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Evocando a Primavera

 Estamos em plena Primavera, porventura a mais bela e deliciosa estação do ano. Não surpreende, por isso, que sejam sempre gratas e abundantes as recordações à volta deste tempo tão característico do nosso clima. 
Neste sentido, trago à memória mais duas belas páginas contidas no meu livro de leitura da segunda classe, uma fonte de inesgotáveis memórias.
Fica a partilha das lições “Na Primavera” e “Na horta do tio Joaquim”.
Tenho a felicidade de ter um amplo terreno de horta e jardim, adjacente à moradia, e de facto neste tempo tudo parece exaltar as belezas da natureza e da própria Primavera. São as rosas já a abrir, as árvores de fruto a florir, como as laranjeiras, cerejeiras, macieiras e pereiras, e as ameixoeiras e pessegueiros já com fruto a desenvolver. Para além disso, a relva cresce a olhos vistos, mais verde e viçosa; Na horta crescem as favas, as ervilhas e as batatas; Estão viçosos os alforbes de hortaliça e já nasceram os feijões. Os tomateiros e pimentos estão em condições de transplantar para lugar definitivo, esperando-se apenas pelo final da lua-cheia; As ervas aromáticas, como o tomilho, sálvia, orégões, coentros, santolina, cebolinho, menta, etç, já estão a crescer depois da estagnação do Inverno; Os kiwis têm já botões e não tardam a abrir as flores.
A passarada anda incansável, desde os bandos de pardais (uma autêntica praga), até aos melros, piscos, verdelhões, toutinegras, arvéolas, rolas, gaios e outros mais. Numa das laranjeiras está a nidificar um casal de melros, no que é habitual e em toda a horta e jardim existem vários ninhos, nomeadamente de piscos e toutinegras. No pinhal próximo, um casal de mansas rolas fez ninho  entre os ramos de um choupo, mas alguém sem escrúpulos teve a delicadeza de o destruir e roubar os ovos.
Bendita Natureza, nem sempre com a natureza humana à altura da sua grandiosidade.

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