12/03/2013

Coelima – Lençóis para um sonho a cores

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- Cartaz publicitário dos anos 80.

aqui falamos da Coelima e hoje voltamos com um novo cartaz da marca. Agora que o frio está a apertar e a rachar, melhor do que os delicados estampados, sabe bem ter lençóis quentinhos na cama e nesse aspecto os chamados polares levam a melhor. Para muitos portugueses, certamente para a maioria, que não têm sistemas de aquecimento nas suas casas, ou se têm, pela crise, falta-lhes os meios para pagar o gás, a electricdade, o gasóleo ou lenha, a solução é mesmo meter roupa para a cama, como várias camadas de cobertores.

11/28/2013

TV Semanário da Radiotelevisão Portuguesa

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Antes da revista de televisão, Tele Semana, iniciada em Janeiro de 1973 e que durou quase toda a década de 70, existiu no panorama das publicações portuguesas a revista TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa, propriedade da própria RTP e com Eduardo Freitas da Costa como director. A Empresa Nacional de Publicidade – E.N.P. era a responsável pela composição, impressão e distribuição. Uma assinatura de 13 números custava em 1966 37$00, 26 números 71$00 e 52 números 134$00.

É perfeitamente compreensível que a propriedade fosse da própria RTP, já que era uma forma de divulgar o interesse por esta realidade audiovisual que em Portugal tinha arrancado há escassos anos, em meados da década de 50 (emissões experimentais em Setembro de 1956 e emissões regulares em Março de 1957). Também por isso,  nesses primeiros tempos a RTP tinha loja própria onde vendia aparelhos de televisão bem como um serviço de reparação e assistência.

As referências na web sobre esta revista  são praticamente inexistentes, pelo que não tenho dados concretos quanto às suas datas de início e de fim. Todavia, tendo em conta a numeração, e num pressuposto de regularidade semanal, o seu início terá ocorrido em Abril de 1963, já que, por exemplo, o Nº 64 correspondia ao II Ano de publicação, com a data de 1964; O Nº 150 correspondia ao III Ano, com a data de 10 de Março de 1966. Quanto ao seu fim, porventura terá ocorrido no final dos anos 60 ou mesmo nos princípios dos anos 70. Tenho várias dezenas de números mas o mais alto que possuo é o 226 de 24 de Agosto de 1967, portanto no seu 5º ano de publicação.

A revista tinha um formato A4, com um número de páginas a rondar a meia centena, com boa impressão, incluindo as capas e cartazes publicitários a cores.
Muitos dos números continham ainda uma espécie de suplemento no formato de jornal, em tamanho A3, portando dobrado para se integrar no interior da revista. Para além de assuntos vários sobre a televisão, este suplemento continha a programação. Não sabemos com rigor o motivo deste suplemento porque os assuntos eram similares aos da revista, mas eventualmente prendia-se com uma forma mais fácil e económica de actualizar os assuntos e a própria programação a qual frequentemente era alterada quase na última hora o que dificultaria a regularidade da impressão/distribuição da revista.

Em 1964 tinha um preço de capa de  3$00 e no ano de 1967 aumentou para 4$00.
Como é natural, a revista para além da programação semanal, que, como atrás referimos, em certos números era incluída no suplemento em formato jornal, abordava assuntos relacionados com a vida da televisão, os apresentadores, os artistas, os programas incluindo os muito populares concursos. O mundo artístico português e internacional era também um tema quase sempre a fazer parte da ementa editorial.
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11/23/2013

Postais, cartões de Natal

 

Tal como tem sido hábito, começamos já a elaborar os nossos postais, cartões de Natal. Estão a ser publicados aqui.

Até ao natal, serão elaborados e publicados outros mais. Obviamente que podem ser partilhados.

 

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11/22/2013

O rapaz da camisola verde – Pedro Homem de Mello

 

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Certamente que não das gerações mais novas, mas das outras poucos serão aqueles que não conhecem o poema "O rapaz da camisola verde", de Pedro Homem de Mello (6 Setembro 1904 — 5 Março 1984), sobretudo por o ouvirem na forma de canção, de autoria de Frei Hermano da Câmara, que a cantou, mas  também pela voz da imortal Amália Rodrigues e Sérgio Godinho, entre outros.


Poucos ainda o saberão, mas desta grande figura da cultura portuguesa, também é a autoria de outros poemas de populares fados cantados por Amália, como "Povo que lavas no rio" e "Havemos de ir a Viana".
As primeiras memórias que tenho de Pedro Homem de Melo ecoam dos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, quando aos domingos, na RTP, nos entrava portas adentro para divulgar o folclore português, sendo dele um profundo conhecedor e especialista. A par das suas introduções, era ver ranchos folclóricos a dançar no lajedo granítico das eiras minhotas à sombra de altos espigueiros. Tratava-se do programa “Danças e Cantares”, que iniciou em 1958, pouco depois do nascimento da RTP, e que se estendeu na sua programação até meados de 70.

 
O rapaz da camisola verde

De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


- Pedro Homem de Melo

11/21/2013

A filha do lavrador

 Do meu querido livro de leitura da segunda classe, fica aqui a memória de uma das belas histórias ali contidas, ilustrada pela mão genial do grande artista  Luis Filipe de Abreu que com a Maria Keil dividiu a tarefa da ilustração.

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11/18/2013

Fraldine – Criado com amor para o seu bébé

 

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- Cartaz publicitário aos produtos Fraldine, para a higiene do bebé – 1980

Produto da Sterling Winthrop Produtos Farmacêuticos,Lda. No reclame, Fraldine nas variantes creme, pó e sabonete.

Não colhi dados suficientes quanto ao estado do produto, que foi bastante publicitado na década de 80, tanto em revistas como na televisão, mas tudo indica que estará descontinuado.

 

Sobre a Sterling Winthorp:

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11/15/2013

Hermesetas - Adoçante

 

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- Cartaz publicitário de 1982.

Hermesetas é um produto adoçante (edulcorante), à base de sacarina, já com uma longa história. Foi registado em 1932 pela Hermes, uma empresa suiça, fundada em 1904.

Na sua categoria é dos mais populares a nível global e líder de vendas em muitos dos mais de 100 países onde é comercializado.

Supostamente, oferece toda a doçura que se espera do normal açúcar (cada pastilha equivalerá a uma colher de chã) mas sem calorias.

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11/12/2013

Sorriso Pepsodent

 

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- Cartaz publicitário ao Pepsodente Blue Gel – Meados doa anos 80

 

A história do dentífrico Pepsodent está relativamente bem referenciada na Web e de forma sucinta diz-nos que é original dos Estados Unidos onde surgiu no início do séc. XX, início dos anos 20, pela empresa Church & Dwight, esta fundada em 1846 em Ewing, New Jersey.

Inicialmente o produto era comercializado na forma de pó e que depois evoluiu para a forma de pasta. Tornou-se popular mercê de uma forte aposta na publicidade em programas de rádio. O sabor a mentol e a utilização de um produto conhecido como “IMP - Insoluble Meta-Phosphate” , que supostamente removia com eficácia o “amarelo” dos dentes, ajudaram a sedimentar a popularidade do produto e da marca nesses primeiros tempos. Actualmente pelo Google é possível ver imagens de muita e bela publicidade vintage da marca.

A Pepsodent começou a perder importância no mercado dos dentífricos em meados dos anos 50 quando empresas concorrentes, em que se destaca a Colgate, começou a introduzir como inovação no combate às cáries o flúor.  No cartaz acima é já feita a referência a este componente mas a sua introdução tardia relativamente à concorrência fez com que perdesse mercado.

Nos anos 90 a marca foi acusada de na realidade nunca ter introduzido o Irium na sua pasta ao contrário do que desde cedo reclamava. Para além do mais o Irium é considerado radioactivo o que também deixou de abonar a favor da marca.

Ainda recentemente a Pepsodent enveredou por um “ataque” à rival Colgate com publicidade comparativa que passou em alguns países em que contrapunha o valor do seu produto Germicheck ao Colgate Dentes Fortes.

Apesar das vicissitudes decorrentes de um mercado feroz e concorrencial, a Pepsodent tem uma longa história e ao longo de dácadas tem feito parte da importante  higiene oral e pode não ser a mais vendida, mesmo que a preços bem mais acessíveis, mas é seguramente umas das marcas mais populares e reconhecidas mundialmente. Em Portugal foi sempre muito popular e de algum modo usava como crédito o reconhecimento da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, pelo que fazia questão de o estampar nas suas embalagens.

Na actualidade a marca pertence ao grupo Unilever, sendo que no mercado dos Estados Unidos é ainda detida pela Church & Dwight.

11/07/2013

Cerâmica da Pampilhosa

 

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- Publicidade de 1907

 

A Fábrica de Cerâmica da Pampilhosa, de Mourão, Teixeira Lopes & C.a, fundada em 1901 foi uma das três fábricas de cerâmica que laboraram na localidade de Pampilhosa do Botão, do concelho da Mealhada, junto ao entroncamento ferroviário da Linha do Norte com a Linha da Beira Alta. Ambas, a par de outras unidades industriais que ali se desenvolveram, foram impulsionadas pela passagem do caminho-de-ferro, o que de resto transformou uma pacata localidade num apetecido polo de desenvolvimento industrial.

A fábrica aqui referida  encerrou a sua actividade em meados da década de 1990 .

Sobre este assunto, será oportuno ler o  artigo documentário incluso no sítio da Junta de Freguesia da Pampilhosa.

11/06/2013

Dinamização - Brinquedos

 

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Brinquedos Dinamização.

Era uma marca muito popular nos anos 80 e isso reflectia-se pela diversa publicidade que frequentemente fazia publicar em várias revistas infanto-juvenis, como são exemplos os cartazes acima. Se a memória me não atraiçoa, creio que os seus anúncios passavam também na televisão.

No cartaz em baixo, os belos matraquilhos relacionados ao Naranjito, mascote do Campeonato Mundial de Futebol que em 1982 se realizou em Espanha.

Populares, também nos anos 80, eram os cartões (cards) denominados Action Cards, com cartões sobre aviões, barcos e automóveis, incluindo da Fórmula 1. Para além da respectiva imagem de cada modelo, continha dados técnicos sobre o veículo. Estes cartões, para além de pretexto de colecção, eram utilizados num jogo denominado “Action Game” (ver acima imagens e regulamento do jogo).


Apesar disso, mormente de ter feito parte indelével do imaginário infanto-juvenil sobretudo na década de 80, as referências na web a esta marca são praticamente inexistentes ou de pouca substância. Mesmo assim,  procurando-se, ainda se encontram anúncios de vendas de alfguns brinquedos nos sítios  como o OLX e Coisas.

Neste sítio surge a designação comercial DINAMIZAÇÃO - COMERCIO E INDUSTRIA DE BRINQUEDOS, LDA, em Lisboa, e comparando com a inscrição nos cartazes, tudo indica que será a mesma, mas, a bem dizer, desconheço se na actualidade tem alguma relação directa e histórica com a Dinamização desses tempos, bem como ignoramos se ainda está efectivamente em franca actividade e se fabrica ou apenas importa ou comercializa. Quem sabe se algum dos nossos visitantes, aqui ou no Facebook, poderá esclarecer…

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