9/03/2008

Publicidade nostálgica - Tampões TAMPAX

 

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Já falamos aqui do Reglex, uma marca de pensos higiénicos que permitiu às mulheres uma maior liberdade na sua higiene íntima naqueles dias complicados do período menstrual.

Hoje, trazemos à memória os não menos famosos tampões TAMPAX, um produto de uso interno, alternativo aos pensos higiénicos, com uma propalada vantagem quanto à liberdade de movimentos e maior à vontade nas actividades do dia-a-dia.

A já longa história do TAMPAX teve início em 1929, em Denver, Colorado, nos Estados Unidos, sendo criado pelo médico ginecologista Earle Cleveland Haas, adoptando os mesmos princípios dos tampões cirúrgicos em algodão, pretendendo com isso uma alternativa mais prática e funcional comparativamente com os volumosos e desconfortantes pensos higiénicos de então, usados pela sua esposa e pelas suas pacientes. Para o efeito produziu um rolo de algodão prensado costurado a um cordão interior. Este cordão permitia fixar as fibras e simultaneamente era usado para facilitar a retirada do tampão depois de aplicado na vagina.

No início, já com a patente do produto noutras mãos, o processo de fabrico, divulgação e comercialização deste produto sofreu avanços e recuos, com fortes batalhas no campo da mudança de mentalidades e hábitos. Os habituais locais de venda (drogarias) recusavam-se a comercializar e mesmo os jornais torciam o nariz à sua publicitação por considerarem o produto ofensivo e imoral para as mulheres.

Felizmente, na  conceituada revista do sector, a Drug Store Retailing, alguém descobriu e interessou-se pelos tampões e seus conceitos, promovendo uma sériea  divulgação, sendo assim apresentado como um novo e inovador produto. Com esta preciosa ajuda, estavam conseguidas as bases para o seu lançamento, o que aconteceu em 1936. A sua utilização por milhares de mulheres mobilizadas pela II Guerra Mundial ajudou a cimentar e popularizar os conceitos de eficiência e facilidade de uso. Aos poucos os tampões TAMPAX foram ganhando a confiança das mulheres e em pouco tempo ganhou populariade espalhando-se por todo o mundo.

Hoje a marca pertence ao grupo  Procter & Gamble e está fortemente implantada, acompanhando as modernas tecnologias de produção e fabrico, e apresenta-se em diversos formatos adequados às diferentes necessidades e características das mulheres modernas.

Apesar do seu sucesso e da sua generalização a nível mundial, estimando-se que esteja implantado em 150 países e seja consumido regularmente por 100 milhões de mulheres, adultas e adolescentes, ainda há muita relutância no uso destes tampões, chamados de absorventes internos, por serem considerados invasivos. Por outro lado os pensos higiénicos evoluiram bastante ao nível da sua capacidade de absorção, conforto e facilidade de utilização, pelo que ainda continua a ser o produto preferido das mulheres para retenção dos seus periódicos fluxos menstruais.

Seja como for, são incontornáveis as nossas memórias relativamente a este produto e a esta marca, Tampax, porque fizeram parte do quotidiano de muitas mulheres e por isso entraram também num certo folclore humorístico e brejeiro da nossa sociedade, sempre profícua a brincar com as situações ligadas à menstruação. Mas estas recordações e brejeirices podem ser motivo para um futuro post. Quem sabe...

- Tampax - URL

Una, duna, tena, catena...

 


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Há cantilenas ou lengalengas que servem para contar. Desde pequeno que aprendi uma versão que se usava na minha aldeia e na minha escola primária e que servia para contar até dez. Era assim:


Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Carapim,
Carapés,
Conta bem,
Que são dez.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei outras versões, que em alguns casos são ligeiras variantes e apenas em parte dos termos usados. Por exemplo:

 

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Cupida,
Dos pés,
Conto bem,
Que são dez.
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Forreca,
Chirreca,
Vira,
Virão,
Conta bem,
Que dez são.
   
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
S. Paulo,
S. Maulo,
Em bico,
De pés,
São nove,
São dez.

Una,
Dulha,
Tilha,
Candilha,
Samaca,
Marraca,
Vila,
Vilão,
Diz dez,
Aqui estão.

   
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Migalha,
Borralha,
Lambida,
Dos pés,
Conta bem,
Que são dez.

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Corripim,
Corripão,
Toleirão,
cabanão,,
conta bem
Que dez são.

   

Estas e muitas outras cantilenas, lengalengas e trava-línguas, tão recorrentes noutros tempos,  estão-se a perder e já ninguém as usa, pelo menos de forma espontânea, quando muito em jogos promovidos pelos adultos ou por algumas professoras de infância.

A este propósito recordo-me de um episódio na segunda classe em que um colega tão habituado a esta lengalenga, chamado a um exercício no quadro preto, espontaneamente começou a contar usando-a. Claro que levou logo um puxão-de-orelhas.

9/02/2008

Refrescos Royal

 

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É verdade que este Verão já deu o que tinha a dar (e deu muito pouco) e por isso já está nas últimas. As tão anunciadas vagas de calor para os meses de Julho e Agosto foram falsos alarmes. Pelo contrário, foram dois meses incaracterísticos, com frios, chuvas, dias nublados e calor...pouco.

Seja como for, Verão é Verão, e entre outras coisas apetece sombra e coisas frescas, sobretudo bebidas.

Neste sentido, trago à memória os deliciosos refrescos Royal, em pó, que, a par dos refrescos Tang e Dawa, faziam a delícia das longas e quentes tardes dos verões da minha infância.

Os refrescos Royal eram vendidos em saquetas em pó, cujo conteúdo facilmente se diluia numa caneca de água. Depois era só juntar gelo e um pouco de açúcar. Recordo-me ainda dos imensos gelados que fazia a partir desta bebida, aproveitando para o efeito as tabuinhas dos gelados a sério.

Hoje acredito que não seria um produto muito saudável, mas era barato, fácil de preparar e delicioso.

Recordo também de coleccionar a caderneta de cromos Tintin - O Templo do Sol, cuja parte dos 108 cromos eram oferecidos com as saquetas dos refrescos Royal.

Ainda quanto a brindes, tal como o cartaz acima anuncia, houve uma altura em que era oferecidos 11 bonecos da Disney, insufláveis, entre eles o Patinhas, Donald, Pluto, Mickey e Pateta. Coleccionei alguns mas todos eles se perderam nos caminhos do tempo.

Os refrescos em pó Royal pertencem ao grupo Kraft Foods Inc., a segunda maior empresa mundial do sector de alimentos, a qual detém a marca dos refrescos Tang entre muitas outras, tais como a Toblerone, Milka, Suchard, Nabisco e Oscar Mayer.

Como é um produto que não consumo desde há muitos anos, desconheço a actual implementação dos refrescos Royal no nosso país, sendo que na América Latina é um produto muito popular.

8/30/2008

Rei, capitão, soldado, ladrão...

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Hoje trago à memória uma lengalenga muito popular, mas que também me foi ensinada pela minha bisavó, à qual já aludi num anterior post.

Esta lengalenga está relacionada com os botões de uma peça de vestuário, principalmente em vestidos, casacos ou camisas. Conforme a ilustração, a contagem era feita de baixo para cima. Quando os botões eram sete, e a lengalenga era dita completa, dizia-se que o dono da peça teria sorte  no amor. Um botão em falta pelo meio era pronúncio de má sorte ou azar no amor.

Como não podia deixar de ser, é natural que esta lengalenga, dependendo da região, tenha variantes e sentidos diversos.

Publicidade nostálgica - Tokalon - 2

 

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aqui havíamos falado do Tokalon, esse clássico creme de beleza, tão caro às mulheres portugesas. Hoje publicámos um novo cartaz onde são anunciados os produtos da linha Concombre, desenvolvidos à base de extractos naturais. O slogan é "a frescura da natureza para a sua beleza".

8/28/2008

TAP - Transportes Aéreos Portugueses

 

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Hoje TAP Portugal, mas no início TAP - Transportes Aéreos Portugueses. Uma importante companhia, tanto hoje como no passado.

Recordo sempre as notícias sobre a TAP no Telejornal da RTP, ainda a preto-e-branco, quase sempre relacionadas com a chegada ou partida de pessoas importantes, como o Papa Paulo VI, na sua visita a Portugal, em 1967, quando aterrou em Monte Real e ainda políticos, chefes de estado, grandes desportistas ou nomes da música e do espectáculo. Uma escada encostada ao avião e da portinhola lá saía alguém com as mãos no ar e cá em baixo muita gente à espera, incluindo os jornalistas e fotógrafos. Depois eram os cumprimentos, os salamaleques e os flashs. Tempos em que se não colocavam as questões de segurança, hoje constante preocupação nos aeroportos.

De lá para cá, desde a compra inicial de dois aviões Dakota DC-3, em 1945, e a primeira carreira comercial entre Lisboa-Madrid, em 1946, a companhia tem vivido tempos de crise e mudanças, sempre com o "credo na boca" mas vai sobrevivendo e cumprindo o seu papel estratégico para o país.

Como não podia deixar de ser, foi-se adptando e modernizando, incluindo as diversas mudanças de imagem, frota e instalações. Com a construção do futuro aeroporto, será outra grande etapa da companhia.

Pelo seu passado e importância, a TAP faz parte das nossas memórias pessoais e colectivas.

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