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5/22/2009

Caderneta de cromos – Azes do Foot-Ball – Chocolates Regina - 1930

 regina logo


Hoje trazemos à memória uma das mais antigas cadernetas de cromos (então designados de fotografias) de futebol, editada em 1930 pela Fábrica de Chocolates Regina, integrada no que seria designado por I Concurso dos Rebuçados Azes do Foot-Ball.
A caderneta é composta por 12 equipas: Belenenses, Sporting, Benfica, Casa Pia, FC Barreirense, União Futebol Lisboa, VFC Setúbal, Lusitano FC (Vila Real de Santo António?), Carcavelinhos, Académica de Coimbra, FC Porto e Olhanense.

Como se disse, esta colecção comportava um concurso que atribuía um total de 55 prémios, com uma grande variedade de artigos. O primeiro prémio era uma máquina de escrever portátil da marca UNDERWOOD, o segundo prémio, uma bicicleta e o terceiro prémio um gramofone, e por aí abaixo, incluindo produtos da própria Fábrica de Chocolates Regina. Ainda 1 camarote de 1ª no Coliseu dos Recreios, 1 camarote para o Cinema Olímpia, 1 par de botas de foot-ball, 5 Kg de "fino" bacalhau, 1 estojo para barba, uma raquete de ténis, uma bengala, um queijo da serra, um chapéu de homem, um par de polainas, 12 garrafas de moscatel e muitos outros curiosos prémios. Deduz-se que a maior parte dos 55 prémios eram oferecidos pelas respectivas casas comerciais.

Para além de tudo, deveras curiosa era a forma de distribuição dos prémios, integrada numa festa devidamente organizada num Domingo, que teve lugar no Campo das Amoreiras, cedido pelo Benfica, e cujo programa constava dois jogos de futebol (um encontro entre estudantes de liceu, até aos 15 anos e outro entre "simpáticos" vendedores de jornais e aprendizes da Fábrica Metalúrgica de Santo Amaro, até aos 14 anos), corridas de bicicletas, corridas de sacos e jogo da rosa. O programa incluía ainda uma banda de música, um grupo de jazz e uma largada de balão, entre outras. O policiamento era assegurado por um grupo de escuteiros. Um programa deveras sui-géneris, convenhamos.

O acesso ao sorteio final deste concurso, bem como a entrada na festa de entrega de prémios, era assegurados por uma senha de participação que era atribuída contra a entrega da caderneta completa. Este tipo de condição, fez com que muitas cadernetas completas se perdessem. Infelizmente, este foi um estratagema seguido durante muitos anos por outras editoras, contribuindo para o desaparecimento de colecções completas. Os poucos exemplares hoje existentes em alguns coleccionadores são autênticas raridades.

A Fábrica de Chocolates Regina foi fundada em 1 de Novembro de 1927, tendo por isso uma longa tradição e faz parte do imaginário e das mais doces memórias de muitas gerações de portugueses. Actualmente a marca pertence à Fábrica de Chocolates Imperial, adquirida em 2000, por sua vez, desde 1973,  pertencente ao grupo RAR.



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12/01/2022

Regina - Chocolates





Já aqui tivemos oportunidade de falar da Regina. emblemática e tradicional marca de chocolates, com memórias e sabores que fazem parte de várias gerações de portugueses.

Hoje, a reboque de um pedido de uma nossa leitora, deixamos aqui mais algumas imagens desses saborosos produtos da Regina, nomeadamente as pequenas e deliciosas tablets com os amorosos gatinhos ron-ron.

[fonte: Regina]

1/29/2015

Chocolates Regina

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Dois belos cartazes publicitários do chocolate de leite REGINA. Final dos anos 40.

 

A Regina é a marca portuguesa de chocolates mais reconhecida e a mais popular em Portugal, recolhendo o afeto de gerações inteiras.
Fundada em 1928, em Lisboa, começou o seu vasto e inovador percurso no saboroso mundo dos chocolates, mantendo-se atualmente como uma marca com uma posição cimeira nos diversos segmentos de mercado em que participa.
Foi durante várias décadas a marca dominante no mercado de chocolates português. Caracteriza-se pela forte presença nas principais categorias de produtos, tais como Tabletes, Bombons, Frutos Secos e Fantasias.
O leque de produtos é vasto e equilibra intemporalidade com inovação, como o Floc-Choc, as Sombrinhas, as Tabletes com sabor a fruta, Bombons com recheio, Trufas de chocolate de diversos sabores e uma gama muito ampla de Amêndoas cobertas com chocolate, entre outros.
É uma marca que privilegia sempre uma relação lúdica e afetiva com o consumidor. A Máquina de Furos Regina recentemente reeditada, animou as feiras populares, as feiras do livro e muitos outros eventos festivos, marcando gerações, sendo ainda hoje recordada com muito carinho. – fonte: Imperial

4/29/2009

Breves apontamentos sobre a origem dos cromos

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O termo cromos deriva da técnica de impressão a cores designada de cromolitografia, inventada e patenteada em Julho de 1837, em Inglaterra, por Gottfried (Godfroy) Engelmann (1788 - Mühlhausen, Alemanha). A este respeito, há, no entanto, quem considere que a técnica já era conhecida antes de patenteada e o seu inventor teria sido outro que não Engelmann, no caso Johann Alois Senefelder, o inventor da popular técnica da litografia.

O conceito de cromos, enquanto estampas temáticas numeradas, resultando por si só num incitamento natural ao coleccionismo sequencial, surgiu assim na última metade do séx.XIX, associado certamente à estampagem decorativa de alguns produtos de consumo generalizado, como as caixas de fósforos, que veio a originar o filuminismo, e também de marcas de chocolates e de tabacos, com predominância em Inglaterra, França, Itália e Espanha.

Quanto a Portugal não existem dados rigorosos quanto à sua introdução, mas tudo indica que na origem dos cromos, tal qual os conhecemos na actualidade, também estiveram os tais cartões brindes e que do mesmo modo eram habitualmente oferecidos por algumas marcas de tabacos (Fábrica de Tabaco Michaelense - Açores, Fábrica de Tabacos Estrela - Açores, Empreza de Tabacos "Lusos", entre outras) e chocolates (Regina e Celeste), adoptando a mesma técnica e os mesmos temas já populares nos países referidos, como o retrato de futebolistas locais ou desportistas da época, geografia, natureza (fauna e flora), etç.

Em Portugal, os primeiros cromos que se conhecem têm precisamente essa origem, as fábricas de tabacos e remontam aos anos 20.
Os cromos enquanto invólucros de rebuçados e caramelos, surgiram sensivelmente na mesma época, passando a ser conhecidos como cromos de caramelos, sendo na actualidade objectos raros e de culto para os coleccionistas.

Quanto à venda dos cromos como artigo em si, não associado a qualquer sub-produto, como era o caso dos chocolates, dos tabacos e dos rebuçados e caramelos, parece ter tido origem nos anos 40, certamente a partir da realidade de Espanha, que foi sempre um bom produtor de cromos e estes um produto popular.

As primeiras colecções de editoras portuguesas tinham precisamente origem em colecções de editoras espanholas, sendo por isso reedições autorizadas.
A introdução em Portugal dos cromos em envelopes ou saquetas surpresa, deve-se à Agência Portuguesa de Revistas, no início dos anos 50 (Julho de 1952), com a caderneta "Os Três Mosqueteiros" a ser considerada a primeira edição com essa característica. Nessa colecção, cada envelope continha 3 cromos e o álbum (caderneta) custava 3 escudos.

A distribuição de cromos em envelopes-surpresa manteve-se durante vários anos a par com os cromos invólucros de rebuçados e caramelos, já que estes foram produzidos até, sensivelmente, meados dos anos 70. Estes, por questões de mercado, ficaram pelo caminho enquanto os cromos em envelopes-surpresa mantiveram-se até aos nossos dias, embora já com a técnica de papel auto-colante, dispensando assim a aplicação directa de cola, como aconteceu sensivelmente até meados dos anos 80.

Quanto aos cromos de caramelos, algumas das principais editoras normalmente correspondiam a casas ligadas ao fabrico de confeitarias, pelo que é difícil precisar onde começava e acabava o interesse pela venda dos cromos ou dos rebuçados e caramelos. Seriam, pois, editoras de cromos ou vendedoras de rebuçados e caramelos? Talvez o objectivo compreendesse as duas facetas do negócio. Seja como for, um dos conceitos ligados a este tipo de cromos, era o baixo custo de produção, para ser acessível a todas as classes. Como consequência, esses cromos/invólucros, eram, de modo geral, de fraca qualidade gráfica, sendo usadas na base, fotografias a preto-e-branco que depois era coloridas, quase sempre de forma muito tosca e descuidada. Os mesmos retratos serviam para edições consecutivas, mudando-se apenas o cenário do cromo e por vezes repetiam-se em colecções de diferentes editoras, pronunciando acordos de cedência entre as mesmas. As cadernetas também eram muito simples, com papel de fraca qualidade, e obedeciam a estruturas gráficas muito simplificadas, quase sempre com lugar para 11 jogadores e, eventualmente, um lugar para o emblema.

Algumas das mais conhecidas editoras de cromos de caramelos: Fábrica Universal, de António Brito, A Francesa, Fábrica de Confeitaria Produtos Altesa, Fábrica de Chocolates Celeste, Confeitaria Alex, Produtos Carsel, Alex, Fábrica Montijense, A Triunfadora do Montijo, Brindes Calhambeque, António Gomes da Silva, Rebuçados Vitória, Divertimentos Zélito, Fábrica de Rebuçados Joneca, Fábrica Águia e Fábrica Vitória, entre outras. De todas estas, as mais produtivas terão sido certamente a Universal, A Francesa, a Altesa e a Carsel.
Algumas das conhecidas editoras de cromos em envelopes-surpresa: Agência Portuguesa de Revistas, Íbis, Palirex, Disvenda, Francisco Más, L.da, António Gomes da Silva, Acílio A. Silva, Clube do Cromo, Sorcácius, Acrópole, Mabilgráfica, Manil, Panini e outras menos significativas, com edições esporádicas.

Todo este panorama de múltiplas editoras há muito que terminou e a Panini vai reinando num quase monopólio na indústria editorial dos cromos, com todos os inconvenientes para os coleccionadores que dão importância à qualidade, sim, mas também à diversidade. Subsistem esporadicamente algumas edições quase avulsas de uma ou outra editora, por vezes piratas, mas sem grande significado no mercado dos cromos.

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Cartão brinde da Fábrica de Tabacos Micaelense - Açores
Série Países e Bandeiras
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Cartões brinde da Fábrica de Tabaco "Estrela", Açores
Série Países e Bandeiras
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Cartões brinde da Fábrica de Tabaco "Estrela", Açores
Série Animais

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Cartões de artistas de cinema western, chamados de cowboys, distribuídos como brindes das pastilhas elásticas - chewing-gum, ou bublle-gum (vulgo chicletes). Tornaram-se muito populares sobretudo em países do norte da Europa como Holanda (onde estas amostras foram produzidas, em várias séries), Dinamarca e Suécia, entre outros. Em Portugal tenho memória de os coleccionar desde o final dos anos 60 até finais dos anos 70. As pastilhas elásticas que os acompanhavam eram fantásticas.

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Em cima, vários cartões de marcas de tabacos ingleses, como a John Player & Sons, a Gallaher L.da, a Ogden e a Mills. Estas como outras colecções, denotavam uma excelente qualidade gráfica e alguma diversidade, mesmo no âmbito do futebol, como seja a representação artística, em fotografia, em caricaturas, cores e emblemas, séries de capitães de equipas, técnicas de jogo, etç. Perante esta qualidade e diversidade, não admira que estes cartões, que deram origem aos cromos, tenham sido um produto atraente sob um ponto de vista de coleccionismo. Acreditamos que também deve ter ajudado à popularidade dos cigarros e do acto de fumar.

As colecções (sets) eram compostas por um número variável e tanto podiam conter 25 como 40, 50 ou 100 unidades.
O futebol era um tema muito popular pelo que era recorrente nos cartões das várias marcas de tabacos inglesas, como se comprova pelas amostras. Ainda hoje os cromos mantêm um forte relacionamento com o futebol, sendo o tema preferido dos coleccionadores.

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Acima, alguns cromos de caramelos, que serviam de invólucro natural aos rebuçados e caramelos.

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Em cima, a caderneta "Os Três Mosqueteiros", considerada a primeira colecção de cromos em Portugal com distribuição em envelopres-surpresa.

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1/14/2026

Os furinhos dos gelados Rajá




Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.

Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.

1/09/2016

Revista Selecções Femininas - 1955


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Capa da revista “Selecções Femininas” de Dezembro de 1955.
Na altura tinha como directora Berta de Sá e Alves de Oliveira como director artístico, editor e proprietário – Distribuição da Agência Portuguesa de Revistas.
De forma mais exaustiva, toma-se a liberdade de reproduzir aqui um artigo de Daniel Costa, publicado aqui no Sol:

“”Destinadas especialmente ao público feminino, sempre houve publicações, actualmente não tão vocacionadas apenas nesse sentido, porque entretanto a mulher mais se vem emancipando. Convém recordar que ao tempo as escolas existiam com separação de sexos, mais um dos absurdos próprios do Estado Novo.
Havia a revista Selecções Femininas dirigida por Berta de Sá, tendo como Director Artístico, Editor e Proprietário, Alves de Oliveira.
A revista era impressa pelo processo de tipográfico na Bertrand & Irmãos do Dafundo, sendo vendida ao preço de 10$00, funcionando mais a venda por assinaturas 100$00/ano, para o Continente, Ilhas e Ultramar e 120$00 para o estrangeiro, tinha o formato de 15,5 X 22 mm.
Sendo mensal, tenho presente o número de Julho de 1968. Em 1969 a impressão tipográfica, estava definitivamente a dar o lugar ao ofsset.
Consequentemente Alves de Oliveira, por já não ser novo, vendeu o título a Donas de Casa, que procedeu a uma reciclagem. Continuou com a mesma casa impressora, e passou editá-la por padrões mais modernos e atraentes.
O formato passou a ser menor – 15 X 18,5 mm – tipo de capa mais adequado aos novos tempos, visto que o Ofsset dava outras possibilidades, nesse aspecto.
A Direcção passou a ser da nova proprietária, a inefável Marisabel de Sousa. Como, ao tempo, não vinham indicados na ficha técnica os nomes dos redactores, apenas o do chefe de publicidade, J. A. Bezelga e o do pintor Armando Anjos, que tratava dos arranjos gráficos.
Porém, além destes, conhecia pessoalmente os redactores, como por exemplo, Maria João Rolo Duarte. O marido, Rolo Duarte, que aparecia muito na gráfica, seria consultor.
Escolhi o número 12 desta II série, para através desta fazer a viagem, diga-se de saudade, mais de recordação.
É isso. Recordação!...
Publicidade, o suporte financeiro, por excelência, dos periódicos. Temos verso da capa, contracapa e verso da contracapa a cores, depois mais oito anúncios de página e meia com um. Pouco, muito pouco para uma sustentabilidade eficaz.
Começo de novo, agora voltando ao principia para ver os temas: Começa com um artigo de dez páginas, com o título, “Para Salvar as Crianças de Todo o Mundo” – um tema eterno, as pobres crianças!....
Segue, anúncio, da casa, de duas páginas dedicadas a prestigiar a revista “Donas de Casa”. A seguir, “os TEEN-AGERS – vistos por um sociólogo”, mais dez páginas; “Seus Filhos Estarão em Perigo? Oito páginas; “Ricos e Super-Ricos”, assinado por Thomás G. Bwchanan, artigo de sete páginas. Segue-se anúncio de página, da casa com cupão de assinatura da revista.
A seguir vem “A Dignificação do Sexo”, pelo Dr. Ramiro da Fonseca, muito conhecido da Televisão, que também nos diz em “Educação Sexual”, como responder “A Perguntas Embaraçosas”.
Outro artigo tem a assinatura de Walter de la Maré, designa-se “Remédios”.
Depois destaco a “Galeria” com a entrevista ao amigo Martinez. De facto o desenhador gráfico da Agência de publicidade Lintas, era o Cartoonista “free lacer “ de “Donas de Casa”e passou a sê-lo também desta revista, onde ocupa dezasseis páginas com os seus cartoons, só em três está a entrevista escrita e a sua fotografia.
Martinez, que também conheci assim como o filho e a nora, com quem cheguei a trabalhar, era merecedor da homenagem. Era homem afável e sobretudo competente, até o seu humor era atempado e sério. O regime em que se vivia, não permitiria que tivesse outros horizontes.
Mais duas páginas da casa dedicadas ao programa C.C.D. (Clube das Donas de Casa, do R.C.P. conduzido pelo saudoso Henrique Mendes e Maria João Aguiar, fotografias e texto do lado direito, sendo o lado esquerdo reservado às de vários cantores, como Elis Regina, Madalena Iglésias, António Calvário, Amália Rodrigues, Tony de Matos e outros.
“EM LONDRES – TEATRO DE FANTOCHES”, artigo e várias diversidades fecham a revista, que se apresenta bastante e bem ilustrada a preto.
A distribuição esteve a cargo da Livraria Bertrand – Venda Nova /Amadora.
Recordei pedaços de vida já, que na altura, fazia parte dos quadros da empresa impressora. Dividia a sala com o colega que tratava do assunto, como de tudo o que vinha de editoras de revistas, enquanto eu de livrarias. Muitas vezes o substituía e ele vice-versa,
De modo, que tive contacto com a gente mencionada, com exclusão da uma pessoa, a que dirigiu a revista na primeira fase.

Daniel Costa “”

1/03/2023

Chocolates Imperial - ...rei e senhor

 


Cartaz publicitário de 1974 aos chocolates Imperial.

A  Imperial foi fundada em 1932 em Vila do Conde, por Manuel Dias da Silva que regressou do Brasil com uma nova fórmula de chocolate e com o apoio do seu irmão Libório Ferreira da Silva, e um amigo, Abel Salazar, concretizaram o sonho de criar uma fábrica de chocolates em Portugal.
Em 1973 o Grupo RAR adquire a Imperial, procedendo a significativos investimentos que levaram a um aumento da capacidade produtiva e à criação de marcas que atingiram um elevado nível de notoriedade no mercado português de chocolates. Inicia-se assim um percurso de sucesso crescente.
Nos anos 1980 o lançamento da marca Pintarolas. As divertidas e coloridas drageias de chocolate que continuam a encantar gerações de crianças.
Em 1982 o lançamento de outra grande marca, a  Jubileu para comemoração do 50º aniversário da Imperial.
A Regina, outra grande marca de chocolates, concorrente da Imperial, após a sua falência nos anos 1990, os direitos de marca foram comprados pelo Grupo RAR, juntando-se assim à Imperial.
Em 2015 a Imperial é adquirida pelo fundo espanhol Vallis Sustainable Investments I.

[fonte; Imperial]

7/29/2010

Chocolates Aliança


chocolate alianca sn1


Confesso que desconheço de todo o que aconteceu à fábrica de chocolates Aliança. Encerrou? Quando? Terá sido retomada por outra empresa, a exemplo do que aconteceu em 2000 com a popular Regina, agora propriedade da Imperial?
São questões que de facto desconheço e nem consegui apurar pois as informações disponíveis são reduzidas e quase inexistentes.
Apesar disso, tenho boa memória desse chocolate que nos anos 70 a minha mãe comprava de vez em quando para confeccionar uma guloseima, especialmente ao Domingo, ou em dia de festa.
O cartaz publicitário que acima publico refere-se, pois, ao chocolate Bleuville, da Aliança, utilizado na confecção de doces, bolos e mousses.
Fica a memória desses doces tempos de criança e das não menos deliciosas lambarices.

Actualização:
Já depois do post original, obtive mais algumas informações sobre a Aliança:
A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares, S.A. cujos produtos são comercializados sob a marca Vieira, uma das maiores fábricas do país com instalações em Gavião – Vila Nova de famalicão. A Vieira de Castro foi fundada em 1943, então como fabricante de pastelaria tradicional e regional.

Por sua vez a Aliança remonta a 1919 altura em que é criada a Sociedade Industrial Aliança originada pela fusão das anteriores empresas "Fábrica do Caramujo" de Viúva de A.J. Gomes e C.ª e "Cruces & Barros", obviamente mais antigas.

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