6/21/2011

Verão


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(clicar na imagem para ampliar)

Do meu livro de leitura da segunda classe, as belas páginas que anunciavam a chegada da estação do Verão (ilustração de Luis Filipe de Abreu), arrastando-nos para as tão apetecidas férias grandes, onde os livros, as escritas e as canseiras, davam lugar a momentos de descanso, a jogos e brincadeiras, mas também ao trabalho, ajudando os pais nas lides dos campos. 

6/12/2011

Casamentos de Santo António



Os casamentos de Santo António são uma das interessantes tradições ligadas à festividade deste santo popular na cidade de Lisboa, que tem o seu dia a 13 de Junho, feriado municipal.
A cerimónia dos casamentos teve o seu início em 1958, portanto já com 53 anos de vida, então uma iniciativa do jornal Diário Popular, que permitia um casamento apoiado a noivos com algumas dificuldades económicas.
Hoje em dia a iniciativa está a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, e embora ainda esteja subjacente um possibilidade de casar com pompa e circunstãncia e de forma económica, a verdade é que a tradição já não é o que era. O casamento na sua forma clássica está em profunda crise e até já se estendeu a pares homossexuais, pelo que os modernos casamentos de Santo António são essencialmente um acontecimento mediático e televisivo, com todas as nuances tão características à volta dos vestidos, dos penteados, dos ramos, etc. Para além disso, pouco sobrará.

Só por curiosidade seria interessante saber as estatísticas das separações e divórcios relacionados aos casamentos de Santo António.
A RTP transmitiu hoje a respectiva cerimónia de mais uma edição destes populares casamentos, pelo que, dentro deste contexto, publicamos hoje algumas capas da revista Crónica Feminina, do início dos anos 60, com várias noivas e noivos, aliás um tema de capa recorrente nesse popular revista dos anos 60 e 70.

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6/03/2011

Espaço 1999 – O regresso na RTP Memória

 Nesta nossa humilde loja de memórias e recordações, falamos já da emblemática série de TV, do universo da ficção científica, “Espaço 1999”, que passou pela primeira vez entre nós em 1976, aos sábados, na RTP. Pois bem, a série está de regresso, na RTP Memória. Deste modo, será uma boa oportunidade para rever ou até guardar alguns episódios.

6/02/2011

Folhas de pais – Educação

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Quem pelos princípios dos anos 70 frequentava a catequese da igreja católica, em cada aula recebia uma folha dobrada a meio, portanto com 4 páginas, a que se chamava "Folhas de Pais". Destinavam-se a ser entregues pela criança a seus pais, para estes tomarem noção do assunto da aula. Servia simultaneamente para pontos de reflexão e de interacção entre os pais e filhos sobre o assunto de cada lição..

Estas folhinhas, que coleccionei, num total de 24, impressas a duas cores (preto e laranja), para além dos textos, diferenciavam-se pelos diferentes desenhos que ilustravam a página de rosto, que por sua vez eram ilustrações retiradas de diferentes catecismos da época e anteriores, nomeadamente do Catecismo Nacional - Volume I, ilustrado por Laura Costa, do qual já fizemos referência.

Numa altura em que voltou à discussão pública a questão da violência entre crianças e adolescentes, com o caso da agressão selvática e desproporcional a uma rapariga de 14 anos, em Lisboa, não deixa de ser oportuno tecer algumas considerações sobre a forma como estamos, ou não, a educar os nossos filhos. Sem grandes delongas, considero que estamos apenas a colher os frutos que temos semeado.

A propósito de desculpas de preconceitos, de liberdades e garantias, fomos abandonando uma série de valores cívicos e morais em detrimento do facilitismo, do relaxamento, do deixa-andar. Na escola, outrora uma instituição de ensino mas também de educação, o que não são a mesma coisa, retirou-se a dignidade aos professores e com ela a autoridade. Conceitos e valores como disciplina, rigor e dever, tornaram-se obsoletos, retrógados, tudo em nome da liberdade. Não educamos, não disciplinamos nem deixamos que o façam por nós. Um ralhete de um professor mais ousado ao nosso filhinho e vamos logo de peito feito, com ar de ruins, a exigir satisfações e a reclamar castigo disciplinar para o professor.

Soa assim a hipocrisia que alguém ainda se indigne com estes casos que se vão multiplicando, quando em rigor pouco ou nada se tem feito para a educação alicerçada no adequado equilíbrio entre os direitos e os deveres, entre a liberdade e a disciplina. Mesmo o facto de alguns dos intervenientes no caso referido terem ficado em prisão preventiva, só demonstra que esta nossa sociedade e a sua Justiça, dançam de acordo com a música e, sendo merecida a medida de coacção, só se contradiz em situações igualmente graves e que não dão em nada, e após cada crime, o criminoso volta a ter a liberdade para retomar o crime como honrado e insuspeito cidadão de uma qualquer república das bananas.

Sendo assim, é lamentável, claro que é, mas, relembro, só estamos a colher o que semeamos e nesta nossa seara temos andado apenas a semear joio porque, convenhamos, semear, tratar e colher bom trigo exige canseiras, sacrifícios, rigor e disciplina, virtudes que há muito deixamos de ter.

5/26/2011

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