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Formica …dura uma vida!

 

formica pub anos 50

- Cartaz publicitário ao produto FORMICA – Anos 50

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A Formica é uma das mais conhecidas marcas mundiais de um produto designado de High Pressure Laminate (HPL) – laminados de alta pressão, utilizado em revestimentos vários, sobretudo na indústria de mobiliário, mas também em pavimentos de interiores e outros elementos de decoração. De tão popular, o nome Formica acabou por se tornar em sinónimo de laminados, independentemente da empresa, origem e fabricante.

Tal como nos é revelado na página da história da marca, a mesma surgiu nos Estados Unidos em 1913 pelos engenheiros eléctricos Herbert A Faber and Daniel J O’Conor, então funcionários da empresa Westinghouse Eletric.  Inicialmente o material surgiu de uma pesquisa para substituição como isolante eléctrico da mica (filossilicato), daí a designação do nome da marca “For mica”. A empresa e marca chegou aos nossos dias como líder do mercado e como seria natural, ao longo dos anos adaptou-se às exigências e necessidades dos mercados, desenvolvendo e diversificando os produtos assentes em tecnologias de ponta.

Antes do serviço militar, cheguei a trabalhar durante algum tempo numa pequena fábrica que se dedicava ao fabrico de móveis de cozinha, bancos, mesas, balcões e armários, à base de painéis de aglomerados e contraplacados de madeira, do tipo Novopan e Aparite da SONAE. Curiosamente esta empresa portuguesa também tinha a sua marca de laminados de alta pressão, a Laminite.

De um modo geral, pelas técnicas e materiais utilizados, este mobiliário tinha um custo bastante acessível pelo que era considerado o mobiliário dos pobres. Apesar disso, com boa construção, era possível realizar bons e resistentes móveis. Um dos pontos fracos era a humidade uma vez que com ela os revestimentos descolavam e os painéis empenavam. Apesar disso, ainda hoje se fabricam e têm mercado e é muito vulgar encontrar cafés de aldeia com esse tipo de mobiliário económico.

Os catálogos da Formica tinham um amplo leque de cores e padrões, desde as cores lisas até aos padrões de madeira e minerais, como o mármore e granito, bem como os motivos florais e abstractos. Pela diversidade, o difícil para o cliente era escolher. Apesar disso havia um grupo restrito de padrões que eram mais comuns, como o de pinho e mogno. Nas cores lisas, o branco, o beje e o verde-claro.

Os laminados eram cortados com um disco ou usando-se um molde e um limote bem afiado do tipo diamante para corte de vidro. A colagem era realizada com cola-branca, que necessitava de uma secagem de 24 horas debaixo de pressão ou, de forma mais imediata, com cola de contacto. O manuseamento das placas de Formica era complexo pois estas  facilmente rasgavam e forma-se uma espécie de lámina que facilmente deixava cortes nas mãos, isto numa época em que as questões de segurança no trabalho eram praticamente inexistentes. Pessoalmente tenho algumas marcas nos dedos provenientes dessa experiência.

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