5/02/2010

Livrinho da Tabuada - PBC


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aqui falámos de um antigo livrinho da tabuada, mas hoje trazemos à memória outro livrinho, porventura até mais bonito. Trata-se de uma edição da PBC, e que para além das clássicas tabuadas de somar, dividir, multiplicar e diminuir, integra ainda vários ensinamentos como a numeração e números cardinais, numeração romana, ordens e classes, operações com decimais, números fraccionários, moedas e notas, sistema métrico, equivalência de medidas de superfície e agrárias, , medidas de volume, equivalência das medidas de volume, peso e capacidade e medidas de lenha. De facto, muita instrução para um livrinho tão pequeno e simples, apenas com 16 páginas.

4/30/2010

Histórias narradas e desenhadas

 

televisao antiga santa nostalgia

Hoje veio-me à memória uma rubrica que nos anos 70 existia na RTP, dedicada ao público infantil e que basicamente se resumia à narrativa de histórias simples, enquanto que alguém, por detrás de um suporte iluminado, uma espécie de quadro branco, ía desenhando a própria história.
Eu adorava essa rubrica, eventualmente integrada num qualquer programa, como o TV Infantil, então coordenada por Maria do Sameiro Souto, e admirava sobretudo a precisão e rapidez com que eram executados os diferentes desenhos. Também gostava do narrador que ía desenvolvendo diferentes vozes de acordo com as personagens e acções de cada história.
Infelizmente, por mais que tenha procurado, mesmo nas minhas velhas papeladas, não consegui descortinar o nome da rubrica nem a identidade de quem narrava ou de quem desenhava.

Fica a memória, algo vaga, confesso, mas que certamente é recordada por quem nessa altura era criança e assitia com regularidade às emissões a preto-e-branco da nossa RTP.

4/22/2010

Os Gatos Janotas

 

Do meu livro de leitura da segunda classe, quem não se recorda da história dos Gatos Janotas? Esta e outras histórias contidas nesse belo e inesquecível manual, como "O coelhinho Branco", "O macaco de rabo cortado", "O rato do monte e o rato do moinho", e muitas outras, ajudaram a que a nossa infância e o imaginário infantil tivesse mais cor e alegria. Hoje, passados tantos anos, estas memórias enchem-nos a alma de doçura e...nostalgia.

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(clicar nas imagens para ampliar)

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Novo blog do Santa Nostalgia

4/17/2010

Ninho de ovos de galinha

 

ninho de ovos

galinha

Quem vive em ambiente de aldeia, sabe bem que as galinhas são quase omnipresentes. Qualquer família, no logradouro da casa, junto ao quintal, horta ou jardim, tem o seu galinheiro e nele galos e galinhas. A sua deliciosa carne e os não menos apetecíveis ovos, são um dos motivos que leva a que as galinhas sejam possivelmente dos animais mais  abundantes num contexto doméstico.

Por todos esses motivos, desde que me conheço sempre vivi lado a lado, passe a expressão, com as galinhas. Foi assim quando era criança, em casa de meus avôs e meus pais (a minha mãe continua a ter a sua criação) bem como actualmente, junto à minha horta possuo uma construção anexa onde tamnbém há lugar para um galinheiro. Por sua vez, estas vivem em liberdade já que têm uma parecela de terreno adjacente com cerca de 150 m2 onde andam à vontade, sempre incansáveis a revolver a terra, esteja sol ou chuva, seja de Inverno ou Verão, desde que despertam, bem cedo, até que recolhem ao galinheiro, também cedo.

Por regra compramos uma dúzia de pintos, frangos, dos vermelhos (cá em casa não gostamos dos brancos embora cresçam mais rápido e sejam de carne mais branca e tenra) que depois de adultos abastecem a arca frigorífica. Depois vem uma pausa na criação, de cerca de dois ou três meses. Para além disso, paralelamente, existem sempre no mínimo meia dúzia de galinhas poedeiras, que, regra geral, lá põem o seu ovo diário. Por isso em casa há sempre ovos frescos e em quantidade, tanto para as refeições como para cozinhar uns doces caseiros. Ainda sobram, de modo que parte deles são cedidos a familiares que, obviamente, os preferem aos adquiridos nos mercados, provenientes de aviários. Neste momento temos nove galinhas a pôr diariamente.

As galinhas são assim um elemento indissociável da nossa infância e fazem também parte das nossas memórias, que mais não seja quando recordo que na caristia própria de outros tempos, aos domingos matava-se uma galinha (os galos eram para dia de festa) e a saborosa canja ou delicioso arroz tinham um sabor que ainda hoje se sente. Nesses tempos os domingos tinham de facto uma marca própria, tanto no vestir como no comer. Hoje em dia tudo isso se diluiu e pelo vestir e pelo comer já nem sabemos a quantas andamos.

Recordo também que minha mãe, mulher de quase uma dezena de filhos, todos nascidos em casa, assistidos por parteira habilidosa da aldeia, nesses tempos de pós-parto tinha umas refeições melhoradas à base de galinha, tanto arroz como canja. Eram assim esses tempos em que as mulheres eram de outra têmpera, também porque a vida a isso as obrigava.

Outra forte imagem, era as galinhas da casa com as suas ninhadas de pintaínhos percorrendo o quintal, sempre à cata de minhocas e outros bicharocos. Nesse fase, era complicado a aproximação à galinha-mãe, sempre atenta aos filhotes, esses suaves novelos amarelos.

Como vêem, as galinhas, esses animais que dizem estúpidos, ainda têm muita importância no contexto da susbistência de muitas famílias portuguesas e, mais do que isso, evocam memórias e recordações.

Já agora, por curiosidade, pelo menos um dos ovos da imagem acima pertence à galinha da imagem. O seu ovo a seu dono(a).

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4/15/2010

Grandes Campeões do Futebol – 65/66 – A Francesa – Cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos "Grandes Campeões do Futebol", uma edição de "A Francesa".
Esta caderneta é justamente considerada uma das melhores do seu estilo porque não se limitou a reproduzir os cromos das habituais equipas do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão (que era a regra) e foi mais além incluindo equipas na altura de divisões secundárias, mas que pela editora eram consideradas como "os principais clubes", se calhar uma consideração algo discutível.
Seja como for, com 12 cromos por clube (4 colunas por 3 linhas), incluindo o cromo do emblema, a caderneta é composta por 264 cromos, um número considerável para a época.


Importa desde já dizer que a "Grandes Campeões do Futebol" é da época 65/66. Esta data não está indicada em qualquer local da caderneta e pelo número de clubes, incluindo da Segunda Divisão, torna-se complicado datar a mesma tendo em conta o alinhamento das equipas que nessa época participaram no campeonato maior do futebol português (em que o Sporting foi o campeão seguido do Benfica e Porto).


A cópia desta caderneta foi-me oferecida por um amigo que na altura também não a soube datar.
Pessoalmente cheguei à época de 65/66 pela leitura dos jogadores das principais equipas e sobretudo pelo guarda-redes Botelho, que nessa época defendeu as cores do clube "Sport Grupo Scalabitano Os Leões", de Santarém", que, improvavelmente, também faz parte da caderneta. Nessa época ficou em 10º lugar no Campeonato da 2ª Divisão - Zona Sul.
Quanto a Botelho foi um excelente guarda-redes formado no Benfica e que depois dos "Leões de Santarém" defendeu as cores do Atlético (por 2 ocasiões), Sporting (por 3 ocasiões), Boavista, Benfica, Amora e Seixal.


Quanto à inclusão na caderneta de clubes secundários como o "Sport Grupo Scalabitano Os Leões", fundado em 1916 e que em 1969 fundiu-se com o Sport Grupo União Operária, ando lugar ao actual União Desportiva de Santarém, poderia ser apenas uma opção comercial da editora. Provavelmente a zona de Santarém seria um bom mercado na venda dos cromos de caramelos. Particularidades das cadernetas de cromos de caramelos que entre outras as transformaram em coleccionáveis raros e muito valorizados.

Lista das equipas que integram a colecção:
Sporting, Benfica, Vitória Guimarães, FC Porto, Varzim, CUF, Belenenses, FC Barreirense, Académica de Coimbra, Vitória de Setúbal, Braga, Lusitano Évora, Leixões, Sp. Covilhã, Salgueiros, Sanjoanense, Portimonense, Casa Pia, Atlético e Leões de Santarém.
A capa da caderneta é interessante, com um grafismo colorido e bem equilibrado que reproduz duas cenas de jogo em movimento, em jogos Benfica-Porto e Benfica-Sporting.


Os cromos também têm um grafismo colorido e apelativo, onde se destaca o emblema do clube como cenário de fundo, ao alto, seguindo-se a meio uma faixa amarela e na base o verde do relvado. Os jogadores, claro está, represnetados em pose a corpo inteiro.
Para conlcuir, escusado será dizer que por todos os motivos, logo pela quantidade de cromos, é uma colecção muito rara e valiosa. Quem a tiver, principalmente completa e em bom estado, tem um pequeno tesouro.

 

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Não esqueça: Novo blog do Santa Nostalgia

4/13/2010

Santa Nostalgia em novo espaço

 

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O blog Santa Nostalgia vai seguir noutro espaço e num endereço ligeiramente diferente, embora continue na plataforma Blogger (recebemos sugestões para migrar para o Sapo, mas nada está decidido até porque não estamos a vislumbrar vantagens).

Pretende-se com isto um novo espaço com outro design. Pode nem ser a solução definitiva e a migração para um domínio próprio é uma coisa que estamos a considerar de modo a obter alguma autonomia e funcionalidades integradas. A exportação de todo o conteúdo do blog para o novo espaço é também uma possibilidade mas inevitavelmente, mesmo com trabalho pela frente, perder-se-ão algumas configurações e formatações pelo que até ver não vamos mexer.

Todavia, de modo a não dispersar os nossos habituais visitantes, até porque o blog já dispõe de mais de uma centena de habituais seguidores, este blog vai continuar por mais algum tempo, de forma paralela, embora com artigos autónomos em cada versão. O ritmo de publicação de artigos é que poderá baixar ao contrário do novo espaço onde se pretende implementar o ritmo mais ou menos habitual.

Por tudo isso, solicitamos aos nossos actuais seguidores o favor de irem subscrevendo o novo espaço de modo a estarem sempre actualizados com os nossos artigos.

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