12/06/2013

Paulo e Virgínia – Série TV

 paul et virginie

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Paulo e Virgínia", do original francês "Paul et Virginie", dirigido por Pierre Gaspard Huit (o mesmo realizador de outra fantástica série, “Os Pequenos Vagabundos”)  com base no famoso romance de Bernardin de Saint Pierre, publicado em 1788. Tal como o romance, a série reporta-se ao séc. XVII.

A série é composta por 13 episódios de 26 minutos cada, cuja primeira exibição ocorreu em Dezembro de 1974 nos canais da ORTF e FR3. Em Portugal, na RTP do “preto-e-branco” passou no Verão de 1976. Não tenho ainda referência da data de início mas estava a ser exibida em Julho e Agosto desse ano, segundas-feiras às 19:00 horas. Presumo que terá começado em Junho.

Paulo e Virgínia são dois adolescentes que nasceram na Ilha de França, actual ilha Maurícia,
Paulo é filho de Margarite, uma mulher que depois de abusada e ultrajada por um cavalheiro francês, vê-se obrigada a deixar a França e os preconceitos da sociedade da época, partindo com a sua vergonha para a Ilha de França. Virgínia é filha de Madame de La Tour, que após a morte do marido por doença, se vê abandonada com a filha de tenra idade nos braços.

Ambas as mulheres,  vivem as suas vidas e os seus dramas enquanto que seus filhos vão crescendo juntos, como irmãos, num mundo de beleza e exotismo. Dessa amizade fraternal e infantil, com a adolescência e com a descoberta de novas realidades, esses sentimentos puros evoluem para um forte amor e paixão, numa primeira fase quase que reprimido ou repudiado.  Infelizmente, esse puro amor, por intervenção dos adultos, terminou em tragédia e a série, apesar da sua beleza, deixa-nos esse amargo de boca como um destino mal resolvido, bem ao contrário do habitual “happy end”.

Casting:
Pierre-François Pistorio - Paul
Véronique Jannot - Virginie de la Tour
Michèle Grellier - Sophie de la Tour
Bachir Touré - Dominique
Georges Marchal - Le gouverneur
Maurice Teynac - Le philoosophe
Sarah Sanders - Marguerite
Claude Titre - Brizac
Christian Alers - Le baron
René Antelme - Le Capitaine du Saint-Gerand
Marcelle Arnold - La dame de compagnie
Jacques Buron - Monsieur de la Tour

image

image

image

image

image

12/05/2013

Pronto – Dá brilho ao limpar o pó!

 

pronto tira nodoas

- Cartaz de 1982

Pronto, um produto da conhecida Johnson, empresa com mais de um século de história. Pronto, por sua vez com mais de 40 anos ao serviço da limpeza doméstica, famoso sobretudo pela variante de abrilhantador e protector dos móveis de madeira. A par do Dabri, será certamente no nosso mercado um dos produtos mais reconhecidos para esta tarefa.

 

- Tópicos relacionados:

Cera líquida Dabri - Para móveis e soalhos
Cera líquida Dabri
Cera Galo
Rosete - Cera, pomada e graxa

12/04/2013

Postais de Natal 2013

 

image

Aos poucos temos vindo a publicar aqui os nossos próprios postais ou cartões de Natal. Sem pretenciosismos mas tão somente como uma forma alegre de ir percorrendo o caminho que nos conduzirá ao dia de Natal, uma das quadras mais queridas da maioria dos portugueses, independentemente da raça ou credo.

De resto, o tema do Natal e do presépio, ao longo dos tempos sempre foi um motivo inspirador para artistas. Mesmo aqueles, como nós, sem grande talento, sentem-se impelidos a representar ou a traduzir um pouco do espírito de amor e paz que desde há dois mil e poucos anos irradia daquele humilde presépio de Belém.

12/03/2013

Coelima – Lençóis para um sonho a cores

coelima lencois

- Cartaz publicitário dos anos 80.

aqui falamos da Coelima e hoje voltamos com um novo cartaz da marca. Agora que o frio está a apertar e a rachar, melhor do que os delicados estampados, sabe bem ter lençóis quentinhos na cama e nesse aspecto os chamados polares levam a melhor. Para muitos portugueses, certamente para a maioria, que não têm sistemas de aquecimento nas suas casas, ou se têm, pela crise, falta-lhes os meios para pagar o gás, a electricdade, o gasóleo ou lenha, a solução é mesmo meter roupa para a cama, como várias camadas de cobertores.

11/28/2013

TV Semanário da Radiotelevisão Portuguesa

tv revista rtp_1

Antes da revista de televisão, Tele Semana, iniciada em Janeiro de 1973 e que durou quase toda a década de 70, existiu no panorama das publicações portuguesas a revista TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa, propriedade da própria RTP e com Eduardo Freitas da Costa como director. A Empresa Nacional de Publicidade – E.N.P. era a responsável pela composição, impressão e distribuição. Uma assinatura de 13 números custava em 1966 37$00, 26 números 71$00 e 52 números 134$00.

É perfeitamente compreensível que a propriedade fosse da própria RTP, já que era uma forma de divulgar o interesse por esta realidade audiovisual que em Portugal tinha arrancado há escassos anos, em meados da década de 50 (emissões experimentais em Setembro de 1956 e emissões regulares em Março de 1957). Também por isso,  nesses primeiros tempos a RTP tinha loja própria onde vendia aparelhos de televisão bem como um serviço de reparação e assistência.

As referências na web sobre esta revista  são praticamente inexistentes, pelo que não tenho dados concretos quanto às suas datas de início e de fim. Todavia, tendo em conta a numeração, e num pressuposto de regularidade semanal, o seu início terá ocorrido em Abril de 1963, já que, por exemplo, o Nº 64 correspondia ao II Ano de publicação, com a data de 1964; O Nº 150 correspondia ao III Ano, com a data de 10 de Março de 1966. Quanto ao seu fim, porventura terá ocorrido no final dos anos 60 ou mesmo nos princípios dos anos 70. Tenho várias dezenas de números mas o mais alto que possuo é o 226 de 24 de Agosto de 1967, portanto no seu 5º ano de publicação.

A revista tinha um formato A4, com um número de páginas a rondar a meia centena, com boa impressão, incluindo as capas e cartazes publicitários a cores.
Muitos dos números continham ainda uma espécie de suplemento no formato de jornal, em tamanho A3, portando dobrado para se integrar no interior da revista. Para além de assuntos vários sobre a televisão, este suplemento continha a programação. Não sabemos com rigor o motivo deste suplemento porque os assuntos eram similares aos da revista, mas eventualmente prendia-se com uma forma mais fácil e económica de actualizar os assuntos e a própria programação a qual frequentemente era alterada quase na última hora o que dificultaria a regularidade da impressão/distribuição da revista.

Em 1964 tinha um preço de capa de  3$00 e no ano de 1967 aumentou para 4$00.
Como é natural, a revista para além da programação semanal, que, como atrás referimos, em certos números era incluída no suplemento em formato jornal, abordava assuntos relacionados com a vida da televisão, os apresentadores, os artistas, os programas incluindo os muito populares concursos. O mundo artístico português e internacional era também um tema quase sempre a fazer parte da ementa editorial.
tv revista rtp_9

tv revista rtp_4

tv revista rtp_5

tv revista rtp_6

tv revista rtp_7

tv revista rtp_10

11/23/2013

Postais, cartões de Natal

 

Tal como tem sido hábito, começamos já a elaborar os nossos postais, cartões de Natal. Estão a ser publicados aqui.

Até ao natal, serão elaborados e publicados outros mais. Obviamente que podem ser partilhados.

 

postal cartao de natal sn2013_06

11/22/2013

O rapaz da camisola verde – Pedro Homem de Mello

 

o_rapaz_da_camisola_verde

Certamente que não das gerações mais novas, mas das outras poucos serão aqueles que não conhecem o poema "O rapaz da camisola verde", de Pedro Homem de Mello (6 Setembro 1904 — 5 Março 1984), sobretudo por o ouvirem na forma de canção, de autoria de Frei Hermano da Câmara, que a cantou, mas  também pela voz da imortal Amália Rodrigues e Sérgio Godinho, entre outros.


Poucos ainda o saberão, mas desta grande figura da cultura portuguesa, também é a autoria de outros poemas de populares fados cantados por Amália, como "Povo que lavas no rio" e "Havemos de ir a Viana".
As primeiras memórias que tenho de Pedro Homem de Melo ecoam dos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, quando aos domingos, na RTP, nos entrava portas adentro para divulgar o folclore português, sendo dele um profundo conhecedor e especialista. A par das suas introduções, era ver ranchos folclóricos a dançar no lajedo granítico das eiras minhotas à sombra de altos espigueiros. Tratava-se do programa “Danças e Cantares”, que iniciou em 1958, pouco depois do nascimento da RTP, e que se estendeu na sua programação até meados de 70.

 
O rapaz da camisola verde

De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


- Pedro Homem de Melo

11/21/2013

A filha do lavrador

 Do meu querido livro de leitura da segunda classe, fica aqui a memória de uma das belas histórias ali contidas, ilustrada pela mão genial do grande artista  Luis Filipe de Abreu que com a Maria Keil dividiu a tarefa da ilustração.

filha_lavrador_2

filha_lavrador_3

11/18/2013

Fraldine – Criado com amor para o seu bébé

 

fraldine pub

- Cartaz publicitário aos produtos Fraldine, para a higiene do bebé – 1980

Produto da Sterling Winthrop Produtos Farmacêuticos,Lda. No reclame, Fraldine nas variantes creme, pó e sabonete.

Não colhi dados suficientes quanto ao estado do produto, que foi bastante publicitado na década de 80, tanto em revistas como na televisão, mas tudo indica que estará descontinuado.

 

Sobre a Sterling Winthorp:

[link 1]

[link 1]

[link 1]

11/15/2013

Hermesetas - Adoçante

 

hermesetas pub

- Cartaz publicitário de 1982.

Hermesetas é um produto adoçante (edulcorante), à base de sacarina, já com uma longa história. Foi registado em 1932 pela Hermes, uma empresa suiça, fundada em 1904.

Na sua categoria é dos mais populares a nível global e líder de vendas em muitos dos mais de 100 países onde é comercializado.

Supostamente, oferece toda a doçura que se espera do normal açúcar (cada pastilha equivalerá a uma colher de chã) mas sem calorias.

hermesetas_pub_sn

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares