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2/20/2017

Crónica Feminina - 429

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 429 de 11 de Fevereiro de 1965. Em destaque, a bela noiva Maria Margarida Ribeiro dos Santos Pinto, com o seu perfumado ramo de flores de laranjeira como convinha ás noivas castas. As noivas e noivos eram tema recorrente nas capas da emblemática revista.

2/19/2017

O papel químico

 O "papel-químico", também conhecido por papel de carbono, faz parte da nossa história e memória colectivas. Durante muitas décadas foi um elemento imprescindível em tudo quanto era gabinete, agência, escritório ou repartição onde se tratasse de papelada, cartas, ofícios, facturas e muitos outros documentos e fosse necessária a sua duplicação ou reprodução. Também usado para reproduzir documentos escritos manualmente, mas também e sobretudo com uso na máquina de escrever, sendo colocado entre duas folhas e por vezes até mais.

Os tempos mudaram, vieram as reproduções por álcool, os duplicadores rotativos com stencil, os computadores e com eles as impressoras a laser e jacto de tinta que se tornaram acessíveis, porque baratas, e hoje o papel químico, ainda produzido e comercializado, serve apenas para uns trabalhos específicos, desenrascanços e sobretudo para utilizadores avessos às novas tecnologias e que vão resistindo a trabalhar ainda à moda antiga. Apesar disso, embora com tecnologia diferente, o princípio do papel químico está ainda amplamente  incorporado em muitos documentos, formulários e impressos burocráticos.

O papel-químico, do inglês carbon-paper, terá sido patenteado no longínquo ano de 1806, em Inglaterra por Ralph Wedgwood, pioneiro na reprodução e cópias em escritórios, a que chamou de “noctograph” uma vez que o seu propósito inicial era ajudar a escrita no escuro, ou seja, para os invisuais, com a ajuda de um estilete. Há, porém, fontes que referem a sua invenção ter ocorrido uns anos antes, em 1801, em Itália, pelo inventor Pellegrino Turri que o concebeu como suporte de tinta para a sua primeira máquina de digitação mecânica, vulgo máquina de escrever, fazendo impregnar  as folhas de papel com tinta preta a que baptizou de  “carbonated paper”. Nessa altura ainda não havia sido inventado o sistema de fita.  A ideia, embora inovadora numa época em que quase todos os documentos eram escritos à mão, não se popularizou e por questões de segurança  e receio de falsificação de documentos, os tribunais não aceitaram a sua utilização quase até ao final do séc. XIX. No entanto, nos Estados Unidos, com a crescente generalização das máquinas de escrever, o papel-químico tornou-se popular e depressa o seu uso e importância alargaram-se à escala global.
Em cor base azul ultramarino ou preto, mas também em vermelho e verde, este emblemático papel foi sendo comercializado entre nós por várias marcas mas sobretudo pela Pelikan ou a Kores, esta fundada em Viena – Áustria, fabricante de papel químico desde 1887 e que em  1912 lançou o sistema de fita para as máquinas de escrever.

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2/18/2017

Moinhos de Portugal–Caixas de fósforos

 

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Trazemos hoje à memória algumas das doze caixas de fósforos com a colecção de etiquetas referentes a Moinhos Nacionais. A edição é da Sociedade Nacional de Fósforos – Porto (fundada em 1926 e extinta em 1993), do início dos anos 70. As caixas continham 40 amorfos, vendidas ao preço de 35 centavos.

Foram produzidas pelo menos duas variantes na cor de fundo, o vermelho e o azul.

 

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2/07/2017

Crónica Feminina - 677

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 677 de 13 de Novembro de 1969. A dar rosto à edição, a menina Maria Helena Silva com ares de fotógrafa a manusear a sua Rolleiflex da Franke & Heidecke.

1/29/2017

Iniciação da Leitura–Livro escolar

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Hoje trago à memória o livro escolar “Iniciação da Leitura”, de autoria de Manuel Subtil, Cruz Filipe, Faria Artur e Gil Mendonça e ilustrações do conceituado Eduardo Romero. Trata-se de uma edição da Livraria Sá da Costa, de Lisboa, integrada na colecção “A Escola Primária”. O exemplar que possuo refere-se à 2ª edição e está datado de 1931.

O manual tem dimensões de 155 x 210 mm e 64 páginas, muitas delas a quatro e a duas cores. Tem ainda um desdobrável, com as dimensões de aproximadamente 800 x 500 mm em que são reprduzidas muitas das ilustrações do livro.

De todos os antigos manuais escolares dedicados ao ensino da leitura, este é sem dúvida um dos mais bonitos e completos.

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1/24/2017

Rabiscos

 

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- Clicar nas imagens para ampliar.

- Direitos reservados.

 

Continuamos com a publicação das nossas ilustrações no blog parceiro “Inkscapes” . Podem visitar.

1/22/2017

Ciências Naturais–Colecção Franco

 

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Hoje trago à memória o manual do ensino primário “Ciências Naturais” da Colecção “Franco”, de autoria do Prof. José Maria Gomes, edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa.

Tem um formato de 125 mm x 180 mm e um total de 52 páginas, várias delas ilustradas. Aborda temas como zoologia, incluindo o corpo humano, botânica, Mineralogia e Física.

O exemplar que possuo, referente à 25ª edição, não tem data mas a ter em conta outros manuais do autor, presumo ser dos anos 40. Ademais a ilustração assinada por Ferreira Branco tem a data de 44.

1/15/2017

Amplificador de sintonia de televisão

 

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Estávanos no ano de 1974 e a televisão em Portugal ainda era uma adolescente. Os próprios aparelhos receptores eram obviamente ainda de tecnologia básica se comparada com a dos nossos dias e mesmo que rede de transmissores já cobrisse todo o país, nalgumas zonas o sinal era de fraca qualidade. Por conseguinte, imagens de baixa definição e com frequentes formigueiros  eram a tónica do dia-a-dia de quem assistia aos programas da nossa RTP. Não surpreende, pois, que no mercado fossem surgindo aparelhos anunciados como milagrosos quanto à melhoria da qualidade do sinal de recepção e de imagem. A COREPE, Comércio e Representações, S.A.R.L., anunciava a venda de um sintonizador, o qual aplicado de forma fácil na parte de trás do televisor permitia que o mesmo projectasse “imagens tão claras como o cinema”. 

Supostamente era um aparelho “empregue nos U.S.A. (Estados Unidos), que actuava como um filtro-ampliador de forma que as imagens se recebiam com grande potência, sem interferências, fantasmas ou névoas. Ao fim de alguns segundos de utilização desta tecnologia, notava-se logo a diferença”. Apregoava-se. Melhor de tudo, era possível um ensaio gratuito durante quinze dias. Findo tal prazo, em caso de insatisfação, poderia ser devolvido e reembolsado do seu custo que era de 109$00 ou mais 18$00 caso se optasse pela compra com pagamento contra reembolso.

Não temos dúvidas que as devoluções foram mais que muitas, mas por desmazelo ou por efeito placebo, seriam obviamente muitos os aparelhos vendidos como boa banha da cobra e por isso não devolvidos. O meu avô lá comprou um, convencido que ía terminar com o enxame de vespas que inundava o ecrã durante o TV Rural , impedindo-o de ver convenientemente as novidadas trazidas pelo saudoso Eng.º Sousa Veloso, mas nada, só mesmo com insecticida. Entre palavrões e chamada de “doutores” aos tipos que lhe venderam o apatrecho, lá se desmazelou na devolução e teve que ficar com a geringonça que mais parecia um termómetro. Andou a chorar os cento e tal escudos durante anos.

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