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Lucky Luke – O cowboy mais interessante do oeste

 lucky luke santa nostalgia

Lucky Luke é um herói da Banda Desenhada, popular em todo o mundo, pelo que quase dispensa apresentações, para além de que a Internet está repleta de boas referência a seu respeito.

Em todo o caso, é nossa obrigação dizer que Lucky Luke é de autoria do ilustrador belga Morris, e grande parte dos argumentos das histórias são de autoria de René Goscinny,  também conhecido pela parceria com Albert Uderzo, autor do não menos popular herói BD, o Asterix.

As histórias e aventuras de Lucky Luke, conhecido por ser o cowboy que dispara mais rápido do que a sua própria sombra, centram-se no mítico oeste selvagem americano. Por isso, parte do seu sucesso deriva também da popularidade do tema no universo da Banda Desenhada e do cinema.

As aventuras estão recheadas dos clichés referentes ao oeste selvagam, como os índios e cowboys, cidades, saloons, duelos, combóios, diligências e as eternas lutas entre os bons e os maus, no caso protagonizados pelo Lucky Luke e pela quadrilha dos irmãos Dalton. Estes, Joe, Jack, William e Averell, são de facto as grandes figuras de quase todas as histórias de Lucky Luke e muitas das vezes são eles próprios os catalizadores das aventuras.

Outras importantes figuras da série: Jolly Jumper, o cavalo de Lucky Luke, tido como o cavalo mais esperto do mundo, que também expressa pensamentos, irónicos e mordazes; Rantamplam, o cão mais estúpido do mundo, também com pensamentos expressos nas histórias. Rantamplam, é ele próprio o principal herói de uma série de álbuns que Morris também desenhou.

Em algumas aventuras, o autor fez cruzar com Lucky Luke algumas figuras míticas do velho oeste americano, como Calamity Jane, Billy The Kid, Jesse James, incluindo a actriz francesa Sarah Bernhardt a propósito da sua digressão pelos Estados Unidos.

O primeiro álbum de Lucky Luke data de 1946, “Arizona 1880” e até ao falecimento do seu autor, em 2001, foram produzidos quase 90 álbuns.

Para além do sucesso em livro a nível mundial, com traduções e edições em dezenas de línguas, o herói teve direito a vários filmes Lucky Luke 1 e Lucky Luke 2, em 1991, realizados e interpretados por Terence Hill, conhecido por dar vida a Trinitá (Trinity), uma personagem famosa do oeste americano, ao lado de Bud Spencer, e ainda a uma série de 10 episódios (The Adventures of Lucky Luke), em 1993, novamente comTerence Hill no papel do herói e com a particularidade da ajuda directa de Morris na direcção da série. Finalmente, Les Dalton, em 2004, com Til Schweiger  e o mais recente, Lucky Luke, de 2009, realizado por James Huth, com Jean Dujardin, no papel do herói.

Lucky Luke também chegou à animação, com destaque para as duas séries de 26 episódios de 30 minutos cada, produzidos pela Hanna-Barbera, em 1983/1984 e 1991, ou seja, um total de 42. Já em 1999, a produtora gaulesa Xilam produz uma versão francesa com 52 episódios, "Les Nouvelles aventures de Lucky Luke". Antes conhecera filmes como a Daisy Town, em 1971, La Ballade des Daltons, em 1978 e Les Daltons en cavale, em 1983,

Grande parte destes filmes de animação podem ser visualizados no YouTube. NO entanto, o universo de Lucky Luke estende-se a muitos outros produtos do marketing moderno, como roupas, jogos, etc.

Pessoalmente, tenho um vasto número de álbuns de Lucky Luke e Rantamplam, talvez 60 números, entre capas duras e capas moles e de várias edições, como da Meribérica/Liber, Bertrand e Asa. Sempre que posso, vou adquirindo os números em falta.

Escusado será dizer que Lucky Luke é um dos heróis da Banda Desenhada que me acompanham desde tenra idade, embora a maior parte dos álbuns que possuo fosse adquirida já depois do 30 anos. Sempre adorei o estilo de Morris e a forma humorística como subverteu todo o conceito do farwest, sem, contudo, lhe retirar a magia e o encanto. Muitas das minhas brincadeiras de criança, dedicadas aos índios e cowboys, tinham a marca indelével de Lucky Luke.

Para terminar, fica a famosa exclamação do Lucky Luke, no último quadro de cada aventura em direcção ao pôr-so-sol:

“I´m a poor lonesome cowboy and a long way from home…”

 

lucky luke santa nostalgia 3

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lucky luke santa nostalgia 2

lucky luke daltons santa nostalgia

lucky luke final

Comentários

  1. cantinhodacasa17:43

    Adoro visitar este blog.
    Já serviu de orientação para um trabalho de Área de Projecto para a minha sobrinha.
    Com a nostalgia saudável, lembro tanta coisa esuqecida!
    Obrigado.
    Bj

    ResponderEliminar
  2. cantinhodacasa,
    ficamos satisfeitos pelas elogiosas palavras e por alguma utilidade que os diversos artigos possam ter, para além de provocar memórias e nostalgias.

    ResponderEliminar

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