11/09/2010

Ferro de passar

 

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- Cartaz publicitário ao ferro de passar da General Electric Portuguesa, do final dos anos 60.

O ferro de passar tem uma longa história e há referências aos princípios da sua utilização desde o séc. VIII (há fontes que referem o séc. IV), nomeadamente na desde sempre inventiva China, embora na sua forma mais ou menos convencional e modo de utilização tenha sido desenvolvido a partir do séc. XVII altura em que o vestuário engomado caíu em desuso.

O ferro de passar eléctrico surgiu em 1882 com a patente a ser registada pelo norte-americano Henry W. Seely (2 de Julho de 1854, Richville, Kentucky) e uma década depois era introduzido o sistema de calor por resistência, tecnologia que embora com naturais desenvovimentos se mantém como o sistema dos actuais modelos de ferros eléctricos. Nos anos 20 foi introduzido o controlo de temperatura com termostato. O ferro de passar com intregração de vapor apareceu mais tarde, nos anos 1950 embora o seu sucesso e popularidade sejam relativamente recentes com os modernos sistemas de caldeira.
É verdade que na forma básica e na função não houve assim uma grande evolução (basta comparar um qualquer modelo actual com o do representado no cartaz publicitário dos anos 60), mas a tecnologia e eficiência conheceram naturais desenvolvimentos ao longo dos tempos incluindo a vertente dos materiais aplicados.


Da minha infância, recordo sobretudo os clássicos ferros de passar em ferro forjado, cuja base era aquecida por brasas que se introduziam no seu interior. Assim a sua característica "boca", na parte frontal servia para alimentar de ar o braseiro e para servir de chaminé aos fumos. É claro que deste modo não havia o cómodo controlo de temperatura, como nos ferros eléctricos, bem como para grandes quantidades de roupa a passar era necessário um constante abastecimento de brasas.

Mesmo dentro deste tipo de ferros, havia naturalmente os mais elaborados, com pinturas e alguns outros motivos decorativos, aos mais básicos e simples. Todos tinham em comum uma base ou grelha, também em ferro, que servia para pousar o respectivo equipamento, uma pega superior revestida a madeira que por sua vez estava afixada à tampa que era presa ao restante corpo ou caixa por um fecho. Também existiam outros que em vez de brasas usavam placas que eram previamente aquecidas no interior de uma fogueira.


Mesmo já existindo os ferros eléctricos (que eram um equipamento de luxo e condicionado a quem tivesse rede eléctrica, que não era para todos) foi assim que a minha mãe durante muitos anos passou a roupa a ferro, tarefa que fazia quase sempre ao Sábado de tarde. É claro que no meio de tantos afazeres numa casa com muita criançada, por vezes lá surgia uma queimadela (dizíamos xardadela) e para além de tudo havia o risco de alguém se queimar. Felizmente nunca aconteceu.

Actualmente estes modelos de ferros de passar, sobretudo os de placas e de caixa (aquecimento com brasas) encontram-se com relativa facilidade em feiras de velharias, sendo adquiridos agora como objectos meramente decorativos e testemunhos de outros tempos.

-Abaixo alguns modelos clássicos, sendo que o último é o mais semelhante com o ferro de passar que existia lá em casa.

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11/05/2010

Schweppes…uma boa aposta

 

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A laranjada Schweppes já mereceu a nossa atenção num anterior artigo. Hoje voltamos à nostalgia, com um cartaz publicitário publicado em meados dos anos 1960, em que é feito o trocadilho com as apostas do então popular Totobola. Por isso, a ter em conta a sorridente menina do cartaz, beber Schweppes seria sempre uma boa aposta.

11/02/2010

Lâminas de barbear Schick

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Já tivenos a oportunidade de falar, aqui no blog, das láminas e máquina de barbear Gillette.
Hoje publicamos um poster publicitário - da primeira metade dos anos 1970) de outra grande marca concorrente, a Schick, tal como a Gillette, também com uma longa história.

Neste cartaz, o famoso agente 007, James Bond, num dos seus filmes “Vive e Deixa Morrer”, usando a então novidade Schick Injector.

A história desta marca começa com Jacob Schick, oficial do exército dos Estados Unidos, a quem se deve a introdução e patente da primeira máquina de barbear eléctrica, no início dos anos 1930.
Em 1970 a marca foi adquirida pela Warner Lambert Group que em 1992 juntou ao seu espólio outra marca clássica, a Wilkinson Sword, esta também com um passado longínquo, formando pouco depois a Schick-Wilkinson Sword. A dança de propriedade não parou e em 2000 a Warner Lambert foi adquirida pela farmacêutica Pfeizer, que por sua vez em 2003 vendeu a divisão à  Energizer Holdings (a das pilhas Energizer).
A Schick é a marca que mais vende a seguir à Gillette, embora a uma cota de mercado bastante distante. Para além de produtos dedicados ao barbear dos homens, é muito forte na venda de máquinas usadas pelas mulheres na depilação.

Por todo esse passado e pelas inovações que foi introduzindo ao longo dos tempos e por se tratar de um produto de uso quase diário, as lâminas Schick são motivo de memórias e recordações nostálgicas de outros tempos, desde a fase de adolescência e a partir da necessidade de dar sumiço aos pelos que teimavam em crescer pela cara. Hoje em dia, ainda uso as lâminas clássicas acopladas na tal máquina da Gillette. Todavia, são cada vez mais difíceis de encontrar à venda e apenas as Wilkinson têm aparecido. É verdade que não me parecem tão eficientes quanto as antigas congéneres da Gillette ou da Schick mas mesmo assim uma lâmina permite-me fazer pelo menos uma vintena de barbas.

10/28/2010

Combóios e Pastilhas elásticas Piratas

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Hoje, 28 de Outubro, passam 154 anos (1856) sobre a primeira viagam de combóio realizada em Portugal, exactamente no troço de Lisboa ao Carregado.
De lá para cá, o caminho-de-ferro conheceu momentos de enorme interesse, expansão e desenvolvimento, levando o comboio a quase toda a extensão do território nacional, unindo o interior ao litoral, o norte ao sul e até mesmo a Espanha e à Europa, mas com o desenvolvimento paralelo do automóvel e da rede de estradas, este meio de transporte foi perdendo importância, nomeadamente nos troços do Portugal interior, cujos factores decorreram sobretudo dos interesses económicos e da pouca rentabilidade desses percursos. Apesar disso, apesar de algum desse património estar irrecuperavelmente perdido, há esperanças de que algumas clássicas linhas sejam postas ao serviço num contexto turístico.

Ao invés, as linhas principais, que ligam as maiores cidades do nosso litoral, foram sendo ajustadas e mantêm-se como eixos determinantes no fluxo de pessoas e bens, entre o norte e sul. A questão do TGV - Combóio de Alta Velocidade, (do francês: train à grande vitesse), muito actual, uma vez ultrapassada a questão política e económica, será uma importante etapa da já longa história do comboio e caminhos-de-ferro em Portugal, agora numa perspectiva de extensão à Europa.

A este propósito, o da efeméride, trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos editada pela empresa Fomento Eborense, ligada aos produtos Diana, de onde se destacam as pastilhas elásticas Piratas. Aliás a caderneta era considerada um exclusivo das Pastilhas Piratas. 
 
A caderneta dos comboios apresenta duas versões, uma com 170 cromos e outra com os mesmos 170 cromos e um puzzle nas páginas centrais que comportam 20 cromos adicionais, portanto com 190 cromos. Por sua vez, ambas as versões parecem ter conhecido diversas edições, situação que se deduz pelo diferente grafismo do verso dos cromos. Estes são belas aguarelas representando comboios de diferentes épocas e categorias, desde os primórdios até aos tempos actuais (meados dos anos 70).

A caderneta apresenta um formato generoso de 235 mm x 335 mm e cada página com 1 cromos, excepto na última, apenas com 9.
No âmbito da popularidade das pastilhas elásticas Piratas, a empresa produziu várias colecções de cromos, nomeadamente a "Aviões a Jacto", "Europa Geográfica, Política e Económica" e também uma colecção de cromos de truques de magia bem como diversos cromos de outros temas, tais como as 80 histórias da Pirata Milocas e o João Balão, que cheguei a ter completa mas que se extraviou. 
 
Destaque também para a revista "O Pirata" que conheceu mais de centena e meia de revistas desde o ano de 1968 até quase final dos anos 70, bem como ainda o "Clube Pirata", que chegou a reunir quase cem mil sócios os quais beneficiavam de algumas promoções ligadas à marca.
Não surpreende, pois, que as pastilhas elásticas Piratas e o seu universo editorial estejam ainda bem vivos em todos aqueles que foram crianças nos anos 60 e 70, como é o nosso caso.

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10/27/2010

Vinagre Cristal – Espumante Magos

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Hoje, com um cartaz publicitário do ano de 1974,  trago à memória o vinagre Cristal, que desde há muitos anos dá um tempero ou toque especial nas nossas saladas e alguns pratos típicos, sendo, por isso, presença habitual nas despensas domésticas ou em restaurantes.

O vinagre Cristal é produzido pela empresa José Marques Agostinho, Filhos e Cia. Lda, do Entroncamento, com uma história de mais de 100 anos, também conhecida pela comercialização de uma marca igualmente a merecer referência, a Magos, vinho espumante distribuído em pequenas garrafas.

"A marca Cristal foi registada em 1939 e já conta com mais de 75 anos de existência no mercado.
Começou em garrafa de vidro, a embalagem disponível nessa época, sendo depois adoptada a galheta em polietileno, que lhe trouxe bastante sucesso.
Mais tarde, nos anos 90, passou para embalagem PET desenvolvida especialmente para a marca, garantindo uma melhor conservação do produto.
Em 1985 foi criada a marca Cristal Gourmet com o intuito de abranger outros tipos de segmentos alvo nomeadamente os apreciadores de vinagres “à moda antiga” (com aroma distinto e uma acidez intensa).
A marca Cristal ao longo dos tempos tem acompanhado o mercado de uma forma dinâmica, lançando novos sabores e aromas."

O vinho espumante Magos ainda deve ser um produto popular, até porque se vê com facilidade nas prateleiras dos estabelecimentos de distribuição, mas pessoalmente, que ainda o compro ocasionalmente,  parece-me que já teve melhores dias. Recordo-me que pelos anos 80 o Magos era uma bebida muito requisitada mesmo pela juventude, sobretudo ao fim-de-semana, já que emprestava um certo ar de comemoração sem ser necessário abrir uma tradicional garrafa de 0,75 l. Penso que o sucesso do Magos se deveu e deve sobretudo à pequena embalagem e quantidade, uma espécie de venda em dose individual.

"Durante a 2ª Guerra Mundial, em 1940, o Sr. António Marques Agostinho procedeu à importação dos equipamentos e da tecnologia para fabricar vinhos espumantes sob a "inovadora" técnica denominada “Método Charmat”.
Esta técnica permite a produção de vinhos espumantes de excelente qualidade de forma mais rápida e económica.
A nova tecnologia permitiu servir os consumidores com doses individuais, uma vez que não existia então oferta de espumante em garrafas de 200ml.
Procedeu-se ao lançamento do novo produto-vinho espumante MAGOS.
O MAGOS foi desde o seu lançamento um êxito comercial.
A evolução do mercado de vinhos com gás ditou uma decisão implementada quarenta e três anos depois do lançamento do espumante MAGOS: a apresentação ao mercado do MAGOS Frisante, um vinho mais fácil de beber e em linha com as novas tendências de consumo."

Quanto ao vinagre, sua origem e utilização, fica aqui um texto extraído do sítio da própria empresa fabricante do Cristal:

Ao longo da história o vinagre provou ser o mais versátil dos produtos alimentares. Desde à 10.000 anos até hoje, os consumidores continuam a utilizar o vinagre das mais variadas maneiras. O vinagre produzido actualmente é muito semelhante ao produzido nos tempos antigos, mas hoje em dia o vinagre foi redescoberto através da utilização de novos sabores. Assim, aos clássicos vinagre de vinho e de cidra, juntaram-se os vinagres: balsâmico, de arroz, de framboesa, aromatizados, entre outros.
O vinagre é produzido através de dois processos biológicos distintos, ambos resultantes da acção de microrganismos que transformam açúcares (hidratos de carbono) em acido acético. Ao primeiro processo é dado o nome de fermentação alcoólica e ocorre quando a fermentação transforma os açúcares naturais em álcool, em condições controladas. No segundo processo, existe uma bactéria que converte a porção de álcool em acido. É a partir desta fermentação acética que se forma o Vinagre.
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A José Marques Agostinho, Filhos e Cia. Lda, tem nestes dois produtos e marcas as suas principais referências comerciais, mas o seu actual portfólio conta com outros artigos como o azeite, vinagres de diferentes variedades, bebidas licorosas, pickles, molhos e condimentos como a maionese e o ketchup e também geleias. Em suma, uma empresa cimentada no sucesso e qualidade dos seus produtos e marcas e cuja história é, ao contrário de outros casos, sinónimo de consolidação e enriquecimento.

Actualização: 30 Março 2020.
Entretanto soubemos que a empresa  teve algumas mudanças e agora refere-se à Contemp - Companhia dos Temperos, L.da. Resulta da fusão entre as empresas José Marques Agostinho, Filhos & Cª. e ICPA - António da Silva & Filho, Lda., ambas com tradição vinagreira desde o início do século XX

Por sua vez a Magos também mudou de imagem, nomeadamente nos seus rótulos.

10/25/2010

Cores com sabores

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Hoje estive fora quase todo o dia, em serviço, e ao regressar, já por volta das 17:00 horas, parei numa pastelaria para tomar café. Na vitrine, a abarrotar de coisas doces e apetitosas, um belo pão-de-ló, fatiado. Essa imagem fez-me associar outra imagem e recuei no tempo, ao meu livro de leitura da primeira classe, nomeadamente à página 33, onde nunca mais esqueci as deliciosas ilustrações da Maria Keil, nomeadamente aquele belo pêssego, quase real e a convidar a uma fresca trincadela, ou mesmo a fatia de bolo, tão amarela como o pão-de-ló que minha mãe confeccionava por altura da Páscoa. Ficava sempre roído de inveja da menina Edite por receber aquela fatia de bolo, esperando, em vão, ser o próximo a ser servido.

Sempre que desfolhava o livro, essas imagens saltavam-me e com elas um doce apetite por coisas boas. Aliás esse livro estava recheado de coisas boas que apeteciam comer, nomeadamente as iguarias dispostas na mesa de Natal, na página 98. Hoje, ao reler, essas sensações são as mesmas, por isso intemporais.

10/24/2010

Binaca – Dentífrico de eficácia comprovada

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Cartaz publicitário ao dentífrico e elixir Binaca, publicado na primeira metade da década de 1960.

O Binaca, no formato de dentífrico em pasta e elixir, foi relativamente popular nos anos 60, mas nunca passou a popularidade de marcas como a Pepsodent, Colgate ou mesma a portuguesa pasta medicinal Couto.

A Binaca nessa época era uma das marcas da Ciba, empresa suiça, com origem em 1859, a qual em 1970 integrou a Geigy, também suiça, esta com origem bem mais remota, em 1758. Por sua vez, a fusão da  Ciba-Geigy Ltd com a Sandoz Laboratories, em 1996, deram origem ao poderoso grupo farmacêutico Novartis. Depois desta fusão, a vertente química proveniente da Ciba passou para a BASF.

Quanto à pasta de dentes Binaca, não me parece que seja actualmente comercializada no mercado português. Pelas pesquisas realizadas, são poucas as referências encontradas sobre o produto mas tudo indica que ainda seja produzido e com alguma popularidade em mercados como a Índia e Paquistão, de onde consegui relacionar um curioso spot publicitário televisivo.

Existe também o Binaca na específica versão de spray perfumado para a boca, como ajuda ao combate ao mau hálito, popular sobretudo nos Estados Unidos, onde é produzido pela empresa Dr. Fresh, Inc , mas não consegui apurar a relação desta marca e produto com a Binaca, dentífrico, da Ciba.

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10/22/2010

Atrix – Creme

 

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- Cartaz publicitário ao creme Atrix – 1970

Da mesma empresa proprietária do popular creme Nivea, a multinacional Beiersdorf, o creme Atrix, essencialmente vocacionado para o tratamento e protecção das mãos, também é um produto muito popular e com uma rica história, a passar de meio século, já que foi criada em 1955 por Oscar Troplowitz, igualmente um dos proprietários da Nivea nos seus primeiros tempos.
Tal como o creme Nivea, o Atrix tornou-se popular pelas suas elegantes latinhas, as quais ao longo dos tempos foram mudando de visual.

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- Tópico relacionado:

NIVEA Creme

10/18/2010

Modess – Quando as raparigas modernas conversam

 

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Ainda há alguns dias falamos da Modess, uma conhecida marca de pensos-higiénicos da Johnson & Johnson. Hoje trazemos à memória um novo (antigo - início dos anos 60) cartaz publicitário a esse produto da higiene íntima feminina.

Da leitura do cartaz e da sua mensagem, resulta a análise curiosa do facto de nos dias de hoje frequentemente se dar como adquirido que noutros tempos alguns assuntos eram tabú e as pessoas viviam fechadas num certo convencionalismo. Por isso não deixa de ser surpreendente, e desmistificador, vá lá, que num cartaz com 50 anos já se propagandeasse esse modernismo e esse à vontade das raparigas “já então modernas” em contraponto às suas avozinhas.

Agora podemos admitir que hoje em dia já não será pretexto ou sinal de modernidade que as raparigas falem entre si sobre os seus ciclos menstruais e os pensos higiénicos. Modernidade actual, e bastará ler a revista “Maria” ou outra do género”, lida maioritariamente por um publico feminino adolescente ou mesmo pré-adolescente, será discutir-se coisas triviais como perguntar se um beijo tido com o namorado implicará uma gravidez, ou que está a achar estranho o namorado, por este ao fim de duas semanas de namoro ainda ainda não querer ter relações sexuais ou ele a perguntar se será homossexual porque fica excitado quando pensa nos colegas ou preocupado por achar o seu pénis pequeno e descaído para a esquerda ou triste por a namorada não gostar de sexo oral por sentir nojo ou aflito por ela não querer outra coisa a toda a hora. Preocupações preocupantes.

Bom…bem sabemos que os famosos consultórios deste tipo de revistas extravasam os limites da realidade e aproximam-se mais de um certo surrealismo de mentalidades com pouca saúde, tanto mais tendo em conta o indesculpável fácil acesso à formação e informação. Mesmo não usando estes exemplos como regra, a verdade é que todos sabemos mais ou menos onde assenta ou fundamenta a modernidade da maioria dos nossos jovens. As redes sociais na Web são palco desse mundo moderno onde as amizades, seja lá o que isso significa, são medidas ou contadas aos milhares quando, afinal, essas pseudo-relações virtuais são conseguidas no escuro e na solidão de um quarto ou de uma sala. As sequências e consequências são já palpáveis mas daqui a 50 anos esta realidade terá certamente a mesma desmistificação do que a agora transmitida pela leitura contemporânea do cartaz da Modess.

Concluimos, pois, que a modernidade é sempre o tempo presente e somos tão modernos hoje em relação ao ontem como amanhã seremos em relação a hoje. Confuso mas compreensível.

10/14/2010

Desodorizante MUM

 

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Hoje trago à memória um cartaz publicitário do princípio dos anos 60, alusivo ao MUM, uma popular marca de desodorizante com o sistema de roll, com uma esfera plástica na boca do frasco que ajuda a distribuir o produto, este ligeiramente leitoso.
É claro que para além deste formato, porventura o mais popular nos nossos dias, o MUM já existiu na variante spray e também em latinhas de creme.
Em diversas alturas cheguei a experimentar o MUM mas nunca foi hábito que pegou, mas reconheça-se que é um excelente produto.

A Bristol-Myers Squibb teve a sua origem no longínquo ano de 1858, pelo então jovem médico da Marinha dos USA, Robinson Squibb, em Brooklyn, Nova York, Estados Unidos, como empresa de produtos farmacêuticos.
Mais tarde entraram na sociedade William McLaren Bristol e John Ripley Myers e ambos investiram na compra da Farmacêutica Clinton. Em 1895, Robinson Squibb afastou-se e passou a maior parte das responsabilidades para seus filhos e a empresa passa a designar-se de ER Squibb & Sons.
De então até aos nossos dias, a Bristol-Myers Squibb foi passando por mudanças significativas, ao ritmo e exigências do mercado, mas  hoje em dia é uma importante empresa no sector de produtos farmacêuticos e de higiene íntima.

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- MUM, algumas embalagens na actualidade

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