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7/24/2020

Oliva


aqui falamos da Oliva, de S. João da Madeira, uma das emblemáticas marcas  portuguesas aniquilada pelos tempos mas sobretudo pelos homens. 
Hoje, uma ilustração de um dos carros da empresa, pelos idos anos 1940. Ilustração vectorizada a partir de um postal da época.

11/09/2019

Laura Costa - Artista plástica e ilustradora


Já em diversas ocasiões temos publicado por aqui no Santa Nostalgia vários conteúdos referenciados à artista plástica e ilustradora Laura Costa, no caso, essencialmente ilustrações provenientes de livros de contos infantis, livros escolares, catecismos, postais, etc. Simultaneamente temos confessado a admiração e gosto pessoal pela obra da artista, desde logo porque vários desses suportes que foram enriquecidos com a sua arte remetem-nos para circunstâncias próprias da infância, como a escola primária, a catequese, os tempos livres e as primeiras leituras de contos de fadas, por isso memórias muito queridas e saudosas.
Apesar disso, pouco ou nada falamos sobre a artista. De resto pouco haveria a falar porque, mesmo sendo conhecida muita da sua vasta obra e do abundante leque de suportes que receberam as suas ilustrações, pouco se sabe, nomeadamente quanto aos aspectos biográficos. Também não é conhecida publicamente qualquer fotografia da artista.

Do que se sabe, e aos poucos vai-se sabendo mais, e em grande parte tal deve-se a pessoas como o conhecido escritor e admirador confesso da obra da artista, Mário Cláudio, bem como do investigador na área de infância Sérgio Costa Araújo, os quais, com o apoio da Câmara Municipal de Paredes de Coura – Minho, promoveram no final de 2017 o evento “Laura Costa – Primeira Exposição Rectrospectiva”, que decorreu no Centro Mário Cláudio, na referida localidade minhota.

Existem ainda algumas notas biográficas sobre a autora, em alguma literatura sobre ilustradores portugueses, como no caso  o "Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa", de António Garcia Barreto, Editora Campo das Letras, a páginas 159, mas tudo muito sintomático, pouco mais que uma breve nota de meia dúzia de linhas.


(auto retrato - 1931)


Sabe-se que Laura Olinda Alves Costa nasceu em 15 de Dezembro de 1910 na freguesia da Vitória, na cidade do Porto (Faleceu em 1993), sendo filha de António Augusto Alves Costa, nascido em 1873, e de Laura Alves Costa, neta paterna de António Bernardino Alves Costa (1845-1912), um dos fundadores do Ateneu Comercial do Porto, e de Olinda do Espírito Santo.

Fez estudos superiores e formou-se na Escola de Belas-Artes do Porto, entre 1929 e o final da década de 30, com médias quase máximas, tendo tido professores como os pintores Joaquim Lopes e Acácio Lino. Pelo meio, frequentou ainda a  Faculdade de Ciências. Diz-se que terá sido na referida instituição de ensino a primeira aluna a ter acesso aos aulas de desenho de nu, o que antes apenas era reservados aos alunos masculinos.

Ainda na Faculdade de Belas-Artes, fez parte do grupo de artistas designado de “Mais Além”, do qual faziam parte nomes como  Augusto Gomes, Dominguez Alvarez, Guilherme Camarinha, Reis Teixeira e  Ventura Porfírio. O grupo na sua génese “questionava os cânones do ensino académico e naturalista da instituição das Belas-Artes e  já produzia orientações programáticas para  o movimento artístico do modernismo. 

Laura Costa terá sido uma aluna e artista de qualidade reconhecida na altura já que é sabido, por catálogos da época, que ainda apenas com treze anos de idade integrou os trabalhos expostos no Salão de Humoristas da Cidade do Porto. Participou ainda em mostras na Galeria Silva Porto, em 1929 e um pouco mais tarde, em 1931, no Ateneu Comercial, instituição a cuja fundação estará ligago seu avô materno.

Sobre aspectos pessoais pouco ou nada conhecidos, colhi publicamente a informação de que Laura Costa era prima do crítico e historiador de cinema Henrique Alves Costa, também madrinha do arquitecto Alexandre Alves Costa e amiga chegada do já desaparecido centenário cineasta Manoel de Oliveira.

Para além da sua ocupação de artista, sobretudo na área da ilustração infantil, foi professora no Colégio do Rosário, uma instituição ligada à religião católica, na cidade do Porto, apesar de se identificar como não crente. De resto, a ser verdadeira esta sua faceta, não deixa de ser mais significativa a forma vasta e expressiva com que produziu trabalhos com a temática religiosa e católica, de que se destacam catecismos e postais alusivos ao Natal bem como ao contexto de Nossa Senhora de Fátima.

Um pouco a reboque desta sua relação de trabalho com as instituições da Igreja ou do Estado tem sido conotada com o regime do Estado Novo, mas diz quem sabe que tal não corresponde de todo à realidade. Apenas uma relação formal e profissional. Porventura a preferência pelos seus trabalhos prendia-se com o estilo desprendido e linear que de algum modo retratava um certo bucolismo das tradições, costumes e figuras do Portugal muito rural e religioso da época.

Como artista com formação superior, era naturalmente uma pintora, mas esta sua faceta é menos produtiva e quase desconhecida. Ao contrário, a ilustração e sobretudo a de carácter infantil é abundante. Ilustrou livros de contos de fadas, de variados formatos, catecismos, livros, manuais e cadernos escolares, calendários, almanaques, capas diversas e postais, mas também ilustrou para jornais, sobretudo para o já extinto “O Primeiro de Janeiro”, entre 1954 e 1976, com a particularidade da tradição de ilustrar as capas do dia de Natal. 

Laura Costa ilustrou para editoras de prestígio, como a Lello, para vários autores particulares, para empresas várias, como a Oliva (com uma colacção de postais com trajes típicos portugueses) e Banco Português do Atlântico, para a Igreja, entidades ou empresas públicas do Estado, como os CTT, etc. Mas de todos quantos recorreram à sua arte e inspiração, destaca-se a Editora Majora, muito ligada ao universo infanto-juvenil, ilustrando muitos livros, nomeadamente os das colecções “Varinha Mágica”, “Princesinha”, “Pinto Calçudo”, "Pintarroxo", "Série Ouro", “Série Prata”, estas em capa dura, e outras mais, mas também ilustrações para os clássicos jogos de madeira e puzzles em cubos.

Como se percebe, a sua obra artística é ampla e espalhada praticamente pelos anos em que viveu, mas a sua produção concentra-se principalmente nas décadas de 40 e 50. Temos, porém, na nossa colecção, livros por ela ilustrados editados ainda nos anos 30.


Ilustração a partir de retrato da artista (incluso no livro "Laura Costa", de Jorge Silva - Arranha Céus - Esad-Idea- 2023)


O estilo ilustrativo de Laura Costa é inconfundível e muito pessoal, embora com características que possam ser associadas a algumas semelhanças com artistas seus contemporâneos, sobretudo com Raquel Roque Gameiro, que também com qualidade muito ilustrou no contexto infanto-juvenil. 
Mesmo não conhecendo a componente plástica das suas pinturas, as ilustrações, porque bem mais divulgadas e públicas, são no geral muito limpas de traço linear e escorreito mas a par de algum detalhe expresso sobretudo na pormenorização do vestuário e cabelos das suas personagens. Mesmo na utilização cromática a técnica é muito simples, sem grandes aventuras fora da paleta da naturalidade.

Em certa medida não custa a acreditar que o seu estilo linear e constante de grande parte das suas ilustrações,  povoadas por figuras dos contos de fadas, com príncipes e princesas, tem muito a ver com os requisitos técnicos dos editores e poupança de custos em muitas das edições, sobretudo de livros para crianças, que se pretendiam baratas e acessíveis. Por isso o traço preto, recorrente e indistinto, reservando-se a cor para as capas ou para edições mais requintadas, para públicos mais exigentes. Esta não foi a regra, é certo, mas terá tido certamente a sua quota de alguma influência. 
Quem vê os primeiros trabalhos ilustrativos dos anos 30, nomeadamente em edições da Lello, ou mesmo trabalhos anteriores, comparando verifica que o seu estilo apesar de fiel à génese de simplicidade, mudou e foi sendo aprimorado, o que de resto é natural na evolução de qualquer artista.

Laura Costa nos últimos anos da sua vida, pela década de 1980 dedicava-se mais à pintura, certamente porque já sem a pressão das encomendas e prazos do trabalho editorial, bem como sempre que podia transmitia os seus saberes em aulas particulares que leccionava na sua própria residência. 
Terá falecido em 1993, por isso com 83 anos de idade.

Esperemos, pois, que com tempo, Laura Costa venha a ser mais reconhecida como artista ímpar no universo artístico português e de modo especial no contexto da ilustração infanto-juvenil e que os ainda muito raros pormenores artísticos e biográficos venham a ser ampliados e melhor divulgados para assim todos aqueles que nutrem admiração e preservam boas e doces memórias ligadas aos objectos enriquecidos pela sua arte, a melhor possam admirar e respeitar. 

Por aqui, sempre que se proporcionar, iremos publicando algumas das suas ilustrações extraídas de muitos dos livros que temos ou partilhando o que publicamente vai sendo publicado.


6/02/2016

Oliva - Postais de trajes típicos - Laura Costa

A empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª, fundada em 1925, com sede em S. João da Madeira, entre diversos artigos metalúrgicos, alfaias e ferramentas, tornou-se conhecida sobretudo devido às máquinas de costura com a marca OLIVA que rivalizava com a não menos popular marca SINGER.
Pelo final dos anos 70, com o patrocínio da OLIVA, então ainda muito popular, foi editada uma colecção de postais com a temática de trajes típicos portugueses femininos. 


São 16 postais, com as dimensões de 15 x 10,50 cm com ilustrações de Laura Costa  (Vitória, Porto, 1910-Porto, 1992), de quem já temos falado. De resto esta artista portuense em muitas das suas ilustrações, sobretudo dos anos 40 e 50, caracterizava com frequência o tipicalismo dos trajes portugueses.
Esta série de postais, objecto de interesse de muitos coleccionadores, retrata as seguintes regiões portuguesas, insulares e ultramarinas: Açores, África, Algarve, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Estremadura, Índia, Macau, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes e Alto Douro.

















Sobre a OLIVA:

Oliva. O império do ferro

Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, nomeadamente, alfaias agrícolas, forjas portáteis, equipamento para a indústria da chapelaria, máquinas de costura, tubos para canalizações, fogões em ferro fundido, ferros de engomar, autoclismos, prensas para bagaço, máquinas para padarias, radiadores e salamandras, equipamento para lavandarias industriais, tornos de bancada, banheiras e lavatórios colectivos, motores de explosão de pequena cilindrada, entre muitos outros.

Homem de grande visão estratégica, António José Pinto de Oliveira irá apostar na sólida formação dos seus quadros, numa política de bons salários acompanhada de interessantes estratégias de utilização eficiente da mão-de-obra e na racionalização do espaço da fábrica, quer do ponto de vista arquitectónico, quer do ponto de vista do layout das secções.

A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.

Paralelamente foi desenhado um plano de propaganda, objectivamente dirigido ao segmento de mercado das máquinas de costura, o feminino, que instituiu em todos os agentes a realização de cursos de corte, costura e bordados. Os cursos terminavam com uma festa de encerramento durante a qual eram entregues os diplomas às alunas finalistas e era realizada uma exposição dos trabalhos.

Simultaneamente, a empresa promove o concurso de “Vestidos de Chita” e o célebre concurso anual para eleição da “Miss Oliva”.

Complementarmente é implementada uma grande campanha de propaganda, que vai da imprensa à rádio e mais tarde à televisão, fazendo ocupar a comunicação social com anúncios publicitários de grande qualidade gráfica.

Em todas as cidades do País encontravam-se cartazes afixados nas paredes.

São também criadas duas marchas, gravadas em disco, que eram oferecidas aos compradores das máquinas de costura e a empresa realiza publicidade cinematográfica nos filmes “A costureirinha da Sé” e “Sonhar é fácil”.

Outra preocupação foi a de garantir a presença da empresa nas principais feiras e exposições industriais realizadas a nível nacional e internacional.

A Fábrica Oliva é um ícone incontornável na história industrial portuguesa, e assumiu durante largo período uma acção preponderante na afirmação e desenvolvimento sócio-económico de S. João da Madeira.

(fonte: Oliva Creative Factory)

7/21/2010

Colgate - Dentífrico

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Cartaz publicitário de 1961, apresentando o dentífrico Colgate, na altura do seu lançamento em Portugal. Esta marca, a par da Pepsodent, serão certamente as marcas mais populares e usadas pelos consumidores portugueses desde a sua introdução no nosso mercado.

Por essa altura recordo-me que aos poucos os dentífricos, vulgo pasta de dentes, começavam a fazar parte da higiene oral no quotidiano das pessoas o que até ali nem sempre acontecia nomeadamente em ambientes de aldeias interiores. É claro que, recorrendo-se a produtos naturais, existia sempre alguma higiene. Por exemplo, mesmo sem a popularidade dos dentífricos, frequentemente era usada cinza da lareira para esfregar os dentes, o que resultava muito bem pois a cinza é um abrasivo macio. Também se utilizavam certas plantas.

Por outro lado, sendo certo que a medicina dentária estava muito pouco implantada, e quando havia necessidade de extrair um dente por vezes era o barbeiro da aldeia a fazer o papel de carrasco, mas também é verdade que de um modo geral as pessoas tinham uma alimentação mais saudável, sem as lambarices modernas repletas de açúcar, e isso reflectia-se na saúde dos dentes. Pelo contrário, existindo hoje bons dentistas e gabinetes odontológicos quase em cada esquina, também é verdade que estão quase sempre repletos de pessoas com problemas diversos, sendo por isso actividades muito rentáveis.

A História da marca:

1783
Recuemos, então, até 1783, ano do nascimento de William Colgate.
Nessa época, o sabão era feito em casa e sê-lo-ia ainda durante bastante tempo. Mas, este jovem norte-americano tinha visão para o negócio e, em 1806, com apenas 23 anos, estabeleceu-se com um pequeno negócio de sabões, goma e velas, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Decidido a fabricar e a comercializar artigos até então tradicionalmente feitos em casa, William apostou forte na grande qualidade e baixo preço do produto, fórmula certa para a conquista das consumidoras.
1817
Apercebendo-se da importância, cada vez maior, da publicidade, na comercialização dos produtos, cedo começou a sua propaganda em jornais e cartazes espalhados pelas ruas de Nova Iorque (1817).
1847
Devido à expansão do negócio, William mandou construir uma fábrica em Jersey City (1847), onde passaram a ser fabricados todos os produtos.
A morte de William Colgate, dez anos mais tarde, não afectou o negócio, passando a companhia a ser administrada por alguns dos seus familiares e associados.
1872 - 1898
Em 1872, foi lançado no mercado o sabonete "Cashmere Bouquet", o primeiro grande êxito comercial dos produtos Colgate, seguido, em 1873, pelo aromático creme dentífrico Colgate, embalado em boiões.
Em 1896, este creme dentrífico tornou-se no primeiro a ser embalado em tubos flexíveis, semelhantes aos actuais.
Nesse mesmo ano, foi estabelecido o primeiro laboratório de pesquisa Colgate.
Em 1898, foi introduzido no mercado o sabonete Palmolive (feito à base de óleos de oliva e palma), produzido pela B.J. Johnson Soap Company, mais tarde chamada Palmolive Company, devido ao êxito alcançado pelo sabonete do mesmo nome.
1913 - 1923
Em 1913, realizou-se a primeira exportação de sabão para Inglaterra, a partir da fábrica Colgate, em Toronto (Canadá). De tal forma a produção da companhia aumentou nos Estados Unidos, que se tornou necessária a construção de novas fábricas e a compra de outras, para remodelação.
Em 1923, foi construída uma fábrica em Sydney (Austrália).
1924
Em 1924, os produtos da Companhia foram, pela primeira vez, fabricados na Europa (Paris).
1928 - 1929
Em 1928 a Colgate Company associou-se à Palmolive Company. A fusão destas duas grandes companhias permitiu, não só, que ultrapassassem com sucesso a grande depressão económica de 1929, mas também que continuassem a sua expansão, contrariamente a grande quantidade de outras fábricas, obrigadas a fechar.
1937
Em 1937, foi iniciada a produção de detergentes.
1953 - 1956
Em 1953, a companhia adoptou o nome actual de Colgate Palmolive Company e, em 1956, mudou a sede para New York City.
1976
Em 1976, adquiriu a Hill's Pet Products, iniciando-se num ramo completamente novo: comida para animais de estimação.
A Companhia manteve sempre o mesmo ritmo, o que levou à continuação da aquisição de fábricas e marcas e ao lançamento no mercado de produtos cada vez mais dinâmicos, inovadores e competitivos.
Presentemente
Presentemente, a Colgate-Palmolive Company, produz e comercializa produtos que vão desde os de limpeza caseira (detergentes para a loiça e lava-tudo, lixívias, esfregões, detergentes para a roupa delicada, amaciadores, etc.), aos produtos de higiene pessoal e oral (sabonetes, gels de banho, shampoos, desodorizantes, pastas e escovas de dentes, linha para homem, etc.) e produtos para animais, tendo subsidiárias em cerca de 75 países, nos cinco continentes.
Produz detergentes para todo o tipo de lavagens, desde a vulgar barra de sabão das ilhas do Pacífico (onde a roupa ainda é lavada à mão nas águas do rio), aos amaciadores utilizados nas nossas máquinas de lavar e comercializa as suas marcas em mais de uma centena de países.
As fábricas, vão desde as instaladas na China e em África, onde a maior parte do trabalho efectuado é manual, até à moderna fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, totalmente operada por computador.
A Colgate-Palmolive em Portugal
E depois desta viagem pela Colgate-Palmolive Internacional, chegou o momento de sabermos um pouco sobre a Colgate-Palmolive em Portugal.
1959
A Colgate-Palmolive inicia a sua actividade em Portugal com os dentífricos Colgate e os sabonetes e produtos para a barba Palmolive. A distribuição era subcontratada e o escritório comercial situava-se em Lisboa.
1961
É realizado um contrato com a SNS - Sociedade Nacional de Sabões, para a produção dos sabonetes Palmolive. O dentífrico Colgate e os produtos para a barba Palmolive são produzidos pela Colgate-Palmolive em linhas instaladas na antiga fábrica da SNS em Marvila.
Anos 60-70
O sucesso inicial foi tão grande, que permitiu o lançamento de novos produtos, com uma frequência quase anual: dentífrico Colgate (1961), creme de barbear Palmolive em bisnaga e sabonete Cadum(1962), pó de limpeza Ajax (1963), escova de dentes Colgate (1964), dentífrico Colgate Flúor e esfregão Bravo (1965), shampoo Palmolive (1967), after-shave Palmolive (1968), limpa-vidros Ajax (1970) e limpa-tudo Ajax (1971).
1972
É inaugurada uma fábrica em Queluz de Baixo, para onde passou a produção da maioria dos nossos produtos.
1976
Investimento numa moderna máquina de injecção de plásticos, para produção dos frascos, o que permitiu a integração vertical do nosso processo fabril.
1980
É inaugurada a nova sede da empresa, também em Queluz de Baixo. As instalações passam também a servir como centro de distribuição dos nossos produtos.
1973-1990
Lançamentos de novos produtos continuaram com o Soflan (1973), a espuma de barbear em aerosol Palmolive (1974), o dentífrico Dentagard e o creme amaciador Palmolive (1982), o dentífrico Colgate Gel (1984), o lava-tudo Fabuloso (1986) e o dentífrico Colgate Júnior (1989).
1990
Em 1990 a Colgate Palmolive adquiriu à Quimigal, S.A. o grupo Unisol , um dos maiores na área de produtos de consumo em Portugal.
A Unisol trouxe para a Colgate importantes marcas locais como o lava-loiça Super Pop, a lixívia Javisol, e os produtos de higiene pessoal Festa, Feno, Pigal e Vert Sauvage.
1990-1992
Concentração das operações fabris no Sobralinho em Vila Franca de Xira e das comerciais nos escritórios em Queluz de Baixo.
Profunda reestruturação fabril iniciando-se a produção centralizada de líquidos para Portugal e Espanha no Sobralinho, após o fecho das fábricas de Alovera em Espanha e Queluz de Baixo em Portugal.
1992-1993
Construção e início de funcionamento de um moderno armazém de distribuição semi automático e consequente centralização das operações de distribuição no Sobralinho.

[fonte]

5/11/2010

História da Fátima contada aos pequeninos

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Numa altura em que o país católico se prepara para receber o Papa Bento XVI, que visitará Lisboa, Santuário de Fátima e Porto, já nos dias 12, 12, 13 e 14 deste mês de Maio, trazemos à memória o livrinho "História da Fátima contada aos pequeninos", uma edição da Majora, com textos do  P.e Armando Pereira e magnificamente ilustrado pela artista Laura Costa, muito popular e apreciada pelas ilustrações de inúmeros livros de contos e fábulas, sobretudo para a Majora e que deliciaram o imaginário de várias gerações de crianças e adolescentes. Também ilustrou vários livros de tematica religiosa, alguns dos quais falaremos noutras oportunidades, incluindo o I Volume do Catecismo Nacional, nos anos 50. 
 
Este livro não tem data impressa mas tudo leva a crer que seja dos anos 50.
Laura Costa captou como ninguém a beleza característica do vestuário tradicional português do fim do séc. XIX e princípios do séc. XX pelo que as suas ilustrações estão recheadas de pormenores e apontamentos repletos de um bucolismo que eternece. O seu estilo é inconfundível. Dentro da mesma linha, são famosos os seus postais de Natal e a série de vestuário que ilustrou também para uma colecção de postais (de que falaremos noutra altura) emitidos pela conhecida marca de S. João da Madeira, a Oliva.

Fiquem com as ilustrações do livro "História da Fátima contada aos pequeninos":

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