No meu pomar, estão em flor as cerejeiras, as pereiras e algumas ameixoeiras, em tons de branco e ainda os pessegueiros em tons de rosa, para além das folhas que começam a cobrir outras árovores que se despem no Outono e Inverno, como a nogueira, o diospireiro e as figueiras. No meu jardim, a relva ganha nova cor e vigor. Aliás o ditado diz que "...em Março a erva cresce nem que lhe dês com um maço.".
3/20/2009
As quatro estações do ano - Primavera, Verão, Outono e Inverno
No meu pomar, estão em flor as cerejeiras, as pereiras e algumas ameixoeiras, em tons de branco e ainda os pessegueiros em tons de rosa, para além das folhas que começam a cobrir outras árovores que se despem no Outono e Inverno, como a nogueira, o diospireiro e as figueiras. No meu jardim, a relva ganha nova cor e vigor. Aliás o ditado diz que "...em Março a erva cresce nem que lhe dês com um maço.".
Heróis e factos da nossa História - Egas Moniz
É indesmentível que nos tempos actuais a História de Portugal já não merece a importância ao nível do ensino escolar comparativamente com a de há 30 anos para trás, tanto no ensino básico (primário) como no secundário. A própria disciplina foi aglutinada à componente das ciências, designando-se agora de Meio Físico e Social, perdendo a identidade intrínseca.
Não importa aqui discutir critérios curriculares, mas é óbvio que na actual configuração resulta necessáriamente num menor aprofundamente geral da História de Portugal. Dito de outra forma, há temas ou períodos que foram relegados para um nível de importância básica, sendo ensinada a correr e de modo muito superficial, como gato sobre brasas.
Esta apreciação resulta do acompanhamento que faço do percurso escolar dos meus dois filhos (uma a acabar o 12º ano e outro a meio do básico) incluindo a leitura atenta dos próprios manuais.
Não me surpreende, pois, que quer um quer outro, apesar da cabeça fresca, se mostrem incapazes de responder às questões que profundamente aprendi na primária há 30 anos.
Por essas e por outras, resulta que os conhecimentos adquiridos nessa altura pela quarta classe (sem pré-primária) mostram-se hoje nitidamente superiores aos condizentes com o nono ano. Isto em todas as matérias, salvo na componente de TIC (tecnologias de informação e comunicação, que na altura computadores era coisa de cientistas) e até dou como perdida a informação sobre as nossas ex-províncias ultramarinas, de Cabo Verde a Timor, onde a sua história e geografia tinha que estar na ponta-da-língua, desde os rios, as serras, os caimhos-de-ferro, as províncias, capitais, etc.
Claro que são outros os tempos e os contextos, mas nesta realidade podem residir algumas das respostas ao actual estado geral de insucesso e indisciplina escolares.
Bom, tudo isto para dizer que por aqui, no Santa Nostalgia, iremos publicando alguns trechos da nossa História, desde os factos aos heróis, ilustrados quer por imagens dos antigos manuais escolares, quer através de cromos.
Neste sentido, e dando corpo a este propósito, começamos hoje por relembrar um dos heróis da nossa História, Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques, conhecido pelo seu gesto nobre de honradez perante o rei Afonso VII de Leão.
As imagens foram retiradas do meu Livro de História de Portugal da 4ª Classe, sobre o qual noutra altura falarei.
(clicar na imagem para ampliar)
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*****SN*****
Serões da aldeia - Histórias à lareira
As casas modernas são avessas a fumo, as lareiras são demasiado pequenas, muito decorativas e pouco funcionais e defronte não há lugar para uma roda onde caibam avós, filhos e netos.
Os netos estão entretidos com a televisão, com o computador e consolas de jogos.
Os avós, raramente coabitam com os filhos e netos. Quando muito vivem sozinhos ou relegados num qualquer lar de idosos.
Noutros tempos, quando a electricidade ainda não chegava à maioria das aldeias, ou se chegava, não entrava em todas as habitações, as grandes lareiras eram frequentes nas casas, mesmo nas mais pobres e depois de acabados os trabalhos no campo, para ajudar a matar as longas noites de Inverno, aconteciam os serões, com os mais velhos, de modo especial os avós, a contarem aos netos coisas do seu tempo, histórias ligadas ao campo, aos animais, velhas narrativas e contos sobre outros tempos, pessoas e lugares.
Enquanto isso, à luz da fogueira ou do candeeiro a petróleo, as mulheres entretinham-se a fiar ou a remendar a roupa.
Pessoalmente recordo-me de alguns desses fantásticos serões. Os meus avôs paternos tinham uma enorme casa de lavrador (que passou para o meu pai), por sua vez com uma lareira enorme, daquelas abertas, com um balcão em granito ao fundo, chamado pial. Por cima, o grande saco da chaminé, onde dormiam presuntos e salpicões.
Assim, nas longas noites de Inverno, depois da ceia (jantar), por vezes com a chuva e o vento a fustigarem impiedosos a noite, toda a família reunia-se ao redor da fogueira, onde crepitavam grandes tocos (lenha proveniente das cepas das árvores, conseguidas com muita força na picareta e no machado). Assim, depois da habitual reza do Terço, onde os mais novos não resistiam à lengalenga e “passavam pelas brasas”, logo depois começava a parte melhor, com o avô a contar das suas. Umas vezes sobre coisas vulgares, outras, porém, histórias fantásticas, que até metiam bruxas e espíritos, vagueando por casas e caminhos assombrados. Nessas alturas, escusado será dizer que, para além do fascínio do enredo, “a mais grossa era como azeite”, isto é, ficávamos assustados e depois da entrada na cama, permanecíamos debaixo dos cobertores a arfar de calor e de medo.
Mas, apesar disso, quase sempre ficávamos (eu, os meus irmãos chegados e os meus primos) fascinados por tantas histórias. Muitas delas ficaram marcadas nas nossas cabecitas até aos dias de hoje.
Para além do mais, apesar de não ser presença nesses serões, recordo-me sobretudo da minha bisavó materna, a qual habitualmente, enquanto a minha mãe trabalhava na lida do campo, tomava conta de mim e de meus dois irmãos mais chegados. Essa fase ocorreu entre os meus cinco a oito anitos. Depois, com essa idade, o pouco tempo que sobrava da escola era investido a ajudar os pais na casa e no campo, incluindo o tomar conta dos irmãos mais novos.
Essa minha bisavó tinha de facto o condão de contar. Histórias, contos, lendas, etc. Para além do mais era um repositório vivo de sabedoria dos velhos usos e costumes. No tecto da sua sala, secavam solenes molhos de diversas plantas medicinais e milagrosas, que colhia no jardim, no campo, no pinhal e até nas bermas dos caminhos, desde o hipericão, a murta, a salva, as malvas, a erva-de-S.Roberto, barbas-de-milho, cidreira, limonete (erva-luisa), e muitas outras. Para todas as maleitas a minha bisavó tinha remédio. Era uma espécie de ervanária do lugar.
Como se isso não bastasse, era muito procurada na aldeia para “talhar” (reza que supostamente curava) alguns males, como o tesourelho, ou tresorelho (papeira), as bexigas, o sarampo, a gipela, as aftas, o bichoco (borbulhas) e outras maleitas incluindo o “mau-olhado”.
Tantas vezes assisti (e fui alvo) dessas rezas, desses “talhamentos”, mas era demasiado pequeno para me interessar pela sua recolha. Foi pena, pois apesar de morrer com quase 96 anos, não durou para sempre a minha saudosa bisavó.
Apesar de tudo, alguém na família conseguiu preservar algumas rezas. Por exemplo, contra o “mau-olhado”, que tanto se aplicava a pessoas como a animais, sobretudo gado.
Colocava-se a mão direita, empunhando um terço benzido, contra a testa da pessoa ou do animal e rezava-se:
Esse ar que te deu, quem to daria,
Que não fosse por maldade,
Que não fosse por vingança?
Talha-to por Deus e pela Virgem Maria,
Em quem porás toda a esp´rança,
E p´las Três Pessoas da Santíssima Trindade.
Assim como elas querem e podem,
Ao toque do nosso sino (da igreja da aldeia),
Pelo Seu Poder Divino,
De onde este mal veio depressa lá retorne.
Esta reza deve ser feita durante sete dias consecutivos, de preferência antes do toque das Ave-Marias, entoado pelo sino da igreja da aldeia.
3/19/2009
Gelatina Royal - Quem não gosta?...
Já tive a oportunidade de falar nesta espaço dos famosos refrescos em pó Royal. Hoje recordo outro produto Royal, as famosas gelatinas, tão do agrado das crianças como dos adultos.
Este cartaz publicitário dos anos 60, para além de publicitar os 6 sabores disponíveis na altura (ananás, pêssego, tutti-fruti, laranja, morango e cereja), fala-nos de um livro que era oferecido, o qual continha receitas com gelatina e ainda desenhos para os miúdos colorirem. Recordo-me de ter um livro destes. Infelizmente perdeu-se.
Apesar de tudo, confesso, nunca gostei particularmente de galatina pelo que do produto apenas me fascinavam as suas cores brilhantes e o aspecto de borracha transparente, sempre a tremer.
Este pouco gosto pela gelatina não se transmitiu aos meus filhos já que são gulosos por esta sobremesa, preferindo sobretudo a de morango.
É claro que nos anos 60 a gelatina eram já um produto muito popular, pela facilidade de preparação e até porque tinha um preço acessível. Todavia, nessa época, as sobremesas eram mais de carácter tradicional e pessoalmente preferia um doce-de-coco, uma mousse caseira ou um leite creme.
Hoje em dia, a gelatina Royal é comercializada em diversas variantes, incluindo as chamadas light, já preparadas e vendidas com embalagens do tipo das dos iogurtes, supostamente com menos açúcar e corante. A este propósito, por diversas vezes a gelatina Royal tem sido apontada na comunicação social como tendo excesso de açúcar e corantes. Convém, por isso, ter algum cuidado no consumo exagerado.
As gelatinas Royal pertencem ao grupo Kraft Foods Inc., a segunda maior empresa mundial do sector de alimentos, a qual detém a marca dos refrescos Tang entre muitas outras, tais como a Toblerone, Milka, Suchard, Nabisco e Oscar Mayer.
3/18/2009
Com DUM-DUM não escapa um...
Já tivemos a oportunidade de falar aqui de um dos mais populares insecticidas contra melgas, moscas e mosquitos, precisamente o BOMBA H.
3/17/2009
Sandokan - O tigre da Malásia
Philippe Leroy --- Yanez De Gomera
Carol André --- Marianne
Hans Caninenberg --- Lord Guillonk
Adolfo Celi --- Lord Brooks
Andrea Giordana --- Sir William Fitzgerald
Renzo Giovampietro --- Dr. Kirby
Milla Sannoner --- Lucy
3/16/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 3
3/14/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 2
3/13/2009
O novo livro de leitura da 4ª classe - 1973
Hoje falo do livro escolar " O novo livro de leitura da 4ª classe", uma edição de 1973 da Porto Editora, de autoria de António Branco.
O livro, com capa dura, apresenta as dimensões de 150 x 210 mm, com 144 páginas.
Sendo um dos últimos manuais do tempo de Estado Novo, imediatamente anterior ao 25 de Abril de 1974, é simultaneamente um dos melhores livros de leitura do ensino primário de sempre, quer pela qualidade e diversidade dos textos, quer pelas excelentes ilustrações de Eugénio Silva e pela sua qualidade gráfica geral. Por outro lado, António Branco era um autor experiente que produziu excelentes edições de manuais para o ensino primário, nomeadamente nas disciplinas de História e Ciências Geográfico-Naturais. É caso para se dizer que hoje já não se fazem livros assim.
Para além da qualidade geral do livro, de referir a introdução de histórias com recurso à técnica da banda desenhada, uma das especialidades do ilustrador.
Outros tópicos sobre livros escolares:
Livro de leitura da primeira classe
Cadernos escolares - Monumentos
Cadernos escolares - A família Pituxa
Livro de leitura da segunda classe
Livro de leitura da terceira classe
Livro de leitura para a 4ª classe
O livro da primeira classe - 1954
Caderno escolar - João de Deus
Laranjada Schweppes
Cartaz publicitário da Schweppes, de 1964.
A Schweppes, criada em 1873 em Inglaterra pelo alemão Johann Jacob Schweppe, é assim uma bebida com uma longa história, sendo considerada a marca mais antiga de refrigerantes a nível mundial.
É sobretudo conhecida pela Água Tónica e Ginger Ale, habitualmente usadas na confecção de cocktails, num segmento de mercado conhecido como bitter e mixer.
É conhecida pelas seguintes variedades: Schweppes Tônica, Schweppes Tônica Light, Schweppes Citrus, Schweppes Citrus Light e Schweppes Club Soda.
Devido às muitas voltas da marca no mundo empresarial, em 1969, a empresa integrou-se na Cadbury Group formando assim a Cadbury Schweppes. Em 1999, em alguns países a marca foi vendida à Coca-Cola Company, como no Brasil, mas noutros mantém-se autónoma.
É claro que para mim e para muito mais gente, a Schweppes era sinónimo de uma boa laranjada, tão apetecida nos dias quentes do Verão, principalmente a meio das brincadeiras da rapaziada.
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