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5/10/2008

Anita - As cores da infância

 

anita mama capa santa nostalgia

anita no pais dos contos capa santa nostalgia

anita mama santa nostalgia 2

anita no pais dos contos santa nostalgia 1

anita e as quatro estacoes santa nostalgia

anita e o burrito 1 base

Evocar a literatura infantil, a que mais marcou o nosso tempo de infância, principalmente aquela em que a ilustração se apresenta como o ponto mais forte e predominante, é de toda a justiça falarmos da colecção Anita, publicação que em Portugal  sempre esteve sob a alçada da editora Verbo, embora em diferentes colecções.
Os livros da colecção retratam Anita, uma criança rapariga, com a idade de 5 a 7 anos, mais ou menos, em diferentes situações do dia a dia, quase sempre acompanhada nas suas aventuras e peripécias pelo seu irmão Pedro e o cão Pantufa.


Anita é a versão portuguesa do original Martine, sendo uma criação do talentoso ilustrador belga Marcel Marlier, com textos de Gilbert Delahaye, que após o seu falecimento, em 1997, foram continuados pelo filho do próprio Marcel, Jean-Louis Marlier. A colecção principiou em 1954 mas em Portugal foi lançada apenas em 1965, com o título "Anita dona de Casa", publicada pelo editora Verbo, que desde então já lançou mais de 40 títulos, correspondendo a vendas de mais de 12 milhões de exemplares um sucesso que se extende a todo o mundo (com vendas superiores a 80 milhões de unidades), onde em vários países a petiz é conhecida por diferentes nomes (Martita, em Espanha, Debbie, nos Estados Unidos, Mimmi, na Suécia, Cristina, na Itália, entre outros nomes noutros países).


Os textos são muito simples e servem apenas de suporte às fantásticas ilustrações, sem dúvida alguma, a base, a génese e o fascínio das histórias. Cada ilustração, por si, só condensa uma história e todo o seu encanto e deslumbramento. Recordo-me de passar largos minutos hipnotizado por cada um dos quadros.
Anita reflecte principalmente a curiosidade pelas coisas, o amor das crianças pela natureza e pelos animais, mas deixa muitas mais mensagens tão caras a valores que hoje começam a dissolver-se, pelo menos no mundo dos adultos.


Hoje em dia Anita continua a ser um êxito editorial, e continua a exercer o mesmo encanto e paixão. Está presente nas prateleiras de qualquer livraria e grandes superfícies comerciais. Por conseguinte, para os mais pequerruchos, é motivo de oferta obrigatória, seja como prenda de anos, prenda de Natal ou Páscoa, ou por qualquer outro motivo em qualquer outra ocasião. Muitas vezes, são os próprios miúdos que os enfiam no carrinho das compras.


Poder-se-á dizer que o fascínio e encanto por Anita é quase intemporal, apesar dos quarenta anos passos entre nós, mas pode-se levantar a questão se as crianças de agora têm algo a ver com a Anita de há 50, 40, 30 ou 20 anos atrás? Muitos dos valores tendem a perder-se, mas certamente que sim, porque as crianças são sempre seres puros e fascinantes e o mundo de Anita acaba por ser o seu próprio mundo.  Os adultos de hoje já não são como os adultos dessas alturas mas as crianças continuam no seu mundo mágico e hermético de fantasia, sonho e alegria.


Eis alguns dos muitos títulos de Anita, que ao longo de quarenta anos tem fascinado as crianças portuguesas e depois os filhos delas próprias:
Anita Mamã, Anita no Jardim Zoológico, Anita e a prende de anos, Anita perdeu o cão, Anita na escola de vela, Anita e a tia Lúcia, Anita no circo, Anita no ballet, Anita aprende a nadar, Anita e as quatro estações, Anita de bicicleta, Anita está doente, Anita na cozinha, Anita na floresta, Anita e o dia da mãe, Anita e a noite de Natal, Anita a cavalo, Anita no jardim, Anita na montanha, Anita e a festa de anos, Anita descobre a música, Anita muda de casa, Anita e um Domingo diferente, Anita e o pardalito, Anita na festa das flores, Anita de comboio, Anita e o burrito, Anita num balão, Anita vai às aulas, Anita e a vizinha do lado, Anita e o baile de máscaras, Anita e os gatinhos, Anita no hospital, Anita baby-sitter, Anita e a visita de estudo, Anita de férias com os avós, Anita no país dos contos.

Marcel Marlier, é um talentoso ilustrador, nascido a 18 de Novembro de 1930, em Herseaux, na Bélgica. O seu universo é mais amplo do que o mundo de Anita (Martine), sendo por isso criador de outros títulos, mas sempre com o inconfundível traço e sensibilidade. O artista utiliza várias técnicas, como a aguarela, principalmente nos trabalhos iniciais, mas preferencialmente o guache porque lhe permite trabalhos mais rápidos e posteriores retoques. Os seus trabalhos são minuciosos, repletos de cor e luz.


Marcel Marlier esteve em Portugal, pela primeira vez, em 2006, aquando do lançamento de um novo título (Anita e os Fantasmas), em simultâneo com uma exposição de esboços seus, originais. Diz que ao fim de todo estes anos a criar Anita, continua a ser inspirado pelo quotidiano das crianças, dos filhos e da neta.

Por tudo isto, Anita ocupa um lugar importante no fundo do nosso baú de memórias e nostalgias. Pegar num dos seus vários livros, agora propriedade dos nossos filhos, e entretanto dos nossos netos, é regressar assim à infância mágica e maravilhosa.

(sobre Marcel Marlier)

Jogo do "Cantinho"

 

jogo do cantinho santa nostalgia

Nas poucas "horas mortas" da nossa infância, o jogo do "Cantinho" merecia-nos uma especial atenção, pela sua simplicidade e interesse. Era do gosto tanto de rapazes como de raparigas.

O jogo era disputado por dois jogadores: Um seria o "carpinteiro" e o outro o "pedreiro". Uma vez feita a escolha da profissão, o "pedreiro" apanhava do chão três pedrinhas, com tamanhos mais ou menos uniformes e o "carpinteiro" escolhia do mesmo modo três pauzinhos. Depois, no chão era desenhada uma grelha com quatro quadrados. O jogo iniciava com as pedrinhas dispostas horizontalmente na primeira linha e os pauzinhos distribuídos do mesmo modo mas na linha oposta. Por norma iniciava o "pedreiro". Depois da primeira partida iniciava o perdedor. Os jogadores íam mudando uma peça de cada vez, alternadamente, colocando-a em qualquer umas das inter-secções vazias das grelha. Ganhava a partida aquele que primeiro ocupasse com as suas peças uma linha horizontal, vertical ou diagonal.

No fundo, pelas suas características, o "Cantinho" pode considerar-se como uma variante do conhecido "jogo do galo" ou "jogo da velha".

Quando um jogador colocava as peças de modo a ficar com duas opções de completar a linha, dizia-se ter "jogo de duas maneiras". Dada a sua simplicidade, cada partida ganha resultava normalmente da distracção de um dos jogadores. Quando bem concentrados e analisando previamente os movimentos, o jogo decorria durante muito tempo sem que alguém levasse a melhor.

Hoje, está praticamente esquecido e já ninguém o joga, nem mesmo as crianças de agora o conhecerão. Faz, contudo, parte do património da nostalgia do nosso tempo de meninos.

Cromos soltos - 2 - Vicente Lucas - CF Belenenses - 64/65

 

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Vicente Lucas, foi uma das grandes figuras do C.F. Os Belenenses. Jogou na selecção nacional de futebol, tendo participado e actuado na fase final do Mundial de 66, na Inglaterra.

5/05/2008

Heidi - A menina dos Alpes

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O período temporal dos anos 70 e início dos 80 foi profícuo em séries de animação, principalmente do mercado japonês, que então faziam a delícia da pequenada, e não só, e hoje são memórias e recordações incontornáveis.
Heidi - A menina dos Alpes, é uma dessas séries memoráveis e marcantes que passaram pela RTP cativando todo o país.

 
Heidi é uma menina orfã, de oito anos, nascida nos Alpes suiços, e que vive com a sua tia Dette. Esta acaba por arranjar um emprego fora da aldeia e vê-se impossibilitada de continuar com a sobrinha a seu cuidado pelo que decide entregá-la ao familiar mais próximo, seu avô, um homem que vive no cimo da montanha, pastor, tido por todos como solitário e de modos rudes. O avô em princípio mostrou-se renitente em a aceitar mas aos poucos o seu coração de ouro começou a afeiçoar-se áquela criatura tão irrequieta quanto amorosa. Simultaneamente, Heidi torna-se amiga inseparável de Pedro, o rapazito pastor que tomava conta do rebanho de cabras e ovelhas do avô de Heidi. Heidi torna-se também no anjo da guarda da avó de Pedro, uma sábia velhinha cega, que vive na aldeia.

Pouco depois, pensando num melhor futuro para a Heidi, a sua tia decide enviá-la para Frankfurt, na Alemanha, como moça de companhia de Clara, uma menina paraplégica, filha de uma família abastada. Aqui, apesar da sua profunda amizade com a pequena e dócil Clara, Heidi é constantemente hostilizada pela governanta, Rottenmeyer. Esta acaba por fazer com que Heidi seja expulsa e regresse à Suiça para a cabana do avô, em plena montanha. Clara fica desolada com a decisão dos pais, perpretada pela governanta.

As duas amigas embora separadas mantêm correspondência frequente e Clara acaba por convencer os pais a passar umas férias na aldeia de Heidi. Uma vez aqui, depois de várias peripécias, a saúde de Clara começa a melhorar com o ambiente saudável da montanha e da alegria em estar com a amiga , com esta sempre a encorajá-la até que num acidente provocado por Pedro, que tinha ciúmes de Clara , esta vê-se forçada a ficar de pé, sem a cadeira de rodas e então, como por milagre, começa a andar, para espanto dela própria e de todos. Até a antipática governanta se vê rendida ao coração dócil de Heidi.

A série de animação Heidi foi baseada no livro da escritora suiça Johanna Spyri, de 1871, que já vendeu milhões de exemplares em diversas línguas, tendo sido produzida em 1974, com um total de 52 episódios, com cerca de 30 minutos cada.

Heidi tornou-se popular em todo o mundo devido principalmente a esta série de animação, mas o livro que lhe deu lugar serviu também de adaptação a uma dezena de filmes, o primeiro dos quais em 1920, nos Estados Unidos, ainda na era do cinema mudo. No país de origem da história, a Suiça, foi realizado um filme em 1952. A última película conhecida data de 2005, uma produção inglesa.

Com todo o sucesso, o êxito de Heidi estendeu-se ao marketing, incluindo edição de vários livros, caderneta de cromos, banda desenhada, estampagem de roupa e muitas outras variantes. Na Suiça é fonte de orgulho e motivo de multidões de turistas, principalmente oriundos do Japão que visitam o local relacionado com a história.

Cromos soltos - 1 - Eusébio - SL Benfica - 71/72


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Iniciámos hoje uma rubrica designada de Cromos Soltos. De quando em vez serão aqui "colados" alguns cromos soltos de futebol, principalmente de cadernetas dos anos 60 e 70.
Para iniciar esta rubrica nada mais justo do que publicar o grande Eusébio, essa figura querida e incontornável da história do futebol português e do SL Benfica.

5/04/2008

Munique 74 - Campeonato do Mundo de Futebol - Alemanha 1974

mundial 74 santa nostalgia

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O Euro 2008 (Campeonato Europeu de Futebol, entre selecções) está a escassos dois meses do seu início. A respectiva edição terá lugar na Suiça e na Áustria, sucedendo esta dupla de países a Portugal, que organizou o evento em 2004.


Para além de toda a importância desportiva, com paralelo apenas no Campeonato do Mundo, também em futebol, e nos Jogos Olímpicos, este evento gera todo um potencial de interesses ao nível da televisão, imprensa em geral e indústria de marketing. Neste particular, a Panini, editora multinacional e líder no mercado de cromos, já produziu a sua caderneta dedicada ao Euro 2008, estando a mesma a ser comercializada em toda a Europa. Como não podia deixar de ser, como antigo coleccionador de cromos, já tenho a minha caderneta completa, a exemplo do que havia acontecido com as edições relativas ao Euro 2004, e Mundial 2006 e anteriores.

Fazendo uma viagem às minhas memórias, a minha primeira colecção de cromos a nível de selecções, foi a referente ao Mundial de 74, realizado na Alemanha (então Alemanha Ocidental).
A caderneta em causa designa-se de Munique 74, o que não deixa de ser uma opção esquisita já que o Campeonato do Mundo decorreu em várias cidades e não apenas em Munique. Talvez influência dos Jogos Olímpicos de Munique, que haviam decorrido nessa cidade dois anos antes.

A caderneta "Munique 74" é uma edição da Ediguia, com distribuição da Regimprensa, sob licença da AGEDI, com um formato de 240 x 340 mm. A colecção é composta por 256 cromos, 16 por cada uma das 16 selecções presentes, que foram as seguintes: Grupo I: Chile, Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental e Austrália; grupo II: Jugoslávia, Brasil, Zaire e Escócia; Grupo III: Holanda, Uruguai e Suécia; Grupo IV: Haiti, Itália, Polónia e Argentina.
O título viria a ser conseguido pela selecção da casa vencendo na final a Holanda (cuja selecção ficou então conhecida por "laranja mecânica") por 2-1.

Ainda como curiosidade, a mesma ilustração da capa viria a ser adoptada também na capa da caderneta referente à edição seguinte, Argentina 78, uma edição do Clube do Cromo, caderneta de que falaremos noutra oportunidade.


Das edições do Campeonao do Mundo em Futebol, o Alemanha 74 foi aquela a que primeiro assisti pela televisão. Antes já tinha ouvido falar do Mundial 70, no México, mas não me recordo de ter visto algum encontro pela televisão.

5/02/2008

Os Pequenos Vagabundos


os pequenos vagabundos

marion des neiges

Das muitas séries de TV que passaram nos idos anos de 70 - tão caros à nossa infância de quarentões - não resisto a trazer à memória “Os Pequenos Vagabundos” (Les Galapiats, no original). A série foi repetida pela RTP no início dos anos 80.
Como série, até foi pouco extensa (apenas 8 episódios de cerca de 30 minutos cada), mas deixou marcas indeléveis no espírito aventureiro das crianças da altura, até porque cada episódio era a continuação do anterior, pelo que o suspense deixava marcas durante toda a semana.

A forte memória sobre Os Pequenos Vagabundos prevalece desde logo porque os heróis eram um grupo de crianças e jovens adolescentes, com os quais cada um de nós se identificava e personalizava de acordo com os seus sonhos, mas também pela envolvência e cenário da história. Como sinopse, importa lembrar aos mais esquecidos, que a aventura decorreu num campo de férias, onde um grupo de amigos partiu à aventura da busca de um tesouro perdido da antiga ordem dos Templários. O Castelo Sem Nome, imponente e deslumbrante na sua silhueta medieval, emprestou a toda a série um ambiente de mistério, segredos, perigos e coragem. Para apimentar a aventura, o grupo de amigos teve que lidar com um perigoso grupo de bandidos que haviam realizado um assalto a uma carrinha carregada de ouro, raptando a filha do condutor. Como convém, no final os criminosos foram derrotados e os jovens heróis foram os vencedores.

Quem não se lembra das fantásticas cenas da integração de Lean Loup no grupo, a escalada à torre do castelo, o percurso na gruta, o esconderijo dentro de uma armadura de cavaleiro, em plena reunião da quadrilha de ladrões e outras incríveis passagens, repletas de acção e suspense? A abertura da série e a sua inconfundível música, ainda prevalecem nas nossas profundas memórias, mas simultaneamente tão à superfície da alma e próximas como se tudo acontecesse ontem.
Apesar da série ter passado na RTP a preto e branco, tornou deveras coloridos os sonhos e fantasias de muitas crianças do nosso tempo.
Recordo-me que toda a rapaziada ficou apaixonada pela doce Marion-des-Neiges e nas diversas brincadeiras fingiam ser o Jean Loup ou Bruno, o Cowboy.

Hoje sabemos que a série foi uma co-produção da RTB da Bélgica, com outras televisões de outros países, ORTF-França, SSR-Suiça, SRC-Canadá, tendo sido rodada em 1969, com a novidade de então, ser já produzida a cores. Para além de Portugal, a aventura dos Pequenos Vagabundos foi um êxito de popularidade em muitos países.
A série foi captada em Stavelot, na Bélgica e as inolvidáveis cenas  foram rodadas no castelo de Beersel e as interiores no castelo de Velves.

O principal elenco: Philippe Normand (Jean-Loup), Marc di Napoli (Bruno, o "Cow-Boy"), Beatrice Marcillac (Marion-des-Neiges), Thierry Bourdon (Patrick), Jean-Louis Blum (Byloke), François Mel (Lustucru), Realizou Pierre Gaspard-Huit. Curiosamente, apesar de algumas experiências posteriores noutros filmes de alguns dos intérpretes, nomeadamente Marc di Napoli (que também participou na série igualmente popular, "Dois Anos de Férias") e Philipe Normand, a verdade é que todos tiveram carreiras discretas e pouco popularizadas. A loura Marion des Neiges, até há pouco tempo era uma discreta agente imobiliária. No entanto, para a geração dos da minha infância, prevalecem quase imortalmente como os famosos e aventureiros Pequenos Vagabundos.


5/01/2008

Roy Rogers - O rei dos cowboys

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Uma das grandes paixões da nossa infância era, sem dúvida, os filmes de cowboys, as "cowboyadas", principalmente aqueles que passavam com mais frequência na TV, normamente na forma de séries, tais como o Bonanza, Lancer, Chaparral, Daniel Boone, David Crockett e outros tantos.

Para além desta vertente ao nível da televisão, paralelamente, o interesse e fascínio pelo far-west americano extendia-se também à banda desenhada, a que chamávamos livros de cowboys. Neste universo, os artistas ou heróis eram muitos mais, tais como Lone Ranger, o Mascarilha, a própria família Cartwright, da série Bonanza, Matt Dillon, Matt Marriott, Tex Willer, Kit Carson, Tex Tone, Cisco Kid, Billy the Kid, Búffalo Billi, Arizona Kid, Buck Jones, Hopalong Cassidy, Jerry Spring, Jim Canadá, Kansas Kid, Nero Kid, Red Ryder, Tomahawk Tom e outros mais.

Para além de todos estes nomes que preenchem o nosso imaginário, desta vez destaco o herói Roy Rogers, um personagem não apenas nascido pela arte e imaginação do papel e tinta, mas interpretado por uma figura real, o actor e cantor Leonard Franklin Slye.

Mais do que alguns filmes da sua extensa filmografia, recordo especialmente a série de banda desenhada "Roy Rogers", no formato de revista mensal, propriedade de Aguiar & Dias, distribuída pela Agência Portuguesa de Revistas, nos anos 70. As capas habitualmente representavam o herói, em fotografia a cores, exibindo as suas folclóricas vestimentas de cowboy, especialmente os casacos tão característicos com bandas às tirinhas.

Outra das imagens de marca de Roy Rogers, para além do seu inconfundível sorriso e olhos de chinês, era a sua bela esposa e companheira, Dale Evans (Frances Octavia Smith), o cavalo Trigger e o cão Bullet.

Roy Rogers e toda a sua saga, com a imagem muito romantizada da figura do cowboy, foi e ainda continua a ser uma fonte de popularidade nos Estados Unidos, cuja memória se encontra explorada por diversas formas de comércio e marketing, incluindo um museu.

Quanto a nós, faz parte da nossa memória da infância, sobretudo pelas suas aventuras publicadas na banda desenhada.


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Sobre o tema dos cowboys: De algum modo Roy Rogers representa  o estereótipo do cowboy do oeste americano, nomeadamente pelo uso de indumentárias coloridas e espalhatafosas. Um estilo muito romantizado pelo cinema e que de algum modo tornou-se como padrão. Mas na realidade os cowboys do velho oeste americano não eram exatamente como são retratados nos filmes. A imagem que temos dos cowboys é, em grande parte, baseada na cultura popular e em representações cinematográficas, que muitas vezes romantizam e exageram certos aspectos da vida nessa região dos Estados Unidos.

Os cowboys do velho oeste não usavam necessariamente chapéus de cowboy, botas de cowboy, coletes de franjas ou bandanas de pescoço, que são elementos comuns em representações populares dos cowboys.

Os cowboys não eram todos brancos. Muitos cowboys eram afro-americanos, nativos americanos, mexicanos ou de outras origens étnicas.

A vida no oeste não era apenas sobre cavalgar e perseguir bandidos. Os cowboys eram, na maioria das vezes, trabalhadores rurais que trabalhavam em fazendas e ranchos, cuidando do gado, arando campos e realizando outras tarefas agrícolas.

A vida dos cowboys era difícil e perigosa. Eles trabalhavam longas horas em condições difíceis, suportando o clima extremo, os ataques de animais selvagens e a possibilidade constante de confrontos violentos com outras pessoas.

A violência era comum no velho oeste, mas não era tão romantizada como regra geral é transmitida nos filmes. A maioria dos cowboys preferia evitar confrontos violentos sempre que possível, e muitas vezes recorriam à negociação ou à persuasão para resolver conflitos.

Em resumo, os cowboys do velho oeste eram essencialmente trabalhadores rurais e ligados à criação de gado, que desempenhavam um papel importante na economia e na cultura da região então em franco desenvolvimento, mas sua vida era muito diferente da imagem idealizada que tantas vezes é retratada no cinema e na cultura popular, sobretudo nas produções das décadas de 1940 a 1960. De facto, nem sempr eo que parece, é.





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