11/11/2011
Dia de S. Martinho
11/08/2011
Coisas da chuva
Hoje, como habitualmente sempre que os trabalhos em part-time o permitem, após o jantar fui fazer uma caminhada, cerca de 30, 40 minutos em passo apressado. Mas hoje acompanhou-me a chuva, a tal miudinha do tipo “molha-tolos”, com algum vento à mistura. Ora como “quem anda à chuva molha-se”, é ditado velho e sempre actual, acabei por chegar a casa já um pouco molhado, sobretudo na zona das pernas.
Longe de isso ser um incómodo, num certo sentido até propicia um leve prazer pois afinal é o contacto com os elementos da natureza e, não sendo regra, sabe bem.
Esta simples ocorrência, contudo fez-me recordar tempos de criança em que chegado a casa da escola ou do trabalho do campo, molhado e a escorrer como um pintaínho, minha mãe mandava despir a um canto a roupa molhada e entregava-me um molho de roupa seca e aquecida ao lume para a muda. Meu Deus, como sabia bem aquele aconchego terno de roupa lavada e morna. Quase que apetecia apanhar uma molha todos os dias de Inverno.
Esta memória, não sendo fábula ou parábola, pode deixar-nos uma lição que é aquela que nos ensina que sabe bem qualquer recompensa depois de passarmos por algumas dificuldades e privações. Seria bom que, no que ao país económico toca, esta perspectiva se venha a concertizar daqui a alguns anos, mas, se calhar, a molha vai ser demasiado longa e daquelas que penetram até ao tutano dos ossos pelo que mesmo que daqui a uns tempos já possamos vestir uma roupa lavada e morninha, que é como quem diz, aspirar a uma vida menos apertada e com crescimento económico e social, já não sejamos capazes de sentir o aconchego da recompensa porque pelo caminho ficamos doentes e com reumático.
Coisas da chuva.
11/07/2011
Robinson Crusoé
"Robinson Crusoé" é um livro por demais conhecido, de fama, leitura e tradução universais, de autoria de Daniel Defoe, que conta as aventuras de um náufrago inglês numa ilha perdida algures no Pacífico.
A figura e as aventuras de Robinson Crusoé têm sido motivo de diversas versões e adaptações, tanto em livro, como na banda desenhada, cinema e televisão.
Em Portugal, em 1966, a então jovem RTP passava a série juvenil de televisão "Robinson Crusoé", do original "The Adventures of Robinson Crusoé", produzida em 1965, com um total de 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, realizada por Jean Sacha e produzida pela Franco London Film.
Robinson foi interpretado por Robert Hoffmann, com narração de Lee Payant.
A série exerceu um fascínio nos espectadores infanto-juvenis de então e certamente aguçou o espírito da brincadeira e aventura, tão fértil nessas viçosas idades.
11/05/2011
Sabonete LUX – Romy Schneider
11/04/2011
Agarre a sorte totobolando
Vamos jogar no Totobola
Totobola
11/01/2011
Plateia – Revista semanal de espectáculos
Hoje trago à memória a “Plateia”, designada como a “Revista Semanal de Espectáculos”.
Foi lançada no ano de 1951, em 1 de Abril, então com Luis Miranda como director, a quem sucedeu Baptista Rosa. Era propriedade da Aguiar & Dias de Mário de Aguiar e António Joaquim Dias.
Traduzia-se numa revista semanal (no início com periodicidade quinzenal), com um formato generoso, com muitas fotografias, a preto-branco, e diversos artigos relacionados com o mundo do espectáculo nacional e estangeiro. Na sua fase inicial tinha normalmente 32 páginas e mais tarde passou para as 70. Na época e durante muito tempo, era uma das janelas onde era permitido contemplar, subtraídas das suas roupinhas exteriores, as mais belas mulheres do mundo do entretenimento, da música, cinema e televisão. Eram frequentes as capas ou posters centrais (separatas) com estrelas de Hollywood.
A “Plateia” teve um percurso de grande sucesso, sobretudo nas primeiras duas décadas da sua publicação, mas terminou oficialmente em 1986, já com mais de um milhar de edições, certamente pelos problemas decorrentes das grandes alterações do mercado editorial do género. Desconheço em absoluto se depois dessa data a revista teve algum ressurgimento, mas não me recordo de a ver à tona do imenso mar de revistas cor-de-rosa da actualidade.
Embora semelhante em muitos aspectos na matriz editorial, a “Plateia”, mais elitista, até porque mais cara, fez um percurso de sucesso lado a lado com outra estrela da companhia, a revista “Crónica Feminina”, lançada uns anitos mais tarde (1956). Todavia, também esta acabou por morrer pelos anos 80.
-A capa da edição Nº 1 – 1 de Abril de 1951
- Um dos habituais posters centrais com belas mulheres do panorama do espectáculo português, e, sobretudo, estrangeiro.
10/31/2011
Primeiros Passos – Leituras para a Primeira Classe
Hoje trago à memória um belo livro escolar que certamente ajudou na aprendizagem das primeiras letras a muitos dos portugueses que frequentaram a primeira classe da escola primária em meados dos anos 30, por isso, a alunos que hoje têm a bonita idade dos oitenta.
Trata-se do manual “Primeiros Passos – Leituras para a Primeira Classe”, adoptado oficialmente para o ano escolar de 1936-1937, de autoria de Joaquim Tomaz, Chagas Franco e Ricardo Rosa Y Alberty.
A edição que reproduzo é a 7ª, da Livraria Popular de Francisco Franco, da Rua Barros Queiroz – Lisboa.
Tem um formato de 155 x 200 mm e um total de 102 páginas, a maior parte delas com belas e coloridas ilustrações de autoria de Alfredo Moraes, que de resto ilustrou muitos outros manuais escolares da época.
Este livro é o primeiro de uma série dos mesmos autores. Os outros “irmãos”: “Pouco a Pouco” – Livro de leitura para a 2ª classe, “Mais Adiante” – Livro de leitura para a 3ª classe e “Finalmente” – Livro de leitura para a 4ª classe. Deste conjunto falta na minha estante o exemplar relativo à 2ª classe. Com tempo, conto conseguir encontrá-lo e reunir a família.
10/29/2011
Jacky, o urso de Tallac
Hoje trazemos à memória uma das mais populares séries de animação, “Jacky, o Urso de Tallac”, bem na linha de outras séries da época, como “Heidi” e “Marco”. Produzida em 1977 pela japonesa Nippon Animation, tendo como base o livro de Ernest Thomson Seton (1860/1946)
Em Portugal passou na RTP em 1979, com um total de 26 episódios de cerca de 30 minutos cada, cujo tema musical do genérico de abertura era cantado pelo “Avô Cantigas”, o Carlos Alberto Vidal e o Tozé Brito.
Passados quase vinte anos a série voltou à televisão portuguesa, na SIC, mas com o nome de “Jacky e Jill”. Há entre uma e outra versões algumas diferenças, tanto na dobragem como até nos nomes das personagens devido ao facto da primeira ter tido origem na versão espanhola e a segunda na versão alemã.
A série, pela sua natureza, tornou-se popular e muito querida dos mais novos e não só. Deu origem a vários produtos de merchandising, nomeadamente vestuário, bonecos em PVC, livros e, claro está, uma caderneta de cromos, editada em 1980 pela Disvenda, composta por 410 cromos em 28 páginas, que contam de forma resumida a história de Jacky.
A série contava as histórias da relação de uma criança índia, Senda, e dois ursinhos, Jacky e Nuca, deixados órfãos de sua mãe, Grisle, morta a tiro por Bonamy, um caçador mau e sem escrúpulos.
Depois eram as peripécias do dia-a-dia, nos montes de Tallac, na Serra Nevada na Califórnia, as brincadeiras, os perigos, as relações com os animais e com a natureza, o envolvimento com a tribo de Senda e os mauzões dos caçadores, como o Bonamy, com seus cães e ainda o envolvimento da pequenita Olga, amiga de Senda e filha do rancheiro Sr. Forrester. que passava as férias na cabana da floresta próximo da tribo de Senda.
A série termina já com Jacky como um urso jovem adulto e que na impossibilidade de viver na companhia dos homens retirou-se com a sua irmã Nuca para o interior da montanha onde viverian a sua vida plena e em total liberdade.
Hoje em dia, este tipo de séries e as suas narrativas repletas de valores como a amizade, o respeito pelos animais e natureza, está bastante em desuso. Basta acompanhar o que vai passando na televisão, para se perceber que a preponderância é a violência, os tiros, as explosões, as fantasias dos heróis e super-herois muito pouco humanizados, e linguagem onde a violência e o sexo estão omnipresentes, mesmo em séries supostamente dirigidas a um público mais adulto mas que na realidade acabam por ser vistas pelas crianças, tal como as séries da FOX, “Family Guy”, American Dad”, “Cleveland Show, “South Park”, etc.
Depois, com toda esta carga negativa, ainda há quem se surpreenda pela violência e desrespeito que vão pautando o dia-a-dia nas escolas? É o que temos. Neste contexto, rever uma série como “Jacky, o urso de Tallac” é quase como uma desintoxicação.
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