Pesquisar no Blog

6/01/2008

Vickie o Viking

wickie 1

wickie 3

Vickie, o Viking, foi uma das séries de animação passadas na nossa RTP, na década de 70, que mais memórias deixou.
Vickie era um rapazinho alegre e inteligente, filho de Halvar, chefe da aldeia viking de Flake, e Ilda, sua mulher. Devido à sua astúcia e inteligência, o pequeno viking cedo começou a acompanhar o pai e os seus guerreiros em algumas das suas expedições e aventuras, apesar da opinião contrária da sua mãe, Ilda, no papel de mãe galinha, equilibra e sensata.

Uma das características do Vickie era a solução que ele engendrava sempre que uma determinada situação se apresentava complexa e de difícil para seu pai e para o resto dos vikings. Então ele pensava, pensava, ...esfregava o nariz e a ideia surgia-lhe. Depois era só o tempo necessário para a mesma ser posta em prática e, pronto, tudo acabava em bem e o episódio tinha um final feliz.

Para além do próprio Vickie e seus pais, a série contava com várias personagens, todas elas divertidas e carismáticas: A amiga de Vickie, Ilvy, Gilby, o seu rival, Ulme, o músico, com a sua inseparável harpa, o alegre Gorm, os inseparáveis e casmurros amigos Snorre e Tjur, o bom gigante Fax, Urobe, o ancião e na parte dos inimigos o terrível Sven.

Para além de Vickie, a figura mais forte e omnipresente era seu pai, Halvar, sempre num papel de chefe sabichão, terrível e fanfarrão mas que no fundo era um coração bola de manteiga, sempre posto na linha pela sua cara-metada Ilda. Fartava-se de se meter em trapalhadas que o filho, com a sua astúcia e inteligência sempre acabava por resolver.

Vickie o viking nasceu a partir de uma série de livros infantis de autoria do sueco Runer Jonsson. Posteriormente foi feita uma adaptação animada pela televisão alemã e austríaca e um estúdio de animação japonês, o Nippon Animation, com uma série de 78 episódios, de 25 minutos cada, entre 1972 e 1974. 

Entre nós a série apareceu precisamente em 1974. Mais recentemente, recordo-me de ter passado novamente há dois ou três anos e sei que foi bem acolhida pela criançada pelo que há coisas que são intemporais e permanecem positivamente na nossas profundas memórias e nostalgias.

Para além de toda a envolvência da série, a música de abertura e o respectivo genérico ficaram sempre bem vivos. Como memória palpável guardo uma caderneta de 210 cromos, editada em 1975 pela Disvenda, que conta a história da caçada aos lobos e que o pequeno Vickie venceu pela astúcia.

wickie 2

vickie i viking 1

5/31/2008

Publicidade Nostálgica - Pastilhas elásticas Piratas

pastilhas elasticas piratas santa nostalgia

As famosas pastilhas elásticas PIRATAS, fabricadas pela fábrica DIANA, sediada em Évora, para além de serem um excelente produto e muito popular entre a criançada, teve o mérito de lançar diversos artigos à volta da marca, como várias colecções de cromos, uma revista e até um clube de sócios que usufruía de diversas vantagens.

A revista. recheada de assuntos do agrado da malta, foi lançada em 1965 e durou até finais dos anos 70. Inicialmente era de publicação semanal mas posteriormente passou para uma periodicidade mensal.
Das colecções de cromos e respectivas cadernetas editadas, são conhecidas as famosas “COMBÓIOS”, “AVIÕES A JACTO”  e “EUROPA GEOGRÁFICA, POLÍTICA E ECONÓMICA” (possuo ambas). Famosa ficou também a colecção de cromos TRUQUES DE MAGIA.

Para além destas foram publicadas outras mais, porventura menos conhecidas.
Por tudo isso, por todo esse fantástico legado, as pastilhas elásticas PIRATAS merecem bem a nossa admiração e fazem parte do imaginário infantil de muitos portugueses.

5/27/2008

Calimero - É uma injustiça, não é?

 

calimero 1

calimero 2

calimero 3

calimero 6

Das muitas séries de animação que passaram na RTP, hoje recordo o Calimero, o pintainho preto (não era preto, era sujo), com a sua característica e inseparável casca de ovo na cabeça.

Entre aventuras e desventuras, Calimero considerava-se sempre um infeliz e injustiçado, quer pelos amigos quer pelas situações em que se envolvia e que invariavelmente lhe corriam mal. Deste modo, lamentando-se constantemente, ficou célebre a sua frase "é uma injustiça, não é?" ou então, "Não é justo eles serem grandes e eu pequeno". Mas, no fundo, no fim de todas as peripécias do seu dia-a-dia, Calimero acabava por conquistar toda a gente com a sua simplicidade, honestidade e bom coração.

Ainda hoje o termo ou conceito do lamuriento e infeliz Calimero é frequentemente atribuído a quem passa o tempo a lamentar-se da vida, dos outros e até de si próprio.

Calimero fazia-se acompanhar nas suas aventuras pela sua namorada Priscila, sempre ajuizada e contraponto coerente às desventuras do seu amigo, também o aprendiz de cineasta, Valério, a gorduchinha Susi, o seu rival Papero Piero e a leal Rosella, entre outros.

A série, tal como se tornou famosa, foi produzida em duas épocas distintas: de 1973 a 1974 e de 1993 a 1994, mas já antes se tornou muito popular em Itália com uma série de anúncios publicitários para uma marca de detergentes. Calimero é uma criação dos irmãos Nino Pagot e Toni Pagot, datada de 1963.

A versão que faz parte das minhas memórias  é a produzida nos anos 70, em estúdio japonês, e que, se a memória não me atraiçoa, passou na RTP nos finais de 70 e princípios de 80. A série tornou-se muito popular, não só em Itália, como também em Portugal, França, Alemanha e Japão, entre muitos outros países. A segunda versão, com grafismo mais moderno, onde Calimero faz papel de jornalista, creio que não obteve o mesmo êxito.

- sítio oficial

5/24/2008

A Biblioteca Itinerante da Gulbenkian








Hoje trago à memória a Biblioteca Itinerante, da Fundação Calouste Gulbenkian, que durante muitos anos percorreu o país de lés-a-lés, especialmente em aldeias onde o acesso aos livros e à leitura era inexistente.
Não pretendo aqui fazer a história deste fantástico serviço, até porque há locais onde isso já é feito, como neste sítio, por exemplo, e pela Internet não faltam referências ao mesmo. Apenas de referir que o serviço foi criado pelo administrador da Fundação, Branquinho da Fonseca, em 1958.

O que quero recordar de modo especial é que a visita da Biblioteca Itinerante ao largo da minha aldeia acontecia uma vez por mês, sempre num dia certo, que agora não rcordo, mas tenho ideia de ser a uma quarta-feira, sempre a meio da tarde, e que eu frequentei durante toda a década de 70. Sei que depois continuou por mais alguns anos, acabando por terminar talvez no início dos anos 90. Sei também que oficialmente o serviço durou de 1958 a 2002. Durante esse período adquiriu cerca de cinco milhões de livros (de todos os géneros) e fez 97 milhões de empréstimos. Os serviços foram então entreguesas às autarquias que serviam.

São inesquecíveis as recordações da chegada da Biblioteca Itinerante, com a sua carrinha enigmática, o modelo Citroen HY (fabricado entre os anos de 1947 a 1981), que só por si irradiava uma magia fascinante. A que vinha ao largo da minha aldeia era de cor verde velho (mais ou menos igual à da última imagem). Tinha duas portas na parte traseira que se abriam de par-em-par e uma parte superior que abria para cima, para dar acesso ao fantástico mundo dos livros, da leitura e do fascínio das histórias e das imagens. Essa aura de reino maravilhoso era reforçado pelo tipo de leitura dos primeiros anos, onde preferencialmente eu escolhia livros de contos de fadas, repletos de reinos, reis, rainhas, princesas, gigantes, anões, fadas, feiticeiras e todo o resto da família de seres que povoam o imaginário infantil.

Aos poucos fui deixando as histórias infantis e mergulhei em livros sobre a fauna e flora, repletos de ilustrações maravilhosas e muitos outros livros sobre a terra, a história, as artes e as ciências.
Recordo ainda que aguardáva-mos pelo dia da visita da Biblioteca Itinerante com justificada impaciência. Todos queriam ser os primeiros a ser atendidos para melhor escolher. 
Lembro-me que eram dois os senhores que acompanhavam a Biblioteca, sendo um o motorista e o outro o encarregado ou revisor, o que anotava as devoluções e as requisições.
Não tenho a certeza quanto ao número de livros que se podia requisitar, mas creio que eram cinco.

Também recordo os momentos angustiantes quando tinha que devolver os livros danificados pela ira da mãe, como censora inquisitória, quando, hipnotizado pela leitura, eu não cumpria os deveres da escola e da casa. Nessas alturas não havia outro remédio senão tratar dos ferimentos às páginas rasgadas colando-as com cola e com fita adesiva, daquela clássica, e dissimular o melhor possível os livros feridos entre os resistentes. Claro que o revisor dava por ela mas fazia vista grossa pois a devolução de livros danificados devia ser norma nas aldeias, resultado da luta dos pais, alguns analfabetos e pouco dados à leitura, preocupados apenas com a mão-de-obra da pequenada e o cumprimento das suas responsabilidades. A leitura e o tempo dispendido com os livros eram considerados  pura malandrice, pelo que habitualmente era paga ao tabefe. Pelo meio os livros também eram castigados.
Hoje, felizmente, há livros por todo o lado e qualquer concelho ou freguesia já dispõem de boas bibliotecas. O livro, apesar de relativamente caro, está bastante disseminado e tornou-se vulgar na casa dos portugueses e a pequenada desde cedo habitua-se a receber bons livros como prendas de aniversário, Natal, Páscoa e noutras ocasiões ordinárias.
Por tudo isto, toda a malta da minha geração tem uma profunda memória e admiração pelo serviço da Biblioteca Itinerante, já que graças a ele viajámos no tempo  por reinos maravilhosos, com histórias fascinantes e aprendemos coisas do mundo que nos rodeia. Enfim, crescemos ajudados por tudo quanto aprendemos através dos livros que num momento mágico chegavam ao largo da aldeia naquelas carrinhas maravilhosas.
(nota: as imagens estão linkadas aos sítios de origem)

(sobre a Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian)

(mais)

5/19/2008

Publicidade Nostálgica - Indesit

 

image

Publicidade Nostálgica - Gelados Olá

 

image

Fungágá da Bicharada

 

fungaga da bicharada

image

image

image

image 

O programa "Fungágá da Bicharada" estreou na RTP no longínquo ano de 1976, sendo apresentado, aos sábados, por Júlio Isidro, com José Barata-Moura, na altura com um aspecto de revolucionário, com cabelo e barba desgrenhadas, que era o autor e intérprete das famosas músicas, incluindo a do genérico.


Em cada programa, de forma divertida, era dado a conhecer um animal e armava-se um diálogo interessante entre o Tio Júlio e a criançada presente. Depois, o que marcava mesmo, era a musicazinha dedicada a esse mesmo animal, sempre com um nome divertido e que procurava caracterizar o bicho em destaque, interpretada pelo José Barata-Moura.


Recordo, de memória, que me pode atraiçoar, que mais tarde saíu o José Barata e entraram a Ana Mayer, a Cândida Branca-Flôr e o Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo. Esta dupla também compôs e interpretou muitas e lindas canções sobre a bicharada convidada semana após semana.
Para trás ficam músicas divertidas, como a “A sinfónica dos pinguins”, “Fernandol e Fernandel, os tigres do pincel”, “ O Mocho professor”, "O Porco Toneladas", "O Coelho Barafunda", "O Faisão Mestre Bento", "O Chimpanzé Barnabé", "Adriano Pelicano" e muitas outras.


o "Fungágá da Bicharada", na linha de muitos outros programas infantis da época, eram divertidos e acima de tudo instrutivos, o que, diga-se, nem sempre hoje acontece.


Foram tardes divertidas que hoje recordamos com saudade e nostalgia.

excerto 1

excerto 2

excerto 3

Fungágá da Bicharada

[refrão]
É o fungágá, fungágá da bicharada
É o fungágá, fungágá da bicharada
la la la la la la la la ra la la

Vamos falar de animais e de como eles são
Do piriquito do gato e do cão
E outros mais também virão
Talvez uma girafa um macaco ou um leão
[refrão]

Vamos todos aprender como vive a bicharada
O que é um cardume e uma manada
Vamos ver não tarda nada
Quem é que afinal tem a voz bem afinada
[refrão]

Vamos tambem descobrir uns amigos bestiais
Bem diferentes dos habituais
E vamos rir até não poder mais
Com as palhaçadas dos amigos animais
[refrão]

5/17/2008

Contigências do tempo

equipas do passado santa nostalgia

Para quem desde cedo começou a acompanhar o panorama futebolístico dos anos 60 e 70, e por aí fora, habituou-se a conviver com os nomes dos intervenientes: Os treinadores, os jogadores mas sobretudo as equipas. Deste modo, para além dos principais clubes, desde logo com os incontornáveis 3 grandes (Benfica, Sporting e FC do Porto), todos os habituais participantes no Campeonato Nacional.

 
Hoje, decorridos,trinta e muitos anos, não podemos deixar de trazer à memória alguns clubes que então passaram pela 1ª Divisão, e eram presença mais ou menos assídua no campeonato da 2ª Divisão, mas que actualmente andam perdidos pela remota 3ª Divisão ou até nas divisões distritais. Outros, porém, fizeram uma autêntica descida aos infernos e acabaram por se extinguir, se não como clube, pelo menos como equipa de futebol sénior.


Assim, sem qualquer ordem cronológica ou de outra natureza, recordo: SC Farense, Sport Comércio e Salgueiros, Campomaiorense, U. de Tomar, GD CUF, FC Tirsense, FC Barreirense, União de Coimbra, AD Sanjoanense, Académico de Viseu, Oriental de Lisboa, Lusitano de Évora, CD Montijo, Atlético CP, Torreense, Ginásio de Alcobaça, Sp. Espinho, O Elvas, Sp. Covilhã, FC Famalicão e, obviamente, muitos outros.


Esta é uma prova real de que mudam os tempos e mudam as vontades, mas também as realidades. É, em suma, a grande prova do tempo sobre a efemeridade das coisas, das pessoas e dos lugares.
Confrontados com a fatalidade das contigências do tempo, ficam, pelo menos, as memórias e a nostalgia.

O que tu queres é Sugus

  Sugus é uma antiga e popular marca de rebuçados e de um modo ou outro já terá ajudado a adoçar a boca de muita gente. Procurando na rede i...

Populares