Pesquisar no Blog

7/29/2008

Jogo do Rapa

 

jogo do rapa santa nostalgia

o "Jogo do Rapa" é um dos mais populares do nosso país, sendo jogado quase sempre por crianças, tanto rapazes como raparigas, principalmente durante o tempo da escola primária.
O Rapa pode ser jogado tanto por duas como por mais crianças. Regra geral pode ser jogado à volta de uma mesa, num muro com base superior plana e mais ou menos regular ou até no próprio chão, tanto dentro de casa como no chão do próprio caminho ou terreiro.


Para o "Jogo do Rapa" é imprescindível o uso de um pequeno objecto fabricado em madeira, exactamente um pequeno pião, com o corpo principal dotado com quatro faces, mais ou menos quadradas, com um bico em cone e uma ponta superior, cilíndrica, para ser rodopiada com um movimento de rotação dos dedos polegar e indicador. O pião podia estar mais ou menos decorado com faixas de tinta de várias cores o que dava um bonito efeito quando rodopiava.


Cada uma das faces está pintada com uma letra, maiúscula, portanto com um total de quatro letras e que são: R, P, T, D. O R significa "Rapa", isto é, o jogador que rodou o pião pode recolher todas as prendas que estão no centro do local do jogo. Esta é a jogada mais desejada; O P significa "Põe" pelo que o jogador deve colocar na mesa uma prenda adicional; O D, quer dizer "Deixa", pelo que se deve deixar tudo na mesma, sem recolher nem pôr; Finalmente, o T, significa "Tira", pelo que deve ser retirada uma prenda pelo jogador que rodopiou o pião. Por conseguinte, a jogada mais desejada é o R, pois permite rapar todo o espólio das prendas em jogo. Depois de todos os jogadores terem jogado a sua vez, o jogo é retomado com os jogadores novamente a colocarem cada um uma prenda e assim sucessivamente em cada ciclo. Escusado será dizer que se a opção D, "Deixa", calhar com alguma frequência, o espólio das prendas tende a aumentar pelo que a próxima saída do R,  "Rapa", será deveras ambicionada e rentável.


No início de cada jogada, os jogadores devem sortear ou "cantar" a ordem de jogar. O primeiro será o "primas", o segundo o "xigas" e o terceiro o "restas". Se houver mais de três jogadores, será atribuída a ordem numérica, ou seja, quarto, quinto, sexto, etc.
Cada jogador deve colocar no centro do plano do jogo uma prenda. Seguidamente o pião é rodopiado no centro da mesa, por cada jogador, de acordo com a ordem estabelecida, devendo rodar até caír aleatoriamente. A letra correspondente à face voltada para cima significa a acção que cada jogador deve tomar, conforme acima descrito.


Tradicionalmente, em muitas regiões, o "Jogo do Rapa" está associado à época natalícia, sendo jogado a pinhões, rebuçados ou uvas-passas. Os estudiosos dizem que há uma relação com um jogo de tradição judaica, muito semelhante.


Na minha região o Rapa não tinha propriamente uma época definida pelo que se jogava em qualquer altura do ano. Aliás, muitos dos jogos do nosso tempo de criança eram um pouco de modas. Numa determinada altura dava-se preferência a um determinado jogo mas volvido algum tempo era ver entretida a criançada com outro jogo.
Na minha região o pequeno pião de madeira, indispensável ao jogo, é conhecido por "piorra". Noutras terras, porém, é conhecido mesmo por "pião" ou também por "rapa".
Quanto às prendas, era o que calhava. Tanto se jogava a botões como a cromos e caricas. Na época da Páscoa era frequente jogar-se a rebuçados de caramelos ou amêndoas.

7/28/2008

Publicidade nostálgica - Tulicreme


santa nostalgia publicidade tulicreme

As crianças adoram e as mães preferem
Tulicreme é um creme para barrar, nutritivo, feito a partir de gorduras 100% vegetais e muito prático, que foi lançado em Portugal em 1964 com a variedade de chocolate. Em 1997, esta marca infantil foi relançada e foram adicionados leite e vitaminas à fórmula de Tulicreme.
Sem corantes nem conservantes e enriquecido com vitaminas A, B2, D e E Tulicreme é feito com os melhores ingredientes e tem tudo o que os seus filhos necessitam para compensar as energias que despendem.
Cremoso, saboroso e nutritivo.

fonte do texto: Unilever

- Quem não se lembra do saboroso creme de barrar, de chocolate mas também de avelã, ainda mais macio? A marca ainda hoje é comercializada mas até aposto que o sabor de há trinta anos era bem melhor. Ainda o sinto na boca. Sempre que via os reclames na televisão ficava com´"água-na-boca". Ainda por cima os tempos eram de dificuldade para a maioria das famílias portuguesas pelo que as crianças andavam quase sempre com "cara-de-fome". Por isso, comer uma sande barrada com Tulicreme era, muitas vezes, apenas um delicioso sonho de menino.

7/27/2008

Caderneta de cromos de caramelos - Embaixadores do Futebol

 

caramelos embaixadores futebol capa

Caderneta de cromos de caramelos - A nostalgia e o encanto das antigas cadernetas de cromos de futebol que para além de alimentarem as nossas colecções e a paixão pelo futebol,também ajudavam a adoçar a boca com os inesquecíveis caramelos devidamente embrulhados pelos próprios cromos.

Título: Embaixadores do futebol

Editora: A Francesa

Época: 1967

caramelos embaixadores futebol ccapa

caramelos embaixadores futebol fcporto

caramelos embaixadores futebol salgueiros

caramelos embaixadores futebol jacinto

caramelos embaixadores futebol hilario

caramelos embaixadores futebol saturnino

7/25/2008

Tempo da tropa

 

tropa

Quem não se recorda do seu tempo de tropa?


Com o fim do serviço militar obrigatório a tropa tornou-se mais uma saída profissional do que propriamente uma forma de servir a Pátria. Depois, há que dizê-lo, quem é que sentia realmente esse sentido do dever, quando por ali andavam obrigados e arrastados das suas casas, familiares e amigos, principalmente no tempo da tropa a sério, em plena Guerra do Ultramar, nas suas diversas frentes.


Seja como for, não pretendo aqui fazer um exercício sobre a tropa, o serviço militar, nem debater os seus contextos históricos e sociais. Pretendo apenas recordar o tempo de tropa, pura e simples, e se possível trazer à baila as melhores lembranças, aqueles momentos que jamais esqueceremos e agora nos fazem sorrir com saudade e até mesmo, estou certo que na maioria dos casos, em desejar voltar a esse tempo e a essa experiência.


No meu caso, passei pela tropa já depois de assentes as poeiras decorrentes da revolução do 25 de Abril de 1974, portanto já sem o pesadelo e o estigma da Guerra no Ultramar.
Quiz o destino ou o acaso, ou outras coincidências, que prestasse o serviço militar durante dois anos, completos, ao serviço do ramo da Marinha de Guerra Portuguesa.


Iniciei o serviço militar na Escola de Alunos Marinheiros, em Vila Franca de Xira, mesmo na borda do Tejo, seguindo, depois de concluída a instrução básica, até ao Alfeite, mais concretamente para a Escola de Comunicações, no complexo da Marinha, frequentando o respectivo curso na especialidade de Operador Táctico.


Durante todo este percurso de dois anos passei pelos postos de segundo grumete recruta, segundo grumete, primeiro grumete e segundo marinheiro. Tenho ideia de que o posto de primeiro marinheiro era para quem decidisse permanecer no quadros depois do serviço militar obrigatório, podendo depois concorrer ao posto de cabo e por aí fora.

Durante o último ano, já com o curso, estive de serviço no Centro de Telecomunicações, no Comando Naval do Continente, na Base Naval de Lisboa, sediada no Alfeite, onde fazia parte de uma das três divisões que asseguravam um serviço permanente 24 horas por dia.

Foi assim um tempo que hoje recordo, com uma mistura de sentimentos, desde lembranças de bons momentos, que foram muitos, mas também de dificuldades, responsabilidades e até coisas negativas, desde logo pela suspensão da vida activa que a tropa representava.


Pelo meio recordo todos os episódios durante a recruta, durante o curso e mesmo durante o serviço final, nomeadamente os vários turnos durante a madrugada. Também lembro as intermináveis viagens de combóio, pela madrugada fora, com paragens em todas as estações e apeadeiros, em jornadas que demoravam seis e sete horas.
Recordo os episódios na caserna, com a cama feita à espanhola, açúcar nos lenções e as peripécias no refeitório e nas saídas e escapadelas às meninas do Intendente, em Lisboa. Também me lembro de ter que decorar os postos, as bandeiras do Código Internacional de Sinais, e aprender os nós-de-marinheiro.

Também não esqueço, porque foi uma das bases do meu curso, a aprendizagem do código morse na especialidade de luzes. Cheguei mesmo a ganhar medalhas, tanto na categoria de transmissão como recepção.

Inesquecível as inúmeras vezes que subia as dezenas de degraus de acesso à torre central na Base Naval, ao nascer e ao pôr-do-sol para içar a bandeira (tenho ideia de que se chamava preparativa), pondo em sentido todas as guarnições ali acostadas. Pelo meio recusei a oportunidade de embarcar no emblemático Navio Escola Sagres, por troca com um colega. Não há nada como ter os pés firmes em terra.

Não posso também esquecer os vários amigos que fiz, provenientes de vários locais do nosso país, desde o Algarve até ao Minho.
Como vêem, até a tropa pode ser sinónimo de recordações e nostalgias. Quem as não tem?

escola de alunos marinheiros vila franca

- Vista aérea da Escola de Alunos Marinheiros, em Vila Franca de Xira, onde realizei a recruta. Lá está, junto à parada, o edifício da minha caserna.

tropa 2

- Vista aérea do complexo de escolas da Marinha de Guerra Portuguesa, no Alfeite. Lá está a Escola de Comunicações, a parada, as casernas e o refeitório. Ah, e o Tejo.

7/21/2008

O livro da primeira classe - 1954

santa nostalgia o livro da primeira classe 001 
santa nostalgia o livro da primeira classe 002
santa nostalgia o livro da primeira classe 003 
santa nostalgia o livro da primeira classe 004
santa nostalgia o livro da primeira classe 005 
santa nostalgia o livro da primeira classe 006
santa nostalgia o livro da primeira classe 007

O Livro da Primeira Classe - Ensino Primário Elementar 
Autor: Ministério da Educação Nacional
Editora: Editora Educação Nacional, L.da - Porto
Ano da edição analisada: 1954
Formato: 173 x 225 mm - 144 páginas
Ilustrações: Raquel Roque Gameiro.
Trata-se de um dos mais bonitos livros de leitura do ensino primário, nomeadamente da primeira classe. Em formato generoso e de capa dura, segue o esquema habitual de ensino na época, principiando pelas vogais, partindo para as consoantes, com leituras de acordo com as letras aprendidas.

Tem ainda uma secção destinada à aprendizagem da doutrina cristã (páginas 91 a 112), com as principais verdades da fé católica, mas também com noções e princípios dos deveres cívicos.

A terceira secção é dedicada ao ensino da aritmética (páginas 113 a 144), com a aprendizagem dos números e sua noção, noção de quantidades, exercícios com as operações de soma, subtracção, divisão e multiplicação. Todos os exercícios estão profusamente ilustrados ajudando em muito o processo de compreensão e aprendizagem. Reúne conhecimentos que nos nossos dias só são adquiridos já ao nível da terceira ou até mesmo da quarta classes o que não surpreende se tivermos em linha de conta que a antiga quarta classe comportava um desenvolvimento e conhecimentos  agora adquiridos apenas ao nível do nono ano.

Um dos aspectos de todo o livro é a qualidade das suas ilustrações, de autoria de Raquel Gameiro, com belas cores, tornando a sua leitura num exercício agradável.

Foi livro único durante bastantes anos pelo que é hoje muito recordado por muitos portugueses.

Cerveja Cuca

 

santa nostalgia publicidade nostalgia cerveja cuca

CUCA ( Companhia União de Cervejas de Angola) - A cerveja angolana, por excelência, e que noutros tempos se consumia regularmente por cá e que hoje se encontra apenas em boas cervejarias.

Em Angola a marca continua a ter muita importância pelo que estão previstos vários investimentos neste importante sector.

- Notícia 1 - Notícia 2

7/20/2008

Fiat 127




Com toda a legitimidade de um quarentão, é claro que tenho fortes recordações de diversos modelos de automóveis dos anos 60, 70 e 80 e que actualmente já são autênticos clássicos. Hoje, porém, trago à memória o Fiat 127.
Este clássico modelo da fabricante italiana, tornou-se entre nós um carro muito popular, graças às suas elegantes linhas, a que hoje se classificariam como desportivas e à sua fácil condução. Em termos económicos, como a maior parte dos modelos da Fiat, tinham preços relativamente acessíveis, mesmo no contexto das dificuldades da altura, até porque comprar um carro, caro ou barato, era um luxo ao alcance de poucos. A solução era mesmo comprar como usado, por vezes depois de já ter passado pelas mãos de meia dúzia de proprietários.

Um dos motivos que lembro o Fiat 127, é que foi precisamente o primeiro carro que conduzi depois de obtida a carta de condução. Pertencia ao meu irmão mais velho, sempre bem estimado, e com alguns extras que lhe reforçavam a pinta de um desportivo. Era azul escuro, tinha um airlon traseiro, um volante pequeno e revestido a couro, faróis de nevoeiro, uma excelente aparelhagem de som, com colunas Pioneer e equalizador. Uma bomba. Infelizmente para mim e felizmente para o seu proprietário, apenas fiz uma viagem, pois, novato como era, esqueci de baixar totalmente o travão de mão e ao fim de poucos quilómetros o carro já estava todo envolvido em fumo que saía dos tambores das rodas.
Seja como for, o Fiat 127 será sempre um dos carros a quem devo algumas memórias do meu passado e sem dúvida de muitos portugueses.

- Mais sobre o Fiat 127

7/16/2008

Os Flintstones

 

Tema de abertura (com karoke)

Os Flintstones, é uma das séries de animação mais populares de sempre, transversal às décadas posteriores à sua criação, no início dos anos 60.
Esta emblemática série de desenhos animados foi criada e produzida pela dupla americana Hanna-Barbera, entre 1960 e 1966, tendo sido realizados 166 episódios.
A série centra-se na família Flintstone, composta pelo casal Fred e Wilma, a sua filha Pedrita e os seus vizinhos e amigos Barney Rubble e Betty e o seu filho adoptivo BamBam.

O cenário de toda a acção, a cidade de Bedrock, com 25000 habitantes,  reporta-se a uma sociedade moderna mas adaptada à idade da pedra, algures no ano 1.040.000 A.C, assumindo assim toda uma emblemática normalmente atribuída a esse período da história da Terra e do Homem. Por conseguinte, desde as cidades, casas, veículos, máquinas e objectos do dia-a-dia, tudo é feito em pedra, madeira e com a componente intrínseca da presença dos dinossáurios, aqui postos ao serviço do homem e do seu bem estar.

Os episódios giravam em torno de histórias recambolescas e divertidas suscitadas e provocadas pelas personagens, de modo especial o desastrado Fred, sempre com o seu famoso grito yabadabadoo.

Estas são de facto as características que marcaram o êxito dos Flinstones, não só nos Estados Unidos como em quase todo o mundo. Em Portugal, de memória recordo que a série passou ainda a preto-e-branco, na RTP, no início dos anos 70. Claro que nos anos posteriores foi reposta várias vezes.

O êxito da série conheceu novos desenvolvimentos com a produção de variantes, incluindo uma com os personagens principais em idade infantil The Flintstones Kids, em 1986), bem como a realização em 1994 de uma versão em filme The Flintstones), com John Goodman e Rick Moranis, que  teve uma sequela em 2000 (Os Flintstones em Viva Rock Vegas), agora com Mark Addy, no papel de Fred Flintstone, Stephen Baldwin no papel do amigo Barney Rubble, Jane Krakowski a interpretar a doce Betty Rubble e Kristen Johnston a desempenhar a charmosa Wilma Flintstone.

Os Flintstones são actualmente uma poderosa marca, com toda a envolvência de marketing, que continua  a gerar grandes receitas.

Genérico do final

Alguns apontamentos sobre a produção da série

santa nostalgia flintstones 01

santa nostalgia flintstones 02

santa nostalgia flintstones 03

Kolinos - Pasta dentífrica

  A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme...

Populares