- Cartaz de 1982
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Pronto, um produto da conhecida Johnson, empresa com mais de um século de história. Pronto, por sua vez com mais de 40 anos ao serviço da limpeza doméstica, famoso sobretudo pela variante de abrilhantador e protector dos móveis de madeira. A par do Dabri, será certamente no nosso mercado um dos produtos mais reconhecidos para esta tarefa.
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Aos poucos temos vindo a publicar aqui os nossos próprios postais ou cartões de Natal. Sem pretenciosismos mas tão somente como uma forma alegre de ir percorrendo o caminho que nos conduzirá ao dia de Natal, uma das quadras mais queridas da maioria dos portugueses, independentemente da raça ou credo.
De resto, o tema do Natal e do presépio, ao longo dos tempos sempre foi um motivo inspirador para artistas. Mesmo aqueles, como nós, sem grande talento, sentem-se impelidos a representar ou a traduzir um pouco do espírito de amor e paz que desde há dois mil e poucos anos irradia daquele humilde presépio de Belém.
- Cartaz publicitário dos anos 80.
Já aqui falamos da Coelima e hoje voltamos com um novo cartaz da marca. Agora que o frio está a apertar e a rachar, melhor do que os delicados estampados, sabe bem ter lençóis quentinhos na cama e nesse aspecto os chamados polares levam a melhor. Para muitos portugueses, certamente para a maioria, que não têm sistemas de aquecimento nas suas casas, ou se têm, pela crise, falta-lhes os meios para pagar o gás, a electricdade, o gasóleo ou lenha, a solução é mesmo meter roupa para a cama, como várias camadas de cobertores.
Tal como tem sido hábito, começamos já a elaborar os nossos postais, cartões de Natal. Estão a ser publicados aqui.
Até ao natal, serão elaborados e publicados outros mais. Obviamente que podem ser partilhados.
Certamente que não das gerações mais novas, mas das outras poucos serão aqueles que não conhecem o poema "O rapaz da camisola verde", de Pedro Homem de Mello (6 Setembro 1904 — 5 Março 1984), sobretudo por o ouvirem na forma de canção, de autoria de Frei Hermano da Câmara, que a cantou, mas também pela voz da imortal Amália Rodrigues e Sérgio Godinho, entre outros.
Poucos ainda o saberão, mas desta grande figura da cultura portuguesa, também é a autoria de outros poemas de populares fados cantados por Amália, como "Povo que lavas no rio" e "Havemos de ir a Viana".
As primeiras memórias que tenho de Pedro Homem de Melo ecoam dos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, quando aos domingos, na RTP, nos entrava portas adentro para divulgar o folclore português, sendo dele um profundo conhecedor e especialista. A par das suas introduções, era ver ranchos folclóricos a dançar no lajedo granítico das eiras minhotas à sombra de altos espigueiros. Tratava-se do programa “Danças e Cantares”, que iniciou em 1958, pouco depois do nascimento da RTP, e que se estendeu na sua programação até meados de 70.
De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
- Pedro Homem de Melo
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