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TV Semanário da Radiotelevisão Portuguesa

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Antes da revista de televisão, Tele Semana, iniciada em Janeiro de 1973 e que durou quase toda a década de 70, existiu no panorama das publicações portuguesas a revista TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa, propriedade da própria RTP e com Eduardo Freitas da Costa como director. A Empresa Nacional de Publicidade – E.N.P. era a responsável pela composição, impressão e distribuição. Uma assinatura de 13 números custava em 1966 37$00, 26 números 71$00 e 52 números 134$00.

É perfeitamente compreensível que a propriedade fosse da própria RTP, já que era uma forma de divulgar o interesse por esta realidade audiovisual que em Portugal tinha arrancado há escassos anos, em meados da década de 50 (emissões experimentais em Setembro de 1956 e emissões regulares em Março de 1957). Também por isso,  nesses primeiros tempos a RTP tinha loja própria onde vendia aparelhos de televisão bem como um serviço de reparação e assistência.

As referências na web sobre esta revista  são praticamente inexistentes, pelo que não tenho dados concretos quanto às suas datas de início e de fim. Todavia, tendo em conta a numeração, e num pressuposto de regularidade semanal, o seu início terá ocorrido em Abril de 1963, já que, por exemplo, o Nº 64 correspondia ao II Ano de publicação, com a data de 1964; O Nº 150 correspondia ao III Ano, com a data de 10 de Março de 1966. Quanto ao seu fim, porventura terá ocorrido no final dos anos 60 ou mesmo nos princípios dos anos 70. Tenho várias dezenas de números mas o mais alto que possuo é o 226 de 24 de Agosto de 1967, portanto no seu 5º ano de publicação.

A revista tinha um formato A4, com um número de páginas a rondar a meia centena, com boa impressão, incluindo as capas e cartazes publicitários a cores.
Muitos dos números continham ainda uma espécie de suplemento no formato de jornal, em tamanho A3, portando dobrado para se integrar no interior da revista. Para além de assuntos vários sobre a televisão, este suplemento continha a programação. Não sabemos com rigor o motivo deste suplemento porque os assuntos eram similares aos da revista, mas eventualmente prendia-se com uma forma mais fácil e económica de actualizar os assuntos e a própria programação a qual frequentemente era alterada quase na última hora o que dificultaria a regularidade da impressão/distribuição da revista.

Em 1964 tinha um preço de capa de  3$00 e no ano de 1967 aumentou para 4$00.
Como é natural, a revista para além da programação semanal, que, como atrás referimos, em certos números era incluída no suplemento em formato jornal, abordava assuntos relacionados com a vida da televisão, os apresentadores, os artistas, os programas incluindo os muito populares concursos. O mundo artístico português e internacional era também um tema quase sempre a fazer parte da ementa editorial.
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