9/10/2013

Ana e o Rei – Série TV

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Em Fevereiro de 1974 passava na RTP, a preto-e-branco, a série de televisão "Ana e o Rei", original dos Estados Unidos com o título "Anna and the King". Nos papéis principais, Yul Brynner,  como o rei de Sião e Samantha Eggar como Anna Owens.


A série é composta por 13 episódios de 25 minutos cada e foi transmitida originalmente pela CBS entre Setembro e Novembro de 1972.
O argumento remete-nos para o ano de1862 quando Anna Owens, uma professora inglesa, muda-se para Sião (actual Tailândia) para educar as dezenas de filhos do rei daquele país asiático. As situações resultantes de conflitos de cultura e mentalidades e a relação de respeito e admiração que vai crescendo entre as personagens, são pontos de referência nesta interessante série.

Curiosamente, uns anos antes, em 1956, havia sido produzido um filme, do género musical, com o mesmo nome e também com Yul Brynner a interpretar o papel de rei de Sião e Deborah Kerr como Anna. Também mais recentemente, em 1999, novo filme com uma versão adaptada do tema, com Jodie Foster e Chow Yun-Fat. Como se vê, há temas ou argumentos que são autênticos filões na indústria do cinema/televisão.

Genérico de abertura da série (francês) no Youtube.

9/09/2013

Raúl Durão

 

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Passam hoje 71 anos sobre a data de nascimento de Raúl Durão (Lisboa, 9 de Setembro de 1942 — Lisboa, 8 de Outubro de 2007), uma das emblemáticas figuras ligadas à RTP e à qual esteve ligado de 1971 até 2002, ano em que se reformou, mas continuando de alguma forma ligado ao canal até quase à data do seu prematuro falecimento.


Como referência da sua carreira nomeadamente na vertente de apresentador, foi ele quem comunicou ao país o trágico acidente aéreo que vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa em 4 de Dezembro de 1980 e ainda, em 1985, a notícia do também fatídico acidente ferroviário de Alcafache sobre o qual passam 28 anos ná próxima quarta-feira, 11 de Setembro.


Raúl Durão, um comunicador por excelência, pela sua carreira e pelo seu profissionalismo  será sempre um nome incontornável da história da RTP e da galeria das suas figuras e a ela ligado ao seu período de ouro mesmo que abrangendo quase uma décado do tempo de emissão a preto-e-branco.

9/08/2013

Um país de “velhadas”

 

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Há quarenta anos, mais coisa menos coisa, andava eu pela escola primária. Nessa altura, a minha pequena aldeia, tão pequena que agora vai ser integrada numa qualquer união de freguesias, por via de uma lei teimosa e inútil e defendida com unhas e dentes por quem já deu de frosques deste nosso governozito, dizia eu, nessa altura a rapaziada e raparigada da primeira classe enchiam uma sala com uma turma de trinta e tal alunos. Passaram essas quatro décadas e soube há dias que para a primeira classe para o próximo ano lectivo que se avizinha contabilizaram-se apenas três novas matrículas e que para os anos seguintes será pior.

Fecham-se creches, escolas  pré-primárias e primárias (como já na minha aldeia) e abrem-se asilos e  universidades séniores. A pirâmide totalmente invertida.


Esta falta de alunos/crianças, que decorre da descida da taxa de natalidade em Portugal e até na Europa Ocidental, não é por isso exclusivo da minha pequena aldeia, pelo que importa perguntar: Estarão os portugueses em vias de extinção? Claro que a resposta não é linear nem fácil mas quando um país paga para se abortar, mesmo que a recorrentes, corta nos escassos apoios e não produz políticas de verdadeiro incentivo e ajuda à natalidade, então é lícito concluir que vamos mesmo no caminho para a extinção e estamos a fazer por isso. Enquanto tal não acontecer, porque a natureza dá muitas voltas e tem sabido sobreviver a cataclismos decorrentes dela própria e a outros provocados pelos humanos, vamos, inevitavelmente, a caminho de sermos um país de "velhadas", um país de "séniores" como agora é bonito dizer-se. Mas tal como um clube desportivo que só tem séniores e não aposta na formação, não tendo escalões de infantis, juvenis e júniores, o futuro nunca será promissor e arrisca-se a que um dia só tenha uma equipa de veteranos.

9/06/2013

Toyota – Um amor para toda a vida

 

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- Cartaz publicitário de 1974

Curioso cartaz publicitário à  popular marca de automóveis Toyota. Há coisas que não mudam e volvidas quase quatro dácadas depois da publicação do cartaz acima, a marca japonesa continua a ser uma das mais conceituadas quanto à fiabilidade das suas máquinas. Veio para fi9car…e ficou mesmo.

9/05/2013

Les Demoiselles de Suresnes

 

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Hoje trago à memória a série de televisão "Les Demoiselles de Suresnes", que foi exibida pela RTP em meados de 1974, às segundas-feiras, no início da tarde, com repetição à noite no canal UHF. Como o título sugere, trata-se de uma série francesa, realizada por Pierre Goutas, tendo sido difundida originalmente a partir de Abril de 1968 no canal ORTF.


Em registo de comédia, o dia-a-dia de duas jovens raparigas (Mireille e Sylvette) que trabalham em Paris e que habitam numa das muitas cidades satélites nos subúrbios, a rotina das situações no emprego e o choque de gerações e mentalidades, numa década de grandes mudanças culturais e sociais, são os pontos chave do argumento da série.

"Les Demoiselles de Suresnes" é composta por 26 episódios de cerca de 15 minutos cada.

Infelizmente, são reduzidas ou quase inexistentes as referências complementares sobre esta série,  pelo que à falta de melhores  informações  fica aqui pelo menos o seu registo.

Casting:
Jacqueline Holtz : Mireille
Catherine Lafond : Sylvette
Madeleine Barbulée : Mamie
Alain Franco : Jean-Paul
Jean-Pierre Lamy : Jojo
Gérard Croce : Gérard
Johnny Monteilhet : Doudou
Irène Ajer : Yolande
Sonya Koch : Greta
Jean Vinci : Le patron
Amarande : Sabine
Nathalie Dalyan : Nathalie
Raymond Bussières : Le rouspéteur
Marion Game : Muriel
Nicole Chausson : Madeleine

9/04/2013

Formica …dura uma vida!

 

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- Cartaz publicitário ao produto FORMICA – Anos 50

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A Formica é uma das mais conhecidas marcas mundiais de um produto designado de High Pressure Laminate (HPL) – laminados de alta pressão, utilizado em revestimentos vários, sobretudo na indústria de mobiliário, mas também em pavimentos de interiores e outros elementos de decoração. De tão popular, o nome Formica acabou por se tornar em sinónimo de laminados, independentemente da empresa, origem e fabricante.

Tal como nos é revelado na página da história da marca, a mesma surgiu nos Estados Unidos em 1913 pelos engenheiros eléctricos Herbert A Faber and Daniel J O’Conor, então funcionários da empresa Westinghouse Eletric.  Inicialmente o material surgiu de uma pesquisa para substituição como isolante eléctrico da mica (filossilicato), daí a designação do nome da marca “For mica”. A empresa e marca chegou aos nossos dias como líder do mercado e como seria natural, ao longo dos anos adaptou-se às exigências e necessidades dos mercados, desenvolvendo e diversificando os produtos assentes em tecnologias de ponta.

Antes do serviço militar, cheguei a trabalhar durante algum tempo numa pequena fábrica que se dedicava ao fabrico de móveis de cozinha, bancos, mesas, balcões e armários, à base de painéis de aglomerados e contraplacados de madeira, do tipo Novopan e Aparite da SONAE. Curiosamente esta empresa portuguesa também tinha a sua marca de laminados de alta pressão, a Laminite.

De um modo geral, pelas técnicas e materiais utilizados, este mobiliário tinha um custo bastante acessível pelo que era considerado o mobiliário dos pobres. Apesar disso, com boa construção, era possível realizar bons e resistentes móveis. Um dos pontos fracos era a humidade uma vez que com ela os revestimentos descolavam e os painéis empenavam. Apesar disso, ainda hoje se fabricam e têm mercado e é muito vulgar encontrar cafés de aldeia com esse tipo de mobiliário económico.

Os catálogos da Formica tinham um amplo leque de cores e padrões, desde as cores lisas até aos padrões de madeira e minerais, como o mármore e granito, bem como os motivos florais e abstractos. Pela diversidade, o difícil para o cliente era escolher. Apesar disso havia um grupo restrito de padrões que eram mais comuns, como o de pinho e mogno. Nas cores lisas, o branco, o beje e o verde-claro.

Os laminados eram cortados com um disco ou usando-se um molde e um limote bem afiado do tipo diamante para corte de vidro. A colagem era realizada com cola-branca, que necessitava de uma secagem de 24 horas debaixo de pressão ou, de forma mais imediata, com cola de contacto. O manuseamento das placas de Formica era complexo pois estas  facilmente rasgavam e forma-se uma espécie de lámina que facilmente deixava cortes nas mãos, isto numa época em que as questões de segurança no trabalho eram praticamente inexistentes. Pessoalmente tenho algumas marcas nos dedos provenientes dessa experiência.

9/03/2013

Rodolphe Deville – Perfume para homens com “raça”

 

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Cartaz publicitário do ano de 1977.

 

Poucas referências conseguimos obter acerca desta marca de perfumes (…para homens com “raça”). Tudo indica que terá sido registada pela Societe Cosmetique S.A. da Suiça,  no ano de 1975 e já estará descontinuada. De resto, uma situação muito normal no mundo empresarial onde as marcas nascem, morrem e ressuscitam ao sabor dos mercados, modas e tendências.

Deixa arder!

 

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Todos os anos, em todos os verões, Portugal arde, numa rotina tão normal e tão expectável como quem depois de uma noite espera o nascer do sol.


Não é preciso ser-se bruxo para se constatar que pelo menos nove em cada dez incêndios serão de origem criminosa, desde motivos fúteis e de vinganças mesquinhas até aos de interesse económico, em que até a malta que tem interesse no negócio do combate por meios aéreos é frequentemente tida como suspeita. Afinal ninguém ganha com as asas em terra.

Sabe-se que todos os anos são detidos e interrogados suspeitos, mas ninguém saberá ao certo quantos estarão detidos com aplicação de penas efectivas. Sabe-se que dizem que a maior parte dos autores, muitos confessos, uns serão bêbados, outros tolos, outros coitadinhos. Ainda nesta semana foram apanhados vários menores, gandulões com pouco menos de 16 anos e como tal ininputáveis, malta que não pode ser detida. Também dizem que muitos dos apanhados são reincidentes (…olha a novidade!).


Está tudo dito: Num país em que é politicamente incorrecto tratar certos males pela raíz, de chamar os bois pelos nomes, constatamos que esse mesmo país vai ardendo numa destruição de vidas e bens, incendiado por ininputáveis, bêbados, drogados, tolos e afins; afinal um circo de criaturas parecidas com quem nos (des)governa. O resto é a conversa surda do costume e que dura há décadas: Que não há verbas, que não há política florestal, que não há legislação capaz, incluindo a penal, que não há vigilância e prevenção efectivas, que todos querem mandar e ninguém manda,, que se combate de forma descoordenada, etc, etc.


Perante isto, apetece dizer: Deixa arder! The show must go on!

9/01/2013

Nivea Solar – …faz bronze bronze

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Nivea Solar – Cartaz publicitário de Julho de 1976.

Ainda é Verão e ainda é férias para muitos. Creio até que, pelo desemprego, o país e os portugueses nunca tiveram tantas férias como agora. É verdade que para umas férias razoáveis há que ter algum dinheiro no bolso, mas mesmo assim há uma sensação de férias permanentes tal é a quantidade de gente que em qualquer altura do dia se vê fora de portas e em locais públicos, mesmo fora do período de Verão. E isto não é, obviamente, um bom sinal.  Todavia, como por enquanto não se paga taxa ou imposto pelo uso da praia, com ou sem  Nivea Solar, é aproveitar o que ainda falta do Verão para uma ida à praia.

Tópicos relacionados:
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Nivea solar…e t-shirts

8/30/2013

Cursos por correspondência – Garanta o seu futuro

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-Cartaz ao curso de guitarra, publicado em meados dos anos 70.

Os cursos por correspondência têm já várias décadas de implementação no nosso país, sobretudo de variações ou adaptações de empresas espanholas. É o caso da CCC – Centro de Estudos (Centro para la Cultura y el Conocimiento S.A.) que tem uma história de mais de 70 anos. Como seria de esperar, algumas das mais relevantes empresas do género sobreviveram e adaptaram-se aos tempos e tecnologias de cada época e assim chegaram aos nossos dias, caso, entre outras, da referida CCC e da CEAC.

Ambas as empresas, a par de outras como a CEC - Álvaro Torrão, o CIT – Centro de Instrução Técnica, esta com mais de 50 anos de actividade, e ainda a CETOP - Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância, tiveram um grande desenvolvimento sobretudo nos anos 70 e 80, explorando nessas épocas uma nítida falta de oferta e sobretudo de acessibilidade à formação superior e técnica.
Sem questionar a qualidade dos cursos e seus métodos de ensino e respectivos resultados na qualidade e quantidade de pessoas formadas, até porque creio que não lhes era reconhecida qualquer certificação ou equivalência com os cursos oficiais do ensino público, a verdade é que em grande parte os mesmos funcionavam a partir de uma forte estratégia de marketing e publicidade.  Com  frequência as revistas da época traziam publicidade de várias empresas.

Desfolhando uma popular revista datada de Março de 1984 verifico que na mesma edição estão publicados 4 anúncios (CCC, CETOP, CIT e CEC – Álvaro Torrão). Ambas ofereciam um amplo leque de opções desde os clássicos cursos de línguas até a formação em culinária, corte-e-costura, secretariado, electricidade, fotografia, electrónica, informática, desenho e pintura, etc, etc. Da CCC até fazia parte no seu rol, o emblemático curso de guitarra clássica, que entusiasmado subscrevi no princípio dos anos 80; Obviamente sem resultados, mas aliciado pela “generosa” oferta de uma guitarra (sim, grátis), mas que na realidade não passava de um reles instrumento, pouco maior que um cavaquinho, sem qualquer qualidade, muito abaixo do que hoje designamos por chinesice. Ainda o tenho arrumado no sótão, mais empenado que uma cavaca das Caldas.


Curiosamente, na mesma CCC, passados mais de trinta anos ainda subsiste o curso e a mesma “generosa” oferta de uma guitarra. Esperemos que seja um pouco melhor que a que recebi. É claro que perante a desilusão da qualidade da guitarra e da pouca qualidade do curso, difícil porque sem o acompanhamento presencial de um professor, acabei por desistir pelo que tive que devolver os poucos livros de apoio que havia recebido.
No fundo, nessa época os cursos por correspondência eram uma quase pura ilusão de mudança do nosso futuro, prometendo o êxito e independência profissionais, uma garantia reforçada pelo monte de panfletos de propaganda que se recebia a pedido de informações grátis e sem compromisso. Mais pela curiosidade, acabei por pedir informações de uma carrada de cursos pelo que acumulei uma boa quantidade de papelada.

Talvez pela sua natureza de forte propaganda, ainda hoje os cursos por correspondência, agora ditos à distância ou e-learning, se calhar já sem motivo para tal, são vistos como algo a merecer desconfiança. Porventura, com as potencialidades das novas e actuais tecnologias de informação e comunicação, acredito que estes cursos terão uma qualidade adicional porque é possibilitado um acompanhamento técnico mais directo, mas nas décadas de 70 e 80 certamente que terão sido mais as parras do que as uvas.  Seja como for, os cursos por correspondência, e sobretudo pela propaganda e publicidade que produziram fazem ainda parte das nossas memórias fortemente ligadas a essas épocas.

ccc cursos 2

- Cartaz do CCC – Anos 80

ccc cursos

- Cartaz do CETOP

cit curso correspondencia

- Cartaz dos cursos AFHA do CIT. Anos 70.

cit curso

- Cartaz do CIT – Anos 80

cec alvaro torrao

- Cartaz do CEC – Álvaro Torrão – Anos 80

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