7/06/2011

50 anos depois…

cronica feminina 241_1

cronica feminina 241_2

A nossa memória de hoje não tem nada de especial a não ser que pretende recordar que após a publicação da revista “Crónica Feminina” Nº 241, passam hoje precisamente 50 anos. Foi publicada a 6 de Julho de 1961.

A capa, como era recorrente na revista e na época, traz uma noiva sorridente, com o seu vestido branco e ramo de flores, identificada como “uma gentil noiva, leitora e amiga de “Crónica Feminina: a Ex.ma senhora D. Graciette da Conceição Estevens Algarvio da Silva Monteiro, fotografada no dia do seu casamento”.

Uma noiva com um nome de respeito, digna de uma princesa de sangue azul.

O tempo corre veloz.

7/04/2011

A folha do acer - La feuille d'érable

 

a folha do acer

A partir de um comentário de um nosso visitante, e porque já tínhamos preparado o artigo, hoje trazemos à memória mais uma das emblemáticas séries de TV dos anos 70.


"A folha do ácer", no original em francês "La feuille d'érable".
Esta série dramática, em língua francesa, é composta por 13 episódios de cerca de 60 minutos cada e resulta de uma co-produção das televisões francesa (ORTF), a belga (RTB), a suíça (SSR), e a canadiana (CBC).

Foi exibida originalmente entre 1971 e 1973. A série retrata de certo modo o período colonial francês na Nova França, actual Quebéc - Canadá.
Esse retrato é paralelo  ao percurso da família Bellerose, desde 1535, com a chegada de François Bellerose, que fazia parte da expedição de Jacques Cartier, até Julien Bellerose, último descendente.
Por conseguinte, a série tem uma forte componente histórica com a aventura e odisseia desses primeiros tempos de descoberta e conquista do território até à colonização pelos ingleses.
Com o avançar dos episódios, decorria assim uma interacção das situações familiares com as situações políticas e o próprio processo de construção dessa importante província que ainda hoje, sendo uma das 10 que compõem o Canadá, tem uma personalidade própria e uma identidade muito francesa, desde logo pela língua mãe que mantém.

O argumento, dos anos 60 é de Marie Desmarais.

Recordo-me de esta série ser exibida na RTP ainda a preto-e-branco. Consultando velhas revistas, descobri que primeiro episódio foi para o ar em 4 de Junho de 1974, numa terça-feira, pelas 22:30 horas.
Na altura foi um êxito e toda a malta mais adulta falava da série. Pela distância no tempo, e pelo seu carácter dramático, e pela minha idade de criança, a série não me deixou grandes marcas, pois preferia um estilo mais ligeiro, mais de aventuras de capa-e-espada ou cowboyadas. Seja como for, foi uma série importante.

Todavia, apesar dessa importância e popularidade, as informações em português referentes a esta série são quase nulas e mesmo em francês ou inglês há pouca informação.

Fica assim, mesmo que breve, a memória dessa séria dos anos 70.

7/03/2011

Coração Pequenino (Contos para crianças)

 coracao_pequenino_01
Coração Pequenino ( Contos Para Crianças)
Autora: Maria da Luz Sobral
Ilustrações: Laura Costa
Ano: 1947
Formato: 190 x 255 mm – 86 páginas
Este é um belo livro que resgatei numa qualquer feira de velharias. Em estado razoável mas com desgaste na lombada e alguns sinais de humidade no interior.
Tem no interior uma dedicatória de um Afonso dos Santos que ofereceu à sua amiga “…menina Angélica Cruzeiro. por ser muito simpática”, com data de Lisboa, 6 de Maio de 1953.

Já o tenho dito, sou um apaixonado por livros que tenham ilustrações de Laura Costa, que ilustrou de forma ternurenta e com um estilo muito próprio, centenas de livros dedicados às crianças, quase sempre livros de contos e fábulas. Por conseguinte, apesar de possuir vários exemplares de várias colecções e editoras, de modo especial da Majora, sempre que tenho a possibilidade de aumentar o espólio, não resisto.

Maria da Luz Sobral, publicou vários outros livros destinados à infância: “Contos e Lendas da Nossa Terra”, Barquinhos de Papel”, Florinhas de S. Francisco Contadas às Crianças”, Os Tamanquinhos do Gregório” e “As Abelhas de Oiro”, entre outros.
Ficam, de seguida, algumas das belas páginas do livro “Coração Pequenino”.

coracao_pequenino_02

coracao_pequenino_03

coracao_pequenino_04

coracao_pequenino_05

6/21/2011

Verão


verao luis filipe de abreu sn

(clicar na imagem para ampliar)

Do meu livro de leitura da segunda classe, as belas páginas que anunciavam a chegada da estação do Verão (ilustração de Luis Filipe de Abreu), arrastando-nos para as tão apetecidas férias grandes, onde os livros, as escritas e as canseiras, davam lugar a momentos de descanso, a jogos e brincadeiras, mas também ao trabalho, ajudando os pais nas lides dos campos. 

6/12/2011

Casamentos de Santo António



Os casamentos de Santo António são uma das interessantes tradições ligadas à festividade deste santo popular na cidade de Lisboa, que tem o seu dia a 13 de Junho, feriado municipal.
A cerimónia dos casamentos teve o seu início em 1958, portanto já com 53 anos de vida, então uma iniciativa do jornal Diário Popular, que permitia um casamento apoiado a noivos com algumas dificuldades económicas.
Hoje em dia a iniciativa está a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, e embora ainda esteja subjacente um possibilidade de casar com pompa e circunstãncia e de forma económica, a verdade é que a tradição já não é o que era. O casamento na sua forma clássica está em profunda crise e até já se estendeu a pares homossexuais, pelo que os modernos casamentos de Santo António são essencialmente um acontecimento mediático e televisivo, com todas as nuances tão características à volta dos vestidos, dos penteados, dos ramos, etc. Para além disso, pouco sobrará.

Só por curiosidade seria interessante saber as estatísticas das separações e divórcios relacionados aos casamentos de Santo António.
A RTP transmitiu hoje a respectiva cerimónia de mais uma edição destes populares casamentos, pelo que, dentro deste contexto, publicamos hoje algumas capas da revista Crónica Feminina, do início dos anos 60, com várias noivas e noivos, aliás um tema de capa recorrente nesse popular revista dos anos 60 e 70.

cronica feminina noivos_1

cronica feminina noivos_2 
cronica feminina noivos_3

cronica feminina noivos_4

6/03/2011

Espaço 1999 – O regresso na RTP Memória

 Nesta nossa humilde loja de memórias e recordações, falamos já da emblemática série de TV, do universo da ficção científica, “Espaço 1999”, que passou pela primeira vez entre nós em 1976, aos sábados, na RTP. Pois bem, a série está de regresso, na RTP Memória. Deste modo, será uma boa oportunidade para rever ou até guardar alguns episódios.

6/02/2011

Folhas de pais – Educação

catequese_folhas_de_pais_1

catequese_folhas_de_pais_2

catequese_folhas_de_pais_3

catequese_folhas_de_pais_8

catequese_folhas_de_pais_10

catequese_folhas_de_pais_15

Quem pelos princípios dos anos 70 frequentava a catequese da igreja católica, em cada aula recebia uma folha dobrada a meio, portanto com 4 páginas, a que se chamava "Folhas de Pais". Destinavam-se a ser entregues pela criança a seus pais, para estes tomarem noção do assunto da aula. Servia simultaneamente para pontos de reflexão e de interacção entre os pais e filhos sobre o assunto de cada lição..

Estas folhinhas, que coleccionei, num total de 24, impressas a duas cores (preto e laranja), para além dos textos, diferenciavam-se pelos diferentes desenhos que ilustravam a página de rosto, que por sua vez eram ilustrações retiradas de diferentes catecismos da época e anteriores, nomeadamente do Catecismo Nacional - Volume I, ilustrado por Laura Costa, do qual já fizemos referência.

Numa altura em que voltou à discussão pública a questão da violência entre crianças e adolescentes, com o caso da agressão selvática e desproporcional a uma rapariga de 14 anos, em Lisboa, não deixa de ser oportuno tecer algumas considerações sobre a forma como estamos, ou não, a educar os nossos filhos. Sem grandes delongas, considero que estamos apenas a colher os frutos que temos semeado.

A propósito de desculpas de preconceitos, de liberdades e garantias, fomos abandonando uma série de valores cívicos e morais em detrimento do facilitismo, do relaxamento, do deixa-andar. Na escola, outrora uma instituição de ensino mas também de educação, o que não são a mesma coisa, retirou-se a dignidade aos professores e com ela a autoridade. Conceitos e valores como disciplina, rigor e dever, tornaram-se obsoletos, retrógados, tudo em nome da liberdade. Não educamos, não disciplinamos nem deixamos que o façam por nós. Um ralhete de um professor mais ousado ao nosso filhinho e vamos logo de peito feito, com ar de ruins, a exigir satisfações e a reclamar castigo disciplinar para o professor.

Soa assim a hipocrisia que alguém ainda se indigne com estes casos que se vão multiplicando, quando em rigor pouco ou nada se tem feito para a educação alicerçada no adequado equilíbrio entre os direitos e os deveres, entre a liberdade e a disciplina. Mesmo o facto de alguns dos intervenientes no caso referido terem ficado em prisão preventiva, só demonstra que esta nossa sociedade e a sua Justiça, dançam de acordo com a música e, sendo merecida a medida de coacção, só se contradiz em situações igualmente graves e que não dão em nada, e após cada crime, o criminoso volta a ter a liberdade para retomar o crime como honrado e insuspeito cidadão de uma qualquer república das bananas.

Sendo assim, é lamentável, claro que é, mas, relembro, só estamos a colher o que semeamos e nesta nossa seara temos andado apenas a semear joio porque, convenhamos, semear, tratar e colher bom trigo exige canseiras, sacrifícios, rigor e disciplina, virtudes que há muito deixamos de ter.

5/26/2011

5/20/2011

Rendas de prateleiras e louceiros

papel_prateleira_700







Uma das memórias do meu tempo de meninice que tenho bem viva  lá de casa, é o uso de umas tiras de papel colorido que se compravam na mercearia para com elas se decorar as toscas prateleiras da cozinha e mesmo os louceiros. São por isso conhecidas popularmente por papel de prateleira. Era uma prática muito corrente nas cozinhas da aldeia.

Estas folhas, normalmente com dimensões  aproximadas de 15 cm de largura por 60 cm de comprimento eram de papel fino, estampadas com motivos mais ou menos coloridos, em padrões repetidos ou mesmo em quadros diferentes. Havia-os com motivos florais, vegetais, animais, sobretudo pássaros, e mesmo cenas do quotidiano ou os mais temáticos como os alusivos ao Natal e Páscoa. Monocromáticos, a duas ou mais cores, quase sempre em cores planas. Os desenhos ou padrões eram de autores anónimos mas por vezes com muita qualidade artística.

Estas tiras de papel eram frequentemente coladas aos topos das prateleiras com cola fabricada com farinha-triga ou mesmo com pioneses, quando se vulgarizaram ou alfinetes, quando não com pregos finos. Na montagem procurava-se sobrepor o papel de modo a dar continuidade natural ao padrão. Duravam até durar sendo normalmente substituídos em contextos de festas na casa ou nas quadras festivas sobretudo no Natal e Páscoa.

É claro que apesar da simplicidade da coisa, em contextos de pobreza essas tiras por vezes eram fabricadas com folhas de jornal fazendo-se um corte à tesoura em zig-zag ou ondulado. Ah pois, em casa com dificuldades nas economias a necessidade aguçava o engenho e os aspectos decorativos perdiam sempre face às necessidades do corpo.

Pesquisar no Blog

S.L. Benfica - 1974/1975

  Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...

Populares