8/04/2010

Broa de milho


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broa

forno pao santa nostalgia

masseira de pao
Hoje em dia o pão chega-nos fresco logo pela manhã, distribuído pelo padeiro da zona ou adquirido em qualquer estabelecimento de produtos alimentares.
Faz habitualmente parte das nossas refeições, mas é consumido de forma automática, sem sequer percebermos toda a lida que esteve por trás da sua confecção, ainda que em padarias modernas e automatizadas.
Mas nem sempre foi assim. Noutros tempos, principalmente em ambientes de aldeia, o pão para consumo durante a semana era confeccionado e cozido na própria casa.

Reavivando as memórias do meu tempo de criança, recordo que em casa dos meus pais, a exemplo de muitas outras famílias, existia o tradicional forno onde semanalmente, todas as quartas-feiras, a minha mãe reservava a parte da manhã para cozer o pão.
Para isso existia um móvel em madeira, designado de masseira, onde a farinha misturada com a água era amassada à força de braços e mãos. 
  
Como era tradicional na minha região, era utilizada principalmente a farinha de milho, quase sempre pura mas por vezes misturada com farinha de centeio, emprestando ao pão uma cor mais escura e diferente sabor. A farinha de trigo era muito raramente utilizada e apenas em ocasiões especiais e mais para confecção de regueifa doce, nomeadamente pela Páscoa.
O processo principiava na véspera, com a moagem de um saco de farinha no moinho de água, propriedade da família. Depois a farinha deveria ser bem peneirada.
À mistura de farinha e água quente era acrescentado o fermento, chamado de crescente, que era um pouco de massa guardada da anterior amassadura. Este fermento era indispensável à levedura da massa. 
  
Recordo que quando a cozedura não era semanal, era necessário arranjar o crescente fresco pelo que era usual ir pedir a uma das vizinhas, pois era um risco usar fermento fora de prazo.
Depois de preparada a massa, esta era aconchegada num dos cantos da masseira. Era feita uma cruz em baixo relevo, com o topo inferior da mão e no meio da cruz era espetada uma cebola crua, que permitia acelerar a levedura.
Depois era feita a tradicional benção. A minha mão rezava assim:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo:
S. Vicente te acrescente,
S. Mamede te levede e
S. João de te faça pão.
Amem.
Por vezes rezava-se uma Avé-Maria.
Esta reza, ou esta benção, tem alguns pontos comuns noutras regiões do país mas, naturalmente, apresenta-se de forma diferente, mais simples ou mais complexa. Eis alguns exemplos que colhi aleatoriamente em diversos sítios da internet.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo:
S. Vicente te acrescente e
S. João de te faça pão.
Deus de acrescente
Dento de forno,
E fora do forno
E a quem te comer.
São Vicente te acrescente
São Romão te faça pão
O Senhor te ponha a virtude
De mim fiz eu o que pude.
S. Vicente te acrescente,
S. Humberto te levede,
S. João te faça pão,
Para comer e p'ra dar.
Deus te queira acrescentar.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Reza-se então um Padre Nosso e Avé Maria.
S. Vicente te acrescente,
S. Mamede te levede,
S. João te faça pão,
E Deus Nosso Senhor te deite
Sua divina benção.
O Senhor te acrescente,
E te queira acrescentar,
Para comer e mais para dar.
Em nome do Pai, do Filho
E do Espírito Santo, Amén.
S. João levede o pão
S. Vicente te acrescente
Sta. Marinha levede a beijinha
Em honra de Deus e da Virgem Maria
Um Pai-Nosso com uma Avé Maria
S. Vicente te acrescente,
S. Sebastião te faça bom pão e
Deus te cubra de divina bênção.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
São Vicente te acrescente,
Sã Mamede te levede,
E todas as almas santas
Te ponham a sua virtude.
São João te faça pão,
Com a graça de Deus e da Virgem Maria.
Cresça ó pão no forno
E o bem pelo mundo todo.
Nós a comer e ele a crescer,
Que não possamos vencer,
P’rá minha alma quando for
O eterno descanso, Senhor.
Para a massa levedar
S. Vicente te acrescente
S. João te faça pão.
Em louvor da Virgem Maria
Um Padre-nosso e uma Avé Maria.
Quando a massa se mete no forno
(com a pá faz-se uma cruz)
Cresce o pão no forno.
Ele a crescer
Nós a comer
Nunca o poderemos vencer.
Deus que te levede
Deus que t’acrescente
Com a graça de Deus e da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Avé-Maria

S. Mamede te levede
S. Vicente t’acrescente,
S. João de ti faça bom pão,
Deus te ponha a virtude
Que da minha parte fiz tudo que pude.
Um Pai-Nosso e uma Avé-Maria.

O Senhor te levede
S. Pedro te acrescente
E o Senhor te faça pão
Com o poder da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Avé-Maria
IV
S. Vicente t’acrescente,
S. Mamede te faça pão,
Em louvor de Santiago
Não fiques nem insosso nem salgado

São João te faça pão,
S. Mamede te levede,
S. Vicente t’acrescente
Em louvor de Deus e da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Avé-Maria.

S. Crescente t’acrescente
S. Mamede t’alevede
S. João te faça pão
E Deus te cubra de benção
VII
S. João te levede
S. João t’acrescente
S. João te faça pão
Pelo poder de Deus e da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Avé-Maria.
Como se verifica, o S.Vicente está presente na quase totalidade dos exemplos. Apesar disso, S. Mamede, também muito participativo, é considerado o padroeiro do pão.
Depois de feita esta benção, a massa era coberta com um pano quente e era fechada a masseira. A levedura, dependendo da quantidade de massa, poderia durar mais ou menos uma hora.
Entretanto o forno já tinha sido acendido e nele laborava uma boa fogueira durante pelo menos duas horas para esquentar bem. No caso da cozedura da regueifa doce era usada preferencialmente lenha da poda da vinha e urze, queiró e carqueja do mato.

Quando a massa estivesse preparada, o forno era limpo dos resíduos da fogueira e varrida a cinza.
Depois, em cima de uma pá de madeira, era colocada uma camada de farinha fina e sobre ela era colocada uma porção de massa, entretanto preparada em forma de bola. Uma vez na pá era ligeiramente moldada de forma a ficar com uma base plana. Depois de assim preparada era introduzida no forno. Este processo era repetido de acordo com a quantidade de broas. Normalmente a minha mão cozia quatro a cinco broas.

Importa dizer que, antes da entrada no forno da broas, eram cozidos de forma rápida os bolos, um pão em forma circular, achatados, com uma espessura de cerca de 2 a 3 centímetros a que algumas vezes eram revestidos superiormente com sardinhas ou carne. Para mim e para os meus irmãos, a minha mão habitualmente preparava uns bolos de tamanho pequeno (os bolinhos), talvez com cerca de 10 centímetros de diâmetro e também os chamados picões, que eram redondos e pontiagudos nas pontas.

Depois destas cozeduras rápidas, então eram colocadas as broas, cobertas com uma camada de farinha, para melhor formar a côdea (parte dura da superfície superior da broa) e fechado o forno. A maior parte dos fornos não tinham porta com sistema de fecho pelo que era necessário vedar a porta, sendo para isso utilizado o resto da massa. Isto em minha casa, pelo que em tempos de maior crise, para não se desperdiçar a massa, era utilizado barro. Havia até quem utilizasse uma mistura de terra com bosta de vaca que pela quantidade de fibras era adequada à consistência da massa de vedar.

Uma vez fechada e vedada a porta do forno, esta era benzida com o Sinal da Cruz, feito com a pá. Estava terminada a tarefa pelo que restava aguardar uma a duas horas, conforme o tamanho do forno, a sua capacidade de aquecimento e da quantidade de broas.
Um dos momentos mais apetecidos era o da abertura do forno, pelo qual saía uma bafarada quente com aroma a pão quente. Só isso confortava a alma pelo que a barriga só depois de arrancado um naco de broa. Era conveniente, contudo, deixar arrefecer um pouco pois o ditado popular dizia que "Pão quente, diabo no ventre", o que significa que é perigoso comer pão muito quente.

As broas já cozidas eram retiradas com uma outra pá, esta em chapa de ferro, própria para se introduzir debaixo da broa para facilitar a sua remoção.
O pão então era colocado numa caixa de madeira e coberto e assim serviria para a companhar as refeições durante toda a semana. Claro que também servia de petisco fora das refeições, acompanhando uma mão-cheia de azeitonas, também da casa ou um pouco de salpicão de lavrador.

Com o avançar dos anos, estas práticas deixaram de ter lugar na maioria das famílias e já mesmo na aldeia são raros os exemplos deste tipo de confecção caseira. Claro que ainda subsistem, principalmente em aldeias do interior, ainda muito dependentes de uma agricultura de subsistência, mas são uma espécie em vias de extinção. Na minha aldeia ainda há pelo menos duas casas que produzem semanalmente a broa de milho caseira, seguindo praticamente os métodos artesanais de tempos antigos, mas já com uma vertente comercial. Mesmo assim, fazem com que ainda se coma broa de milho à moda dos nossos avós, dando um melhor acompanhamento a certas comidas, nomeadamente uma sardinha assada ou uns bons rojões caseiros.

7/30/2010

Pó Talco Tandem

 

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Cá temos o talco Tandem, publicitado como ideal para bébés, com o seu ingrediente exclusivo, o H-3, que elimina rápidamente e previne as irritações da pele provocadas pelas fraldas.

Verdade se diga, tenho muitas memórias à volta do pó-de-talco, desde logo porque muitas vezes o usei na muda das fraldas a alguns dos meus irmãos mais novos, mas a marca que nessa altura se usava, quase omnipresente, era a Johnsons, nuns frascos cilíndricos, cor de rosa.

Deste Tandem, cujo nome nem é lá muito apelativo, não me lembro de ter passado pela farmácia da casa e por conseguinte não deve ter ajudado a suavizar as partes íntimas dos meus manos. Seja como for, o pó-de-talco, numa altura em que as fraldas não eram descartáveis, mas sim uns quadrados de pano de algodão, reutilizados até se romperem, afixados com o famoso alfinete de bébé (rosa para meninas e azul para meninos), era um produto com grande importância nos cuidados da higiene intíma, sobretudo de bébés e crianças. Merece, pois, um destaque especial nas nossas memórias nostálgicas, seja da marca Johnsons, da Tandem ou qualquer outra.

 

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Produtos de higiene para bébé – Johnsons
Ralay Baby – a higiene para o bébé
Sabonete e pó-talco Bebex

7/29/2010

Chocolates Aliança


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Confesso que desconheço de todo o que aconteceu à fábrica de chocolates Aliança. Encerrou? Quando? Terá sido retomada por outra empresa, a exemplo do que aconteceu em 2000 com a popular Regina, agora propriedade da Imperial?
São questões que de facto desconheço e nem consegui apurar pois as informações disponíveis são reduzidas e quase inexistentes.
Apesar disso, tenho boa memória desse chocolate que nos anos 70 a minha mãe comprava de vez em quando para confeccionar uma guloseima, especialmente ao Domingo, ou em dia de festa.
O cartaz publicitário que acima publico refere-se, pois, ao chocolate Bleuville, da Aliança, utilizado na confecção de doces, bolos e mousses.
Fica a memória desses doces tempos de criança e das não menos deliciosas lambarices.

Actualização:
Já depois do post original, obtive mais algumas informações sobre a Aliança:
A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares, S.A. cujos produtos são comercializados sob a marca Vieira, uma das maiores fábricas do país com instalações em Gavião – Vila Nova de famalicão. A Vieira de Castro foi fundada em 1943, então como fabricante de pastelaria tradicional e regional.

Por sua vez a Aliança remonta a 1919 altura em que é criada a Sociedade Industrial Aliança originada pela fusão das anteriores empresas "Fábrica do Caramujo" de Viúva de A.J. Gomes e C.ª e "Cruces & Barros", obviamente mais antigas.

7/28/2010

Desodorizante 8x4

 

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Como tempo passa… Na verdade vai para dois anos que falamos aqui do desodorizante 8x4, uma das clássicas e populares marcas detidas pela Beiersdorf, tal como o creme hidratante Nivea.

Volvido todo esse tempo publicamos um novo cartaz publicitário, desta vez dedicado à variante “sport”, então disponível em spray e em stick.

7/27/2010

Salazar

 

Passam hoje 40 anos (27 de Julho de 1970) sobre a morte de António Oliveira Salazar, primeira figura do regime de ditadura que vigorou no nosso país até 25 de Abril de 1974.
Amado por uns e odiado por outros, teve, contudo, a virtude de estabilizar o país após o caos, guerra civil, anti-clericalismo e anarquia geral em que vegetava a jovem República de Afonso Costa e companhia , mas o apego ao poder num contexto de um regime fechado e repressivo, agravado pelo tumor da guerra do Ultramar, uma política de "orgulhosamente sós", contra os sinais sentidos pela sociedade e ignorando os apelos da comunidade internacional, foram os seus grandes pecados. Com a sua morte, precipitada dois anos antes, pelo famoso caso da queda da cadeira de lona no Forte de Santo António do Estoril, esperava-se uma nova oportunidade de democracia, com Marcello Caetano, seu sucessor, mas foi uma Primavera curta e o regime durou quase 7 anos mais.
Seja como for, quer se queira ou não, Salazar será sempre uma figura incontornável na História Portuguesa e apesar dos seus pecados, as suas virtudes ainda merecem a admiração e respeito de grande parte da nossa actual sociedade e talvez por isso foi o vencedor do Concurso "Os Grandes Portugueses", organizado pela RTP em 2007, merecendo quase metade do total das preferências de quem votou.


Quando criança, as memórias pessoais que tenho de Salazar, remontam aos livros escolares e ao seu retrato (que abaixo reproduzo) que, tal como o presidente da República de então (Américo Tomaz) figurava no meu livro de leitura da terceira classe.

 

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7/26/2010

Bronzeador Coppertone

 

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Hoje trago à memória o bronzeador Coppertone, uma marca inicialmente propriedade da Merck, que se fundiu recentemente com a Schering-Plough.

O Coppertone era popular já nos anos 50/60 e frequentemente era alvo de campanhas publicitárias, especialmente em revistas. Para além do primeiro cartaz acima publicado, ficou famoso o segundo, dos anos 50, com a imagem de um cãozito a puxar o calção de uma menina, expondo a diferença do bronzeado. Esta imagem mantém-se como ícone e símbolo da marca. Apesar disso, num contra ciclo, mas num período onde os temas da pedofilia têm tido grande destaque na sociedade moderna, a imagem original tem sido revista de modo a denunciar menos as nádegas da rapariguita.


Por não ser utilizador destes produtos, confesso (santa ignorância) que na actualidade desconheço se será ou não comercializado em Portugal, sendo que no Brasil, produzido pela Mantecorp, é muito popular.
Seja como for, o tempo é de praia e por estes dias excessivamente quentes, com Coppertone ou com outra marca qualquer, mais com protector do que bronzeador, importa sobretudo proteger a pele da radiação do sol, sobretudo de crianças e se possível, na sombra, debaixo do guarda-sol e evitando as horas mais perigosas (11/16). Todos os cuidados são poucos.

7/23/2010

NIVEA Creme

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- Cartaz publicitário de meados dos anos 60.

O creme hidratante NIVEA é um produto e uma marca reconhecida em todo o mundo e a sua popularidade advém da sua qualidade e intemporalidade.
A sua História é riquíssima e interessante e revela-nos um percurso de sucesso.
Aquela latinha azul (que até começou por ser amarela) com um creme branco e perfumado, provavelmente em todo o mundo existe em cada casa. 
 
Para além  de tudo o que se possa dizer sobre a NIVEA, há uma imagem que desde os anos 60 ficou associada à marca, quando esta introduziu no mercado as famosas bolas NIVEA, de tamanho generoso e de cor azul ultramarino, e que faziam a delícia  nas brincadeiras de praia. Por outro lado, na versão gigante, colocada num suporte em muitas das nossas praias, tornaram-se pontos referência e de encontro de namorados e essa imagem, que nos remete ao tempo de férias, praia e mar, faz parte indelével do mais grato imaginário de muitos de nós.
A NIVEA é uma das mais populares marcas propriedade da Beiersdorf.


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7/22/2010

Jaime Pacheco – 22/07/1958

 

Jaime Pacheco, conhecido pela sua carismática carreira como jogador e treinador de futebol, faz hoje 52 anos, já que nasceu em Paredes, em 22 de Julho de 1958.


Como futebolista jogou no F.C. do Porto - 1980/1984 (onde mais se notabilizou); Sporting - 1984/1986; de novo no F.C. Porto - 1986/1989; V. Setúbal - 1989/1991; Paços de Ferreira - 1991/1993; Sporting de Braga - 1993/1994.


Como treinador, o seu feito maior foi a conquista do Campeonato Nacional (I Liga) pelo Boavista F.C., em 2000/2001, mas nessa função, antes e depois, esteve ao serviço de muitos outros clubes, como o Paços de Ferreira, Rio Ave, União de Lamas, Vitória de Guimarães e Belenenses e ainda o Mallorca - Espanha e Al-Shabab, da Arábia Saudita.

De Jaime Pacheco, para além da característica e precoce careca, ainda enquanto jogador, é conhecido o seu carisma, sobretudo o seu discurso muito directo para além da sua intrínseca qualidade e que fez dele um excelente futebolista, tanto nos clubes por onde passou como também na Selecção Nacional, onde foi Internacional A por 25 vezes, onde se destaca a sua participação no Campeonato da Europa – França 84 e Campeonato do Mundo – México 86 (de má memória com o caso “Saltillo”).

Pela sua frontalidade, por vezes excessiva e incómoda, se calhar passou ao lado de uma carreira num dos “três grandes”, nomeadamente no F.C. do Porto, pelas raízes da sua ligação, mas demonstrou sempre ser um homem vertical, sem estômago para determinadas situações tão características e recambolescas do nosso futebol, sobretudo ao nível do dirigismo.

Por tudo o que representou e representa, deixamos aqui um simples tributo ao Jaime Pacheco, com a colagem de diversos cromos, dispersos pelas diferentes equipas e épocas, incluindo da Selecção Nacional.

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7/21/2010

Colgate - Dentífrico

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Cartaz publicitário de 1961, apresentando o dentífrico Colgate, na altura do seu lançamento em Portugal. Esta marca, a par da Pepsodent, serão certamente as marcas mais populares e usadas pelos consumidores portugueses desde a sua introdução no nosso mercado.

Por essa altura recordo-me que aos poucos os dentífricos, vulgo pasta de dentes, começavam a fazar parte da higiene oral no quotidiano das pessoas o que até ali nem sempre acontecia nomeadamente em ambientes de aldeias interiores. É claro que, recorrendo-se a produtos naturais, existia sempre alguma higiene. Por exemplo, mesmo sem a popularidade dos dentífricos, frequentemente era usada cinza da lareira para esfregar os dentes, o que resultava muito bem pois a cinza é um abrasivo macio. Também se utilizavam certas plantas.

Por outro lado, sendo certo que a medicina dentária estava muito pouco implantada, e quando havia necessidade de extrair um dente por vezes era o barbeiro da aldeia a fazer o papel de carrasco, mas também é verdade que de um modo geral as pessoas tinham uma alimentação mais saudável, sem as lambarices modernas repletas de açúcar, e isso reflectia-se na saúde dos dentes. Pelo contrário, existindo hoje bons dentistas e gabinetes odontológicos quase em cada esquina, também é verdade que estão quase sempre repletos de pessoas com problemas diversos, sendo por isso actividades muito rentáveis.

A História da marca:

1783
Recuemos, então, até 1783, ano do nascimento de William Colgate.
Nessa época, o sabão era feito em casa e sê-lo-ia ainda durante bastante tempo. Mas, este jovem norte-americano tinha visão para o negócio e, em 1806, com apenas 23 anos, estabeleceu-se com um pequeno negócio de sabões, goma e velas, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Decidido a fabricar e a comercializar artigos até então tradicionalmente feitos em casa, William apostou forte na grande qualidade e baixo preço do produto, fórmula certa para a conquista das consumidoras.
1817
Apercebendo-se da importância, cada vez maior, da publicidade, na comercialização dos produtos, cedo começou a sua propaganda em jornais e cartazes espalhados pelas ruas de Nova Iorque (1817).
1847
Devido à expansão do negócio, William mandou construir uma fábrica em Jersey City (1847), onde passaram a ser fabricados todos os produtos.
A morte de William Colgate, dez anos mais tarde, não afectou o negócio, passando a companhia a ser administrada por alguns dos seus familiares e associados.
1872 - 1898
Em 1872, foi lançado no mercado o sabonete "Cashmere Bouquet", o primeiro grande êxito comercial dos produtos Colgate, seguido, em 1873, pelo aromático creme dentífrico Colgate, embalado em boiões.
Em 1896, este creme dentrífico tornou-se no primeiro a ser embalado em tubos flexíveis, semelhantes aos actuais.
Nesse mesmo ano, foi estabelecido o primeiro laboratório de pesquisa Colgate.
Em 1898, foi introduzido no mercado o sabonete Palmolive (feito à base de óleos de oliva e palma), produzido pela B.J. Johnson Soap Company, mais tarde chamada Palmolive Company, devido ao êxito alcançado pelo sabonete do mesmo nome.
1913 - 1923
Em 1913, realizou-se a primeira exportação de sabão para Inglaterra, a partir da fábrica Colgate, em Toronto (Canadá). De tal forma a produção da companhia aumentou nos Estados Unidos, que se tornou necessária a construção de novas fábricas e a compra de outras, para remodelação.
Em 1923, foi construída uma fábrica em Sydney (Austrália).
1924
Em 1924, os produtos da Companhia foram, pela primeira vez, fabricados na Europa (Paris).
1928 - 1929
Em 1928 a Colgate Company associou-se à Palmolive Company. A fusão destas duas grandes companhias permitiu, não só, que ultrapassassem com sucesso a grande depressão económica de 1929, mas também que continuassem a sua expansão, contrariamente a grande quantidade de outras fábricas, obrigadas a fechar.
1937
Em 1937, foi iniciada a produção de detergentes.
1953 - 1956
Em 1953, a companhia adoptou o nome actual de Colgate Palmolive Company e, em 1956, mudou a sede para New York City.
1976
Em 1976, adquiriu a Hill's Pet Products, iniciando-se num ramo completamente novo: comida para animais de estimação.
A Companhia manteve sempre o mesmo ritmo, o que levou à continuação da aquisição de fábricas e marcas e ao lançamento no mercado de produtos cada vez mais dinâmicos, inovadores e competitivos.
Presentemente
Presentemente, a Colgate-Palmolive Company, produz e comercializa produtos que vão desde os de limpeza caseira (detergentes para a loiça e lava-tudo, lixívias, esfregões, detergentes para a roupa delicada, amaciadores, etc.), aos produtos de higiene pessoal e oral (sabonetes, gels de banho, shampoos, desodorizantes, pastas e escovas de dentes, linha para homem, etc.) e produtos para animais, tendo subsidiárias em cerca de 75 países, nos cinco continentes.
Produz detergentes para todo o tipo de lavagens, desde a vulgar barra de sabão das ilhas do Pacífico (onde a roupa ainda é lavada à mão nas águas do rio), aos amaciadores utilizados nas nossas máquinas de lavar e comercializa as suas marcas em mais de uma centena de países.
As fábricas, vão desde as instaladas na China e em África, onde a maior parte do trabalho efectuado é manual, até à moderna fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, totalmente operada por computador.
A Colgate-Palmolive em Portugal
E depois desta viagem pela Colgate-Palmolive Internacional, chegou o momento de sabermos um pouco sobre a Colgate-Palmolive em Portugal.
1959
A Colgate-Palmolive inicia a sua actividade em Portugal com os dentífricos Colgate e os sabonetes e produtos para a barba Palmolive. A distribuição era subcontratada e o escritório comercial situava-se em Lisboa.
1961
É realizado um contrato com a SNS - Sociedade Nacional de Sabões, para a produção dos sabonetes Palmolive. O dentífrico Colgate e os produtos para a barba Palmolive são produzidos pela Colgate-Palmolive em linhas instaladas na antiga fábrica da SNS em Marvila.
Anos 60-70
O sucesso inicial foi tão grande, que permitiu o lançamento de novos produtos, com uma frequência quase anual: dentífrico Colgate (1961), creme de barbear Palmolive em bisnaga e sabonete Cadum(1962), pó de limpeza Ajax (1963), escova de dentes Colgate (1964), dentífrico Colgate Flúor e esfregão Bravo (1965), shampoo Palmolive (1967), after-shave Palmolive (1968), limpa-vidros Ajax (1970) e limpa-tudo Ajax (1971).
1972
É inaugurada uma fábrica em Queluz de Baixo, para onde passou a produção da maioria dos nossos produtos.
1976
Investimento numa moderna máquina de injecção de plásticos, para produção dos frascos, o que permitiu a integração vertical do nosso processo fabril.
1980
É inaugurada a nova sede da empresa, também em Queluz de Baixo. As instalações passam também a servir como centro de distribuição dos nossos produtos.
1973-1990
Lançamentos de novos produtos continuaram com o Soflan (1973), a espuma de barbear em aerosol Palmolive (1974), o dentífrico Dentagard e o creme amaciador Palmolive (1982), o dentífrico Colgate Gel (1984), o lava-tudo Fabuloso (1986) e o dentífrico Colgate Júnior (1989).
1990
Em 1990 a Colgate Palmolive adquiriu à Quimigal, S.A. o grupo Unisol , um dos maiores na área de produtos de consumo em Portugal.
A Unisol trouxe para a Colgate importantes marcas locais como o lava-loiça Super Pop, a lixívia Javisol, e os produtos de higiene pessoal Festa, Feno, Pigal e Vert Sauvage.
1990-1992
Concentração das operações fabris no Sobralinho em Vila Franca de Xira e das comerciais nos escritórios em Queluz de Baixo.
Profunda reestruturação fabril iniciando-se a produção centralizada de líquidos para Portugal e Espanha no Sobralinho, após o fecho das fábricas de Alovera em Espanha e Queluz de Baixo em Portugal.
1992-1993
Construção e início de funcionamento de um moderno armazém de distribuição semi automático e consequente centralização das operações de distribuição no Sobralinho.

[fonte]

7/20/2010

Chegada do Homem à Lua

Passam hoje 41 anos (20 de Julho de 1969) sobre a primeira chegada do Homem à Lua. Foi pela missão Apollo 11, integrada pelos astronautas norte-americanos, Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins.
Para além da Apollo 11, mais 5 missões tiveram êxito e ao todo 12 astronautas norte-americanos tiveram o raro privilégio de pisar o solo lunar.
Tal como proferiu Neil Armstrong no momento histórico (pelos vistos de forma ensaiada e não espontânea), tratava-se de "um pequeno passo para o Homem mas um grande salto para a Humanidade".
Decorrido todo este tempo, e apesar do sucesso de outras missões posteriores à Apollo 11, e apesar da importância do assunto para os rivais na corrida espacial, a União Soviética (URSS), a verdade é que ainda vão ganhando adeptos algumas teorias de fraude, defendendo e tentando provar que tudo o que foi divulgado à volta da 1ª chegada do Homem à Lua foi forjado algures num deserto dos Estados Unidos.
Quanto ao dia propriamente dito, era criança mas recordo-me do acompanhamento dado pela RTP, em plena era do preto-e-branco. Segui o assunto com a curiosidade e fascínio próprios da idade e à noite não evitava ir à rua e olhar de boca aberta para o céu nocturno, tentando, em vão, ver os astronautas a passearem na Lua, aos saltinhos nos seus fatos espaciais.

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