10/05/2009

Cães de Raça – Caderneta de cromos dos gelados Olá

 

Os gelados Olá sempre tiveram uma tradição de oferta de brindes que muito ajudou a cimentar a popularidade da marca junto dos consumidores mais novos. É o caso da colecção de cromos CÃES DE RAÇA. Esta colecção é constituída por um total de 96 cromos, representando igual número de raças das mais conhecidas a nível mundial.

As raças portuguesas estão representadas com três cromos referentes ao Cão Serra da Estrela, cromo Nº 4, o Cão Castro Laboreiro, cromo Nº 14 e o Cão Perdigueiro Português, cromo Nº 22.

A capa da caderneta, para além do título e do logotipo da marca Olá, apresenta um vistoso cão da raça Collie, talvez pelo oportunismo da popularidade da série de TV, Lassie.

Não cheguei a coleccionar esta caderneta mas recordo-me de me passarem pelas mãos alguns cromos. Do exemplar que obtive não consegui determinar o ano da publicação mas tenho algumas referências de que será do ano de 1969.

Os cromos fugiam do formato tradicional rectangular, já que cada figura era recortada sensivelmente pela silhueta de cada cão. Depois eram colados em sítio próprio na caderneta em cima de uma espécia de cenário. Na parte inferior de cada página da caderneta, era feita um breve síntese da raça referente a cada cromo.

Na contracapa era reproduzido um esquema de perfil de um cão com a indicação das diferentes zonas do corpo.

Fica a recordação desta caderneta muito simpática e instrutiva, como era norma na época.

Quanto às memórias pessoais relacionadas com cães, elas são muitas. Desde sempre os meus pais tiveram cães, sobretudo para guardar a casa. Eram essencialmente cães ditos rafeiros, até porque nesses tempos não tínhamos a noção das raças. Recordo-me sobretudo de um cão que tivemos, chamado Bobi, que era extremamente carinhoso e obediente para com o pessoal da casa mas deveras agressivo para com os visitantes. Das vezes que conseguia soltar-se, o primeiro que apanhasse na rua era mordidela certa. À custa desses problemas, um dia o meu avô que trabalhava na ocasião na zona de Coimbra, decidiu levá-lo para uma quinta de pessoas conhecidas, para ficar como cão de guarda.  A verdade é que o cão deve ter-se soltado na mesma ocasião pelo que volvida uma semana regressou a casa perfazendo uma distância de quase 80 quilómetros, o que é notável. Depois dessa façanha o Bobi passou a ser mais estimado pelo que voltou a ocupar o lugar de guarda da casa. Infelizmente, um dia soltou-se novamente e seguindo o meu pai para o trabalho, acabou por não mais regressar, talvez devido a atropelamento ou por algo envenenado que comeu por onde passou. Nunca o soubemos.

Depois do Bobi tivemos outros cães, igualmente dedicados à casa, igualmente com interessantes histórias que poderão ser recordadas noutra altura.

 

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Lucky Luke – O cowboy mais interessante do oeste

 lucky luke santa nostalgia

Lucky Luke é um herói da Banda Desenhada, popular em todo o mundo, pelo que quase dispensa apresentações, para além de que a Internet está repleta de boas referência a seu respeito.

Em todo o caso, é nossa obrigação dizer que Lucky Luke é de autoria do ilustrador belga Morris, e grande parte dos argumentos das histórias são de autoria de René Goscinny,  também conhecido pela parceria com Albert Uderzo, autor do não menos popular herói BD, o Asterix.

As histórias e aventuras de Lucky Luke, conhecido por ser o cowboy que dispara mais rápido do que a sua própria sombra, centram-se no mítico oeste selvagem americano. Por isso, parte do seu sucesso deriva também da popularidade do tema no universo da Banda Desenhada e do cinema.

As aventuras estão recheadas dos clichés referentes ao oeste selvagam, como os índios e cowboys, cidades, saloons, duelos, combóios, diligências e as eternas lutas entre os bons e os maus, no caso protagonizados pelo Lucky Luke e pela quadrilha dos irmãos Dalton. Estes, Joe, Jack, William e Averell, são de facto as grandes figuras de quase todas as histórias de Lucky Luke e muitas das vezes são eles próprios os catalizadores das aventuras.

Outras importantes figuras da série: Jolly Jumper, o cavalo de Lucky Luke, tido como o cavalo mais esperto do mundo, que também expressa pensamentos, irónicos e mordazes; Rantamplam, o cão mais estúpido do mundo, também com pensamentos expressos nas histórias. Rantamplam, é ele próprio o principal herói de uma série de álbuns que Morris também desenhou.

Em algumas aventuras, o autor fez cruzar com Lucky Luke algumas figuras míticas do velho oeste americano, como Calamity Jane, Billy The Kid, Jesse James, incluindo a actriz francesa Sarah Bernhardt a propósito da sua digressão pelos Estados Unidos.

O primeiro álbum de Lucky Luke data de 1946, “Arizona 1880” e até ao falecimento do seu autor, em 2001, foram produzidos quase 90 álbuns.

Para além do sucesso em livro a nível mundial, com traduções e edições em dezenas de línguas, o herói teve direito a vários filmes Lucky Luke 1 e Lucky Luke 2, em 1991, realizados e interpretados por Terence Hill, conhecido por dar vida a Trinitá (Trinity), uma personagem famosa do oeste americano, ao lado de Bud Spencer, e ainda a uma série de 10 episódios (The Adventures of Lucky Luke), em 1993, novamente comTerence Hill no papel do herói e com a particularidade da ajuda directa de Morris na direcção da série. Finalmente, Les Dalton, em 2004, com Til Schweiger  e o mais recente, Lucky Luke, de 2009, realizado por James Huth, com Jean Dujardin, no papel do herói.

Lucky Luke também chegou à animação, com destaque para as duas séries de 26 episódios de 30 minutos cada, produzidos pela Hanna-Barbera, em 1983/1984 e 1991, ou seja, um total de 42. Já em 1999, a produtora gaulesa Xilam produz uma versão francesa com 52 episódios, "Les Nouvelles aventures de Lucky Luke". Antes conhecera filmes como a Daisy Town, em 1971, La Ballade des Daltons, em 1978 e Les Daltons en cavale, em 1983,

Grande parte destes filmes de animação podem ser visualizados no YouTube. NO entanto, o universo de Lucky Luke estende-se a muitos outros produtos do marketing moderno, como roupas, jogos, etc.

Pessoalmente, tenho um vasto número de álbuns de Lucky Luke e Rantamplam, talvez 60 números, entre capas duras e capas moles e de várias edições, como da Meribérica/Liber, Bertrand e Asa. Sempre que posso, vou adquirindo os números em falta.

Escusado será dizer que Lucky Luke é um dos heróis da Banda Desenhada que me acompanham desde tenra idade, embora a maior parte dos álbuns que possuo fosse adquirida já depois do 30 anos. Sempre adorei o estilo de Morris e a forma humorística como subverteu todo o conceito do farwest, sem, contudo, lhe retirar a magia e o encanto. Muitas das minhas brincadeiras de criança, dedicadas aos índios e cowboys, tinham a marca indelével de Lucky Luke.

Para terminar, fica a famosa exclamação do Lucky Luke, no último quadro de cada aventura em direcção ao pôr-so-sol:

“I´m a poor lonesome cowboy and a long way from home…”

 

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lucky luke final

10/04/2009

Sabonete Gessy

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No último artigo recordamos o sabonete Floral Nature, uma marca entre nós aparentemente pouco conhecida, comparativamente com outros sabonetes como o LUX, o REXINA, FENO DE PORTUGAL, PATTI, etc. Hoje, dentro da mesma linha, de sabonetes menos reconhecidos, trazemos um poster publicitário do ano de 1973, de um outro sabonete, o GESSY, com perfume de limão.

Todavia, no Brasil, de onde parece ser originário, dos sabonetes, Gessy é uma das marcas mais antigas e populares, já que foi lançado em 1913, inicialmente recomendado para a higiene pessoal da família mas mais tarde direccionado às mulheres.

Pela sua importância no mercado brasileiro, a Gessy, já nos anos 60, acabou por ser adquirida pela multinacional LEVER.
Para além da qualidade do sabonete, o cartaz de facto inspira frescura e leveza. Não fosse a referência ao sabonete e poderia perfeitamente ser um reclame a uma bebida refrigerante.

10/02/2009

Sabonete Floral Nature

sabonete floral santa nostalgia

Cartaz publicitário do ano de 1974.
Sabonetes Floral Nature. Não consegui obter dados sobre a marca e a propriedade. Sei que no Brasil existe a marca Floral, mas ignoro, igualmente, se existe alguma relação entre ambas.

Com o cartaz desta marca, bem como de outras já publicadas e ainda a publicar (Cadum, Patti, etc), verifica-se que os sabonetes sempre foram um produto muito popular na gama da higiene pessoal. Quer pela delicadeza das formas, cor e aromas, estes produtos continuam tão populares nos nossos dias quanto há 40 ou 50 anos atrás.

Anteriores artigos sobre sabonetes:
Lux
Rexina
Feno de Portugal

Vestuário - roupas dos anos 60 - 13

vestuario anos 60 roupas santa nostalgia 13_1

vestuario anos 60 roupas santa nostalgia 13_2

9/30/2009

Tales of the Wizard of Oz – O feiticeiro de Oz

 

Em 1973, no primeiro canal, aos sábados, logo a seguir ao almoço e depois com repetição no segundo canal da RTP, em UHF, por volta da 20:30 horas, passava uma série de desenhos animados designada de O Feiticeiro de OZ, no original Tales of the Wizard of Oz, uma produção da Crawley Films para a Videocrafts,  baseada no famoso livro de Lyman Frank Baum.

Esta série foi criada em 1961, com um total de 200 episódios de cerca de 15 minutos cada. Nessa época, apesar de terem sido produzidos a cores, eram exibidos a preto-e-branco na RTP.

Eu adorava ver esta simpática série, com as aventuras dos conhecidos amigos, como o Homem de Lata (Rusty Tin Man), o Homem de Palha (Socrates the Scarecrow), o Leão (Dandy Lion) e a malvada bruxa, com os seus feitiços e poções mágicas. Todavia,  nem sempre me era possível fazê-lo já que nessa altura tinha que ir a casa do meu avô, o único do lugar que tinha televisor. Mesmo assim consegui assistir a uma boa dose de episódios. Quanto aos que perdi, felizmente no Youtube é possível assitir a um bom número deles.

 

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