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5/11/2010

História da Fátima contada aos pequeninos

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Numa altura em que o país católico se prepara para receber o Papa Bento XVI, que visitará Lisboa, Santuário de Fátima e Porto, já nos dias 12, 12, 13 e 14 deste mês de Maio, trazemos à memória o livrinho "História da Fátima contada aos pequeninos", uma edição da Majora, com textos do  P.e Armando Pereira e magnificamente ilustrado pela artista Laura Costa, muito popular e apreciada pelas ilustrações de inúmeros livros de contos e fábulas, sobretudo para a Majora e que deliciaram o imaginário de várias gerações de crianças e adolescentes. Também ilustrou vários livros de tematica religiosa, alguns dos quais falaremos noutras oportunidades, incluindo o I Volume do Catecismo Nacional, nos anos 50. 
 
Este livro não tem data impressa mas tudo leva a crer que seja dos anos 50.
Laura Costa captou como ninguém a beleza característica do vestuário tradicional português do fim do séc. XIX e princípios do séc. XX pelo que as suas ilustrações estão recheadas de pormenores e apontamentos repletos de um bucolismo que eternece. O seu estilo é inconfundível. Dentro da mesma linha, são famosos os seus postais de Natal e a série de vestuário que ilustrou também para uma colecção de postais (de que falaremos noutra altura) emitidos pela conhecida marca de S. João da Madeira, a Oliva.

Fiquem com as ilustrações do livro "História da Fátima contada aos pequeninos":

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10/06/2011

Majora – Colecções Princesinha e Varinha Mágica

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“No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente  as mais luxuosas, como as séries Ouro e  Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo,  Pinto Calçudo, etç,.”

O texto de cima é um excerto de um anterior artigo que publiquei aqui no Santa Nostalgia, então a propósito dos pequeninos livros de contos infantis da colecção Formiguinha.
Aproveito o mesmo porque serve perfeitamente à introdução das ilustrações que agora publico e que se referem precisamente a algumas das muitas capas de livros e histórias das colecções “Princesinha” e “Varinha Mágica”, naturalmente da Majora.

Estas duas colecções em particular são muito semelhantes sendo que a “Varinha Mágica” apresenta um maior formato. De resto, a matriz das histórias ou contos, com fábulas, fadas, reis, príncipes e princesas encantadas,  é semelhante, para além de serem invariavelmente ilustradas pela artista portuense Laura Costa, sobre a qual pouca informação bibliográfica existe, mas que deixou uma marca e uma herança indeléveis no universo dos livros infantis em Portugal, sobretudo entre as décadas de 30 e 60. Ilustrou igualmente livros escolares e livros de temática religiosa, nomeadamente um catecismo católico.


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- Tópicos relacionados
Colecção Formiguinha – Editorial Majora
Coração Pequenino (Contos para crianças)
História da Fátima contada aos pequeninos
Catecismos da Primeira Comunhão

11/09/2019

Laura Costa - Artista plástica e ilustradora


Já em diversas ocasiões temos publicado por aqui no Santa Nostalgia vários conteúdos referenciados à artista plástica e ilustradora Laura Costa, no caso, essencialmente ilustrações provenientes de livros de contos infantis, livros escolares, catecismos, postais, etc. Simultaneamente temos confessado a admiração e gosto pessoal pela obra da artista, desde logo porque vários desses suportes que foram enriquecidos com a sua arte remetem-nos para circunstâncias próprias da infância, como a escola primária, a catequese, os tempos livres e as primeiras leituras de contos de fadas, por isso memórias muito queridas e saudosas.
Apesar disso, pouco ou nada falamos sobre a artista. De resto pouco haveria a falar porque, mesmo sendo conhecida muita da sua vasta obra e do abundante leque de suportes que receberam as suas ilustrações, pouco se sabe, nomeadamente quanto aos aspectos biográficos. Também não é conhecida publicamente qualquer fotografia da artista.

Do que se sabe, e aos poucos vai-se sabendo mais, e em grande parte tal deve-se a pessoas como o conhecido escritor e admirador confesso da obra da artista, Mário Cláudio, bem como do investigador na área de infância Sérgio Costa Araújo, os quais, com o apoio da Câmara Municipal de Paredes de Coura – Minho, promoveram no final de 2017 o evento “Laura Costa – Primeira Exposição Rectrospectiva”, que decorreu no Centro Mário Cláudio, na referida localidade minhota.

Existem ainda algumas notas biográficas sobre a autora, em alguma literatura sobre ilustradores portugueses, como no caso  o "Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa", de António Garcia Barreto, Editora Campo das Letras, a páginas 159, mas tudo muito sintomático, pouco mais que uma breve nota de meia dúzia de linhas.


(auto retrato - 1931)


Sabe-se que Laura Olinda Alves Costa nasceu em 15 de Dezembro de 1910 na freguesia da Vitória, na cidade do Porto (Faleceu em 1993), sendo filha de António Augusto Alves Costa, nascido em 1873, e de Laura Alves Costa, neta paterna de António Bernardino Alves Costa (1845-1912), um dos fundadores do Ateneu Comercial do Porto, e de Olinda do Espírito Santo.

Fez estudos superiores e formou-se na Escola de Belas-Artes do Porto, entre 1929 e o final da década de 30, com médias quase máximas, tendo tido professores como os pintores Joaquim Lopes e Acácio Lino. Pelo meio, frequentou ainda a  Faculdade de Ciências. Diz-se que terá sido na referida instituição de ensino a primeira aluna a ter acesso aos aulas de desenho de nu, o que antes apenas era reservados aos alunos masculinos.

Ainda na Faculdade de Belas-Artes, fez parte do grupo de artistas designado de “Mais Além”, do qual faziam parte nomes como  Augusto Gomes, Dominguez Alvarez, Guilherme Camarinha, Reis Teixeira e  Ventura Porfírio. O grupo na sua génese “questionava os cânones do ensino académico e naturalista da instituição das Belas-Artes e  já produzia orientações programáticas para  o movimento artístico do modernismo. 

Laura Costa terá sido uma aluna e artista de qualidade reconhecida na altura já que é sabido, por catálogos da época, que ainda apenas com treze anos de idade integrou os trabalhos expostos no Salão de Humoristas da Cidade do Porto. Participou ainda em mostras na Galeria Silva Porto, em 1929 e um pouco mais tarde, em 1931, no Ateneu Comercial, instituição a cuja fundação estará ligago seu avô materno.

Sobre aspectos pessoais pouco ou nada conhecidos, colhi publicamente a informação de que Laura Costa era prima do crítico e historiador de cinema Henrique Alves Costa, também madrinha do arquitecto Alexandre Alves Costa e amiga chegada do já desaparecido centenário cineasta Manoel de Oliveira.

Para além da sua ocupação de artista, sobretudo na área da ilustração infantil, foi professora no Colégio do Rosário, uma instituição ligada à religião católica, na cidade do Porto, apesar de se identificar como não crente. De resto, a ser verdadeira esta sua faceta, não deixa de ser mais significativa a forma vasta e expressiva com que produziu trabalhos com a temática religiosa e católica, de que se destacam catecismos e postais alusivos ao Natal bem como ao contexto de Nossa Senhora de Fátima.

Um pouco a reboque desta sua relação de trabalho com as instituições da Igreja ou do Estado tem sido conotada com o regime do Estado Novo, mas diz quem sabe que tal não corresponde de todo à realidade. Apenas uma relação formal e profissional. Porventura a preferência pelos seus trabalhos prendia-se com o estilo desprendido e linear que de algum modo retratava um certo bucolismo das tradições, costumes e figuras do Portugal muito rural e religioso da época.

Como artista com formação superior, era naturalmente uma pintora, mas esta sua faceta é menos produtiva e quase desconhecida. Ao contrário, a ilustração e sobretudo a de carácter infantil é abundante. Ilustrou livros de contos de fadas, de variados formatos, catecismos, livros, manuais e cadernos escolares, calendários, almanaques, capas diversas e postais, mas também ilustrou para jornais, sobretudo para o já extinto “O Primeiro de Janeiro”, entre 1954 e 1976, com a particularidade da tradição de ilustrar as capas do dia de Natal. 

Laura Costa ilustrou para editoras de prestígio, como a Lello, para vários autores particulares, para empresas várias, como a Oliva (com uma colacção de postais com trajes típicos portugueses) e Banco Português do Atlântico, para a Igreja, entidades ou empresas públicas do Estado, como os CTT, etc. Mas de todos quantos recorreram à sua arte e inspiração, destaca-se a Editora Majora, muito ligada ao universo infanto-juvenil, ilustrando muitos livros, nomeadamente os das colecções “Varinha Mágica”, “Princesinha”, “Pinto Calçudo”, "Pintarroxo", "Série Ouro", “Série Prata”, estas em capa dura, e outras mais, mas também ilustrações para os clássicos jogos de madeira e puzzles em cubos.

Como se percebe, a sua obra artística é ampla e espalhada praticamente pelos anos em que viveu, mas a sua produção concentra-se principalmente nas décadas de 40 e 50. Temos, porém, na nossa colecção, livros por ela ilustrados editados ainda nos anos 30.


Ilustração a partir de retrato da artista (incluso no livro "Laura Costa", de Jorge Silva - Arranha Céus - Esad-Idea- 2023)


O estilo ilustrativo de Laura Costa é inconfundível e muito pessoal, embora com características que possam ser associadas a algumas semelhanças com artistas seus contemporâneos, sobretudo com Raquel Roque Gameiro, que também com qualidade muito ilustrou no contexto infanto-juvenil. 
Mesmo não conhecendo a componente plástica das suas pinturas, as ilustrações, porque bem mais divulgadas e públicas, são no geral muito limpas de traço linear e escorreito mas a par de algum detalhe expresso sobretudo na pormenorização do vestuário e cabelos das suas personagens. Mesmo na utilização cromática a técnica é muito simples, sem grandes aventuras fora da paleta da naturalidade.

Em certa medida não custa a acreditar que o seu estilo linear e constante de grande parte das suas ilustrações,  povoadas por figuras dos contos de fadas, com príncipes e princesas, tem muito a ver com os requisitos técnicos dos editores e poupança de custos em muitas das edições, sobretudo de livros para crianças, que se pretendiam baratas e acessíveis. Por isso o traço preto, recorrente e indistinto, reservando-se a cor para as capas ou para edições mais requintadas, para públicos mais exigentes. Esta não foi a regra, é certo, mas terá tido certamente a sua quota de alguma influência. 
Quem vê os primeiros trabalhos ilustrativos dos anos 30, nomeadamente em edições da Lello, ou mesmo trabalhos anteriores, comparando verifica que o seu estilo apesar de fiel à génese de simplicidade, mudou e foi sendo aprimorado, o que de resto é natural na evolução de qualquer artista.

Laura Costa nos últimos anos da sua vida, pela década de 1980 dedicava-se mais à pintura, certamente porque já sem a pressão das encomendas e prazos do trabalho editorial, bem como sempre que podia transmitia os seus saberes em aulas particulares que leccionava na sua própria residência. 
Terá falecido em 1993, por isso com 83 anos de idade.

Esperemos, pois, que com tempo, Laura Costa venha a ser mais reconhecida como artista ímpar no universo artístico português e de modo especial no contexto da ilustração infanto-juvenil e que os ainda muito raros pormenores artísticos e biográficos venham a ser ampliados e melhor divulgados para assim todos aqueles que nutrem admiração e preservam boas e doces memórias ligadas aos objectos enriquecidos pela sua arte, a melhor possam admirar e respeitar. 

Por aqui, sempre que se proporcionar, iremos publicando algumas das suas ilustrações extraídas de muitos dos livros que temos ou partilhando o que publicamente vai sendo publicado.


8/14/2009

Catecismos da Primeira Comunhão

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- Versão ilustrada por Laura Costa

Já falei aqui do meu Catecismo da Primeira Comunhão, correspondente ao Volume I da série Catecismo Nacional, que vigorou nos anos 50 e 60 no ensino da Catequese.
Num destes dias, desfolhando com mais calma outros exemplares de catecismos, constatei que existe uma outra versão deste mesmo Catecismo da Primeira Comunhão, com semelhanças compreensíveis mas por outro lado intrigantes.

Ambos os catecismos são indicados como oficiais e emanam de uma directiva ou aprovação datada de 7 de Outubro de 1953, assinada por D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa. Por conseguinte, as lições são exactamente as mesmas.
Uma das versões está ilustrada com desenhos da artista Laura Costa e  foi impressa na Litografia União, Limitada - Vila Nova de Gaia enquanto que a outra, está ilustrada por Vitor Peón e foi impressa na Fotogravura Nacional - Lisboa.

Para além de tudo, a grande intriga está na semelhança das ilustrações de ambos os artistas. Não no estilo e na arte, que francamente são distintas, mas na estrutura de cada figura, incluindo as próprias legendas. Desconhecendo os motivos, e atendendo à mesma data da aprovação dos catecismos, fica a dúvida se foi Vitor Péon a copiar a Laura Costa ou vice-versa, ou se ambos se limitaram a seguir indicações pormenorizadas e superiores quanto à estrutura e descrição de cada quadro. A ter em conta as semelhanças de cada composição, tudo indica, porém, que um dos artistas copiou o outro. Pessoalmente acredito que os originais possam ser de Laura Costa, já que era a mais velha e consagrada  na ilustração de motivos e livros de temática religiosa.

Apesar de distintos, os dois estilos são interessantes, notando-se no traço de Vitor Péon a técnica proveniente da sua ligação à Banda Desenhada, com imagens e personagens mais dinâmicas e expressivas e Laura Costa com um estilo mais pictórico, com as suas figuras impregnadas de motivos folclóricos e de vestuário do Portugal rural de então, uma das marcas da pintora/ilustradora portuense.

Quanto ao facto de se terem publicado dois catecismos com estilos diferenciados, julgo que teve a ver com a política de distribuição, pelo que será natural que uma edição fosse destinada ao sul do pais e a outra ao norte.
Por outro lado, desconheço se esta situação aconteceu relativamente aos restantes volumes correspondentes aos demais anos e classes da Catequese.
De seguida reproduzimos algumas páginas dos respectivos catecismos para se verificar as tais semelhanças ao nível das ilustrações.

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- Versão ilustrada por Vitor Péon

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7/03/2011

Coração Pequenino (Contos para crianças)

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Coração Pequenino ( Contos Para Crianças)
Autora: Maria da Luz Sobral
Ilustrações: Laura Costa
Ano: 1947
Formato: 190 x 255 mm – 86 páginas
Este é um belo livro que resgatei numa qualquer feira de velharias. Em estado razoável mas com desgaste na lombada e alguns sinais de humidade no interior.
Tem no interior uma dedicatória de um Afonso dos Santos que ofereceu à sua amiga “…menina Angélica Cruzeiro. por ser muito simpática”, com data de Lisboa, 6 de Maio de 1953.

Já o tenho dito, sou um apaixonado por livros que tenham ilustrações de Laura Costa, que ilustrou de forma ternurenta e com um estilo muito próprio, centenas de livros dedicados às crianças, quase sempre livros de contos e fábulas. Por conseguinte, apesar de possuir vários exemplares de várias colecções e editoras, de modo especial da Majora, sempre que tenho a possibilidade de aumentar o espólio, não resisto.

Maria da Luz Sobral, publicou vários outros livros destinados à infância: “Contos e Lendas da Nossa Terra”, Barquinhos de Papel”, Florinhas de S. Francisco Contadas às Crianças”, Os Tamanquinhos do Gregório” e “As Abelhas de Oiro”, entre outros.
Ficam, de seguida, algumas das belas páginas do livro “Coração Pequenino”.

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6/02/2016

Oliva - Postais de trajes típicos - Laura Costa

A empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª, fundada em 1925, com sede em S. João da Madeira, entre diversos artigos metalúrgicos, alfaias e ferramentas, tornou-se conhecida sobretudo devido às máquinas de costura com a marca OLIVA que rivalizava com a não menos popular marca SINGER.
Pelo final dos anos 70, com o patrocínio da OLIVA, então ainda muito popular, foi editada uma colecção de postais com a temática de trajes típicos portugueses femininos. 


São 16 postais, com as dimensões de 15 x 10,50 cm com ilustrações de Laura Costa  (Vitória, Porto, 1910-Porto, 1992), de quem já temos falado. De resto esta artista portuense em muitas das suas ilustrações, sobretudo dos anos 40 e 50, caracterizava com frequência o tipicalismo dos trajes portugueses.
Esta série de postais, objecto de interesse de muitos coleccionadores, retrata as seguintes regiões portuguesas, insulares e ultramarinas: Açores, África, Algarve, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Estremadura, Índia, Macau, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes e Alto Douro.

















Sobre a OLIVA:

Oliva. O império do ferro

Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, nomeadamente, alfaias agrícolas, forjas portáteis, equipamento para a indústria da chapelaria, máquinas de costura, tubos para canalizações, fogões em ferro fundido, ferros de engomar, autoclismos, prensas para bagaço, máquinas para padarias, radiadores e salamandras, equipamento para lavandarias industriais, tornos de bancada, banheiras e lavatórios colectivos, motores de explosão de pequena cilindrada, entre muitos outros.

Homem de grande visão estratégica, António José Pinto de Oliveira irá apostar na sólida formação dos seus quadros, numa política de bons salários acompanhada de interessantes estratégias de utilização eficiente da mão-de-obra e na racionalização do espaço da fábrica, quer do ponto de vista arquitectónico, quer do ponto de vista do layout das secções.

A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.

Paralelamente foi desenhado um plano de propaganda, objectivamente dirigido ao segmento de mercado das máquinas de costura, o feminino, que instituiu em todos os agentes a realização de cursos de corte, costura e bordados. Os cursos terminavam com uma festa de encerramento durante a qual eram entregues os diplomas às alunas finalistas e era realizada uma exposição dos trabalhos.

Simultaneamente, a empresa promove o concurso de “Vestidos de Chita” e o célebre concurso anual para eleição da “Miss Oliva”.

Complementarmente é implementada uma grande campanha de propaganda, que vai da imprensa à rádio e mais tarde à televisão, fazendo ocupar a comunicação social com anúncios publicitários de grande qualidade gráfica.

Em todas as cidades do País encontravam-se cartazes afixados nas paredes.

São também criadas duas marchas, gravadas em disco, que eram oferecidas aos compradores das máquinas de costura e a empresa realiza publicidade cinematográfica nos filmes “A costureirinha da Sé” e “Sonhar é fácil”.

Outra preocupação foi a de garantir a presença da empresa nas principais feiras e exposições industriais realizadas a nível nacional e internacional.

A Fábrica Oliva é um ícone incontornável na história industrial portuguesa, e assumiu durante largo período uma acção preponderante na afirmação e desenvolvimento sócio-económico de S. João da Madeira.

(fonte: Oliva Creative Factory)

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