Vicente Lucas, foi uma das grandes figuras do C.F. Os Belenenses. Jogou na selecção nacional de futebol, tendo participado e actuado na fase final do Mundial de 66, na Inglaterra.
Vicente Lucas, foi uma das grandes figuras do C.F. Os Belenenses. Jogou na selecção nacional de futebol, tendo participado e actuado na fase final do Mundial de 66, na Inglaterra.
O período temporal dos anos 70 e início dos 80 foi profícuo em séries de animação, principalmente do mercado japonês, que então faziam a delícia da pequenada, e não só, e hoje são memórias e recordações incontornáveis.
Heidi - A menina dos Alpes, é uma dessas séries memoráveis e marcantes que passaram pela RTP cativando todo o país.
Heidi é uma menina orfã, de oito anos, nascida nos Alpes suiços, e que vive com a sua tia Dette. Esta acaba por arranjar um emprego fora da aldeia e vê-se impossibilitada de continuar com a sobrinha a seu cuidado pelo que decide entregá-la ao familiar mais próximo, seu avô, um homem que vive no cimo da montanha, pastor, tido por todos como solitário e de modos rudes. O avô em princípio mostrou-se renitente em a aceitar mas aos poucos o seu coração de ouro começou a afeiçoar-se áquela criatura tão irrequieta quanto amorosa. Simultaneamente, Heidi torna-se amiga inseparável de Pedro, o rapazito pastor que tomava conta do rebanho de cabras e ovelhas do avô de Heidi. Heidi torna-se também no anjo da guarda da avó de Pedro, uma sábia velhinha cega, que vive na aldeia.
Pouco depois, pensando num melhor futuro para a Heidi, a sua tia decide enviá-la para Frankfurt, na Alemanha, como moça de companhia de Clara, uma menina paraplégica, filha de uma família abastada. Aqui, apesar da sua profunda amizade com a pequena e dócil Clara, Heidi é constantemente hostilizada pela governanta, Rottenmeyer. Esta acaba por fazer com que Heidi seja expulsa e regresse à Suiça para a cabana do avô, em plena montanha. Clara fica desolada com a decisão dos pais, perpretada pela governanta.
As duas amigas embora separadas mantêm correspondência frequente e Clara acaba por convencer os pais a passar umas férias na aldeia de Heidi. Uma vez aqui, depois de várias peripécias, a saúde de Clara começa a melhorar com o ambiente saudável da montanha e da alegria em estar com a amiga , com esta sempre a encorajá-la até que num acidente provocado por Pedro, que tinha ciúmes de Clara , esta vê-se forçada a ficar de pé, sem a cadeira de rodas e então, como por milagre, começa a andar, para espanto dela própria e de todos. Até a antipática governanta se vê rendida ao coração dócil de Heidi.
A série de animação Heidi foi baseada no livro da escritora suiça Johanna Spyri, de 1871, que já vendeu milhões de exemplares em diversas línguas, tendo sido produzida em 1974, com um total de 52 episódios, com cerca de 30 minutos cada.
Heidi tornou-se popular em todo o mundo devido principalmente a esta série de animação, mas o livro que lhe deu lugar serviu também de adaptação a uma dezena de filmes, o primeiro dos quais em 1920, nos Estados Unidos, ainda na era do cinema mudo. No país de origem da história, a Suiça, foi realizado um filme em 1952. A última película conhecida data de 2005, uma produção inglesa.
Com todo o sucesso, o êxito de Heidi estendeu-se ao marketing, incluindo edição de vários livros, caderneta de cromos, banda desenhada, estampagem de roupa e muitas outras variantes. Na Suiça é fonte de orgulho e motivo de multidões de turistas, principalmente oriundos do Japão que visitam o local relacionado com a história.
O Euro 2008 (Campeonato Europeu de Futebol, entre selecções) está a escassos dois meses do seu início. A respectiva edição terá lugar na Suiça e na Áustria, sucedendo esta dupla de países a Portugal, que organizou o evento em 2004.
Para além de toda a importância desportiva, com paralelo apenas no Campeonato do Mundo, também em futebol, e nos Jogos Olímpicos, este evento gera todo um potencial de interesses ao nível da televisão, imprensa em geral e indústria de marketing. Neste particular, a Panini, editora multinacional e líder no mercado de cromos, já produziu a sua caderneta dedicada ao Euro 2008, estando a mesma a ser comercializada em toda a Europa. Como não podia deixar de ser, como antigo coleccionador de cromos, já tenho a minha caderneta completa, a exemplo do que havia acontecido com as edições relativas ao Euro 2004, e Mundial 2006 e anteriores.
Fazendo uma viagem às minhas memórias, a minha primeira colecção de cromos a nível de selecções, foi a referente ao Mundial de 74, realizado na Alemanha (então Alemanha Ocidental).
A caderneta em causa designa-se de Munique 74, o que não deixa de ser uma opção esquisita já que o Campeonato do Mundo decorreu em várias cidades e não apenas em Munique. Talvez influência dos Jogos Olímpicos de Munique, que haviam decorrido nessa cidade dois anos antes.
A caderneta "Munique 74" é uma edição da Ediguia, com distribuição da Regimprensa, sob licença da AGEDI, com um formato de 240 x 340 mm. A colecção é composta por 256 cromos, 16 por cada uma das 16 selecções presentes, que foram as seguintes: Grupo I: Chile, Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental e Austrália; grupo II: Jugoslávia, Brasil, Zaire e Escócia; Grupo III: Holanda, Uruguai e Suécia; Grupo IV: Haiti, Itália, Polónia e Argentina.
O título viria a ser conseguido pela selecção da casa vencendo na final a Holanda (cuja selecção ficou então conhecida por "laranja mecânica") por 2-1.
Ainda como curiosidade, a mesma ilustração da capa viria a ser adoptada também na capa da caderneta referente à edição seguinte, Argentina 78, uma edição do Clube do Cromo, caderneta de que falaremos noutra oportunidade.
Das edições do Campeonao do Mundo em Futebol, o Alemanha 74 foi aquela a que primeiro assisti pela televisão. Antes já tinha ouvido falar do Mundial 70, no México, mas não me recordo de ter visto algum encontro pela televisão.
Roy Rogers e toda a sua saga, com a imagem muito romantizada da figura do cowboy, foi e ainda continua a ser uma fonte de popularidade nos Estados Unidos, cuja memória se encontra explorada por diversas formas de comércio e marketing, incluindo um museu.
Quanto a nós, faz parte da nossa memória da infância, sobretudo pelas suas aventuras publicadas na banda desenhada.
Sobre o tema dos cowboys: De algum modo Roy Rogers representa o estereótipo do cowboy do oeste americano, nomeadamente pelo uso de indumentárias coloridas e espalhatafosas. Um estilo muito romantizado pelo cinema e que de algum modo tornou-se como padrão. Mas na realidade os cowboys do velho oeste americano não eram exatamente como são retratados nos filmes. A imagem que temos dos cowboys é, em grande parte, baseada na cultura popular e em representações cinematográficas, que muitas vezes romantizam e exageram certos aspectos da vida nessa região dos Estados Unidos.
Os cowboys do velho oeste não usavam necessariamente chapéus de cowboy, botas de cowboy, coletes de franjas ou bandanas de pescoço, que são elementos comuns em representações populares dos cowboys.
Os cowboys não eram todos brancos. Muitos cowboys eram afro-americanos, nativos americanos, mexicanos ou de outras origens étnicas.
A vida no oeste não era apenas sobre cavalgar e perseguir bandidos. Os cowboys eram, na maioria das vezes, trabalhadores rurais que trabalhavam em fazendas e ranchos, cuidando do gado, arando campos e realizando outras tarefas agrícolas.
A vida dos cowboys era difícil e perigosa. Eles trabalhavam longas horas em condições difíceis, suportando o clima extremo, os ataques de animais selvagens e a possibilidade constante de confrontos violentos com outras pessoas.
A violência era comum no velho oeste, mas não era tão romantizada como regra geral é transmitida nos filmes. A maioria dos cowboys preferia evitar confrontos violentos sempre que possível, e muitas vezes recorriam à negociação ou à persuasão para resolver conflitos.
Em resumo, os cowboys do velho oeste eram essencialmente trabalhadores rurais e ligados à criação de gado, que desempenhavam um papel importante na economia e na cultura da região então em franco desenvolvimento, mas sua vida era muito diferente da imagem idealizada que tantas vezes é retratada no cinema e na cultura popular, sobretudo nas produções das décadas de 1940 a 1960. De facto, nem sempr eo que parece, é.
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