o legado do coleccionismo de cromos no nosso país, nem sempre foi assim pelo que dos anos 90 para baixo existem muitas edições, produzidas por também múltiplas editoras. É certo que nem sempre com padrões de qualidade e de formato, mas os meios gráficos também eram outros que não hoje. Contudo, mesmo assim, são objectos de culto que qualquer collecionador gosta de possuir e admirar.

Entre o leque amplo de cadernetas de cromos de futebol, as clássicas cadernetas de cromos de caramelos, são hoje objectos de apreciada estima, tão procurados quanto raros. Publicaram-se regularmente até ao início dos anos 70, quase sempre associadas a fábricas ou casas de confeitaria (Universal, Francesa, Victória, Altesa), já que os cromos eram distribuídos na forma de embrulho de rebuçados de caramelos. Esta prática extinguiu-se com o aparecimento dos cromos surpresa, dentro de saquetas e mais tarde pelos cromos auto-colantes, como sucede ainda hoje.

As cadernetas de cromos de caramelos são raras pelo óbvio factor da sua antiguidade (predominância nos anos 50 e 60) e ainda porque as mesmas depois de completas eram devolvidas no ponto de venda a troco de um brinde, normalmente uma bola de borracha. Esta prática, muito comum nas edições de caramelos, tornou-se assim num factor de raridade. As poucas que existem são quase sempre incompletas, faltando principalmente o chamado cromo carimbado, que dava franquia ao recebimento do prémio. Por outro lado, os tempos eram outros, e mesmo custando tostões, os cromos eram um artigo a que nem todas as crianças conseguiam chegar, para além da dificuldade de distribuição fora das cidades e vilas. Hoje de facto são raras e valiosas, mas mesmo assim demasiado inflacionadas pelo interesse despertado  e divulgado ao nível da Internet. No meio de todo este interesse de coleccionadores, há também muitos oportunistas e gente pouco séria, não hesitando em veder "gato por lebre", recorrendo a fotocópias a laser, enganando os menos conhecedores (um dia destes divulgaremos aqui os nomes de alguns oportunistas e vigaristas da nossa praça).

Esta caderneta, "Os grandes ases do futebol português", da época de 72/73, uma edição da Universal, foi uma das primeiras colecções de cromos que coleccionei. Tenho várias colecções de cromos de caramelos, algumas repetidas, e cerca de duas centenas de cadernetas de cromos de futebol e outras tantas de cromos extra-futebol, outrora designadas de didácticas.
Infelizmente, a componente de cultura geral, muito forte nos anos 60 e 70,  acabou há muito nos cromos e actualmente a temática das edições da Panini e da inglesa Merlin, são basicamente do mundo do espectáculo, do cinema e dos filmes de animação e séries da TV, muito mediáticas mas pouco ou nada instrutivas.
Sinais dos tempos e tendências..

4/14/2008

Dois anos de férias - A Ilha Chairman

 

 ilha chairman

Do sítio: Júlio Verne em Portugal

No iate «Sloughi» tinham embarcado catorze rapazes com idades compreendidas entre os oito e os catorze anos, todos eles alunos de um colégio da Nova Zelândia.

Aconteceu, porém, que o iate quebrou misteriosamente as amarras na altura em que toda a tripulação se encontrava em terra, exceptuando um grumete. Lançado, assim, no mar sem a presença de qualquer adulto, o «Sloughi» será precipitado por uma violenta tempestade para uma ilha deserta nas proximidades da América do Sul.

Começam, então, as longas «férias» involuntárias, durante as quais os jovens caçam, pescam, inventam armadilhas, domesticam animais, cultivam a terra, enfrentam rivalidades provocadas pelo antagonismo nascido das diferenças de caracteres e de raças.

No decurso do segundo ano desembarcam na ilha outros náufragos: bandidos temíveis condenados a pesadas penas que, deste modo, evitam cumprir. Trava-se então uma luta implacável entre jovens que apenas possuem inteligência e coragem e homens que não conhecem fé nem lei...

Volvido um quarto de século, estou a reler "Dois anos de férias", um dos famosos livros de aventuras do escritor francês Julio Verne. Estou a fazê-lo com o mesmo entusiasmo da primeira vez, até porque, para além da sinopse, já tinha esquecido grande parte da história, que recordo também da série de TV, que entre nós, creio, passou em meados dos anos 70.

Uma das coisas que me apraz na leitura desta aventura é a existência do mapa da ilha (baptizada pelos naufragos de Ilha Chairman), desenhado por um antigo residente, possivelmente, tal como o grupo de jovens, também ele um náufrago.

Neste sentido, é espantoso como o relacionamento da história em todos os aspectos geográficos, sai sobremaneira enriquecido com o conhecimento do tal mapa, pelo que a compreensão da história é assim melhor assimilada.

Neste aspecto Júlio Verne foi exemplar, pois os mapas estão presentes em quase todas as suas grandes aventuras, funcionando assim como um auxiliar de leitura e até uma espécie de interactividade narrativa.

Em suma, é como se o leitor estivesse ali presente em cada um dos locais da acção.

Há aventuras que sabe bem reviver.

4/12/2008

Espelho meu

 

santa nostalgia espelhos de bolso

Hoje em dia, quanto aos homens, estão estão na moda os cabelos desalinhados, eriçados, amassados, engasgados e tudo o mais que signifique despreocupação quanto ao look. Houve, porém, um tempo em que macho que se prezasse, gostava de exibir uma cabeleira devidamente penteada, pelo que, tal como as senhoras, era frequente trazerem consigo um pequeno espelho de bolso o qual era utilizado em qualquer ocasião, com maior ou menor formalismo. Actualmente quase toda a gente anda de automóvel e beneficia do seu conforto, mas noutros tempos o uso da bicicleta, da moto e do ciclomotor, era a regra e como tal era necessário dar uma arranjadela aos cabelos desalinhados pelo vento e até pelo uso do capacete.

Ora um dos modelos desses espelhos de bolso, era fabricado pela fábrica de brinquedos Luso, com sede em Espinho, sendo circulares, mais ou menos com 5 cm de diâmetro. Numa face, o espelho. Na outra, eram representados alguns clubes de então, nomeadamente o SL Benfica, o Sporting e o FC do Porto.

Hoje estes espelhos são relativamente raros e muito procurados por coleccionadores, sendo que o principal interesse reside na particularidade do tema.

4/02/2008

Daniel Boone

 

 daniel boone

Uma das séries de televisão que prendeu a criançada dos finais dos anos 60 e princípios de 70 foi "Daniel Boone".

Trata-se de uma série produzida entre 1964 e 1970 pela Twenty Century-Fox para o canal NBC, baseada num personagem real, um pioneiro do estado do Kentucky - Estados Unidos, fundador da cidade de Boonesburough que se estabeleceu nessa região, a leste do Mississipi em 1770.

Ao todo foram produzidos 165 episódios ao longo das seis temporadas que entre nós passaram também por essa altura na RTP, ainda a preto e branco.

Estes episódios abriam com um memorável genérico em que o herói com um certeiro golpe de machada fendia ao meio um tronco de árvore.

Daniel Boone, um misto de lavrador, caçador e aventureiro, era interpretado pelo actor Fess Parker, que também deu vida à personagem de outro mítico pioneiro americano, David Crockett. O principal elenco era composto pela sua esposa Rebbeca Boone (Patricia Blair), seus filhos Jemima Boone (Veronica Cartwright) e Israel Boone (Darby Hinton), o inseparável companheiro de viagens, lutas e aventuras, o indío Cherokee Mingo (Ed Ames), mais tarde substituído por Gideão (Don Pedro Colley), o taberneiro Cincinnatus (Dal McKennon), e ainda Yadkin (Albert Salmi) Jericho (Jones Robert Logan), Gabe Cooper(Roosevelt Grier) e Josh Clements (Jimmy Dean).

A trama de grande parte dos episódios centrava-se nas complexas relações do homem branco com os índios Cherokee, numa luta constante de conquista e defesa de territórios. No fundo era o retrato dos conflitos e das difíceis relações entre pioneiros, caçadores de recompensas, negociantes de peles, oportunistas e vigaristas de toda a espécie, com o exército britânico pelo meio, numa fase em que toda a gente buscava uma nova terra e uma nova casa numa jovem e ainda indefinida nação americana.

Daniel Boone representava o equilíbrio da balança entre o bem e o mal, a razão e a emoção, resolvendo disputas sociais, étnicas e culturais entre brancos e índios.

A RTP, agora através do canal da TV Cabo RTP Memória está a série, aos Sábados, a partir do dia 9 de Fevereiro, pelas 19.00h, com repetição aos Domingos, pelas 11.30h.

É uma oportunidade para rever e matar saudades de uma série inesquecível que marcou a infância de toda uma geração.

Genérico de abertura:

 

(artigo: Grilo Cantante)

4/01/2008

Tabuada - A escola dos nossos dias

tabuada santa nostalgia

Hoje em dia a escola anda pelas ruas da amargura. São temas da actualidade a revolta dos professores, face a questões como a avaliação dos próprios, e a indisciplina nas salas de aulas, despoletadas pelo caso do vídeo no YouTube de uma cena entre aluna e professora, na Escola Carolina Michaelis, no Porto.
Noutros tempos, ditos da "velha senhora", criticava-se o sistema, entre outros males, pela falta de liberdade. Certo é que pelo menos indisciplina era coisa que não havia. Os alunos, de qualquer classe, conheciam o sentido do respeito e educação, principalmente pelos professores, mas também pelos colegas. Quando o não praticavam umas valentes palmadas e reguadas ajudavam a esclarecer os deveres do respeito e do cumprimento e hoje admitimos que todas foram bem merecidas.
Na minha escola primária, não havia pessoal auxiliar e todos os trabalhos de limpeza, no interior e exterior da escola eram realizados pelos alunos, com eficência e alegria. Havia tempo para tudo, até porque havia escola ao Sábado de manhã.
Para além de todas as recordações relacionadas com a escola primária, a tabuada vem de imediato à memória, ou não fosse ela a sustentação da aprendizagem da ciência dos números, das contas e da aritmética em geral. Quase todos a sabiam na ponta da língua, de cor-e-salteado, como se diz, da frente para trás e de trás para a frente. 2 vezes 1, dois; dois vezes dois, quatro; dois vezes trê, seis...
Hoje em dia é notória a dificuldade de qualquer aluno do 5º ou 6º ano, e por aí fora, saber devidamente a tabuada. A utilização da calculadora generalizou-se, sendo até obrigatória em certos anos da escolaridade, mas demonstra a diferença entre o ensino actual e o de há 30 anos.
Sem dúvida que os tempos são outros, os recursos e os métodos também, mas neste aspecto particular ninguém questiona que hoje em dia um aluno do 9º ano tem notoriamente menos conhecimentos do que um aluno da antiga quarta classe, mesmo sem frequentar a pré-escola.
Sinais dos tempos, onde a liberdade impera sobre a disciplina e o sentido do dever. Quando assim é....

Rebuçados do Dr. Bayard

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Os rebuçados do Dr. Bayard.
Quem não se lembra dos famosos rebuçados peitorais do Dr. Bayard, compostos por glucose, alteia e mel e xarope de plantas medicinais?

Desde os meus tempos de menino que me recordo destes saborosos rebuçados, tidos como milagrosos contra a tosse, rouquidão e em todas as afecções dos órgãos respiratórios.
Normalmente ao primeiro sintoma de uma destas mazelas, os rebuçados do Dr. Bayard surgiam logo em casa como o remédio mais à mão. Claro que normalmente os rebuçados não resolviam coisa alguma. Quando muito ajudavam a deteriorar os dentes, mas que eram gostosos, lá isso eram.

Actualmente a marca mantém-se, resistindo como um produto clássico, no que ajuda a manutenção da sua imagem de há muitos anos e muita gente continua a chupá-los, que mais não seja pelo seu agradável sabor.

A história tem origem no final dos anos 30, com Álvaro Matias, que conhecera um médico farmacêutico francês, o Dr. Bayard, fugido das provações da II Guerra, que antes de regressar a França, deixou a famosa receita ao amigo português, bem como os famosos desenhos de gente de todas as idades a tossir, bem como a assinatura que ainda hoje se mantém como logotipo da marca.

3/31/2008

Skippy, o cangurú


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Skippy, o cangurú (Skippy the Bush Kangaroo)

Série de TV, produzida na Austrália, entre 1966 e 1969, em três épocas de gravação, composta por 91 episódios de 25 minutos cada, e que entre nós passou nos princípios dos anos 70.
A série foi produzida a preto e branco, pois a televisão a cores só chegou à Austrália em 1975. Mais tarde, a película foi colorida para o mercado norte-americano, onde também teve bastante popularidade.
Skippy, teve a sua primeira produção feita pela Fauna Estúdio (criação do actor John McCallum). Nos anos 90 foi reavivada em “The New Adventures of Skippy”, obviamente com outros actores.

A série foi muito popular em Portugal e normalmente passava aos sábados, sendo o encanto da miudagem de então, que se deliciava com as aventuras do cangurú saltitão e do seu amigo Sonny, irmão de Mark, piloto do helicóptero, filhos de Matt Hammond, o guarda do Parque Nacional de Warratah.
O cangurú Skippy usava seus instintos selvagens para alertar seu melhor amigo, sempre que acontecia algum problema na área do parque.


Personagens e interpretes:
Matt Hammond: Ed Devereaux
Sonny Hammond: Garry Pankhurst
Mark Hammond: Ken James
Jerry King: Tony Bonner
Clancy: Liza Goddard
Dr.a Anna Steiner: Elke Neidhardt

Caixa do correio

 

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Modelo clássico de caixa de correio CTT), normalmente afixado no exterior de um edifício público ou de uma qualquer mercearia.
Depósito de cartas de amores e desamores, alegrias e tristezas, encontros e desencontros. Para muitas pessoas e aldeias, o ponto de partida de pedaços de vida.
O correio electrónico e o serviço de mensagens por telemóvel generalizaram-se e hoje em dia as cartas de carácter pessoal quase não são usadas, muito menos as de amor mas apenas as facturas dos serviços domésticos ou os extractos das contas no banco ou dos seguros (enquanto não são totalmente substituidas pelo suporte electrónico).
Estas caixas, quase não existem, resistindo apenas em algumas aldeias, numa época em que mesmo os Postos dos Correios estão a fechar. A própria figura do carteiro deixou de ser romântica e confidente. Quase sempre é alguém a quem não conhecemos o nome nem nos habituámos à cara, sempre numa constante correria, numa moto apressada, como malabarista num circo.
Sinais dos tempos.

Kolinos - Pasta dentífrica

  A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme...

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