2/07/2009

Anos 70 - Programação RTP - II

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Programação da RTP, de sexta-feira, 26 de Novembro de 1976
I Programa:
18:30 - Abertura
18:32 - Estúdio Velho - Infantil
19:00 - Tropicália - Um filme dos correspondentes no Brasil - Reinaldo Varela...
20:00 - Momento Desportivo - Os problemas do Desporto em debate
20:30 - Telejornal - 1ª edição - Noticiário do país e do estrangeiro
21:00 - Momento político - Programa da Secretaria ed Estado da Comunicação Social
21:15 - Melomania - Um programa de João de Freitas Branco e Augusto cabrita
21:45 - "Sandokan" - Série filmada

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23:00 - Telejornal - 2ª edição

II programa:

20:28 - Abertura
20:30 - Telejornal - 1ª edição (em simultâneo com o I programa)
21:00 - Série filmada

Programação da RTP, de Sábado, 27 de Novembro de 1976

I Programa:

14:00 - Abertura
14:02 - Telejornal - 1ª edição
14:30 - A bela Mariana - Série filmada - 6º episódio
15:00 - Ida e volta - Um programa sobre os problemas do trãnsito e dos transportes
15:25 - O povo e a música
15:55 - Janosik - Série polaca, realizada por Jerzy Passendorfer com Marek Perepezko (Janosik)

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16:55 - Horizontes desconhecidos
17:25 - Bota de 7 léguas - Noticiário para jovens
17:55 - Animação
18:20 - Concerto
19:15 - Espaço 1999 - Série de ficção científica

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20:30 - Telejornal - 2ª edição
21:30 - O mundo tribal
22:30 - Variedades - programa musical
23:15 - Telejornal

II Programa:

20:20 - Abertura
20:30 - Telejornal - 1ª edição (em simultâneo com o I programa)
21:30 - Animação
22:00 - Cinemateca - Apresentação de Lauro António

Santinhos da Comunhão Solene e outros

 

Noutra ocasião já falamos dos clássicos "santinhos", alusivos a algumas cerimónias religiosas, concretamente aos casamentos.


Hoje publicamos mais alguns "santinhos" relativos a outras ocasiões, tais como as emblemáticas Primeira Comunhão Comunhão Solene.

Quem não se recorda da sua Primeira Comunhão ou da Comunhão Solene, também conhecida como Profissão de Fé? Para todas as crianças que seguiam a doutrina católica, estes eram momentos únicos e que certamente ainda são recordados por todos quantos viveram estas etapas do percurso da religião católica. É claro que nessa altura, para as crianças o que mais contava era a festa, o vestido de princesa ou o fato, as prendas dos padrinhos, normalmente uma volta, pulseira ou brincos de ouro, para as meninas e um relógio e um anel para os meninos. Depois também a festa geral da aldeia, que se engalanava para a cerimónia, o banquete, os pais, os irmãos, os familiares e os amigos. Era um dia intenso.

Estas belas litografias, normalmente de origem italiana, são de facto muito bonitas e repletas de ternura, e remetem-nos para um tempo onde estas coisas tinham uma vivência e um valor bem mais autênticos. É claro que nos nossos dias ainda continuam a realizar-se estas cerimónias religiosas mas o artificialismo e a vaidade sobrepuseram-se ao essencial. Nada como dantes.

Quanto aos "santinhos", continuam a existir, mas com grafismos mais modernos e estilizados.

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1/31/2009

Simplesmente Maria

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Quem se lembra da rádio-novela "Simplesmente Maria"?
Pessoalmente, era criança, frequentava o Ciclo Preparatório TV, mas lembro-me perfeitamente desse marco da rádio portuguesa.

Simplesmente Maria era um folhetim que passou na Rádio Renascença, ao longo de 500 episódios (ena tantos...), entre Março de 1973 e Novembro de 1974, transpondo, por isso, o tempo da Revolução do 25 de Abril de 1974. 
 
Cada episódio ía para o ar depois do almoço, entre as 13:30 e 14:30 horas, mais coisa menos coisa.
A história deste folhetim radiofónico, uma espécie de telenovela sonora, girava à volta de amores e desamores da figura central, uma jovem criada chamada Maria. 
 
Era uma história de "faca e alguidar", muito característica das novelas mexicanas. O script tinha a autoria de Maria del Pilar Casares, pelo que não era de surpreender o estilo.
Certo é que folhetim prendeu literalmente a atenção de milhares e milhares de portugueses (mulheres em particular) durante quase dois anos. Após o almoço, as mulheres da altura, quase todas domésticas, ficavam de ouvido colado ao aparelho de rádio e lenço na mão para enxugar as lágrimas. 

Recordo-me perfeitamente que na aldeia, nessa hora "solene" tudo parava para não se perder pitada dos diálogos e discussões da Maria com o Alberto, o Tony, filha da Maria, do Estevão e todos os outros. Só visto...ou melhor...só ouvido. Depois, eram as conversas à volta do assunto, as opiniões e os palpites quanto ao rumo da história. Penso que situação igual só se verificaria uns poucos anos mais tarde (1977) com a telenovela brasileira "Gabriela", a primeira a passar na RTP.

Na altura, apesar de estar consciente do fenómeno, fazia-me confusão ver tanta dedicação e entusiasmo do mulherio apesar dos folhetins radiofónicos serem relativamente vulgares.

A popularidade era tal que, a par da versão radiofónica, era publicada semanalmente a versão em revista, a chamada fotonovela, com edição a cores, que se tornou assim muito popular, rivalizando com as famosas fotonovelas da Corin Tellado que nessa época eram devoradas pelas mulheres portuguesas.

Pela revista, chamada também Simplesmente Maria, ficamos a saber os nomes das principais personagens e intérpretes:
Maria: Maria...Simplesmente
Alberto: Fernando Serrano
Tony: Miguel Dias
Estevão: Marcos Graça
Teresa: Luisa Fernandes
Carlos: Rafael Rodrigues
Inês: Helena Torres
Ricardo: Luis Marqués
Isabel: Olga Rios
Susana: Elka Mayer
Genoveva: Mariana Vale
Rosa: Irene Antunes

A revista Simplesmente Maria tinha como Director, José Maya, era impressa em Espanha e distribuida pela Regimprensa.
Nunca cheguei a saber, mesmo agora, se as vozes que se ouviam na rádio correspondiam às pessoas que faziam parte da fotonovela. Penso que não, mas não garanto. Talvez apareça alguém que esclareça. Sei, isso sim, que a música principal era interpretada pelo...Cândido Mota.

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1/30/2009

"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe

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 Já falamos aqui no Santa Nostalgia do catecismo "Quem Sóis Vós, Senhor?", da primeira classe de catequese do início dos anos 70 e que esteve em vigor durante pelo menos duas décadas.

Na sequência desta série, seguia-se o catecismo da segunda classe "Que quereis de nós, Senhor". Ou seja, depois de durante a primeira classe ficarmos a saber quem era Deus, na classe seguinte interrogávamos sobre o que Deus pretendia de nós. Era assim uma caminhada de descoberta sequencial.

As imagens que a seguir publicamos são precisamente desse catecismo "O que quereis de nós, Senhor", da segunda classe de catequese.
O catecismo está magnificamente ilustrado com desenhos do artista Zé Manel.
Estou certo de que este catecismo reavivará memórias e nostalgias a todos quantos, em criança, aprenderam a doutrina cristã com este delicioso catecismo.

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1/28/2009

Desodorisantes Oki...uma certa atmosfera!




Já tivemos a oportunidade de falar aqui do conhecido desodorizante 8x4. Pois bem, hoje chega a vez do também conhecido Oki, num cartaz publicitário do final dos meados dos anos 70.
O slogan: Desodorizantes Oki...uma certa atmosfera!

Actualmente tenho uma ideia, se calhar exagerada, de que os desodorizantes já não são tão ampla e popularmente usados como nos anos 60 e 70. Nessa altura, os desodorizantes, pelo menos entre os adolescentes, estavam na moda e serviam até para disfarçar os sintomas da pouca frequência de um bom banho. Eram assim, pensava a malta, uma marca da personalidade aromática de cada um. 

As raparigas preferiam os aromas suaves e fragrâncias florais e campestres; já os rapazes, os machos, esses preferiam cheiros mais fortes, mais quentes (nunca percebi essa da temperatura dos cheiros). Seja como for, quem usava Oki era detectado pelo nariz a dezenas de metros de distância. Aliás, acho que isso acontecia com todos os desodorizantes em spray.

O melhor mesmo era um bom e suave sabonete, como o Feno de Portugal, sobre o qual falaremos um dia destes.
Soube bem recordar...e cheirar. Santa Nostalgia.

1/27/2009

Crónica Feminina - Nº 617

 

cronica feminina 617 santa nostalgia

Revista CRÓNICA FEMININA. Edição Nº 617 de 19 de Setembro de 1968.

Entretanto pode recordar os nossos anteriores artigos sobre a popular revista Crónica Feminina:

Link 1

Link 2

Artistas de Cinema - Cromos II

 ana paula zeiger

Na sequência do nosso anterior post sobre a caderneta de cromos "Artistas de Cinema", de 1965, damos continuidade à publicação de alguns dos respectivos cromos, grandes figuras do mundo do cinema dessa fantástica década.

antonio vilar

barbara eden

anna karina

1/26/2009

Águas medicinais Vidago Salus

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Hoje trago à memória um antigo postal publicitário às Águas Vidago Salus.
"É a mais rica das águas alcalinas. Facilita e digestão, descongestiona o fígado e limpa os rins. Associada ao vinho ou a outra bebida alcoólica é excelente e agradável".

Desde há longas décadas que as Águas Vidago Salus fazem parte do nosso quotidiano, logo das nossas memórias e recordações.

Hoje em dia o consumo de águas de mesa, naturais ou gaseificadas, está generalizado e cada vez mais fazem partes das nossas refeições, tanto em caso como nos restaurantes.
Noutros tempos, porém, o consumo de águas minerais, de modo especial as gaseificadas, eram consumidas quase como um complemento medicinal, principalmente contra más-disposições e enfartamentos, daí a designação de águas medicinais.

Por conseguinte, beber dessa água e logo de seguida arrotar, era um bom pronúncio de boa disposição. Não admira que estas águas estivessem por caso mais como um remédio do que propriamente uma bebida.

Quanto à história de Vidago e suas famosas águas medicinais, o melhor será espreitar o sítio da Vila de Vidago, ou ainda um bom artigo publicado no Blog da Rua Nove. Também a não perder o Blog Meu Vidago, documentado com postais antigos daquela pitoresca terra.

1/22/2009

Café "A Brasileira"

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O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico do Porto, que, ainda jovem, decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.

De regresso ao Porto, montou uma torrefacção e fundou "A Brasileira", inaugurada e 4 de Maio de 1903, para servir café à chávena. Não havia na cidade, por essa altura, o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.

Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: O melhor café é o d'A Brasileira.
Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, em 1905 e "A Brasileira" de Braga em 1907.
fonte: wikipédia

Hoje trouxe à memória dois antigos postais ilustrados do famoso café "A Brasileira", uma das míticas marcas ligadas ao Porto e simultaneamente um dos emblemáticos edifícios da baixa da Invicta, concretamente da Rua Sá da Bandeira.

O café e o seu consumo fazem parte das minhas mais distantes memórias. Claro que o café no meu tempo de criança não era consumido como nos tempos modernos, servido numa pequena chávena e debitado por uma máquina. Nessa altura o café era confeccionado numa grande cafeteira de alumínio e era servido em malgas de barro, servido simples ou misturado com leite e substanciado com tostas ou até côdeas de pão. Uma delícia.
Pode ser da distância do tempo, mas não há dúvida que nessa altura o café tinha mesmo sabor a café...e aroma.

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