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Lápis Viarco – O primeiro dia de aulas

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Há dias trouxe aqui à memória os lápis-de-cor Viarco. Hoje, complementarmente, volto à carga porque, precisamente neste dia, recomeçaram as aulas para o meu filho mais novo, que irá frequentar o 8º ano. Depois de umas longas férias, de pura malandrice e ociosidade, foi naturalmente nervoso, mal-disposto, enfim, stressado, menos corajoso de que o último forcado a enfrentar o touro na arena,  levantando-se da cama já no limite do atrasado, quase quase a perder o autocarro.


Vejo nesta situação e disposição, face à escola e ao começo das aulas, a imagem típica do nosso actual sistema de educação e por conseguinte dos estabelecimentos escolares e todo o sistema: Pouco ou nada apetecível e aliciante: Professores pouco professores, desconsiderados e desautorizados na arte de formar, educar e disciplinar, alunos de um modo geral pouco ou nada interessados, quase sempre stressados, encarando as suas vidas como as mais infelizes do mundo apesar de tudo ser a seu favor. Sabem que não precisam de se dedicar nem saber muito para passar e fazerem parte das estatísticas do tão querido "sucesso escolar"; Um reles “satisfaz menos”, sobrevalorizado, é quanto-baste. Não precisam de ser obedientes ou disciplinados, porque também a isso ninguém os obriga e por conseguinte, usando o tal pensamento polémico de Saramago, num outro contexto, quase que diria que "hoje em dia a escola é um bom exemplo de maus costumes” e formadora de uma sociedade rasca e à rasca. Mas pronto, esta é uma realidade dos nossos dias, aquela que a sociedade ajudou a estabelecer e é com ela que temos que lidar. Apesar disso, há quem veja essa realidade com optimismo e com cores bem coloridas. Ao menos isso.


Quanto aos lápis-de-cor Viarco, cujas cores não servem para pintar esta realidade da vida, até porque não tem a cor cinzenta, remetem-me para um outro tempo, para os meus primeiros dias de aula, naqueles em que “alegres como cucos em ninho alheio” recebíamos os livros, os cadernos, a sebenta e o material escolar, como os lápis, de grafite e de cor, a borracha, a lousa, as folhas de mata-borrão, etc. No reavivar desta memória, ontem voltei a abrir as minhas caixas de lápis-de-cor da Viarco, das pequenas, de 6 cores, que desde então guardo religiosamente. São quatro caixinhas, todas com motivos diferentes, e que, em segunda dose para além de uma caixa recebida na escola, o meu saudoso padrinho me ofereceu por ocasião do meu aniversário, creio que pelos 7 anitos. O cheiro, o aroma a lápis ainda lá estão como se a minha meninice tivesse sido ontem.

Foi bom recordar e abaixo partilho as mesmas.

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