3/19/2009

Gelatina Royal - Quem não gosta?...

 

gelatinas royal santa nostalgia

Já tive a oportunidade de falar nesta espaço dos famosos refrescos em pó Royal. Hoje recordo outro produto Royal, as famosas gelatinas, tão do agrado das crianças como dos adultos.

Este cartaz publicitário dos anos 60, para além de publicitar os 6 sabores disponíveis na altura (ananás, pêssego, tutti-fruti, laranja, morango e cereja), fala-nos de um livro que era oferecido, o qual continha receitas com gelatina e ainda desenhos para os miúdos colorirem. Recordo-me de ter um livro destes. Infelizmente perdeu-se.

Apesar de tudo, confesso, nunca gostei particularmente de galatina pelo que do produto apenas me fascinavam as suas cores brilhantes e o aspecto de borracha transparente, sempre a tremer.

Este pouco gosto pela gelatina não se transmitiu aos meus filhos já que são gulosos por esta sobremesa, preferindo sobretudo a de morango.

É claro que nos anos 60 a gelatina eram já um produto muito popular, pela facilidade de preparação e até porque tinha um preço acessível. Todavia, nessa época, as sobremesas eram mais de carácter tradicional e pessoalmente preferia um doce-de-coco, uma mousse caseira ou um leite creme.

Hoje em dia, a gelatina Royal é comercializada em diversas variantes, incluindo as chamadas light, já preparadas e vendidas com embalagens do tipo das dos iogurtes, supostamente com menos açúcar e corante. A este propósito, por diversas vezes a gelatina Royal tem sido apontada na comunicação social como tendo excesso de açúcar e corantes. Convém, por isso, ter algum cuidado no consumo exagerado.

As gelatinas Royal pertencem ao grupo Kraft Foods Inc., a segunda maior empresa mundial do sector de alimentos, a qual detém a marca dos refrescos Tang entre muitas outras, tais como a Toblerone, Milka, Suchard, Nabisco e Oscar Mayer.

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3/18/2009

Com DUM-DUM não escapa um...


dum dum santa nostalgia

Já tivemos a oportunidade de falar aqui de um dos mais populares insecticidas contra melgas, moscas e mosquitos, precisamente o BOMBA H.
Hoje recordamos outro não menos conhecido e popular, o DUM-DUM, o tal que tem o slogan muiscado: "Com DUM-DUM, não escapa um...com DUM-DUM é o fim!" Por curiosidade, no reclame acima publicado, é ligeiramente diferente: "Com DUM-DUM não escapa nenhum...". Provavelmente o slogam deve ter sido mudado para a forma mais popular, seguramente mais fácil e com melhor entoação.

Este cartaz publcitário é de meados dos anos 60 pelo que se demonstra que este produto tem já uma longa história na matança dos habituais insectos que teimam a pertubar-nos as longas e quentes noites estivais. É interessante a forma como se diz que o produto é inofensivo para os humanos e para as plantas, que não ataca os alimentos e que até tem propriedades desodorizantes. Bom, seria de facto uma grande e recente invenção científica na extreminação dos insectos, mas reconhece-se que estes produtos são tudo menos inofensivos. Há que ter cuidados na sua utilização.

Seja como for, passados mais de 40 anos a publicidade actual continua  tão enganosa como nessa época. Quando se trata de vender, as coisas não mudam e vale quase tudo.
Este produto na actualidade é propriedade do grupo Sara Lee Corporation, que em Portugal desenvolve actividade desde o princípio dos anos 80, sendo representada pela SARA LEE - HOUSEHOLD AND BODY CARE PORTUGAL - PRODUTOS DE CONSUMO, LDA.

A Sara Lee Corporation é um grupo empresarial norte-americano, estabelecido desde 1939, com sede em Chicago, Illinois, e está presente a nível mundial em mais de 150 países, dispondo de representação em quase 50. Conta com mais de 150 000 colaboradores. A empresa engloba a produção e comercialização de diversos produtos de consumo, nomeadamente charcutaria, café, chá, produtos congelados, produtos para tratamento de calçado, produtos de drogaria, onde se inclui o DUM-DUM e artigos de higiene pessoal e ainda vestuário específico como meias e roupa interior.
Para além do popular DUM-DUM, a empresa dispõe de outros produtos muito conhecidos como o Ambipur e o Sanex.

3/17/2009

Sandokan - O tigre da Malásia

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Uma série de televisão que hoje trago à memória é "Sandokan - O tigre da Malásia".
Trata-se de uma série  de 6 episódios de 60 minutos cada, co-produzida pela televisão italiana, RAI em parceria com a ORTF e Bavaria Film, em 1976, baseada no livro de Emílio Salgari e com realização de Sergio Sollima. Entre nós a série foi exibida a preto-e-branco na RTP. O primeiro episódio foi para o ar numa sexta-feira, 19 de Novembro pelas 22:00 horas.

Principais intérpretes e personagens:
Kabir Bedi --- Sandokan
Philippe Leroy --- Yanez De Gomera
Carol André --- Marianne
Hans Caninenberg --- Lord Guillonk
Adolfo Celi --- Lord Brooks
Andrea Giordana --- Sir William Fitzgerald
Renzo Giovampietro --- Dr. Kirby
Milla Sannoner --- Lucy

O intérprete principal, Kabir Bedi,  era de origem indiana e foi convidado pela RAI para o papel do herói.
A série foi rodada nos locais originais descritos pelo Emílio Salgari, ou seja na região da Malásia e Bornéu, na altura dominada pelo Império Británico e pelos interesses comerciais da Companhia das Índias.
Sandokan, o Tigre da Malásia, é de origem real, mas, por vingança de quem lhe assassinou a família, privando-o do seu reino, transforma-se num pirata aventureiro, temido pelos navios ingleses e holandeses.
Sandokan tinha uma amigo inseparável, pelos vistos português, chamado Ianes, também de origem nobre mas um aventureiro nato.
Com o desenrolar da história, Sandokan conhece e apaixona-se por Marianne, a bela orfá, que vive com o seu tio, Lord James Guillonk, em Labouan.
A série é dominada pela intriga, aventura e acção. Sandokan chega a casar com Marianne, mas o final termina em tragédia, pois Marianne morre atingida por uma bala numa das lutas finais do grupo de Sandokan com os soldados.

A série teve um assinalável êxito, tanto em Portugal como em toda a Europa. O tema de abertura da série tornou-se inesquecível e ainda hoje é recordado facilmente por quem na altura assitiu à série.
Para além do êxito da TV, entre nós foi editada uma caderneta com 300 cromos, com fotogramas da série, que assim ajudou a perdurar as memórias à volta do heróis de olhos pretos. Como não podia deixar de ser, essa caderneta faz parte da minha colecção.

Quando a série foi exibida, eu era pouco mais do que uma criança, pelo que as aventuras do Tigre da Malásia serviram de inspiração a muitas das nossas brincadeiras.

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3/16/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 3

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Continuamos com a publicação de mais alguns exemplos de vestuário em voga nos anos 60, tanto para criança como para adultos.
Se na vertente do vestuário de criança consegue-se identificar bastantes características comuns ao vestuário utilizado nos tempos actuais, onde ainda continuam a reinar os vestidinhos e saias, já nos adultos, nomeadamente nas mulheres, as diferenças já são mais notórias. Nos exemplos que temos publicado e para publicar, a calça é um elemento ainda pouco generalizado nos anos 60, contrariamente aos tempos de agora onde esta peça de vestuário tomou conta das pernas.

Tanto em casa como no emprego, em ocasiões informais como em cerimónias, as mulheres não dispensam as calças. Pelo contrário, a saia ainda fazendo parte do guarda-roupa feminino, mesmo na versão mini, é quase uma peça em desuso. Penso até, que a maioria das mulheres, principalmente jovens, já nem sabem usar uma saia e quando a usam sentem-se desconfortáveis, o que não deixa de ser irónico num tempo em que o destapar está na moda, sendo vulgares os grandes decotes, umbigo à mostra, com calças de cinta baixa e parte do rego do traseiro também à mostra, por vezes até originando situações ridículas. Mesmo na roupa íntima, ou lingerie, está vulgarizado o uso de cuequinhas reduzidas e o popular "fio-dental" ou a cueca "asa delta".
Por sua vez, as pernas das mulheres, desde sempre um fetiche para os homens, estão cada vez mais tapadas pelo que os poucos exemplos de pernas à mostra redobram a atenção aos mirones do sexo forte.
Voltaremos ao assunto.

3/14/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 2

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Vejam como as beldades dos anos 60 se vestiam. Certamente que alguns modelos não diferem muito dos da actualidade, sendo que as moças de agora andam nitidamente muito mais despidas e nem será pelo efeito estufa ou aquecimento global.
Por outro lado, o conceito de elegância e bem-vestir anda um pouco pela rua da amargura. Sinais dos tempos.

3/13/2009

O novo livro de leitura da 4ª classe - 1973

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Hoje falo do livro escolar " O novo livro de leitura da 4ª classe", uma edição de 1973 da Porto Editora, de autoria de António Branco.
O livro, com capa dura, apresenta as dimensões de 150 x 210 mm, com 144 páginas.
Sendo um dos últimos manuais do tempo de Estado Novo, imediatamente anterior ao 25 de Abril de 1974, é simultaneamente um dos melhores livros de leitura do ensino primário de sempre, quer pela qualidade e diversidade dos textos, quer pelas excelentes ilustrações de Eugénio Silva e pela sua qualidade gráfica geral. Por outro lado, António Branco era um autor experiente que produziu excelentes edições de manuais para o ensino primário, nomeadamente nas disciplinas de História e Ciências Geográfico-Naturais. É caso para se dizer que hoje já não se fazem livros assim.
Para além da qualidade geral do livro, de referir a introdução de histórias com recurso à técnica da banda desenhada, uma das especialidades do ilustrador.

 

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Outros tópicos sobre livros escolares:

Livro de leitura da primeira classe

Cadernos escolares - Monumentos

Cadernos escolares - A família Pituxa

Livro de leitura da segunda classe

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Livro de leitura para a 4ª classe

cadernos escolares - Castelos

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O livro da primeira classe - 1954

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