1/04/2012

Os Futebolistas e seus Autógrafos

 

 

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Já há bastante tempo que não recordo aqui as cadernetas de cromos de futebol, pelo que agora, a começar o ano, trago à memória umas das excelentes colecções produzidas nos anos 80. Trata-se da caderneta "Os Futebolistas e seus Autógrafos", da editora Francisco Más, L.da, referente à época futebolística de 82/83, portanto com quase trinta anos.


A caderneta tem um formato sensivelmente de tamanho A4. A colecção é composta por 272 cromos referentes às equipas do Sporting, Benfica, FC Porto, Vitória SC (Guimarães), Rio Ave, Portimonense, Sporting de Braga, Vitória FC (Setúbal), Boavista, SC Espinho, Amora FC, Estoril Praia, Varzim SC, Ginásio de Alcobaça, Marítimo, Salgueiros e FC Vizela. Cada equipa tem um total de 16 cromos, incluindo dois guarda-redes. O emblema de cada clube está estampado na página da própria caderneta. Cada cromo tem as dimensões de 46 x 86 mm, com fotografias em pose, a corpo inteiro, estampadas em papel brilhante.


Este alinhamento das equipas não deixa de ser curioso, sobretudo pela presença do FC Vizela, como a 17ª equipa (a 1ª Divisão então tinha 16 equipas). Na realidade o alinhamento diz respeito à classificação da época de 81/82, exceptuando as equipas do  FC Penafial, Académico de Viseu, Belenenses e União de Leiria, que nessa época desceram à divisão secundária, e incluindo os novos primo-divisionários Varzim, SC Espinho, CS Marítimo e Ginásio de Alcobaça.
A presença do FC Vizela é assim quase um enigma já que esta equipa integrou a 1ª Divisão apenas na época 84/85, na qual terminou em último lugar da tabela regressando à divisão inferior. Está aqui um mistério ou uma particularidade que seria interessante esclarecer.


Esta colecção é sem dúvida uma das melhores dos anos 80, tanto pela particularidade ou originalidade de em cada cromo comportar  a reprodução do autógrafo de cada futebolista, bem como pelo grafismo e pela qualidade gráfica em geral. Por conseguinte, é uma caderneta relativamente pouco abundante e muito valorizada no meio do coleccionismo de cromos. Completa e em bom estado, apesar do mercado em baixa, atinge facilmente os 100 euros mas já a vi transacionada por 150 euros.

Como seria de esperar, a colecção engloba os famosos futebolistas da época, como Bento, Humberto Coelho, Néné, Chalana (do benfica), Eurico, Inácio, Gomes, Costa, Jaime Pacheco (do FC Porto), Manuel Fernandes, Oliveira, Jordão (do Sporting), entre muitos outros, até jogadores mais ou menos conhecidos, mais ou menos desconhecidos, mas seguramente com nomes típicos do mundo do nosso futebol, como Carraça, Paquito e Barrinha (do V. Guimarães), N´Habola, Cabumba e Patriota (do Rio Ave), Borota e Roçadas (do Portimonense), Paris e Dito (do SC Braga), Trindade e Cerdeira (do V. Setúbal), Palhares, Bravo e Queiró (do Boavista), Vivas, Móia e Bábá (do Espinho), Botelho, Babalito, Caio Cambalhota, Canoa e Marlon (do Amora), Cansado, Vitinha e Manaca,  (do Estoril), Lito, Jarbas e Folha (do Varzim), Lelo, Cavungi, Modas e Russo (do Alcobaça), Olavo, Águas, Maravalhas, Marineu e Escurinho (do Marítimo), Barradas, Costeado, e Joy (do Salgueiros), Roque, Perrichon, Cartucho e Queimado (do Vizela).

 

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12/23/2011

Um palmo de sonho

 

 

Miguel Torga

 

HISTÓRIA ANTIGA


Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;


E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

 

 

- Miguel Torga

12/16/2011

O Natal na Crónica Feminina

 

 

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Capa da revista CRÓNICA FEMININA, referente à edição Nº 1048 de 23 de Dezembro de 1976. Estão decorridos quase 35 anos e o espírito do Natal, ontem como hoje, sempre presente, sempre abrangente.


As revistas e as publicações de um modo geral, sempre deram extrema importância à quadra natalícia, e de modo especial ao fascínio que esta representa para as crianças. Não surpreende assim que o motivo central desta capa seja precisamente as crianças, a árvore de Natal e as prendas.

12/12/2011

Desodorizante 8x4 – Outros aromas…

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Novamente o desodorizante 8x4 a perfumar as nossas memórias. Desta vez um cartaz publicitário de Julho de 1968.

É certo que o tempo, sem estar frio como deveria estar (ó branca geada, por onde tens andado?), vai fresco e pouco dado ao suar das estopinhas, logo com menos motivos para desodorizações, mas mesmo assim, mesmo com uma enorme massa de desempregados, convém que quem trabalhe (cada vez menos) se apresente ao serviço, fresco e perfumado.

Esta ideia permite-nos pensar que os tempos que correm, impregnados de crise e dificuldades, que murcham a nossa ténue esperança de que as coisas venham a melhorar, são, afinal, o reflexo de décadas em que nos perfumamos superficialmente, disfarçando a sujidade e o mau odor com uma vidinha folgada e sempre acima das nossas possibilidades, numa espécie de spray desodorizante. A embalagem acabou, já não há spray nem pressão e à falta de hábitos higienizantes, como o rigor, o dever e a disciplina, começamos agora a cheirar mal, desde os pés às pontas dos cabelos, passando pelas virilhas e sovacos.

Estamos assim como o gato, de garras espetadas e de corpo recuado atrás perante o banho de água fria que o espera. Agora a coisa já não vai com cheirinhos nem toalhitas mas apenas com sabão macaco, lixívia e pedra pomes.

 

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12/10/2011

Postais de Natal - SN10122011


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Continuamos com a publicação dos nossos postais de natal, desta feita com três variantes à volta de um simples desenho estilizado, que fizemos,  representando a Sagrada Família, a essência do présépio e do Natal.
Os postais podem ser ampliados clicando-se sobre eles.

12/01/2011

Postal de Natal – Já se pressente…

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Mais um simples mas colorido postal de Natal. Rabiscado ontem à noitinha.
Entramos em Dezembro, e o Natal aos poucos já se pressente, mas, convenhamos, ainda falta um bom bocado.

(clicar na imagem para ampliar)

11/30/2011

Telescola – Trabalhos Manuais

 

Já passaram uns bons anitos sobre o tempo em que cheguei a frequentar a Telescola, então já com o nome de Ciclo Preparatório TV.

Sobre a Telescola, esse interessante sistema de ensino, transcrevemos abaixo um excelente artigo da Infopédia.

São muitas as recordações relacionadas com esses dois belos anos, em que as aulas eram dadas pela televisão, RTP, a partir dos estúdios do Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, e desenvolvidas na própria sala de aulas pelos professores. No meu caso, duas professoras.

De tudo quanto recordo, um especial destaque para as aulas de Desenho e Trabalhos Manuais Educativos, no 5º ano. E destas, a 5ª lição da componente de Trabalhos Manuais  que se referia à construção das figuras do presépio, em cartão e tecido.

Reproduzo a capa do manual, que ainda conservo, e das páginas da respectiva lição, o que nos entreteve com agrado durante algumas boas horas. No final, um excelente presépio. O meu grupo tratou da construção dos animais (vaca, burro, camelo e ovelhas).

Numa altura em que nos aproximamos da quadra do Natal, não deixa de ser com uma forte saudade e nostalgia que recordo este belo período.

 

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Sobre a Telescola:

 

A telescola, sistema de ensino via televisão, arrancou em Portugal a 6 de janeiro de 1965, com programação produzida nos estúdios da Radiotelevisão Portuguesa do Monte da Virgem, no Porto. Os alunos eram acompanhados nos postos de receção por monitores. A intenção era permitir o cumprimento aos alunos da escolaridade obrigatória, na altura constituída pelos quatro anos da Escola Primária e os dois Ciclo Preparatório. A nível geográfico a telescola pretendia servir as zonas rurais isoladas e zonas suburbanas com escolas superlotadas.
Nesta época, havia cerca de mil alunos matriculados, mas toda a população tinha acesso através da televisão às emissões que ocupavam parte da programação da tarde da RTP.
A telescola portuguesa foi uma das mais bem sucedidas na Europa.
No início da década de 70, a reforma do ensino ditou o alargamento da escolaridade obrigatória para oito anos. Nos casos em que não fosse possível proporcionar ensino direto aos alunos este podia ser substituído pela telescola.
Na década de 80, com a chegada e vulgarização dos videogravadores, a telescola deixou de ser transmitida pela televisão, libertando assim essas horas para outros programas. Os conteúdos apresentados nas videocassetes tinham um complemento de informação prestado por um tutor.
Já na década de 90, o recurso às novas tecnologias e ao multimédia levou a que o ensino à distância passasse a funcionar em simultâneo como forma complementar do ensino regular e como modalidade alternativa da educação escolar.
Nesta altura, já se dirigia principalmente a quem não se encontrasse na idade normal de frequência da escola.
Ao longo dos anos, a telescola foi mudando a sua designação do inicial Curso Unificado Telescola, para Ciclo Preparatório TV e Ensino Básico Mediatizado (EBM).
Em julho de 2003 foi anunciado que a partir do ano letivo 2003/2004 iriam começar a ser extintas as escolas do EBM, na altura cerca de 320, dedicadas ao ensino do 5.º e 6.º anos. Em 2001/2002 havia cerca de 5200 alunos inscritos em EBM, com uma taxa de sucesso na ordem dos 90 por cento.

 

Fonte: Infopédia

Postais de Natal - 30112011

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Continuamos com a publicação de alguns dos nossos postais de natal.

Clicar nas imagens para ampliar.

11/26/2011

Detergente Sunil… o das pérolas

 

 

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- Cartaz publicitário, de meados dos anos 60, ao detergente SUNIL, umas das marcas da Indústria Lever Portuguesa (que actualmente pertence ao grupo Unilever Jerónimo Martins).

O detergente Sunil tornou-se muito popular sobretudo pela campanha promocional em que se propunha oferecer 170000 pérolas e respectivos colares às donas de casa (veja-se spot publicitário da época).

 

Sobre a Jerónimo Martins:

O Grupo Jerónimo Martins iniciou a sua actividade na Indústria no final da década de 30, início de 40, tendo como grande marco a inauguração da fábrica Fima (Fábrica Imperial de Margarina, Lda.), em 1944, dedicada à produção de margarinas e óleos alimentares.

O grande momento de expansão do Grupo nesta actividade ocorreu em 1949, data em que se estabeleceu uma joint venture com a multinacional anglo-holandesa Unilever, cujos produtos eram comercializados por Jerónimo Martins desde há muito.

No início de 2007 com a Fusão das Empresas, Fima VG, Lever Elida e Olá, surge a empresa Unilever Jerónimo Martins. Da fusão a estrutura de participações passou a ser 55% Unilever e 45% Jerónimo Martins.

 

fonte: link

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