11/28/2013

TV Semanário da Radiotelevisão Portuguesa

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Antes da revista de televisão, Tele Semana, iniciada em Janeiro de 1973 e que durou quase toda a década de 70, existiu no panorama das publicações portuguesas a revista TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa, propriedade da própria RTP e com Eduardo Freitas da Costa como director. A Empresa Nacional de Publicidade – E.N.P. era a responsável pela composição, impressão e distribuição. Uma assinatura de 13 números custava em 1966 37$00, 26 números 71$00 e 52 números 134$00.

É perfeitamente compreensível que a propriedade fosse da própria RTP, já que era uma forma de divulgar o interesse por esta realidade audiovisual que em Portugal tinha arrancado há escassos anos, em meados da década de 50 (emissões experimentais em Setembro de 1956 e emissões regulares em Março de 1957). Também por isso,  nesses primeiros tempos a RTP tinha loja própria onde vendia aparelhos de televisão bem como um serviço de reparação e assistência.

As referências na web sobre esta revista  são praticamente inexistentes, pelo que não tenho dados concretos quanto às suas datas de início e de fim. Todavia, tendo em conta a numeração, e num pressuposto de regularidade semanal, o seu início terá ocorrido em Abril de 1963, já que, por exemplo, o Nº 64 correspondia ao II Ano de publicação, com a data de 1964; O Nº 150 correspondia ao III Ano, com a data de 10 de Março de 1966. Quanto ao seu fim, porventura terá ocorrido no final dos anos 60 ou mesmo nos princípios dos anos 70. Tenho várias dezenas de números mas o mais alto que possuo é o 226 de 24 de Agosto de 1967, portanto no seu 5º ano de publicação.

A revista tinha um formato A4, com um número de páginas a rondar a meia centena, com boa impressão, incluindo as capas e cartazes publicitários a cores.
Muitos dos números continham ainda uma espécie de suplemento no formato de jornal, em tamanho A3, portando dobrado para se integrar no interior da revista. Para além de assuntos vários sobre a televisão, este suplemento continha a programação. Não sabemos com rigor o motivo deste suplemento porque os assuntos eram similares aos da revista, mas eventualmente prendia-se com uma forma mais fácil e económica de actualizar os assuntos e a própria programação a qual frequentemente era alterada quase na última hora o que dificultaria a regularidade da impressão/distribuição da revista.

Em 1964 tinha um preço de capa de  3$00 e no ano de 1967 aumentou para 4$00.
Como é natural, a revista para além da programação semanal, que, como atrás referimos, em certos números era incluída no suplemento em formato jornal, abordava assuntos relacionados com a vida da televisão, os apresentadores, os artistas, os programas incluindo os muito populares concursos. O mundo artístico português e internacional era também um tema quase sempre a fazer parte da ementa editorial.
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11/23/2013

Postais, cartões de Natal

 

Tal como tem sido hábito, começamos já a elaborar os nossos postais, cartões de Natal. Estão a ser publicados aqui.

Até ao natal, serão elaborados e publicados outros mais. Obviamente que podem ser partilhados.

 

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11/22/2013

O rapaz da camisola verde – Pedro Homem de Mello

 

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Certamente que não das gerações mais novas, mas das outras poucos serão aqueles que não conhecem o poema "O rapaz da camisola verde", de Pedro Homem de Mello (6 Setembro 1904 — 5 Março 1984), sobretudo por o ouvirem na forma de canção, de autoria de Frei Hermano da Câmara, que a cantou, mas  também pela voz da imortal Amália Rodrigues e Sérgio Godinho, entre outros.


Poucos ainda o saberão, mas desta grande figura da cultura portuguesa, também é a autoria de outros poemas de populares fados cantados por Amália, como "Povo que lavas no rio" e "Havemos de ir a Viana".
As primeiras memórias que tenho de Pedro Homem de Melo ecoam dos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, quando aos domingos, na RTP, nos entrava portas adentro para divulgar o folclore português, sendo dele um profundo conhecedor e especialista. A par das suas introduções, era ver ranchos folclóricos a dançar no lajedo granítico das eiras minhotas à sombra de altos espigueiros. Tratava-se do programa “Danças e Cantares”, que iniciou em 1958, pouco depois do nascimento da RTP, e que se estendeu na sua programação até meados de 70.

 
O rapaz da camisola verde

De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.


- Pedro Homem de Melo

11/21/2013

A filha do lavrador

 Do meu querido livro de leitura da segunda classe, fica aqui a memória de uma das belas histórias ali contidas, ilustrada pela mão genial do grande artista  Luis Filipe de Abreu que com a Maria Keil dividiu a tarefa da ilustração.

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11/18/2013

Fraldine – Criado com amor para o seu bébé

 

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- Cartaz publicitário aos produtos Fraldine, para a higiene do bebé – 1980

Produto da Sterling Winthrop Produtos Farmacêuticos,Lda. No reclame, Fraldine nas variantes creme, pó e sabonete.

Não colhi dados suficientes quanto ao estado do produto, que foi bastante publicitado na década de 80, tanto em revistas como na televisão, mas tudo indica que estará descontinuado.

 

Sobre a Sterling Winthorp:

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11/15/2013

Hermesetas - Adoçante

 

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- Cartaz publicitário de 1982.

Hermesetas é um produto adoçante (edulcorante), à base de sacarina, já com uma longa história. Foi registado em 1932 pela Hermes, uma empresa suiça, fundada em 1904.

Na sua categoria é dos mais populares a nível global e líder de vendas em muitos dos mais de 100 países onde é comercializado.

Supostamente, oferece toda a doçura que se espera do normal açúcar (cada pastilha equivalerá a uma colher de chã) mas sem calorias.

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