9/11/2010

Protex – Cuida dos seus pés

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Cartaz publicitário do início dos anos 80 ao PROTEX. Este produto, habitualmente vendido em creme ou spray, anda há décadas a tratar dos pés de muita boa gente. A ter em conta a publicidade, o produto elimina os cheiros desagradáveis e mantém os pés frescos durante todo o dia.
Em rigor desconheço a sua eficácia pois nunca o usei embora já o visse por casa. Prefiro um simples e ordinário sabão de barra.

Das poucas informações colhidas sobre a marca e o produto, parece ser produzido pela PANGITER - COSMÉTICO-FARMACÊUTICA, LDA, mas desconheço se é sua propriedade ou se o fabrica sob licença.
Este produto ainda se comercializa, porque os pés, esses coitados que fazem o favor de nos aguentar o corpo, embora já não tanto como nos antigamentes, serão sempre susceptíveis de maus cheiros, comummente chamados de chulé (xulé).

Dizia que hoje os pés já não aguentam tanto o nosso corpo pois temos uma vida mais sedentária, passando muito tempo sentados, tanto no emprego, como em casa, e sobretudo nos transportes. Quase não damos um passo para nada e usamos o automóvel mesmo para a mais insignificante deslocação. Hoje já quase ninguém caminha por necessidade ou obrigação. É verdade que actualmente  anda muita gente a dar às pernas mas principalmente porque se tem valorizado os benefícios de uma boa caminhada diária para a saúde. Por moda ou por recomendação médica, na minha aldeia e vizinhas vejo magotes de pessoas, de todas as idades, a caminharem ao fim da tarde, no que aproveitam para “dar ao serrote” e pôr a conversa em dia. Creio que a tendência é geral.

Recuando uns bons anitos, recordo-me que a criançada do meu tempo frequentemente andava descalça e as plantas dos pés endurecidas e calejadas não escolhiam nem temiam caminho, desde o mais macio ao mais agreste. Recuando mais, ao tempo de minha mãe, que ainda cá está para o contar, quando criança, o andar descalço era mesmo regra, em casa, no trabalho no campo e na escola. Qualquer coisa parecida com chinelas, sandálias ou botas era um luxo destinado a cerimónias e reservado apenas aos domingos e dias-santos-de-guarda. Umas botas ou sapatos de cabedal eram luxo de gente rica e que se estimavam como se fosse ouro. São frequentes os relatos de gente que nos seus percursos levavam as botas penduradas ao ombro sendo só calçadas quando chegados ao destino.

Os mais pobres e engenhosos, faziam eles próprios umas espécie de socas, com uma sola em madeira e tira em tecido grosso ou cabedal grosseiro, a que chamavam de alpercatas. Os lavradores, para situações mais exigentes, nomeadamente no Inverno e tempo de geada, na ida à igreja ou em qualquer saída para tratar de algum assunto ou negócio, usavam umas chancas, uma espécie de bota grosseira com sola em madeira, à qual pregavam tachas metálicas para aumentar a resistência, e envolvente do pé em cabedal grosseiro endurecido, ou ainda de forma mais simples uns socos ou tamancos, mais ou menos do mesmo género mas de uso mais diário.

Nesses tempos, à falta dos meios de transporte e de boas estradas, as deslocações eram realizadas por fracos caminhos, penosos sobretudo no Inverno. Então, os percursos dos operários para algumas fábricas da zona de S. João da Madeira, eram feitos diariamente a pé, na ida e na volta, contabilizando-se 30 km, fosse dia ou noite, Verão ou Inverno.

Aqui há uns anos, creio que em 1993, falei com uma velhinha da aldeia, a saudosa Ti´Ana Alves, então com 90 anos, que me relatou que diariamente, depois de recolher o leite pela porta de alguns lavradores da aldeia, fazia um percurso de 15 km, levando à cabeça uma bilha com 30 litros, ganhando um tostão por litro, que por vezes era todo prejuízo quando nas pedras do caminho que serpenteava o monte se desequilibrava. A mesma pessoa, durante muitos anos, uma vez por semana fazia um percurso de quase 60 km (ida e volta) a Silva Escura - Sever do Vouga, levando à cabeça um recipiente com natas de leite para o fabrico de manteiga, igualmente por rigorosos caminhos, carreiros e atalhos.

Como se vê, um simples produto de disfarçar o desagradável cheiro de uns pés cansados, dá muito que contar.

9/10/2010

Lápis Viarco – O primeiro dia de aulas

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Há dias trouxe aqui à memória os lápis-de-cor Viarco. Hoje, complementarmente, volto à carga porque, precisamente neste dia, recomeçaram as aulas para o meu filho mais novo, que irá frequentar o 8º ano. Depois de umas longas férias, de pura malandrice e ociosidade, foi naturalmente nervoso, mal-disposto, enfim, stressado, menos corajoso de que o último forcado a enfrentar o touro na arena,  levantando-se da cama já no limite do atrasado, quase quase a perder o autocarro.


Vejo nesta situação e disposição, face à escola e ao começo das aulas, a imagem típica do nosso actual sistema de educação e por conseguinte dos estabelecimentos escolares e todo o sistema: Pouco ou nada apetecível e aliciante: Professores pouco professores, desconsiderados e desautorizados na arte de formar, educar e disciplinar, alunos de um modo geral pouco ou nada interessados, quase sempre stressados, encarando as suas vidas como as mais infelizes do mundo apesar de tudo ser a seu favor. Sabem que não precisam de se dedicar nem saber muito para passar e fazerem parte das estatísticas do tão querido "sucesso escolar"; Um reles “satisfaz menos”, sobrevalorizado, é quanto-baste. Não precisam de ser obedientes ou disciplinados, porque também a isso ninguém os obriga e por conseguinte, usando o tal pensamento polémico de Saramago, num outro contexto, quase que diria que "hoje em dia a escola é um bom exemplo de maus costumes” e formadora de uma sociedade rasca e à rasca. Mas pronto, esta é uma realidade dos nossos dias, aquela que a sociedade ajudou a estabelecer e é com ela que temos que lidar. Apesar disso, há quem veja essa realidade com optimismo e com cores bem coloridas. Ao menos isso.


Quanto aos lápis-de-cor Viarco, cujas cores não servem para pintar esta realidade da vida, até porque não tem a cor cinzenta, remetem-me para um outro tempo, para os meus primeiros dias de aula, naqueles em que “alegres como cucos em ninho alheio” recebíamos os livros, os cadernos, a sebenta e o material escolar, como os lápis, de grafite e de cor, a borracha, a lousa, as folhas de mata-borrão, etc. No reavivar desta memória, ontem voltei a abrir as minhas caixas de lápis-de-cor da Viarco, das pequenas, de 6 cores, que desde então guardo religiosamente. São quatro caixinhas, todas com motivos diferentes, e que, em segunda dose para além de uma caixa recebida na escola, o meu saudoso padrinho me ofereceu por ocasião do meu aniversário, creio que pelos 7 anitos. O cheiro, o aroma a lápis ainda lá estão como se a minha meninice tivesse sido ontem.

Foi bom recordar e abaixo partilho as mesmas.

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Lápis Viarco

9/09/2010

Malhas Ameal – Moda jovem para a sua idade

 

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Já aqui falámos nas malhas Ameal. Hoje voltamos a trazer à memória um outro cartaz publicitário desta marca, igualmente publicado em 1973.

É verdade que nesse data ainda faltava quase um ano para se dar a revolução do 25 de Abril de 1974, que veio escancarar as portas à liberdade, mesmo nos excessos que paralelamente conduziram à libertinagem, uma espécie de liberdade na sua interpretação e fruição extremas, mas mesmo assim já se respirava alguma ousadia ao nível da publicidade, como se verifica por este cartaz, numa espécie de prenúncio da futura Primavera que viria abafar a prometida marcelista.

9/08/2010

Modess – Johnson & Johnson

 

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Cartaz publicitário de meados dos anos 60 ao produto de higiene íntima feminina, MODESS, da Johnson & Johnson.

O Modess, um penso ou absorvente higiénico exterior, foi lançado em 1927, por isso já com uma longa história, mas desconheço a notoriedade actual deste artigo em particular, face a outras marcas importantes e populares no nosso mercado, como a EVAX-

 

James Wood Johnson, um dos três irmãos que fundaram a empresa Johnson & Johnson no longínquo ano 1886. De lá para cá a Johnson & Johnson, orginária da cidade de  New Brunswick, estado de New Jersey, Estados Unidos, tornou-se numa grande empresa, um nome de prestígio em todo o mundo onde está sediada em cerca de seis dezenas de países e emprega quase 120000 pessoas. A sua grande estrutura divide-se em quatro sectores dedicados aos produtos farmacêuticos, médico-hospitalares, OTC-Nutracêuticos e e de Consumo. Os seus produtos e marcas são comercializados em cerca de 180 países e são sinónimo de qualidade. Marcas como Careffre, Band-Aid, Cotonetes, Johnson´s Baby, Listerine, Neutrogena, Nicoderm, Resprin e Roc são apenas alguns exemplos de uma extensa lista de produtos de qualidade, muitos dos quais líderes nos respectivos segmentos comerciais.

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- Shamppo e loção Johnson´s Baby, um dos produtos mais populares, usado para bébes e para adultos. Um produto e marca de sucesso da Johnson & Johnson.

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9/06/2010

Bronzeador Bronzaline


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Cartaz publicitário de meados dos anos 60, ao famoso bronzeador Bronzaline, que deixou fortes memórias, sobretudo pelo seu forte aroma e… ineficácia. Com Bronzaline, escaldão garantido, mas ainda hoje, volvidas algumas décadas, em tempo de praia, de barriga na areia, sabe bem fechar os olhos, ouvir o rumor do mar e sentir de novo aquele aroma e com ele os anos da nossa juventude.
A Bronzaline, sobre a qual quase não pesquei informações, era de facto muito popular até pela panóplia de produtos e soluções oferecidas aos consumidores, conforme apregoado pelo cartaz (clicar para aumentar), com promessas de bronzeamento para todos os gostso, como o progressivo, rápido, total e até bronzeamento sem sol, o que seria uma espécie de pintura com tintura de iodo, Betadine ou com aquele primário famoso para madeira, o Bondex.

É verdade que o Verão está a dar os últimos suspiros neste ano de 2010, até porque hoje tem chovido, mas fica aqui este cartaz a reavivar essa memória e já a deixar saudades.

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9/05/2010

Detergente OMO – A sua vizinha nota logo

 

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Recordamos novamente o clássico detergente OMO, num cartaz publicitário de meados dos anos 60. Nessa altura foram produzidos diversos cartazes dedicados a este produto com o slogan “A sua vizinha nota logo!”.

 

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