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7/02/2008

Rendas de papel

santa nostalgia renda de papel 2

santa nostalgia renda de papel 3

Recordo hoje uma das coisas que aprendi desde cedo. na disciplina de trabalhos manuais, que era exactamente a "renda-de-papel". À falta de melhor papel, que os dinheiros nesse tempo não abundavam, o habitual era usar-se uma folha de jornal. Dobrava-se um pedaço de folha em 4 ou 8 triângulos e com a tesoura recortava-se de forma aleatória a silhueta que depois de desdobrada dava origem a uma figura mais ou menos circular e com um belo efeito resultante da repetição simétrica das respectivas partes. Desde os mais simples aos mais complexos, o efeito final era invariavelmente uma incógnita, mas sempre deslumbrante.

À falta de outros materiais, recordo ainda que alguns dos meus colegas durante o exame da quarta-classe, uma coisa séria nesse tempo, apresentaram como trabalho manual precisamente uma dessas rendas, executada no emblemático papel de lustro, o qual só era usado em ocasiões e motivos especiais.

Para além do mais, recordo que à falta de rendas verdadeiras ou panos decorativos, as pessoas mais pobres recortavam precisamente em folhas de jornal as suas rendas para decorarem as prateleiras do seu pobre mobiliário da cozinha (ver aqui). Mais tarde começou a haver esse tipo de papel produzido de forma industrial, bem recortado e com bonitos motivos coloridos mas com tempo caíram em desuso.

A arte de recortar papel é milenar e nos países orientais, sobretudo no Japão e China existem fantásticos artistas.

7/01/2008

"Jogo da Malha"

 

santa nostalgia - jogo da malha

De todos os jogos populares do nosso Portugal, o "Jogo da Malha" é sem dúvida um dos mais tradicionais e com forte presença em todo o território, onde é jogado com algumas variantes quer no equipamento quer nas regras. É sobretudo um jogo de homens, embora possa ser jogado por crianças ou mulheres. É um jogo que exige algum esforço físico e sobretudo muita destreza.


O jogo é disputado por por duas equipas de dois elementos cada. O equipamento é constituído por dois pares de malhas (discos ou patelas de ferro) e dois mecos. Existem variantes na forma e no peso mas, por regra, cada malha pesa entre 500 a 600 gramas. Pode ser circular mas normalmente apresenta uma forma octagonal para melhor adaptação à mão e com um raio aproximado de 5 a 6 cm. Para se distinguir os dois pares de malhas, por norma um par dispõe de um furo a meio ou outras marcas ou sulcos. Os mecos por regra são de ferro, maciços, para resitir aos choques, com uma altura aproximada de 15 cm, em cilindro ou sensivelmente em cone, com uma base com diâmetro de 3 a 5 cm. Em certas regiões é chamado de "pilas", "pilão", "belho" e outros nomes.
A distãncia entre os mecos é variável, sendo definida pelos participantes conforme a força dos mesmos, mas por norma oscila entre os 15 a 20 m. O meco é assente numa base definida por uma cruz traçada pelo próprio meco. O derrube do meco designa-se de viro. Sempre que o meco é derrubado deve ser recolocado no mesmo sítio.


Os jogadores das duas equipas distribuiem-se em dois pares, alternados na posição, isto é, de forma cruzada. Por regra cada jogador a partir da linha definida pela posição do meco só pode avançar um passo com o impulso do arremesso da malha.


A atribuição dos pontos depende da região do país. Na minha zona o virar do meco vale 2 pontos (há regiões em que vale 3 ou 4). A malha mais próxima do meco vale 3 pontos. Se forem duas malhas da mesma equipa a localizarem-se mais próximo do meco valem 4 pontos, ou seja, 3 + 1 pontos. Significa que deste modo, o máximo de pontos numa jogada  para o mesmo jogador pode ir aos 8 pontos (2 derrubes do meco e duas malhas próximas. A aferição da posição e proximidade das malhas ao meco é feita a olho pelos jogadores mas frequentemente há situações em que se torna necessário fazer uma medição, sendo usado de forma expedita um pauzinho, uma palha ou, no caso de torneios, recorre-se mesmo a uma fita métrica. Apesar disso, não raras vezes, há desentendimentos sobre a medição o que só serve para tornar mais renhida a partida. 

Ganha a partida a equipa que primeiro completar 30 pontos. À equipa que não consegue obter 15 pontos diz-se que "apanha uma rolha".
O jogo pode ser estipulado à melhor de 3 ou cinco partidas.
Por regra é permitido aos jogadores trocarem de posição depois de se ultrapassar 15 pontos.


Dependendo do tipo de terreno, liso, irregular, macio ou duro, há jogadores especialistas em cada um deles. Uma das técnicas mais conhecidas é o jogar "picado", isto é, lançar a malha com uma altura adequada e efeito de malha de forma a que esta fique espetada quando cai. Outra técnica é o jogar "corrido" ou "rasteiro", em que se lança a malha de forma a que esta deslize pelo terreno. Um jogador que se considere especialista não discute o tipo de terreno e até gosta de terrenos difíceis, "dançando conforme a música", como gostam de dizer.

Este tradicional jogo popular ainda é bastante disputado, sendo frequentemente organizados concorridos torneios, principalmente no decorrer de festas e convívios de aldeia e colectividades. Em jogo pode estar uma vistoça taça, ou mesmo dinheiro ou mais popularmente um galo ou um presunto, bem à maneira portuguesa.

Demis Roussos

 

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A música, com as canções e os seus intérpretes, é um filão inesgotável de memórias e recordações. É pois, natural, que este tesouro revivalista nos reporte facilmente a tempos idos, a lugares e a momentos que nos marcaram indelevelmente.


Neste contexto, o cantor grego Demis Roussos, com a sua voz inconfundível, marcou toda a década de 70 com canções maravilhosas, tais como "Forever and ever", "Good by my love good by", "My Friend The Wind" e muitas, muitas outras que andavam na boca da malta jovem de então.

Recordo-me que quando tinha os meus dez anitos, no início de Agosto era montada a tradicional romaria na minha aldeia e logo que eram colocados os altifalantes, os discos de vinil soltavam a voz de Demis Roussos que enchia todo o arraial. Hoje, ao voltar a ouvir alguns dos seus temas musicais, é como um regresso a esse passado que agora recordamos com nostalgia

- Biografia

- Sítio oficial

Publicidade nostálgica - Ramiro Leão & C.a

 

santa nostalgia - ramiro leao

6/29/2008

Gianni Morandi: "Non son degno di te"


gianni morandi

[Non son degno di te - Youtube]

Nos anos 60, e até mesmo 70, este era um dos italianos mais cobiçados e suspirados por uma grande parte das jovens de então, pelo menos as mais dadas a essas coisas românticas. Na rádio ou na televisão, Gianni Morandi cantava e encantava. Os seus principais êxitos, de que se destaca o "Non son degno di te" era  sabido e cantarolado a qualquer hora. 

Gianni Morandi - Sítio oficial

Gianni Morandi - Wikipedia

Non sono degno di te
Non son degno di te,
non ti merito più,
ma al mondo no, non esiste nessuno
che non ha sbagliato una volta!
E va bene così
me ne vado da te,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.
Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!
E va bene così
me ne vado da te,
ma al mondo no, non esiste nessuno
che non ha sbagliato una volta, amor!
Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!
Non son degno di te,
non ti merito più,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.
Amore, amor!
Amore, amor!

6/26/2008

Os Estrumpfes


santa nostalgia os estrumpfes 01

gasganete

santa nostalgia os estrumpfes 02


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Quem não se recorda da série de animação "Os Estrumpfes"? Tenho ideia de que passou na RTP no princípio dos anos 80 e há bem pouco tempo na TVI.
 
Esta série teve bastante êxito no Brasil, sendo conhecida como "Os Smurfs".
A série foi produzida pela Hanna-Barbera Productions com base na criação do ilustrador belga Pierre Culliford. Antes de passarem pela televisão as histórias foram publicadas em banda desenhada, nos finais dos anos de 50, mais propriamente em 1958, estando portanto agora a celebrar 50 anos.

Os Estrumpfes eram criaturas azuis, muito pequenas, com características de duendes e que viviamm em plena floresta, em casinhas pequenas, com formato de cogumelos.
Estes seres pacíficos e alegres, eram chefiados pelo Grande Estrumpfe, com a sua simpática barba branca e o inconfundível barrete encarnado que o diferenciava dos barretes dos restantes estrumpfes, que eram brancos.
Outras personagens principais eram a Estrumpfina, sempre motivo de disputas e paixonetas entre a estrumpfaria, o Estrumpfe Inventor, o Estrumpfe Guloso, o maldoso feiticeiro Gasganete e o seu gato Azarel, sempre dispostos a tramar a vida dos simpáticos bonecos azuis. No final das histórias e aventuras, porém, as criaturas cor do céu levavam sempre a melhor sobre o Gasganete.
A série ainda hoje continua a ser muito conhecida e envolve bastantes acções de marketing, com a venda de muitos produtos associados.
Desta simpática série, guardo alegres recordações e também uma bela caderneta de cromos que a Panini, Editorial Pública e a Agência Portuguesa de Revistas publicaram em 1982.

- Sítio oficial: The Smurfs

Kolinos - Pasta dentífrica

  A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme...

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