3/10/2026
1/14/2026
Os furinhos dos gelados Rajá
Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.
Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.
6/06/2025
1/03/2023
Chocolates Imperial - ...rei e senhor
12/01/2022
Regina - Chocolates
Já aqui tivemos oportunidade de falar da Regina. emblemática e tradicional marca de chocolates, com memórias e sabores que fazem parte de várias gerações de portugueses.
Hoje, a reboque de um pedido de uma nossa leitora, deixamos aqui mais algumas imagens desses saborosos produtos da Regina, nomeadamente as pequenas e deliciosas tablets com os amorosos gatinhos ron-ron.
[fonte: Regina]
1/09/2016
Revista Selecções Femininas - 1955
Havia a revista Selecções Femininas dirigida por Berta de Sá, tendo como Director Artístico, Editor e Proprietário, Alves de Oliveira.
A revista era impressa pelo processo de tipográfico na Bertrand & Irmãos do Dafundo, sendo vendida ao preço de 10$00, funcionando mais a venda por assinaturas 100$00/ano, para o Continente, Ilhas e Ultramar e 120$00 para o estrangeiro, tinha o formato de 15,5 X 22 mm.
Sendo mensal, tenho presente o número de Julho de 1968. Em 1969 a impressão tipográfica, estava definitivamente a dar o lugar ao ofsset.
Consequentemente Alves de Oliveira, por já não ser novo, vendeu o título a Donas de Casa, que procedeu a uma reciclagem. Continuou com a mesma casa impressora, e passou editá-la por padrões mais modernos e atraentes.
O formato passou a ser menor – 15 X 18,5 mm – tipo de capa mais adequado aos novos tempos, visto que o Ofsset dava outras possibilidades, nesse aspecto.
A Direcção passou a ser da nova proprietária, a inefável Marisabel de Sousa. Como, ao tempo, não vinham indicados na ficha técnica os nomes dos redactores, apenas o do chefe de publicidade, J. A. Bezelga e o do pintor Armando Anjos, que tratava dos arranjos gráficos.
Porém, além destes, conhecia pessoalmente os redactores, como por exemplo, Maria João Rolo Duarte. O marido, Rolo Duarte, que aparecia muito na gráfica, seria consultor.
Escolhi o número 12 desta II série, para através desta fazer a viagem, diga-se de saudade, mais de recordação.
É isso. Recordação!...
Publicidade, o suporte financeiro, por excelência, dos periódicos. Temos verso da capa, contracapa e verso da contracapa a cores, depois mais oito anúncios de página e meia com um. Pouco, muito pouco para uma sustentabilidade eficaz.
Começo de novo, agora voltando ao principia para ver os temas: Começa com um artigo de dez páginas, com o título, “Para Salvar as Crianças de Todo o Mundo” – um tema eterno, as pobres crianças!....
Segue, anúncio, da casa, de duas páginas dedicadas a prestigiar a revista “Donas de Casa”. A seguir, “os TEEN-AGERS – vistos por um sociólogo”, mais dez páginas; “Seus Filhos Estarão em Perigo? Oito páginas; “Ricos e Super-Ricos”, assinado por Thomás G. Bwchanan, artigo de sete páginas. Segue-se anúncio de página, da casa com cupão de assinatura da revista.
A seguir vem “A Dignificação do Sexo”, pelo Dr. Ramiro da Fonseca, muito conhecido da Televisão, que também nos diz em “Educação Sexual”, como responder “A Perguntas Embaraçosas”.
Outro artigo tem a assinatura de Walter de la Maré, designa-se “Remédios”.
Depois destaco a “Galeria” com a entrevista ao amigo Martinez. De facto o desenhador gráfico da Agência de publicidade Lintas, era o Cartoonista “free lacer “ de “Donas de Casa”e passou a sê-lo também desta revista, onde ocupa dezasseis páginas com os seus cartoons, só em três está a entrevista escrita e a sua fotografia.
Martinez, que também conheci assim como o filho e a nora, com quem cheguei a trabalhar, era merecedor da homenagem. Era homem afável e sobretudo competente, até o seu humor era atempado e sério. O regime em que se vivia, não permitiria que tivesse outros horizontes.
Mais duas páginas da casa dedicadas ao programa C.C.D. (Clube das Donas de Casa, do R.C.P. conduzido pelo saudoso Henrique Mendes e Maria João Aguiar, fotografias e texto do lado direito, sendo o lado esquerdo reservado às de vários cantores, como Elis Regina, Madalena Iglésias, António Calvário, Amália Rodrigues, Tony de Matos e outros.
“EM LONDRES – TEATRO DE FANTOCHES”, artigo e várias diversidades fecham a revista, que se apresenta bastante e bem ilustrada a preto.
A distribuição esteve a cargo da Livraria Bertrand – Venda Nova /Amadora.
Recordei pedaços de vida já, que na altura, fazia parte dos quadros da empresa impressora. Dividia a sala com o colega que tratava do assunto, como de tudo o que vinha de editoras de revistas, enquanto eu de livrarias. Muitas vezes o substituía e ele vice-versa,
De modo, que tive contacto com a gente mencionada, com exclusão da uma pessoa, a que dirigiu a revista na primeira fase.
Daniel Costa “”
1/29/2015
Chocolates Regina
Dois belos cartazes publicitários do chocolate de leite REGINA. Final dos anos 40.
A Regina é a marca portuguesa de chocolates mais reconhecida e a mais popular em Portugal, recolhendo o afeto de gerações inteiras.
Fundada em 1928, em Lisboa, começou o seu vasto e inovador percurso no saboroso mundo dos chocolates, mantendo-se atualmente como uma marca com uma posição cimeira nos diversos segmentos de mercado em que participa.
Foi durante várias décadas a marca dominante no mercado de chocolates português. Caracteriza-se pela forte presença nas principais categorias de produtos, tais como Tabletes, Bombons, Frutos Secos e Fantasias.
O leque de produtos é vasto e equilibra intemporalidade com inovação, como o Floc-Choc, as Sombrinhas, as Tabletes com sabor a fruta, Bombons com recheio, Trufas de chocolate de diversos sabores e uma gama muito ampla de Amêndoas cobertas com chocolate, entre outros.
É uma marca que privilegia sempre uma relação lúdica e afetiva com o consumidor. A Máquina de Furos Regina recentemente reeditada, animou as feiras populares, as feiras do livro e muitos outros eventos festivos, marcando gerações, sendo ainda hoje recordada com muito carinho. – fonte: Imperial
7/29/2010
Chocolates Aliança
São questões que de facto desconheço e nem consegui apurar pois as informações disponíveis são reduzidas e quase inexistentes.
Apesar disso, tenho boa memória desse chocolate que nos anos 70 a minha mãe comprava de vez em quando para confeccionar uma guloseima, especialmente ao Domingo, ou em dia de festa.
O cartaz publicitário que acima publico refere-se, pois, ao chocolate Bleuville, da Aliança, utilizado na confecção de doces, bolos e mousses.
Fica a memória desses doces tempos de criança e das não menos deliciosas lambarices.
5/22/2009
Caderneta de cromos – Azes do Foot-Ball – Chocolates Regina - 1930
A caderneta é composta por 12 equipas: Belenenses, Sporting, Benfica, Casa Pia, FC Barreirense, União Futebol Lisboa, VFC Setúbal, Lusitano FC (Vila Real de Santo António?), Carcavelinhos, Académica de Coimbra, FC Porto e Olhanense.
Como se disse, esta colecção comportava um concurso que atribuía um total de 55 prémios, com uma grande variedade de artigos. O primeiro prémio era uma máquina de escrever portátil da marca UNDERWOOD, o segundo prémio, uma bicicleta e o terceiro prémio um gramofone, e por aí abaixo, incluindo produtos da própria Fábrica de Chocolates Regina. Ainda 1 camarote de 1ª no Coliseu dos Recreios, 1 camarote para o Cinema Olímpia, 1 par de botas de foot-ball, 5 Kg de "fino" bacalhau, 1 estojo para barba, uma raquete de ténis, uma bengala, um queijo da serra, um chapéu de homem, um par de polainas, 12 garrafas de moscatel e muitos outros curiosos prémios. Deduz-se que a maior parte dos 55 prémios eram oferecidos pelas respectivas casas comerciais.
Para além de tudo, deveras curiosa era a forma de distribuição dos prémios, integrada numa festa devidamente organizada num Domingo, que teve lugar no Campo das Amoreiras, cedido pelo Benfica, e cujo programa constava dois jogos de futebol (um encontro entre estudantes de liceu, até aos 15 anos e outro entre "simpáticos" vendedores de jornais e aprendizes da Fábrica Metalúrgica de Santo Amaro, até aos 14 anos), corridas de bicicletas, corridas de sacos e jogo da rosa. O programa incluía ainda uma banda de música, um grupo de jazz e uma largada de balão, entre outras. O policiamento era assegurado por um grupo de escuteiros. Um programa deveras sui-géneris, convenhamos.
O acesso ao sorteio final deste concurso, bem como a entrada na festa de entrega de prémios, era assegurados por uma senha de participação que era atribuída contra a entrega da caderneta completa. Este tipo de condição, fez com que muitas cadernetas completas se perdessem. Infelizmente, este foi um estratagema seguido durante muitos anos por outras editoras, contribuindo para o desaparecimento de colecções completas. Os poucos exemplares hoje existentes em alguns coleccionadores são autênticas raridades.
A Fábrica de Chocolates Regina foi fundada em 1 de Novembro de 1927, tendo por isso uma longa tradição e faz parte do imaginário e das mais doces memórias de muitas gerações de portugueses. Actualmente a marca pertence à Fábrica de Chocolates Imperial, adquirida em 2000, por sua vez, desde 1973, pertencente ao grupo RAR.
4/29/2009
Breves apontamentos sobre a origem dos cromos
O termo cromos deriva da técnica de impressão a cores designada de cromolitografia, inventada e patenteada em Julho de 1837, em Inglaterra, por Gottfried (Godfroy) Engelmann (1788 - Mühlhausen, Alemanha). A este respeito, há, no entanto, quem considere que a técnica já era conhecida antes de patenteada e o seu inventor teria sido outro que não Engelmann, no caso Johann Alois Senefelder, o inventor da popular técnica da litografia.
As colecções (sets) eram compostas por um número variável e tanto podiam conter 25 como 40, 50 ou 100 unidades.
O futebol era um tema muito popular pelo que era recorrente nos cartões das várias marcas de tabacos inglesas, como se comprova pelas amostras. Ainda hoje os cromos mantêm um forte relacionamento com o futebol, sendo o tema preferido dos coleccionadores.
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