4/11/2011

Bozo, o palhaço mais famoso do mundo

 

Quem se recorda da série de animação "Bozo, the world's most famous clown", "Bozo, o palhaço mais famoso do mundo"?


De momento não posso precisar a data de exibição na RTP, mas tenho ideia de que terá sido no final dos anos 70, o mais tardar no princípio dos anos 80.
Trata-se de uma série com origem nos Estados Unidos, produzida pela Larry Harmon Studios (detentora dos direitos da dupla “Laurel & Hardy”), em 1958, com um total de 163 episódios com cerca de 6 minutos cada.
A série foi inspirada na figura do próprio palhaço Bozo, de carne-e-osso, figura popular nos Estados Unidos nos anos 50, uma criação de Alan Wendell Livingston e interpretada por Larry Harmon. Seria o prórprio Larry a emprestar a voz ao personagem na série de animação.
O palhaço Bozo era uma figura deveras engraçada, com o seu característico fato azul, o seu penteado ruivo e, claro, a sua cara de palhaço.

As histórias giravam à volta do dia-a-dia do circo onde trabalhava Bozo e os envolvimentos ou peripécias com o seu patrão, o Sr. Loyal e o pequeno Butchy, entre outros.  Uma das características de Bozo, que se destacava nos curtos episódios, eram as suas sonoras gargalhadas.


Apesar de hoje em dia  quase não ser recordada, esta série era muito apreciada pela criançada. Fica assim aqui registada a referência, a memória.

bozo the clown sn

bozo the clown 

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4/06/2011

Rafael

 

sagrada familia rafael

Rafael, o jovem pintor renascentista, para além da riqueza da sua obra, justamente considerado como um elemento da tríade de mestres do Renascimento, com Michelangelo e Leonardo da Vinci, teve a particularidade de ter nascido e morrido no mesmo dia e mês (nasceu a 6 de Abril de 1483 e faleceu aos 37 anos, em 6 de Abril de 1520), no que não deixa de ser uma coincidência do destino.


Apesar da sua curta vida, a sua obra é vasta e deslumbrante, embora parte da sua execução seja atribuída ao seu ateliê, nomeadamente ao seu discípulo e assistente Giulio Romano.


4/03/2011

Salgueiro Maia

 

Passam hoje 19 anos sobre o desaparecimento de Salgueiro Maia (3 de Abril de 1992), uma das importantes figuras da revolução de 25 de Abril de 1974.

Um dos melhores militares de Abril, porventura um dos poucos que vislumbrou e viveu a revolução no seu sentido mais profundo e genuíno, muito para além daqueles que apenas pretenderam substituir uma ditadura de direita por uma de esquerda.

salgueiro maia

rabisco: Santa Nostalgia


3/31/2011

Os dedos – Dedo mendinho quere pão…

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Num post de 26 de Agosto de 2008, recordamos aqui algumas das brincadeiras ou lengalengas associadas aos dedos das mãos.

Hoje voltamos à carga, agora com a publicação de uma página extraída de um belo livro de leituras da 2ª classe, datado de 1941 do qual já aqui falamos.


3/28/2011

Alexandre Herculano

 

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Passam hoje 201 anos (28 de Março de 1810) sobre o nascimento de Alexandre Herculano, historiador, jornalista, poeta e escritor. Um dos nomes grandes da nossa escrita.

Incontornáveis a sua História de Portugal, “O Bobo”, “Eurico, o Presbítero” e “Lendas e Narrativas”.


3/25/2011

Fósforos – Caixas antigas

 

Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.

 

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3/24/2011

Carros tradicionais portugueses

 O carro-de-bois, será certamente um dos mais primitivos meios de transporte, remontando a sua origem a tempos imemoriais, à altura em que Homem inventou a roda e aprendeu a domesticar os animais e a colocar a sua força ao seu serviço, em diferentes formas e contextos.
Em Portugal foi sempre  um instrumento importante no desenvolvimento do país e da sociedade, assegurando o transporte dos produtos necessários ao do dia-a-dia das populações, da floresta ou da campo bem como da matéria prima necessária à construção das cidades, vilas e aldeias, como pedra, madeira, areias, argilas, etc.

Hoje em dia ainda é utilizado mas apenas em meios rurais interiorizados, em aldeias com difíceis acessos, servidas por caminhos estreitos e sinuosos, onde o tractor não chega. Mesmo assim já serão raros os exemplares que sobrevivem.
Todavia, até há cerca de duas décadas atrás, mesmo já com a vulgarização do tractor, que susbtituiu em rapidez e eficiência muitas das tarefas do campo e da floresta, o carro-de-bois era um elemento vulgar na maior parte das localidades rurais.
Neste momento na minha aldeia ainda sobrevive um exemplo, com um velho agricultor que ainda detém uma parelha de bois e o inevitável carro e alfaias, como a charrua, a grade e o arado. Mas recuando esses vinte ou trinta anos atrás, existiam vários carreteiros, ou laboreiros, que asseguravam a prestação do serviço de lavoura e transporte, para além de que muitos dos agricultores, como meu pai ou meu avô, tinham as suas próprias parelhas ou juntas de bois e os carros. Para além do carro normal, existia ainda a variante de carroça, a qual tendo a mesma configuração, era ligeiramente maior e dispunha de rodas raiadas e sistema de travões.

Em Portugal, para além da utilização do boi como animal de eleição, pelo seu bom trato, força e corpulência, e quase sempre em parelha ou junta, em algumas regiões do país, sobretudo na metade sul, como Ribatejo, Alentejo e Algarve, utilizava-se com regularidade o carro para um único animal, com frequência um cavalo, mula ou burro, situação bem mais rara na metade norte.

Extraídas de uma colecção de carteiras de fósforos, fica aqui um grupo de ilustrações de alguns carros tradicionais, representando várias províncias portuguesas, do Minho ao Algarve, passando pela Madeira e Açores.
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3/22/2011

Artur Agostinho – Eterno adeus

 

Artur Agostinho, um dos mais conhecidos jornalistas desportivos portugueses, morreu hoje aos 90 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado há uma semana.

fonte: RTP

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Não há muito a dizer sobre Artur Agostinho, porque não haverá ninguém que não conheça esta figura ímpar da comunicação nacional, num percurso multi-facetado, como actor, jornalista e escritor. Homem da imprensa, da rádio e televisão, do entretenimento e desporto. Em todas as suas funções, o mesmo fio condutor de profissionalismo, humildade e integridade humana. Um modelo, convenhamos, cada vez mais raro.


Pessoalmente, recordo Artur Agostinho do inevitável "O Leão da Estrela", dos relatos de futebol na Emissora Nacional e Rádio Renascença e como apresentador exímio de vários concursos da RTP. Sempre simpático e comunicador. Ainda há poucos dias o vi numa entrevista na RTP Memória e o seu ar fresco e jovial não fazia adivinhar este encurtamento da sua passagem entre nós apesar da sua já bonita idade.
Um homem assim só pode deixar saudades e boas memórias que por certo perdurarão.

 


3/21/2011

Casa, descasa

 

No último Domingo, como habitualmente, segui mais um episódio da série documental "Universo", transmitido pelo canal História, na grelha da ZON.
Não quero aqui abordar qualquer questão relacionada com os mistérios e belezas do universo, muito menos sobre pulsares e quasares - tema do episódio - mas sobre algo que retive num dos spots publicitários no intervalo (já agora, aqui está uma coisa que nunca compreendi, a existência de publicidade em canais pagos).
Apesar do espanhol, retive um trocadilho, que grosso modo fazia-nos ver que num passado mais ou menos recente um casamento era uma coisa que se procurava para a vida, enquanto que na actualidade o conceito é passar a vida a procurar o casamento. Creio que todos compreendemos isto e sobretudo a mudança.


Sem alinhar pelo exagero de ambas as situações, a verdade é que hoje em dia a segunda ideia é a que melhor retrata a situação.
Pessoalmente conheço alguém próximo que já vai no terceiro divórcio e no quarto casamento e tem filhos das três mulheres e a procissão ainda irá no adro. Convenhamos que, para todos os intervenientes não será uma situação que seja lá muito exemplar sob um ponto de vista da estabilidade, daí não surpreender que a pessoa em questão passe mais tempo em tribunal do que com os filhos.
Decorre ainda que, face à incapacidade e, já agora, irresponsabilidade, em manter os compromissos de paternidade determinados pelo tribunal, uma parte substancial desses encargos estão a ser suportados pelos pais deste profissional do divórcio.


Chegamos assim a um ponto da sociedade em que se preza e exalta a liberdade de cada um em decidir o seu destino em cada momento, e muito bem, pelo que não surpreende que os divórcios sejam cada vez em maior número, e consequentemente o tão novelístico casa-descasa, mesmo que as razões subjacentes na maior parte dos casos decorram de uma incapacidade de diálogo e de compreensão, a ponto de à mínima tempestade, ao ínfimo obstáculo da vida conjunta, o barco, já por si de débil construção, afundar-se inapelavelmente.


De um modo geral, respeitando as devidas diferenças, distâncias e excepções, a actual sociedade mostra-se prática e objectiva no uso dos seus direitos, liberdades e garantias. Somos neste campo uns artistas da bola, uns chicos-espertalhões; Mas no que toca ao outro lado da moeda, aquele em que se reflectem as responsabilidades e os deveres, aí a coisa já descarrila e descamba para o torto. Aliás, se há matriz que define a sociedade actual, de novo com as ressalvas da praxe, é precisamente a aversão ao cumprimento desta componente, a das responsabilidades e dos deveres, seja para com o Estado seja para com as pessoas. Aí já somos uns molengões, uns arrastados, uns deixa-andar, em que mesmo na pior das hipóteses não tememos sequer as multas, coimas, juros ou mesmo decisões de tribunal, no que decorre de um Estado sem sentido de rigor e justiça, até porque os maus exemplos chegam quase sempre de cima.

Depois, se por um crime de homicídio, bárbaro e premeditado, se pode apanhar apenas 10 ou 15 anos, e destes cumprindo-se metade da pena, pervalecendo para os demais crimes um sistema penal quase incentivador à criminalidade, pela ineficácia das medidas e da brandura das penas, porque é que alguém haveria de temer ser responsabilizado por coisas menores, como ter que cumprir as suas obrigações sociais, compromissos, manter os filhos, pagar dívidas aos bancos, empresas, particulares ou indemnizações?


É o que temos e não falta quem se congratule por isso, porque, acima de tudo, nada de beliscar as nossas liberdadezinhas custosamente conquistadas.

A Família Bellamy

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Em 1973 passava na RTP, às quartas-feiras e sucedendo à famosa série “Evasões Célebres”,  uma excelente série inglesa, de cariz dramático, "A Família Bellamy", no original "Upstairs, Downstairs", produzida pela LWT - London Weekend Television, com cinco temporadas compreendendo 68 episódios, sendo exibida originalmente entre 1971 e 1975 pela ITV.
Esta série retrata o dia a dia de uma família da alta burguesia inglesa, nomeadamente os choques e diferenças entre as questões protocolares e de tratamento da hierarquia e importância social em contraponto com a classe dos criados e funcionários, decorrendo o enredo numa ampla mansão eduardina.

Apesar da classificação de série dramática, a mesma estava recheada de situações onde se evidenciava o característico humor británico.
A série é um clássicos da RTP, tornou-se num caso de popularidade, de resto em sintonia com a aclamação da crítica que teve tanto no país de origem como na Europa e Estados Unidos, sendo vencedora de diversos prémios.

Ainda hoje, em colectânea de DVD, a série demonstra toda a sua qualidade, mantendo-se intemporal e como um importante documento ilustrativo de uma época e contextualização social inglesa, sobretudo, mas em certa medida também extensível à burguesia europeia.

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familia bellamy 2

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- Sítio da série: Link

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