3/14/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 2

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Vejam como as beldades dos anos 60 se vestiam. Certamente que alguns modelos não diferem muito dos da actualidade, sendo que as moças de agora andam nitidamente muito mais despidas e nem será pelo efeito estufa ou aquecimento global.
Por outro lado, o conceito de elegância e bem-vestir anda um pouco pela rua da amargura. Sinais dos tempos.

3/13/2009

O novo livro de leitura da 4ª classe - 1973

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Hoje falo do livro escolar " O novo livro de leitura da 4ª classe", uma edição de 1973 da Porto Editora, de autoria de António Branco.
O livro, com capa dura, apresenta as dimensões de 150 x 210 mm, com 144 páginas.
Sendo um dos últimos manuais do tempo de Estado Novo, imediatamente anterior ao 25 de Abril de 1974, é simultaneamente um dos melhores livros de leitura do ensino primário de sempre, quer pela qualidade e diversidade dos textos, quer pelas excelentes ilustrações de Eugénio Silva e pela sua qualidade gráfica geral. Por outro lado, António Branco era um autor experiente que produziu excelentes edições de manuais para o ensino primário, nomeadamente nas disciplinas de História e Ciências Geográfico-Naturais. É caso para se dizer que hoje já não se fazem livros assim.
Para além da qualidade geral do livro, de referir a introdução de histórias com recurso à técnica da banda desenhada, uma das especialidades do ilustrador.

 

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Outros tópicos sobre livros escolares:

Livro de leitura da primeira classe

Cadernos escolares - Monumentos

Cadernos escolares - A família Pituxa

Livro de leitura da segunda classe

Livro de leitura da terceira classe

Livro de leitura para a 4ª classe

cadernos escolares - Castelos

Tabuada

O livro da primeira classe - 1954

Caderno escolar - João de Deus

O livro da primeira classe - 1942

Livrinho da Tabuada

O Livro da Segunda Classe - Edição de 1958

Laranjada Schweppes

 

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Cartaz publicitário da Schweppes, de 1964.

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A Schweppes, criada em 1873 em Inglaterra pelo alemão Johann Jacob Schweppe, é assim uma bebida com uma longa história, sendo considerada a marca mais antiga de refrigerantes a nível mundial.

É sobretudo conhecida pela Água Tónica e Ginger Ale, habitualmente usadas na confecção de cocktails, num segmento de mercado conhecido como bitter e mixer.
É conhecida pelas seguintes variedades: Schweppes Tônica, Schweppes Tônica Light, Schweppes Citrus, Schweppes Citrus Light  e Schweppes Club Soda.


Devido às muitas voltas da marca no mundo empresarial, em 1969, a empresa integrou-se na Cadbury Group formando assim a Cadbury Schweppes. Em 1999, em alguns países a marca foi vendida à Coca-Cola Company, como no Brasil, mas noutros mantém-se autónoma.


É claro que para mim e para muito mais gente, a Schweppes era sinónimo de uma boa laranjada, tão apetecida nos dias quentes do Verão, principalmente a meio das brincadeiras da rapaziada.

3/11/2009

Detergente JUÁ - A Régua Mágica e outros brindes

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 O detergente JUÁ era fabricado pela SONADEL - Sociedade Nacional de Detergentes, por sua vez parte do grupo CUF.

O detergente  JUÁ foi sem dúvida um dos mais populares nas décadas de 60 e 70, sendo, no entanto, ainda comercializado pelo menos em parte dos anos 80. Este produto de limpeza de roupa mas também de louça, tornou-se popular, se não pela sua eficiência, seguramente pelos inúmeros brindes que fazia distribuir em cada caixa do pó azul. Desde as úteis molas (por cá na terra conhecidas por pregadeiras) destinadas a segurar a roupa no arame do estendal, até porta-chaves, passando por artigos de uso na cozinha, como copos e taças em vidro, mas sobretudo por bonecos em miniatura moldados em plástico e outros brinquedos, o que eram então a alegria dos mais novos. Hoje em dia, os que sobrevivceram são objectos cobiçados por coleccionadores e saudosistas.

Ora quanto aos inúmeros brindes oferecidos pelo JUÁ, quem se lembra do detergente de lavar roupa marca JUÁ, com o seu slogan: "Juá a lavar é sol a corar!" ? Este detergente, que creio que rivalizava com as marcas OMO, PRESTO, e TIDE, já desapareceu do mercado mas tornou-se muito popular nos anos 60 e 70, não tanto pelas suas qualidades, que de resto não seriam inferiores aos concorrentes, mas sobretudo pela vasta gama de brindes que oferecia.
É caso para se dizer que os jornais actuais copiaram o conceito ao JUÁ. De resto na época a oferta de brindes era uma éstratégia usada por muitas marcas, nomeadamente as ligadas a produtos de uso doméstico e da alimentação.
Recordo-me sobretudo dos brindes na forma de bonecos em PVC, monocromáticos. Pessoalmente cheguei a ter dezenas deles, a que juntava outros semelhantes oferecidos pelos gelados Olá.

Para além dos bonecos, que actualmente são muito procurados, a JUÁ oferecia outras coisas, tal como copos. A minha mãe até ainda há pouco tempo tinha uma interessante colecção de copos castanhos.
O poster publicitário acima publicado, datado de 1963, refere-se à oferta de um fervedor. Para o efeito, à dona-de-casa, bastaria acrescentar 19$50 a uma tampa da caixa gigante, ou a duas tampas das caixas grandes ou a três tampas das caixas pequenas.

De todos os brindes proporcionados pelo detergente JUÁ, um dos mais originais chamava-se "Régua Mágica", que hoje sabemos que funcionava pelo princípio do Espirógrafo (Spirograph).

A régua de que me lembro (idêntica à exibida acima), e que infelizmente alguém desviou do lote dos meus brinquedos, era composta por um conjunto de 2 círculos dentados interiormente, abertos na própria régua e 3 rodas dentadas móveis, de diferentes tamanhos, por sua vez cada uma com um conjuntos de orifícios feitos a diferentes distâncias do centro. A ideia era inserir a ponta do lápis ou da esferográfica num dos orifícios da roda dentada móvel e fazendo girar a mesma entre si que por sua vez percorria a circunferência dentada do círculo fixo.

De acordo com os tamanhos das rodas e do ponto de inserção da esferográfica, os desenhos realizados apresentavam-se diferentes mas todos fascinantes para a imaginação de crianças.
Claro está que a combinação das diferentes rodas e de diferentes cores, era possível desenhar umas coisas giras, para admiração dos colegas da escola.

Hoje em dia, com as ferramentas da Internet, até podemos brincar com Espirógrafos virtuais e assim, de certa maneira, recriar aqueles momentos inesquecíveis com a "Régua Mágica" oferecida pelo detergente JUÁ.

3/10/2009

Fósforos Pátria - Postal publicitário

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Publicamos hoje mais um postal publicitário dos Fósforos Pátria.
Neste caso trata-se da alusão a um concurso promovido pela marca, do qual desconhecemos pormenores. Sei que, nos anos 30, a marca promoveu um concurso designado de Fósforos de Ouro, que premiava com 50$00 quem encontrasse nas caixas algum fósforo dourado. Será que este postal refere-se a este concurso?
Entretanto descobri que a famosa fábrica de porcelanas Vista Alegre, produziu nos anos 40 um modelo de cinzeiro (criado em 1931), pintado à mão, para a marca fosforeira. A encomenda comportava a produção de 3298 peças. Número interessante. É também desconhecido o critério de atribuição dos cinzeiros, mas possivelmente a clientes importantes da marca.
A peça é bonita e tem a curiosidade de integrar um elemento adaptado ao encaixe da caixa de fósforos, conforme o demonstram as imagens abaixo
Encontrei, numa leiloeira, com data de 2007, esta peça avaliada no valor de 50 euros mas têm sido vendidos exemplares por valores substancialmente superiores, tendo em conta a sua raridade bem como a importância da origem da casa fabricante.

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Artistas de Cinema - 5

 

pernell roberts

perette pradier

elvis presley

Continuamos com a publicação de cromos da caderneta "Artistas de Cinema".

 

Anteriores posts:

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3/09/2009

Milo - Uma delícia até no Verão

 

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Voltamos a falar do Milo, umas das míticas marcas da multinacional Nestlé, que apesar de ainda se continuar a fabricar e a vender em diversos países, em Portugal já só como produto de importação.

Neste poster publicitário de 1964, é salientada a importância do Milo servido fresco, apresentado como uma excelente bebida para os dias de calor, daí a cena na praia.

Confesso que das vezes que me deliciei com o Milo, este sempre foi servido bem quentinho, a fumegar bem na ponta do nariz. Na versão em frio, não me recordo de experimentar. Depois, na praia, o que sabia mesmo bem era uma laranjada fresquinha ou um gelado de ananás da Rajá.

 

Anteriores artigos sobre o MILO:

Milo - Hummmm, que delicioso!

Publicidade nostálgica - Milo da Nestlé

3/07/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 1

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Actualmente o vestuário do dia-a-dia, tanto das crianças como dos jovens, é de gosto duvidoso e prima por uma base de calças de ganga, largas e disformes, de cinta baixa, mostrando parte do traseiro e umbigo e também de t´shirts muito estampadas e polos, mas tudo num grande desalinho e com combinações algo confusas. Resumindo, andamos muito mal vestidos ou quase bem despidos.
É claro que a cada época correspondem novas modas e estilos e quanto a isso nada a fazer. Foi sempre assim ao longo dos tempos e da história do vestuário, da indumentária.

A roupa dos anos 60, que acima reproduzimos, primava fundamentalmente por modelos de corte muito simples, muito estilizada, tanto nas crianças como nos jovens e adultos, constituindo um estilo muito próprio e que caracterizou fortemente a década de 60, altura em que foi criada a revolucionária mini-saia. Os media, a televisão e as revistas, de modo especial, contribuíram para a definição dessas modas e tendências, incutindo gostos e estilos junto da sociedade.

A generalização das fibras sintéticas, como o nylon, o poliester e a lycra, vieram revolucionar a indústria do vestuário. Foi também o período em que a roupa deixou de ser feita predominantemente por medida, no alfaiate ou costureira da aldeia, para passar a ser vendida já pronta em lojas chamadas de pronto-a-vestir.
Doravante e periodicamente, iremos publicar por aqui algumas imagens com modelos de roupa dos anos 60, especialmente de criança.

3/06/2009

A importância dos botões

 

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Botões e mais botões.
Estes simpáticos objectos são intemporais e existem desde há milhares de anos, quase desde o tempo em que o homem sentiu necessidade de se vestir.

Os botões estão presentes em quase todo o tipo de vestuário, desde a roupa interior até às camisas, casacos, calças e sobretudos, mas também em calçado e outros acessórios.
Para além da sua função, prática ou meramente decorativa, os botões sempre foram feitos com variados materias, desde osso ao moderno plástico, passando por pedra, madeira, metal, vidro, etc. Há ainda os botões num determinado material base mas revestidos com outro, como tecido, couro e metal.


Apesar de existirem em diversos tamanhos e formatos, não deixam de ser objectos pequeninos e predominantemente de forma circular.
Há botões com dois ou mais buracos e também sem buracos, com sistema de argola na base.


Os botões estão integrados num grupo de artigos a que se chama de retrosaria. Sempre achei piada a esta designação e desconheço a sua origem concreta, sendo que deriva do substantivo retrós, um termo ligado à costura, assim como sempre me intrigou o termo marroquinaria, para os acessórios de couro, como cintos e malas.


Nos meus tempos de criança os botões eram uma preciosa moeda de troca e de participação em muitos jogos, incluindo o do pião, o rapa, as cartas e outros. Por conseguinte, era norma cada criança ter uma latinha ou caixinha repleta de botões, desde os mais pequenos e discretos até aos maiores, coloridos e exóticos. Para abastecer as necessidades, muitas vezes os botões eram propositadamente surripiados à roupa pelo que normalmente faltavam botões nas camisas, no casaco e até na braguilha. Recordo ainda que tinha umas primas costureiras pelo que frequentemente por lá dava a volta sempre pronto a roubar um ou outro botão.


Aos botões grandes, normalmente de casacões ou sobretudos, chamávamos de pincholas. Desconheço se o termo é usado noutras regiões.
É claro que, a modos do dinheiro, a uma pinchola correspondia o valor de vários botões, porque eram naturalmente mais raras e valiosas.


Há ainda quem coleccione botões, mas sendo um artigo tão diversificado, é uma colecção que nunca mais tem fim.
Pode parecer uma minudência, mas foi bom recordar a importância dos botões nas nossas brincadeiras de criança.

Ah, já agora, o desenho que ilustra este post foi desenhado por mim, para que o não reclamem....

 

Assunto relecionado, ou não:

Rei, capitão, soldado, ladrão...

 

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